{"id":74561,"date":"2026-10-19T14:44:26","date_gmt":"2026-10-19T17:44:26","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=74561"},"modified":"2026-10-19T14:44:27","modified_gmt":"2026-10-19T17:44:27","slug":"pensamento-investigativo-na-infancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/pensamento-investigativo-na-infancia\/","title":{"rendered":"Como incentivar o pensamento investigativo na inf\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas as manh\u00e3s, ao abrir os olhos, sair da cama e iniciar um novo dia, as crian\u00e7as partem rumo a uma jornada de descobertas. Curiosas por natureza e experimentando primeiras vezes nos mais variados contextos, elas desde sempre apresentam comportamentos que t\u00eam tudo a ver com a l\u00f3gica da investiga\u00e7\u00e3o. <strong>Viver a inf\u00e2ncia com incentivos para desenvolver o pensamento investigativo e l\u00f3gico<\/strong> \u2014 partir de uma d\u00favida, observar, comparar fatos e dados, formular hip\u00f3teses, argumentar e validar uma descoberta \u2014 traz benef\u00edcios para a vida das crian\u00e7as e para seu desenvolvimento na juventude e na fase adulta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A intera\u00e7\u00e3o com o meio ao redor, tanto o f\u00edsico quanto os meios social e cultural, \u00e9 o que come\u00e7a a plantar em cada indiv\u00edduo a semente da busca por entender o mundo e, por consequ\u00eancia, investig\u00e1-lo. \u201cA crian\u00e7a n\u00e3o precisa ser ensinada a ser curiosa. Desde beb\u00ea, ela demonstra uma forte disposi\u00e7\u00e3o para compreender o mundo. Ela observa, experimenta, repete uma a\u00e7\u00e3o para perceber o que acontece; ela compara, estranha aquilo que n\u00e3o compreende e busca explica\u00e7\u00f5es\u201d, conta Monique Voltarelli, que \u00e9 pedagoga e professora doutora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia (UnB). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir desta natureza do que \u00e9 ser crian\u00e7a, o incentivo ao pensamento l\u00f3gico da investiga\u00e7\u00e3o pode e deve ocorrer. <strong>Os caminhos s\u00e3o variados e a literatura para as inf\u00e2ncias tamb\u00e9m se faz presente.<\/strong> Hist\u00f3rias como as do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/detetives-de-pelucia\/andrea-del-fuelgo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cDetetives de pel\u00facia\u201d<\/a> (Andr\u00e9a Del Fuego, Escarlate, 2026) podem colaborar para isso: na obra, as cachorrinhas Marg\u00f4 e Dominique precisam desvendar um cl\u00e1ssico mist\u00e9rio de \u201cquem matou\u201d \u2014 neste caso, as v\u00edtimas s\u00e3o animais do s\u00edtio onde elas vivem. Para tal, partem para a pr\u00e1tica investigativa: procuram por informa\u00e7\u00f5es, conversam com os bichos do local, comparam dados, levantam hip\u00f3teses\u2026 Esse processo l\u00f3gico de uma investiga\u00e7\u00e3o ocorre tamb\u00e9m nas mais diversas buscas e descobertas das inf\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-16T140854.253.jpg\" alt=\"pensamento investigativo\" class=\"wp-image-74567\" style=\"width:570px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-16T140854.253.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-16T140854.253-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/detetives-de-pelucia\/andrea-del-fuelgo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cDetetives de pel\u00facia&#8221;<\/a> de Andr\u00e9a Del Fuelgo e Kak\u00e1 Leal (Escarlate) | Foto: Samuel Gregory<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPara al\u00e9m dos fatores biol\u00f3gicos, a forma\u00e7\u00e3o de cada sujeito tamb\u00e9m acontece a partir de suas experi\u00eancias psicol\u00f3gicas e sociais, nas rela\u00e7\u00f5es que faz com o mundo. Poder questionar esse mundo \u00e9 tamb\u00e9m poder colocar uma parte de si na sua rela\u00e7\u00e3o com ele\u201d, diz Giovana Bruno da Silva, psic\u00f3loga cl\u00ednica, psicanalista e neuropsic\u00f3loga. \u201cAssim, <strong>quando a crian\u00e7a encontra espa\u00e7o para suas d\u00favidas e questionamentos, ela tem a possibilidade de se tornar, ao longo da vida, um sujeito questionador e cr\u00edtico,<\/strong> que n\u00e3o fica ref\u00e9m apenas daquilo que lhe \u00e9 passado pelo outro\u201d, continua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DeaQaYnlCHL\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Voc\u00ea precisa escutar a crian\u00e7a agora!<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">&#8220;por que isso? por que aquilo?&#8221; <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>O poder questionador da natureza humana n\u00e3o demora a se revelar nos primeiros anos de vida, com as mais <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/assuntos-dificeis-com-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">diversas perguntas que uma crian\u00e7a \u00e9 capaz de formular<\/a> enquanto se desenvolve. Em todos os \u201cpor qu\u00eas?\u201d da inf\u00e2ncia moram valiosas oportunidades de mostrar aos pequenos o valor de perguntar sobre aquilo o que se quer saber, iniciando uma investiga\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s de simplesmente supor algo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<strong>Quando uma crian\u00e7a pergunta por qu\u00ea, ela n\u00e3o est\u00e1 simplesmente esperando uma resposta pronta<\/strong>. Muitas vezes, <strong>ela est\u00e1 tentando construir uma explica\u00e7\u00e3o para algo que a inquietou. <\/strong>Ela quer compreender, quer estabelecer rela\u00e7\u00f5es, quer encontrar sentidos. E \u00e9 justamente a\u00ed que aparece o pensamento investigativo\u201d, conta Monique Voltarelli, que continua: \u201cO que n\u00f3s, adultos, precisamos fazer \u00e9 n\u00e3o interromper esse movimento e criar condi\u00e7\u00f5es para que ele possa se ampliar\u201d.<br><br>Guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es de contexto, o processo cient\u00edfico de investiga\u00e7\u00e3o seguido profissionalmente por adultos tra\u00e7a um paralelo com as possibilidades de entender e descobrir o mundo como na inf\u00e2ncia. Ao observar algo e ter uma d\u00favida, levantar hip\u00f3teses sobre o que quer saber, buscar informa\u00e7\u00f5es, comparar ideias e possibilidades, testar solu\u00e7\u00f5es e at\u00e9 rever o que pensava antes de todo esse processo, a crian\u00e7a vive uma investiga\u00e7\u00e3o pautada pelo pensamento l\u00f3gico da busca e descoberta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-infantis-que-estimulam-o-pensamento-cientifico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">8 livros infantis que estimulam o pensamento cient\u00edfico<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo isso pode ocorrer nas situa\u00e7\u00f5es mais cotidianas, como o simples observar da natureza. Entender por que as plantas crescem ou como os alimentos surgem, de que maneira se formam as sombras, como o Sol desponta no horizonte todas as manh\u00e3s, para onde as formigas est\u00e3o andando\u2026 <strong>Durante a inf\u00e2ncia, investigar \u00e9 tamb\u00e9m compreender como a vida acontece e como funciona o ambiente que habitamos.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em meio a isso, as <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/brincadeiras-que-incentivam-autonomia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">brincadeiras<\/a> s\u00e3o como um laborat\u00f3rio pr\u00f3prio dessa \u00e9poca da vida. \u201cBrincar \u00e9 a forma mais potente de investiga\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, porque o brincar, para elas, \u00e9 um modo de ser e estar no mundo. <strong>\u00c9 por meio da brincadeira que a crian\u00e7a experimenta possibilidades, cria situa\u00e7\u00f5es, testa ideias, inventa regras, modifica o que est\u00e1 fazendo e observa o efeito de suas a\u00e7\u00f5es&#8221;<\/strong>, pontua Monique, que tamb\u00e9m \u00e9 l\u00edder do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre os Estudos Sociais da Inf\u00e2ncia (GEPESI\/UnB), pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisa Sociologia da Inf\u00e2ncia e Educa\u00e7\u00e3o Infantil (GEPSI) da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP e co-diretora do Childism Institute.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Imagine uma crian\u00e7a construindo uma casa com blocos: ela observa quando a estrutura cai, experimenta outro material, modifica a forma como organizou as pe\u00e7as, tenta novamente. Ou quando inventa uma brincadeira com outras crian\u00e7as: elas criam uma regra, percebem que n\u00e3o est\u00e1 funcionando, discutem, modificam e continuam brincando. Tudo isso envolve investiga\u00e7\u00e3o\u201d, relata Voltarelli.<br><br>Diante dessas viv\u00eancias, seja no dia a dia, nas <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/dicas-para-aproximar-as-criancas-da-natureza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">rela\u00e7\u00f5es com a natureza<\/a> e o ambiente ou nas brincadeiras, as crian\u00e7as tamb\u00e9m produzem teorias. \u201c\u00c0s vezes, usamos a palavra \u2018teoria\u2019 como se ela pertencesse exclusivamente ao universo cient\u00edfico adulto. Mas as crian\u00e7as tamb\u00e9m elaboram explica\u00e7\u00f5es para compreender o mundo. Elas criam interpreta\u00e7\u00f5es, estabelecem rela\u00e7\u00f5es e constroem sentidos para aquilo que vivem&#8221;, afirma a especialista, que completa: &#8220;Essas teorias n\u00e3o devem ser tratadas simplesmente como certas ou erradas. Elas nos mostram como a crian\u00e7a est\u00e1 pensando e como podem se transformar \u00e0 medida que as novas experi\u00eancias v\u00e3o acontecendo\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">como incentivar o pensamento investigativo na inf\u00e2ncia? <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos caminhos para estimular que as crian\u00e7as tenham pensamento l\u00f3gico e fa\u00e7am investiga\u00e7\u00f5es para solucionar suas d\u00favidas \u00e9 <strong>valorizar os momentos em que os pequenos trazem questionamentos com seus famosos \u2014 e, \u00e0s vezes, temidos \u2014 \u201cpor qu\u00eas?\u201d.<\/strong> A maneira como o adulto recebe e encaminha as perguntas \u00e9 essencial nessa jornada. Se a resposta para as d\u00favidas sempre girar em torno de uma esquiva (por exemplo: \u201cvoc\u00ea ainda \u00e9 pequeno para entender\u201d), a crian\u00e7a, aos poucos, pode assimilar que fazer perguntas n\u00e3o tem validade ou n\u00e3o \u00e9 importante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A neuropsic\u00f3loga Giovana alerta para a postura dos adultos nesse contexto: \u201c\u00c9 importante que os adultos reconhe\u00e7am quando n\u00e3o sabem algo ou mudam de opini\u00e3o diante de uma nova informa\u00e7\u00e3o. Afinal, a crian\u00e7a tamb\u00e9m se v\u00ea atrav\u00e9s do olhar do adulto. Se as perguntas delas s\u00e3o sempre ignoradas ou desvalorizadas, que lugar elas v\u00e3o dar para aquilo que pensam?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mais do que incentivar perguntas, precisamos estar dispostos a escut\u00e1-las e, inclusive, a sermos questionados&#8221; \u2014 Giovana Bruno da Silva, psic\u00f3loga cl\u00ednica, psicanalista e neuropsic\u00f3loga<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/crianca-escutar-os-proprios-desejos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Por que \u00e9 importante incentivar a crian\u00e7a a escutar os pr\u00f3prios desejos<\/a><br><br>Por outro lado, \u201cimagine uma crian\u00e7a que pergunta e encontra algu\u00e9m que diz \u2018eu n\u00e3o sei, mas o que voc\u00ea acha? Como a gente poderia descobrir?\u2019. A experi\u00eancia \u00e9 completamente diferente. Neste caso, o adulto n\u00e3o est\u00e1 simplesmente fornecendo uma resposta. Ele est\u00e1 criando condi\u00e7\u00f5es para que a crian\u00e7a continue pensando. Em todo esse processo, o adulto tem um papel muito importante. Ele n\u00e3o precisa ser a pessoa com a resposta pronta e tamb\u00e9m n\u00e3o deve simplesmente dizer \u00e0 crian\u00e7a se aquilo que ela pensou est\u00e1 correto ou errado. \u00c9 preciso ampliar a investiga\u00e7\u00e3o a partir da pr\u00f3pria hip\u00f3tese da crian\u00e7a\u201d, explica Monique.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-16T153225.619.jpg\" alt=\"Pensamento investigativo\" class=\"wp-image-74575\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-16T153225.619.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-16T153225.619-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juntos, adultos e crian\u00e7as podem trilhar caminhos investigativos que unem divers\u00e3o e descobertas rumo ao est\u00edmulo ao pensamento l\u00f3gico e cr\u00edtico para os mais variados campos da vida. Monique Voltarelli apresenta sugest\u00f5es de como reagir diante das perguntas feitas pelas crian\u00e7as, estimulando o processo de investiga\u00e7\u00e3o:<br><br>\u2022 Por que voc\u00ea pensa assim?<br>\u2022 Como que n\u00f3s poder\u00edamos descobrir?<br>\u2022 O que poder\u00edamos fazer para verificar?<br>\u2022 Ser\u00e1 que existe outra possibilidade?<br>\u2022 O que aconteceria se fiz\u00e9ssemos de outro jeito?<br><br>\u201cEssas perguntas fazem com que as crian\u00e7as retomem seu pensamento, confrontem suas hip\u00f3teses com novas experi\u00eancias e busquem informa\u00e7\u00f5es para construir outras explica\u00e7\u00f5es\u201d, conta a especialista. \u201cO adulto n\u00e3o deixa de ensinar: ele passa a provocar, ampliar, sustentar os processos investigativos das crian\u00e7as, sem substituir o pensamento delas pelo seu pr\u00f3prio. Isso tamb\u00e9m n\u00e3o significa deixar as crian\u00e7as sozinhas diante da investiga\u00e7\u00e3o; ao contr\u00e1rio, o adulto tem um papel muito importante de media\u00e7\u00e3o. Ele observa, escuta, oferece materiais, apresenta novas informa\u00e7\u00f5es e diferentes experi\u00eancias, cria e oportuniza situa\u00e7\u00f5es que permitem \u00e0 crian\u00e7a aprofundar aquilo que est\u00e1 sendo investigado\u201d, segue ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">confian\u00e7a e autonomia<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os benef\u00edcios de desenvolver o pensamento l\u00f3gico investigativo desde a inf\u00e2ncia s\u00e3o variados: percorrem pontos como <strong>aten\u00e7\u00e3o, planejamento e capacidade de lidar com mudan\u00e7as<\/strong> \u2014 por exemplo, descobrir que uma hip\u00f3tese n\u00e3o se comprova como algo v\u00e1lido.<br><br>No entanto, para a neuropsic\u00f3loga Giovana, os benef\u00edcios v\u00e3o bem al\u00e9m: \u201cQuando a crian\u00e7a percebe que pode questionar, buscar explica\u00e7\u00f5es e reconsiderar suas ideias, tamb\u00e9m <strong>constr\u00f3i <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/menos-superprotecao-mais-autonomia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">confian\u00e7a em sua pr\u00f3pria capacidade de pensar<\/a>.<\/strong> Ela aprende que n\u00e3o saber ou estar enganada, por exemplo, n\u00e3o significa ser incapaz, e que o conhecimento pode ser constru\u00eddo e transformado. S\u00e3o experi\u00eancias que podem contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de adultos com uma postura mais cr\u00edtica e menos passiva diante das informa\u00e7\u00f5es que recebem\u201d, analisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Monique ressalta que esse processo fortalece a autonomia intelectual: \u201cA crian\u00e7a tamb\u00e9m aprende que pode ter uma hip\u00f3tese diferente, discordar, ouvir outras perspectivas, modificar suas pr\u00f3prias ideias quando encontra novos elementos ou quando discute com outras pessoas. Poder pensar diferente tamb\u00e9m \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o muito importante com o conhecimento. <strong>\u00c9 compreender que aquilo que sabemos pode ser investigado, questionado e ampliado. Isso est\u00e1 profundamente relacionado com o pensamento cr\u00edtico<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-19T143112.548.jpg\" alt=\"Formiguinhas\" class=\"wp-image-74598\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-19T143112.548.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/MIOLO-2026-10-19T143112.548-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/formiguinhas\/natalia-borges-polesso\">&#8220;Formiguinhas&#8221;<\/a> de PriWi e Natalia Borges Polesso (FTD) | Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DOhK-0NCXNA\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Seu filho n\u00e3o deveria te obedecer o tempo todo&#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A especialista continua: \u201c\u00c9 muito importante que as crian\u00e7as tenham sua autonomia, liberdade e confian\u00e7a nos adultos, de saberem que suas opini\u00f5es ser\u00e3o valorizadas para seguir perguntando, investigando os pontos e as tem\u00e1ticas sobre as quais elas t\u00eam curiosidade em saber mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O papel das fam\u00edlias nesse processo \u00e9 essencial, pois as primeiras investiga\u00e7\u00f5es da vida de uma crian\u00e7a acontecem justamente no dia a dia, em meio ao cotidiano com os pais, irm\u00e3os e outras pessoas de conviv\u00eancia rotineira. A vida que j\u00e1 ocorre todos os dias est\u00e1 repleta de oportunidades para que os familiares incentivem as crian\u00e7as em seu pensamento l\u00f3gico investigativo.<br><br>\u201c\u00c9 essencial criar um ambiente em que as perguntas sejam bem-vindas. [&#8230;] Uma das coisas mais importantes que a fam\u00edlia pode comunicar \u00e9: \u2018Eu quero saber o que voc\u00ea pensa\u2019. <strong>Quando uma crian\u00e7a percebe que suas perguntas, ideias, hip\u00f3teses e descobertas s\u00e3o levadas a s\u00e9rio, ela compreende que sua voz tem valor.<\/strong> Isso ultrapassa a curiosidade sobre um determinado assunto. Estamos falando em construir uma rela\u00e7\u00e3o com o conhecimento com base no desejo de compreender, na possibilidade de perguntar e na confian\u00e7a para buscar respostas&#8221;, reflete Monique Voltarelli.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> &#8220;Por isso, talvez uma das maiores contribui\u00e7\u00f5es que n\u00f3s podemos oferecer \u00e0s crian\u00e7as seja simplesmente n\u00e3o ter pressa de encerrar sua curiosidade.<em> [Em vez de oferecer] <\/em>imediatamente uma resposta, sustentar a pergunta, ter disponibilidade para o encontro com a crian\u00e7a, permitir que ela <strong>pense, procure, experimente<\/strong>. E descubra que ela tamb\u00e9m \u00e9 capaz de construir caminhos para conhecer o mundo\u201d, finaliza a professora. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">estante quindim <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros, j\u00e1 entregues \u00e0 Fam\u00edlia Quindim, que incentivam o pensamento investigativo das crian\u00e7as:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"415\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/A-fuga_CapaTransparente-e1784309520471.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-73410\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/A-fuga_CapaTransparente-e1784309520471.png 415w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/A-fuga_CapaTransparente-e1784309520471-100x100.png 100w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/A-fuga_CapaTransparente-e1784309520471-96x96.png 96w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/A-fuga_CapaTransparente-e1784309520471-150x148.png 150w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/a-fuga-a-historia-de-103-macacos-desaparecidos\/ximo-abadia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A fuga: a hist\u00f3ria de 103 macacos desaparecidos<\/a>, de Ximo Abad\u00eda (Callis)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"470\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CadeSonoStella_CapaTransparente-e1759256688508.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-70815\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CadeSonoStella_CapaTransparente-e1759256688508.png 336w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CadeSonoStella_CapaTransparente-e1759256688508-150x210.png 150w\" sizes=\"(max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/cade-o-sono-da-stella\/anete-melece\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cad\u00ea o sono da Stella?,<\/a> de Anete Melece (Boitat\u00e1)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"358\" height=\"480\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/formiguinhas.jpg\" alt=\"Formiguinhas (escritora Natalia Borges Polesso, ilustradora PriWi, editora FTD)\" class=\"wp-image-46810\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/formiguinhas.jpg 358w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/formiguinhas-150x201.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/formiguinhas\/natalia-borges-polesso\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Formiguinhas<\/a>, de PriWi e Natalia Borges Polesso (FTD)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curiosas por natureza, as crian\u00e7as descobrem o mundo perguntando. Acolher esse pensamento investigativo \u00e9 abrir caminho para que sigam buscando respostas!<\/p>\n","protected":false},"author":81,"featured_media":74574,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746],"tags":[],"class_list":["post-74561","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil"],"acf":{"posts_relacionados":[70657,64232,72837]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/81"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74561"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74561\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72837"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64232"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70657"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}