{"id":74612,"date":"2026-10-21T19:06:17","date_gmt":"2026-10-21T22:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=74612"},"modified":"2026-10-21T19:06:18","modified_gmt":"2026-10-21T22:06:18","slug":"sem-culpa-materna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/sem-culpa-materna\/","title":{"rendered":"Sem culpa materna: o que as crian\u00e7as aprendem quando veem a m\u00e3e realizar os pr\u00f3prios sonhos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/para-onde-a-mamae-vai-quando-ela-nao-esta-aqui\/carolina-moreyra\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>\u201cPara onde a mam\u00e3e vai quando ela n\u00e3o est\u00e1 aqui?\u201d<\/em><\/a>. A pergunta-t\u00edtulo do livro de Carolina Moreyra, ilustrado por Nat\u00e1lia Gregorini, abre espa\u00e7o para um assunto que ainda carrega um estigma. A ideia quase cristalizada de que os filhos devem ocupar totalmente o centro da vida das m\u00e3es embute ju\u00edzo de valor na simples ideia de pensar no que pode existir na vida de uma mulher para al\u00e9m da maternidade. Voltar o olhar para atividades, desejos ou realiza\u00e7\u00f5es que n\u00e3o envolvam os filhos soa \u201cerrado\u201d. E parece que sempre tem algu\u00e9m pronto para perguntar: \u201cQuem est\u00e1 cuidando das crian\u00e7as?\u201d. Qualquer resposta que n\u00e3o venha carregada de<a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/motivos-para-parar-de-se-sentir-insuficiente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> <strong>culpa e autopuni\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a> pode ser mal interpretada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No livro, uma menina imagina o que a m\u00e3e pode estar fazendo enquanto est\u00e1 fora de casa. Talvez ela esteja viajando pelo espa\u00e7o, explorando o fundo do mar ou vivendo alguma aventura extraordin\u00e1ria. Entre a fantasia e as situa\u00e7\u00f5es cotidianas, a crian\u00e7a descobre que a m\u00e3e pode estar em muitos lugares e fazer muitas coisas. No fim do dia, ela volta para casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas h\u00e1 um olhar importante na constru\u00e7\u00e3o da narrativa: <strong>a aus\u00eancia, nesse caso, n\u00e3o \u00e9 apresentada como abandono, e n\u00e3o vem acompanhada de remorso ou peso na consci\u00eancia. <\/strong>Enquanto a m\u00e3e est\u00e1 fora, o <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-sobre-paternidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pai cuida da filha<\/a>, prepara a comida e participa da rotina. A vida da fam\u00edlia continua e o reencontro \u00e9 leve. N\u00e3o h\u00e1 aquela necessidade de \u201ccompensar\u201d o tempo passado longe.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T140253.095.jpg\" alt=\"Sem culpa materna\" class=\"wp-image-74650\" style=\"width:570px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T140253.095.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T140253.095-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/para-onde-a-mamae-vai-quando-ela-nao-esta-aqui\/carolina-moreyra\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8220;Para onde a mam\u00e3e vai quando ela n\u00e3o est\u00e1 aqui?&#8221;<\/a>, de Nat\u00e1lia Gregorini e Carolina Moreyra (Biruta) | Foto: Samuel Gregory<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De uma forma natural, a obra toca em uma quest\u00e3o importante para muitas mulheres: <strong>por que trabalhar, encontrar amigos, estudar ou dedicar tempo a interesses pessoais ainda pode despertar a sensa\u00e7\u00e3o de que se est\u00e1 fazendo algo errado ao se afastar dos filhos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/motivos-para-parar-de-se-sentir-insuficiente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">10 motivos para voc\u00ea parar de se sentir insuficiente<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Thaise Xavier, pesquisadora e fundadora do &#8220;Elas Trabalham&#8221;, grupo que se dedica a pesquisas e debates sobre a m\u00e3o de obra feminina, essa cobran\u00e7a n\u00e3o pode ser compreendida apenas como um sentimento individual, j\u00e1 que tamb\u00e9m \u00e9 alimentada pelas <strong>expectativas sociais sobre o que significa ser uma boa m\u00e3e<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO grande problema \u00e9 que vivemos em uma sociedade que prega que um filho deve ser o centro da vida de uma mulher, que s\u00f3 ele ser\u00e1 capaz de preench\u00ea-la e que s\u00f3 tendo um filho sua vida ganha significado. Ent\u00e3o, essa culpa que ocupava um espa\u00e7o natural na vida da m\u00e3e \u00e9 inflamada pelo julgamento de uma sociedade que fiscaliza as m\u00e3es \u00e0 espera de qualquer deslize que mostre que ela \u00e9 humana\u201d, afirma Thaise.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">TODA M\u00c3E SENTE CULPA? OU \u00c9 ALGO QUE SE ESPERA DELAS? <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo mundo sente culpa de vez em quando. Na maternidade, parece que a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 multiplicada, o que, provavelmente est\u00e1 mais ligado \u00e0s expectativas ao redor do que a estar, de fato, fazendo algo errado.&nbsp;<strong>O problema \u00e9 quando isso se transforma em uma cobran\u00e7a constante<\/strong>, como se qualquer atividade que n\u00e3o envolva os filhos precisasse ser justificada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diferen\u00e7a de tratamento entre homens e mulheres \u00e9 crucial para compreender melhor esse cen\u00e1rio. Enquanto o tempo dedicado ao lazer costuma ser visto como algo leg\u00edtimo para os pais, <strong>as m\u00e3es ainda s\u00e3o frequentemente questionadas quando est\u00e3o sozinhas ou fora de casa<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 aquele cl\u00e1ssico: ningu\u00e9m nunca pergunta ao pai onde o filho dele est\u00e1 quando o encontram sozinho, mas para a m\u00e3e \u00e9 a primeira coisa a ser questionado\u201d \u2014 Thaise Xavier, pesquisadora e fundadora do grupo &#8220;Elas Trabalham&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E esta \u00e9 uma l\u00f3gica que ultrapassa o universo dos adultos, viu? As crian\u00e7as percebem os coment\u00e1rios, comparam a rotina da pr\u00f3pria fam\u00edlia com a de outras e come\u00e7am a construir suas interpreta\u00e7\u00f5es sobre o que significa uma m\u00e3e estar ausente. Dependendo das mensagens que recebem, podem associar essa aus\u00eancia a uma falha materna, e n\u00e3o a uma parte comum da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, conversar sobre o assunto \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de ampliar as possibilidades de vis\u00e3o das crian\u00e7as. A m\u00e3e pode explicar onde est\u00e1, o que faz e por que aquela atividade \u00e9 importante para ela, sem apresentar cada sa\u00edda como um sacrif\u00edcio ou uma situa\u00e7\u00e3o que precisa ser compensada depois. Voc\u00ea n\u00e3o precisa convencer seus filhos de que a aus\u00eancia nunca provoca saudade ou frustra\u00e7\u00e3o. <strong>O objetivo \u00e9 ajud\u00e1-los a entender que esses sentimentos podem existir, sem que isso gere d\u00favidas sobre o amor que recebem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/maternidade-elisama-santos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cQuem sou eu al\u00e9m de sua m\u00e3e\u201d: a import\u00e2ncia de repensar a individualidade na maternidade<\/a><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"Clube Quindim\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">ATEN\u00c7\u00c3O! AS MENINAS EST\u00c3O OLHANDO<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este \u00e9 um assunto importante para todas as crian\u00e7as, independentemente de g\u00eanero. Mas \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o refor\u00e7ar que, <strong>quando uma menina cresce vendo a m\u00e3e trabalhar, estudar, cultivar amizades e perseguir interesses pr\u00f3prios, ela encontra refer\u00eancias concretas de como uma mulher pode construir a pr\u00f3pria vida.<\/strong> Por a\u00ed, \u00e9 poss\u00edvel mostrar que existem diferentes formas de realiza\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNossa sociedade ensina para as meninas que ser m\u00e3e \u00e9 tudo que elas devem almejar e para o qual elas devem se preparar desde pequenas, e isso vem limitando o potencial de milhares de n\u00f3s gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Thaise. Segundo a pesquisadora, as refer\u00eancias familiares podem influenciar a maneira como as meninas se relacionam com os estudos, escolhem uma profiss\u00e3o, desenvolvem a autoestima e <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/autoestima-e-autoconfianca-na-infancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">constroem confian\u00e7a em si mesmas<\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T143031.352.jpg\" alt=\"Sem culpa materna\" class=\"wp-image-74657\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T143031.352.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T143031.352-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DQXlDLnEiU6\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Por que \u00e9 importante incentivar a crian\u00e7a a escutar seus pr\u00f3prios desejos?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mensagem tamb\u00e9m faz diferen\u00e7a na forma como elas imaginam a maternidade no futuro. Se a experi\u00eancia de ter filhos \u00e9 vista como um momento em que todos os outros sonhos precisam ser paralisados ou descartados, elas crescem acreditando que ter\u00e3o de escolher entre constituir uma fam\u00edlia e preservar a pr\u00f3pria individualidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ver uma m\u00e3e que ama os filhos, mas mant\u00e9m interesses e projetos pessoais, mostra que outros cen\u00e1rios s\u00e3o poss\u00edveis.<\/strong> \u00c9 ineg\u00e1vel que a maternidade transforma a vida de uma mulher, mas isso n\u00e3o precisa apagar tudo o que existia antes dela, nem o que vir\u00e1 durante ou depois.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">CUIDADO \u00c9 (OU DEVERIA SER) UMA RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das escolhas mais interessantes em <em>Para onde a mam\u00e3e vai quando ela n\u00e3o est\u00e1 aqui?<\/em> \u00e9 que a presen\u00e7a do pai cuidando da filha n\u00e3o aparece como uma situa\u00e7\u00e3o excepcional. Ele faz parte da rotina familiar, assim como a m\u00e3e, e assume as tarefas necess\u00e1rias na casa e com a crian\u00e7a. Isso ajuda a questionar uma ideia que ainda comum: a de que o pai atua como um \u201cauxiliar\u201d da m\u00e3e nos cuidados com os filhos. \u00c9 como se a responsabilidade principal continuasse sendo dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 fundamental justamente para as crian\u00e7as entenderem que o cuidado com elas e com a casa \u00e9 um dever do pai e da m\u00e3e\u201d, explica Thaise. Essa representa\u00e7\u00e3o permite valorizar o trabalho envolvido nas tarefas dom\u00e9sticas e no cuidado, mesmo quando n\u00e3o existe remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T162908.236.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74681\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T162908.236.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T162908.236-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/para-onde-a-mamae-vai-quando-ela-nao-esta-aqui\/carolina-moreyra\">&#8220;Para onde a mam\u00e3e vai quando ela n\u00e3o est\u00e1 aqui?&#8221;,<\/a> de Nat\u00e1lia Gregorini e Carolina Moreyra (Biruta) | Foto: Samuel Gregory<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A divis\u00e3o das responsabilidades tem impacto direto na vida das mulheres. Quando os homens s\u00e3o reconhecidos como cuidadores capazes e respons\u00e1veis, as m\u00e3es deixam de ocupar automaticamente o lugar de \u00fanicas pessoas a quem os filhos recorrem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mensagem tamb\u00e9m \u00e9 essencial para os meninos. <strong>Aprender desde cedo a participar das tarefas da casa, cuidar de outras pessoas e assumir responsabilidades ajuda a ampliar o repert\u00f3rio sobre o que se espera dos homens na vida adulta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-criar-meninos-mais-respeitosos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como criar meninos mais respeitosos e n\u00e3o violentos na pr\u00e1tica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para as m\u00e3es que seguem com uma profiss\u00e3o, o julgamento vem de qualquer forma. \u201cO trabalho na vida da mulher est\u00e1 sempre no lugar da necessidade ou da ocupa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e menos importante\u201d, observa Thaise. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ainda complementa: \u201c[Pressup\u00f5e-se que] o papel principal da vida dela deve ser o de m\u00e3e. Ent\u00e3o, se ela trabalha por necessidade, vai ser culpada por n\u00e3o poder dar o seu melhor aos filhos; e se trabalha podendo n\u00e3o faz\u00ea-lo, ent\u00e3o \u00e9 ego\u00edsta ou n\u00e3o pode se dedicar tanto a ele porque isso n\u00e3o deve ser mais importante que a maternidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Falar sobre a realiza\u00e7\u00e3o pessoal das mulheres exige reconhecer que as experi\u00eancias maternas s\u00e3o diferentes. H\u00e1 m\u00e3es que trabalham porque precisam sustentar a fam\u00edlia, outras que encontram no trabalho uma fonte de independ\u00eancia e satisfa\u00e7\u00e3o, e aquelas que gostariam de trabalhar, mas enfrentam barreiras para isso. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m h\u00e1 mulheres que optam por se dedicar mais intensamente aos cuidados da casa e dos filhos. \u201c\u00c9 comum que mulheres julguem mulheres por trabalharem fora ou n\u00e3o trabalharem fora, e a raiz disso vem do que cada uma est\u00e1 vivendo: a gente julga na outra uma dor que est\u00e1 em n\u00f3s e n\u00e3o sabemos como lidar\u201d, defende a pesquisadora.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As diferen\u00e7as de classe e ra\u00e7a tamb\u00e9m precisam ser consideradas ao abordar o tema. As condi\u00e7\u00f5es materiais, as oportunidades de trabalho e a rede de apoio dispon\u00edvel mudam a maneira como cada mulher vive a maternidade. Para muitas fam\u00edlias, especialmente aquelas sustentadas financeiramente por mulheres, trabalhar n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o pessoal, mas de sobreviv\u00eancia. \u201c<strong>N\u00e3o \u00e9 uma disputa de qual dor d\u00f3i mais, mas que existem dores diferentes<\/strong>\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, defender que as m\u00e3es possam ter uma vida para al\u00e9m dos filhos n\u00e3o \u00e9 criar mais uma exig\u00eancia, como se toda mulher precisasse conciliar carreira, lazer, fam\u00edlia e projetos pessoais para ser um bom exemplo. <strong>\u00c9 preciso reconhecer que cada uma tem necessidades, limites e possibilidades diferentes, sem que essas diferen\u00e7as sejam transformadas em motivo de culpa.<\/strong> Tamb\u00e9m \u00e9 urgente abandonar a expectativa de que a m\u00e3e precisa dar conta de tudo sozinha. A divis\u00e3o do cuidado, o apoio de outras pessoas e as condi\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas n\u00e3o podem ser ignoradas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">sem culpa materna? como trazer essa conversa para a pr\u00e1tica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das primeiras mudan\u00e7as \u00e9 observar a maneira como os pr\u00f3prios adultos falam sobre trabalho, cuidado e maternidade diante das crian\u00e7as \u2013 e ajustar a rota, caso seja necess\u00e1rio. As palavras e os comportamentos cotidianos ajudam a construir a ideia de que a vida profissional da mulher tem o mesmo valor que a do homem e de que cuidar da casa e dos filhos \u00e9 uma responsabilidade compartilhada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thaise sugere algumas atitudes que ajudam a ampliar esse repert\u00f3rio desde a inf\u00e2ncia:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-para-fortalecer-a-autoconfianca-meninas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Incentivar os estudos e os projetos das meninas:<\/a><\/strong> mostrar que a forma\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de uma vida profissional s\u00e3o importantes, independentemente dos relacionamentos que elas venham a ter no futuro;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ensinar os meninos a cuidar:<\/strong> envolver os filhos nas <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/tarefas-para-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">tarefas dom\u00e9sticas<\/a> e mostrar que a manuten\u00e7\u00e3o da casa e o bem-estar de quem vive nela dependem do trabalho de todos;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Contar \u00e0s crian\u00e7as quem a m\u00e3e \u00e9 para al\u00e9m da maternidade:<\/strong> compartilhar experi\u00eancias, interesses, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/amigos-de-longa-data-a-importancia-na-infancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">amizades<\/a> e atividades que fazem parte da sua vida, inclusive aquelas que existiam antes de os filhos nascerem;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tratar o pai como respons\u00e1vel pelo cuidado, n\u00e3o como substituto da m\u00e3e:<\/strong> em vez de dizer que a crian\u00e7a vai ficar com o pai porque a m\u00e3e precisa sair, reconhecer que ela estar\u00e1 com ele, que tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por sua rotina e seu bem-estar.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00faltima mudan\u00e7a pode parecer pequena, mas ajuda a questionar a ideia de que o pai est\u00e1 \u201capenas cobrindo\u201d a aus\u00eancia materna. <strong>N\u00e3o, o pai n\u00e3o est\u00e1 cuidando at\u00e9 a m\u00e3e voltar. Ele tamb\u00e9m a ama e \u00e9 igualmente respons\u00e1vel. E ajud\u00e1-la a compreender isso faz toda a diferen\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No livro, a personagem imagina os lugares onde a m\u00e3e pode estar e, no fim, recebe o abra\u00e7o do reencontro. Ela n\u00e3o escolhe entre sentir saudade e imaginar a m\u00e3e vivendo outras experi\u00eancias. As duas coisas podem existir juntas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T163303.108.jpg\" alt=\"Sem culpa materna\" class=\"wp-image-74684\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T163303.108.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-21T163303.108-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/para-onde-a-mamae-vai-quando-ela-nao-esta-aqui\/carolina-moreyra\">&#8220;Para onde a mam\u00e3e vai quando ela n\u00e3o est\u00e1 aqui?&#8221;<\/a>, de Nat\u00e1lia Gregorini e Carolina Moreyra (Biruta) | Foto: Samuel Gregory<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amar algu\u00e9m n\u00e3o significa ter a necessidade estar junto o tempo todo. Da mesma forma, cuidar da fam\u00edlia n\u00e3o exige que uma mulher abandone tudo o que tamb\u00e9m a constitui como pessoa. <strong>Quando m\u00e3es e pais mostram, na pr\u00e1tica, que o cuidado pode ser compartilhado e que cada integrante da fam\u00edlia tem uma vida pr\u00f3pria, ensinam as crian\u00e7as a imaginar rela\u00e7\u00f5es mais equilibradas. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Meninas crescem entendendo que a maternidade \u00e9 uma possibilidade e que n\u00e3o precisa encerrar seus sonhos. Meninos chegam \u00e0 vida adulta compreendendo que cuidar de si mesmo e dos outros tamb\u00e9m \u00e9 sua responsabilidade. E ambos podem descobrir que o amor n\u00e3o diminui quando cada pessoa tem espa\u00e7o para existir al\u00e9m dos v\u00ednculos familiares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">estante quindim<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros, j\u00e1 entregues \u00e0 Fam\u00edlia Quindim, que nos convidam a repensar sobre as diferentes camadas do que significa ser uma boa m\u00e3e:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/para-onde-a-mamae-vai-quando-ela-nao-esta-aqui\/carolina-moreyra\" target=\"_blank\" rel=\" noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"351\" height=\"416\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Para-onde-a-mamae-vai-quando-nao-esta-aqui_CapaTransparente-e1792605529390.png\" alt=\"Para onde a mam\u00e3e vai quando ela n\u00e3o est\u00e1 aqui?\" class=\"wp-image-74662\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Para-onde-a-mamae-vai-quando-nao-esta-aqui_CapaTransparente-e1792605529390.png 351w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/Para-onde-a-mamae-vai-quando-nao-esta-aqui_CapaTransparente-e1792605529390-150x178.png 150w\" sizes=\"(max-width: 351px) 100vw, 351px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/para-onde-a-mamae-vai-quando-ela-nao-esta-aqui\/carolina-moreyra\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Para onde a mam\u00e3e vai quando ela n\u00e3o est\u00e1 aqui?<\/a>, de Nat\u00e1lia Gregorini e Carolina Moreyra (Biruta)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"443\" height=\"359\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/mamae-zangada-CapaTransparente-e1790187512932.png\" alt=\"Mam\u00e3e Zangada (de Jutta Bauer, editora Companhia das Letrinhas)\" class=\"wp-image-72812\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/mamae-zangada-CapaTransparente-e1790187512932.png 443w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/mamae-zangada-CapaTransparente-e1790187512932-150x122.png 150w\" sizes=\"(max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/mamae-zangada\/jutta-bauer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mam\u00e3e zangada<\/a>, de Jutta Bauer (Companhia das Letrinhas) <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"608\" height=\"730\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Capa-Frente-Mamae-virou-um-monstro-transparente-e1714744997813-608x730.png\" alt=\"Quando Mam\u00e3e virou um monstro (escritora Joanna Harrison, editora Brinque-Book)\" class=\"wp-image-60352\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain;object-position:0% 39%\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/quando-mamae-virou-um-monstro\/joanna-harrison\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Quando mam\u00e3e virou um monstro<\/em>,<\/a> de Joanna Harrison (Brinque-book)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser m\u00e3e n\u00e3o precisa ocupar todos os espa\u00e7os da vida. Lembrar disso, sem culpa materna, ajuda a criar novas possibilidades para o futuro e preserva o v\u00ednculo com os filhos<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":74689,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,507],"tags":[],"class_list":["post-74612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-maternidade"],"acf":{"posts_relacionados":[72808,72035,50011]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74612"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74612\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74705,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74612\/revisions\/74705"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50011"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72035"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72808"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}