{"id":74408,"date":"2026-10-09T15:59:39","date_gmt":"2026-10-09T18:59:39","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=74408"},"modified":"2026-10-09T15:59:40","modified_gmt":"2026-10-09T18:59:40","slug":"projecao-parental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/projecao-parental\/","title":{"rendered":"Proje\u00e7\u00e3o parental: como evitar que os filhos carreguem os sonhos dos pais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Proje\u00e7\u00e3o parental ou Transfer\u00eancia de Expectativas Narc\u00edsicas s\u00e3o alguns nomes e conceitos psicol\u00f3gicos para um sentimento simples e comum, que pode surgir em diferentes fam\u00edlias: <strong>quando os pais colocam nos filhos a idealiza\u00e7\u00e3o de que eles ir\u00e3o viver sonhos e expectativas que, na verdade, sempre foram dos cuidadores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A discuss\u00e3o j\u00e1 \u00e9 bastante conhecida, por\u00e9m, h\u00e1 um ponto a ser considerado que, muitas vezes, fica de fora, que \u00e9 o acolhimento desses pr\u00f3prios pais que, em alguns casos, projetam desejos e satisfa\u00e7\u00f5es nos filhos n\u00e3o apenas como uma forma de realizar sonhos pessoais, mas tamb\u00e9m como uma maneira de curar vazios e dificuldades de acesso que eles pr\u00f3prios sofreram na inf\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/pai-e-filho-estudos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74436\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/pai-e-filho-estudos.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/pai-e-filho-estudos-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, essa passagem de expectativas entre gera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m acontece em um cen\u00e1rio de amplia\u00e7\u00e3o do acesso a diferentes contextos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que, em 2014,<strong> 68,9% dos filhos tinham um n\u00edvel educacional acima do alcan\u00e7ado pelo pai<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como em uma crescente, gera\u00e7\u00f5es passam, aos poucos, a conquistar cada vez mais, de acordo com os passos dados por aqueles que vieram antes. Outro estudo, \u201c<a href=\"https:\/\/repositorio.ipea.gov.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/ec50aaec-8e75-4265-9117-865c7e7831fb\/content\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Revisitando a Mobilidade Intergeracional de Educa\u00e7\u00e3o no Brasil<\/a>\u201d, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), tamb\u00e9m aponta que, entre os filhos de pais com ensino superior completo, a probabilidade de concluir a universidade era de cerca de 74% entre brancos e 62% entre pretos ou pardos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cen\u00e1rio, por\u00e9m, surgem algumas armadilhas. Para os pais, o desejo de que o filho aproveite todas as oportunidades que eles talvez n\u00e3o tenham tido ( como entrar na universidade, viajar para outros pa\u00edses, conquistar independ\u00eancia financeira) pode se transformar em uma <strong>sobrecarga emocional<\/strong> e acirramento de quest\u00f5es familiares. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando passam a se realizar por meio dos filhos, <strong>os pais correm o risco de apagar a pr\u00f3pria individualidade e, ao mesmo tempo, de silenciar o que os filhos sentem<\/strong> e percebem. Para os filhos, por sua vez, pode surgir a sensa\u00e7\u00e3o de que precisam aproveitar e valorizar cada oportunidade que os pais nunca tiveram, como se carregassem tamb\u00e9m os sonhos deles nessa trajet\u00f3ria. Onde est\u00e1, ent\u00e3o, o equil\u00edbrio?<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"Clube Quindim\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Vazios que j\u00e1 existem e s\u00e3o revisitados<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ver o filho ganhar o brinquedo que os pais sempre quiseram e nunca puderam ter, vestir as roupas e os acess\u00f3rios com que eles sonhavam quando eram crian\u00e7as ou conhecer lugares que, at\u00e9 ent\u00e3o, pareciam inalcan\u00e7\u00e1veis\u2026 <strong>S\u00e3o muitos \u2014 e conflitantes \u2014 os sentimentos que podem surgir ao criar um filho em uma realidade diferente<\/strong> daquela que os pr\u00f3prios cuidadores viveram.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu escuto muitos pais dizerem no consult\u00f3rio: \u2018Eu n\u00e3o sei por que esse adolescente reclama. Ele tem tudo.\u2019 E eu sempre pergunto: \u2018Tudo o qu\u00ea?\u2019 Geralmente, esse \u2018tudo\u2019 inclui uma boa escola, roupas, celular, cursos, viagens e experi\u00eancias que o pai ou a m\u00e3e n\u00e3o tiveram. S\u00e3o conquistas importantes e n\u00e3o devem ser diminu\u00eddas. O que precisa ser compreendido \u00e9 que os pais est\u00e3o avaliando a vida do filho a partir das priva\u00e7\u00f5es que eles pr\u00f3prios viveram\u201d \u2014 <em>Jacqueline Vilela, psicanalista, educadora parental, professora e fundadora da Academia Parent Brasil, em entrevista \u00e0 Revista Quindim.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A partir da\u00ed, cria-se um ciclo que mistura realidades distintas.<\/strong> Uma vez que o pai analisa o filho a partir das pr\u00f3prias faltas, pode n\u00e3o conseguir <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/aprender-a-lidar-com-a-frustracao-na-infancia\/\">compreender suas frustra\u00e7\u00f5es<\/a>. O filho, por sua vez, em uma perspectiva totalmente diferente, n\u00e3o entende o motivo da rea\u00e7\u00e3o dos pais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, tamb\u00e9m se cria uma l\u00f3gica de que, para compensar aquilo que os pr\u00f3prios pais n\u00e3o tiveram e \u201chonrar\u201d os privil\u00e9gios recebidos, \u00e9 preciso manter em mente os planos citados e idealizados pelos cuidadores. No entanto, isso nem sempre \u00e9 poss\u00edvel e pode gerar frustra\u00e7\u00f5es para ambas as partes da rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/menos-superprotecao-mais-autonomia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Menos superprote\u00e7\u00e3o, mais autonomia: a import\u00e2ncia de deixar a crian\u00e7a conquistar sua independ\u00eancia<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Para dialogar com os filhos desde cedo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, um outro ponto importante \u00e9 que, <strong>muitas vezes, os cuidadores podem confundir cuidado com a oferta de experi\u00eancias, bens materiais e outras formas de consumo \u00e0s quais os pr\u00f3prios n\u00e3o tiveram acesso na inf\u00e2ncia<\/strong>. \u201cUm filho pode estar cercado de coisas e ainda sentir falta de ser visto. Pode frequentar uma excelente escola e n\u00e3o se sentir seguro para contar aos pais o que est\u00e1 vivendo. Pode viajar todos os anos e n\u00e3o encontrar espa\u00e7o dentro de casa para dizer: \u2018Eu n\u00e3o estou bem\u2019 ou \u2018eu quero outra coisa\u2019\u201d, pontua Jacqueline.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-96.jpg\" alt=\"F\u00e9rias escolares\" class=\"wp-image-73393\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-96.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-96-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, desde cedo, tra\u00e7ar uma linha e entender onde termina a pr\u00f3pria bagagem e onde come\u00e7a a cria\u00e7\u00e3o de um outro ser humano pode auxiliar pais e filhos a constru\u00edrem uma <strong>rela\u00e7\u00e3o em que ambas as hist\u00f3rias se conectem, mas n\u00e3o dependem uma da outra<\/strong>. Explicar que n\u00e3o teve determinados acessos, por exemplo, pode ser um bom caminho para di\u00e1logos sobre desigualdades sociais, transi\u00e7\u00e3o entre classes e a valoriza\u00e7\u00e3o de oportunidades e privil\u00e9gios \u2013 que, vale destacar, nunca s\u00e3o os mesmos para todos. O ponto crucial \u00e9 fazer isso <strong>sem despejar expectativas sobre o que os pr\u00f3prios filhos ir\u00e3o fazer<\/strong> com essas informa\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO cuidado precisa surgir quando deixamos de perguntar \u2018o que meu filho deseja?\u2019 e come\u00e7amos, mesmo sem perceber, a dizer: \u2018viva aquilo que eu gostaria de ter vivido\u2019\u201d\u2014 <em>Maria Tereza Samora, psicopedagoga, educadora parental especializada em terapias cognitivo-emocionais, em entrevista \u00e0 Revista Quindim<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Dd92ynVlNNh\/?img_index=1\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Voc\u00ea j\u00e1 pensou sobre a algoritmiza\u00e7\u00e3o da parentalidade?<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">M\u00c3ES E FILHAS, aten\u00e7\u00e3o na proje\u00e7\u00e3o parental!<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe ainda um outro movimento que pode aparecer quando falamos sobre expectativas entre gera\u00e7\u00f5es: aquele em que a filha, ao crescer, passa a enxergar a pr\u00f3pria m\u00e3e n\u00e3o apenas como m\u00e3e, mas como uma mulher que tamb\u00e9m j\u00e1 foi uma menina com sonhos e anseios. Uma mulher que teve sonhos, desejos, interesses e possibilidades que, por diferentes motivos, precisou deixar algumas vontades de lado, especialmente quando estamos pensando em fam\u00edlias que, em diferentes n\u00edveis, ascenderam socialmente. E <strong>essa percep\u00e7\u00e3o pode mudar a maneira como a pr\u00f3pria filha compreende a hist\u00f3ria que veio antes dela<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante muitas gera\u00e7\u00f5es, mulheres tiveram menos liberdade para estudar, trabalhar, viajar, escolher uma profiss\u00e3o, construir independ\u00eancia financeira ou at\u00e9 decidir se queriam se casar e ter filhos. Assim, quando uma filha conquista determinadas possibilidades, pode surgir uma sensa\u00e7\u00e3o amb\u00edgua: ao mesmo tempo em que existe felicidade por poder viver aquilo, tamb\u00e9m pode aparecer a percep\u00e7\u00e3o de que a pr\u00f3pria m\u00e3e n\u00e3o teve acesso \u00e0s mesmas escolhas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/mae-filha-pintando.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74432\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/mae-filha-pintando.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/mae-filha-pintando-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na parentalidade, esse movimento pode aparecer no sentido inverso. A m\u00e3e que olha para a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e reconhece aquilo que n\u00e3o p\u00f4de viver pode desejar intensamente que o filho tenha essas experi\u00eancias. \u201cA m\u00e3e que n\u00e3o p\u00f4de dan\u00e7ar, matricula a filha no bal\u00e9. A que n\u00e3o teve oportunidade de estudar, investe para que o filho chegue \u00e0 universidade. A que precisou trabalhar muito cedo, deseja proporcionar uma inf\u00e2ncia cheia de experi\u00eancias\u201d, explica Maria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema aparece quando compreender a hist\u00f3ria da m\u00e3e passa a significar assumir a responsabilidade por repar\u00e1-la. A filha pode reconhecer as ren\u00fancias que vieram antes dela, sentir orgulho da trajet\u00f3ria da m\u00e3e e compreender que determinadas oportunidades s\u00f3 existem hoje porque outras mulheres abriram caminhos. Mas isso<strong> n\u00e3o significa que precise viver <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/maternidade-elisama-santos\/\">aquilo que a m\u00e3e n\u00e3o p\u00f4de viver<\/a>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significa que uma gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o simplesmente repete a anterior. Ela recebe determinados valores, convive com as experi\u00eancias de quem veio antes e, a partir de seu pr\u00f3prio contexto, pode reproduzi-los, question\u00e1-los ou transform\u00e1-los.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto de aten\u00e7\u00e3o aparece quando a experi\u00eancia que a m\u00e3e n\u00e3o viveu passa a precisar ser vivida pelo filho. A crian\u00e7a deixa, ent\u00e3o, de receber apenas uma oportunidade e passa a carregar uma esp\u00e9cie de continua\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria materna. <strong>Se ela n\u00e3o quiser aquela atividade, profiss\u00e3o ou experi\u00eancia, a recusa pode ser percebida como uma rejei\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que a pr\u00f3pria m\u00e3e desejou<\/strong>, com muito sofrimento, durante toda a vida. \u201cA proje\u00e7\u00e3o raramente nasce da falta de amor. Muitas vezes, nasce de um amor atravessado por uma dor que ainda n\u00e3o encontrou outro lugar\u201d, ressalta tamb\u00e9m Maria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/estilo-proprio-crianca\/\">Estilo pr\u00f3prio: o que est\u00e1 por tr\u00e1s de quando voc\u00ea incentiva a crian\u00e7a a escolher a pr\u00f3pria roupa?<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog?_gl=1*f6edmv*_gcl_aw*R0NMLjE3ODkxNTEzNDYuQ2owS0NRand6WTdWQmhEd0FSSXNBRnRQdkJTZmRPeHdFMUtpZW9HVXpDemt0bEtMbHJ1cjh6OGNSQ241bUVWaHBVc1VBbF9DeXZqOTlpWWFBcmgwRUFMd193Y0I.*_gcl_au*MjA1MDg1NDI4MS4xNzg5MTI5MDQ0*_ga*MjAwNzk2NzI1OC4xNzg5MTI5MDQ1*_ga_HTYY595TP9*czE3OTEzODE4ODYkbzMxJGcxJHQxNzkxMzk3OTM5JGo0MSRsMCRoNzE0Nzk0NTIy\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">INDIVIDUALIDADE NA RELA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pergunta pode auxiliar os pais a perceberem onde termina o pr\u00f3prio desejo e come\u00e7a o desejo da crian\u00e7a: \u201cIsso \u00e9 um desejo do meu filho ou \u00e9 um desejo meu para o meu filho?\u201d. Nem sempre ser\u00e1 f\u00e1cil separar as duas coisas. Afinal, todos chegam \u00e0 parentalidade carregando suas hist\u00f3rias, faltas, medos, conquistas e aquilo que gostariam que tivesse sido diferente. O objetivo, portanto, <strong>n\u00e3o \u00e9 imaginar que nunca haver\u00e1 proje\u00e7\u00f5es, mas desenvolver consci\u00eancia sobre elas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale relembrar que oferecer recursos n\u00e3o \u00e9 o mesmo que atender a todas as necessidades. Um filho pode estar cercado de coisas e ainda sentir falta de ser visto. Pode frequentar uma excelente escola e n\u00e3o se sentir seguro para contar aos pais o que est\u00e1 vivendo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Compreendendo essas individualidades, a rela\u00e7\u00e3o pode ser constru\u00edda de maneira a respeitar a realidade de cada um.<\/strong> Afinal, cabe aos pais apresentar o mundo aos pequenos, e isso passa por muitas possibilidades \u2013 mas sem nunca confundir as trajet\u00f3rias. \u201cOs filhos n\u00e3o precisam retornar ao lugar de priva\u00e7\u00e3o de onde seus pais partiram para dar valor ao caminho percorrido pela fam\u00edlia\u201d, conclui Jacqueline.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">ESTANTE QUINDIM<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 livros infantis j\u00e1 entregues pelo <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clube Quindim<\/a> para repensar a rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"239\" height=\"346\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mamae-tem-medo-beatrice-masini-maternidade-clube-quindim.jpg\" alt=\"mam\u00e3e tem medo\" class=\"wp-image-7014\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mamae-tem-medo-beatrice-masini-maternidade-clube-quindim.jpg 239w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/mamae-tem-medo-beatrice-masini-maternidade-clube-quindim-207x300.jpg 207w\" sizes=\"(max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/mamae-tem-medo\/beatrice-masini\">Mam\u00e3e tem medo<\/a><\/em>, de Beatrice Masini<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"206\" height=\"244\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/meu-pai-era-um-cara-legal.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5750\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/meu-pai-era-um-cara-legal\/keith-negley\">Meu pai era um cara legal<\/a><\/em>, de Keith Negley<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"448\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/breve-historia-de-um-pequeno-amor.jpg\" alt=\"Breve hist\u00f3ria de um pequeno amor (escritora Marina Colasanti, ilustra\u00e7\u00f5es Rebeca Luciani, editora FTD)\" class=\"wp-image-33415\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/livraria\/livro\/breve-historia-de-um-pequeno-amor\/marina-colasanti\">Breve hist\u00f3ria de um pequeno amor<\/a><\/em>, de Marina Colasanti<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda o que \u00e9 proje\u00e7\u00e3o parental e como abrir espa\u00e7o para que cada crian\u00e7a descubra os pr\u00f3prios 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