{"id":73312,"date":"2026-07-08T16:15:42","date_gmt":"2026-07-08T19:15:42","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=73312"},"modified":"2026-07-08T16:15:44","modified_gmt":"2026-07-08T19:15:44","slug":"o-que-e-a-literatura-periferica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/o-que-e-a-literatura-periferica\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a literatura perif\u00e9rica e por que \u00e9 importante apresent\u00e1-la para crian\u00e7as e jovens?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs crian\u00e7as s\u00e3o felizes porque ignoram os muros que os adultos constroem\u201d, diz um trecho do livro \u201cCora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre\u201d, do autor e poeta S\u00e9rgio Vaz, ilustrado por Mauricio Negro e publicado pela Editora Global.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na narrativa, os muros podem representar muitas coisas: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DZgHb-xl0qV\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">medos<\/a>, barreiras, imposi\u00e7\u00f5es, preconceitos&#8230; Mas, em outro contexto, tamb\u00e9m podem significar muros literais e geogr\u00e1ficos, que escancaram desigualdades sociais, pobreza, falta de acesso e culturas marginalizadas, muitas vezes vistas a partir de uma perspectiva delimitadora. S\u00e3o esses mesmos muros, denunciados e descritos pela literatura perif\u00e9rica, que mostram por que ela tamb\u00e9m deve \u2014 e precisa \u2014 ser lida por crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, antes de tudo, do que se trata esse estilo liter\u00e1rio? A literatura perif\u00e9rica come\u00e7ou a se consolidar como movimento na d\u00e9cada de 1990, principalmente nas grandes periferias de S\u00e3o Paulo, e ganhou ainda mais for\u00e7a nos anos 2000 com a expans\u00e3o de saraus, coletivos e outras iniciativas que levaram a poesia e a literatura para as ruas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/slam-batalhas-de-poesia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Slam: entenda como as batalhas de poesia podem aproximar crian\u00e7as e jovens da literatura<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Formada por autores que vivenciavam esses territ\u00f3rios, ela aborda quest\u00f5es sociais, geogr\u00e1ficas, de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero por meio de <strong>textos que misturam a viv\u00eancia do escritor com suas percep\u00e7\u00f5es<\/strong>. Embora seja anterior ao movimento, Carolina Maria de Jesus \u00e9 considerada uma de suas principais precursoras. Ao lado dela, autores como Ferr\u00e9z, Paulo Lins e S\u00e9rgio Vaz est\u00e3o entre os principais expoentes da literatura perif\u00e9rica no Brasil.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"Clube Quindim\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong><strong>Literatura perif\u00e9rica x literatura marginal<\/strong><\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o movimento surgiu, a ideia era retratar o cen\u00e1rio e a vida cotidiana de minorias, mas por meio da voz de quem realmente pertencia a essas realidades, sem a preocupa\u00e7\u00e3o em cumprir moldes liter\u00e1rios e acad\u00eamicos \u201cmais valorizados\u201d conceitualmente na \u00e9poca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura perif\u00e9rica tamb\u00e9m era \u2013 e ainda \u00e9 \u2013&nbsp; um lugar de den\u00fancias e contracultura, mas vale uma diferencia\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura marginal. Embora tamb\u00e9m aborde temas sociais e fa\u00e7a um contraponto \u00e0s normas vigentes, <strong>a literatura marginal pode ser escrita por autores que n\u00e3o compartilham da viv\u00eancia perif\u00e9rica,<\/strong> como \u00e9 o caso de Paulo Leminski, Chacal e Ana Cristina Cesar, que participaram do movimento mime\u00f3grafo na d\u00e9cada de 1970, caracterizado pela produ\u00e7\u00e3o de obras independentes e questionadoras, que seguiam uma dire\u00e7\u00e3o editorial contr\u00e1ria ao mercado predominante naquele per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os poetas marginais se autointitulam assim porque n\u00e3o compactuam com a desigualdade e com a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DaEDr7ylHTg\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">ditadura<\/a>. Por\u00e9m, isso n\u00e3o faz deles perif\u00e9ricos. Enquanto <strong>a literatura perif\u00e9rica exige, necessariamente, a experi\u00eancia da periferia. Esse lugar de fala \u00e9 muito importante: voc\u00ea fala da sua realidade&#8221;,<\/strong> explica M\u00e1rcio Vidal, poeta, autor, pesquisador da literatura perif\u00e9rica e integrante da Cooperifa, mestre em Estudos Comparados de Literaturas de L\u00edngua Portuguesa pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e doutorando em Geografia Humana na institui\u00e7\u00e3o, em entrevista \u00e0 Revista Quindim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-realidades-diversas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fora do cotidiano: por que \u00e9 importante ler livros infantis sobre realidades diversas?<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong>A import\u00e2ncia da literatura perif\u00e9rica para crian\u00e7as<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u201cCora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre\u201d, conhecemos o personagem Gabriel que, j\u00e1 aos 60 anos, em uma noite de ins\u00f4nia, decide buscar alguns livros na sala de casa \u2013 incluindo alguns que ele mesmo escreveu \u2013 e se depara com uma jornada metaf\u00f3rica que o leva ao encontro da crian\u00e7a que foi um dia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inspirado nas mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia de S\u00e9rgio Vaz na periferia da zona sul de S\u00e3o Paulo, o livro constr\u00f3i, de maneira po\u00e9tica, uma narrativa autobiogr\u00e1fica da literatura perif\u00e9rica para as inf\u00e2ncias que, ao mesmo tempo em que descreve situa\u00e7\u00f5es de desigualdade social, tamb\u00e9m apresenta o encontro entre as diferentes vis\u00f5es da crian\u00e7a e do adulto sobre uma mesma realidade, os sonhos e os dilemas do amadurecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu queria o l\u00fadico, mas tamb\u00e9m queria carregar essa hist\u00f3ria de coisas importantes que as crian\u00e7as est\u00e3o vivendo e que o adulto nem percebe. Crian\u00e7a vive o amor, a dor, o choro; v\u00ea o pai brigando, v\u00ea a m\u00e3e brigando. \u00c0s vezes, ela est\u00e1 brincando num canto e parece que n\u00e3o est\u00e1 lembrando daquilo, mas aquilo est\u00e1 dentro dela&#8221;, conta S\u00e9rgio Vaz, poeta brasileiro e autor de \u201cCora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre\u201d, em entrevista \u00e0 Revista Quindim.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-93.jpg\" alt=\"literatura perif\u00e9rica\" class=\"wp-image-73353\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-93.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-93-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro &#8216;Cora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre&#8217;, de S\u00e9rgio Vaz e Mauricio Negro (Global) | Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o do livro, que toca em quest\u00f5es sens\u00edveis, sejam elas de aspectos pessoais ou sociais, o autor tamb\u00e9m prop\u00f5e um resgate \u00e0 crian\u00e7a interior de cada adulto, que ainda pode estar carregando dores e traumas. \u00c9 como um exerc\u00edcio mental: <strong>o que voc\u00ea diria para a crian\u00e7a que foi, se pudesse encontr\u00e1-la?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quis escrever um livro para que o adulto tamb\u00e9m lesse e falasse: &#8216;Realmente eu preciso salvar a crian\u00e7a que eu fui, porque ela est\u00e1 l\u00e1 ainda naquele lugar sofrendo&#8217;. [&#8230;] Essa crian\u00e7a que a gente tem, que sofreu bastante, ainda continua no adulto que \u00e9. E \u00e9 preciso libertar essa crian\u00e7a&#8221;. \u2014 <em>S\u00e9rgio Vaz, poeta brasileiro e autor de \u201cCora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre\u201d, em entrevista \u00e0 Revista Quindim.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>A identifica\u00e7\u00e3o de quem vive e a amplia\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o de mundo para quem n\u00e3o conhece<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em paralelo, outro ponto que ressalta a import\u00e2ncia de apresentar a literatura perif\u00e9rica para jovens e crian\u00e7as \u00e9 a<strong> amplia\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o de mundo para aqueles que vivem em contextos distantes do cen\u00e1rio retratado nesse tipo de literatura<\/strong>, <strong>e a identifica\u00e7\u00e3o para aqueles que j\u00e1 conhecem a realidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando uma crian\u00e7a se reconhece nas descri\u00e7\u00f5es dos ambientes, o interesse pela leitura tamb\u00e9m aumenta. <strong>A sensa\u00e7\u00e3o de ver que seu mundo tamb\u00e9m faz parte dos livros, e que ela mesma tamb\u00e9m est\u00e1 nas hist\u00f3rias, cria uma rede de conex\u00e3o, <\/strong>al\u00e9m de despertar o interesse em compreender melhor o pr\u00f3prio cen\u00e1rio e as raz\u00f5es por tr\u00e1s de diferentes quest\u00f5es sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, no caso das crian\u00e7as que fazem parte do contexto perif\u00e9rico, <strong>esse tipo de literatura tamb\u00e9m pode fazer uma releitura do ambiente em que vivem, apresentando novos sonhos e possibilidades.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A literatura perif\u00e9rica tem uma outra coisa, que \u00e9 colocar o ambiente, no caso da periferia, que as crian\u00e7as vivem nas hist\u00f3rias. Eu acho que isso \u00e9 fundamental. E tamb\u00e9m fazer uma releitura desse territ\u00f3rio. \u00c0s vezes, o territ\u00f3rio pode ser violento, mas voc\u00ea constr\u00f3i uma outra perspectiva para a leitura e para as crian\u00e7as&#8221;, reflete M\u00e1rcio Vidal.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-91.jpg\" alt=\"literatura perif\u00e9rica\" class=\"wp-image-73328\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-91.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-91-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro &#8216;Cora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre&#8217;, de S\u00e9rgio Vaz e Mauricio Negro (Global) | Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 quando ocorre o oposto, o encontro com contextos antes desconhecidos, h\u00e1 a possibilidade de as crian\u00e7as ampliarem sua vis\u00e3o de mundo, compreendendo que muitas pessoas vivem sob diferentes condi\u00e7\u00f5es, incluindo aquelas que n\u00e3o deveriam sequer ocorrer. Esse \u00e9 um dos poderes da <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/bibliodiversidade-diferentes-formatos-texto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bibliodiversidade<\/a>: <strong>apresentar novas e outras formas de exist\u00eancia.<\/strong> \u00c9 o que S\u00e9rgio pontua como um dos motivos para apresentar a literatura perif\u00e9rica para os pequenos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A crian\u00e7a n\u00e3o nasce com nenhum tipo de preconceito. Uma crian\u00e7a que come\u00e7a a ler esse tipo de livro, que fala dessa diversidade, n\u00e3o vai crescer uma pessoa preconceituosa. Por isso, acho fundamental que ela tenha esse tipo de literatura na inf\u00e2ncia&#8221;, frisa S\u00e9rgio Vaz. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DaJUJBwgUX6\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">&#8220;\u00c9 preciso estar atento e forte&#8230;&#8221;: 8 livros que nos lembram a import\u00e2ncia de n\u00e3o pararmos de questionar<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong>A literatura perif\u00e9rica surgiu nas ruas, e continua presente nelas&nbsp;<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito antes de chegar \u00e0s estantes das livrarias, a literatura perif\u00e9rica encontrou seus leitores nas ruas. Em bibliotecas comunit\u00e1rias, pra\u00e7as e escolas p\u00fablicas, poemas passaram a ser compartilhados em voz alta, circulando nas ruas as hist\u00f3rias que retratavam o que acontecia ali. Um dos grandes diferenciais dos textos era justamente a linguagem: pr\u00f3xima \u00e0 realidade de quem a lia, tornou-se identific\u00e1vel e foi compartilhada por cada vez mais pessoas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi nesse contexto que em diferentes comunidades e centros perif\u00e9ricos iniciativas como saraus e o <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/slam-batalhas-de-poesia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">slam \u2013 as famosas \u201cbatalhas de rima&#8221; \u2013<\/a> tamb\u00e9m passaram a ganhar for\u00e7a atrav\u00e9s da dissemina\u00e7\u00e3o da literatura perif\u00e9rica, atuando como um dos principais vetores para compartilhar o movimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ouvir autores que falam sobre temas e cen\u00e1rios parecidos com aqueles que fazem parte do seu cotidiano, muitos estudantes descobrem que tamb\u00e9m podem escrever sobre a pr\u00f3pria vida. <strong>A leitura, ent\u00e3o, surge como um caminho para compreender o mundo e a si mesmo, explorando e desenvolvendo a escrita, a oralidade, presen\u00e7a de palco e rela\u00e7\u00e3o com outros colegas.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Uma professora me convidou para fazer uma oficina numa escola p\u00fablica, no nono ano. Depois do sarau, ela me disse que os estudantes come\u00e7aram a ir \u00e0 biblioteca pegar livros de poesia. E aconteceu uma coisa muito interessante: atrav\u00e9s do que eles escreveram nos poemas, n\u00f3s descobrimos <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-conversar-criancas-dores-do-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">quem sofria racismo, quem sofria bullying, quem sofria abuso em casa<\/a>. Ou seja, <strong>a literatura como ferramenta de cidadania, dando voz \u00e0s crian\u00e7as que t\u00eam medo de ter voz<\/strong>&#8220;, conta S\u00e9rgio Vaz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse tamb\u00e9m \u00e9 o caso do Sarau do Binho, um dos coletivos mais tradicionais da literatura perif\u00e9rica brasileira. Criado em 2004, no Campo Limpo, na zona sul de S\u00e3o Paulo, o projeto nasceu em um bar de bairro e, ao longo dos anos, passou a circular por centros culturais e escolas p\u00fablicas, levando poesia para diferentes p\u00fablicos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Suzi Soares, uma das criadoras do Sarau do Binho e produtora e curadora da Felizs &#8211; Feira Liter\u00e1ria da Zona Sul, a identifica\u00e7\u00e3o entre os estudantes e os textos apresentados \u00e9 um dos principais motivos para esse interesse pela literatura.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-92.jpg\" alt=\"literatura perif\u00e9rica\" class=\"wp-image-73334\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-92.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-92-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Arquivo Pessoal\/Suzi e Binho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando chegamos com o sarau na escola e com nossos livros e autores, aquele estudante vai se deparar com textos que refletem sua realidade, seu cotidiano. Os autores falam uma linguagem muito pr\u00f3xima da que usam entre si. Dessa forma, os estudantes come\u00e7am a compreender que tamb\u00e9m t\u00eam capacidade para escrever seus pr\u00f3prios textos, sua pr\u00f3pria letra de m\u00fasica, de rap&#8221;, diz Suzi, em entrevista \u00e0 Revista Quindim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo acontece nos slams, as batalhas de poesia falada. Ao escrever um poema para apresentar em uma disputa de rimas, muitos jovens acabam procurando livros, autores e outras refer\u00eancias para ampliar o repert\u00f3rio. S\u00e9rgio Vaz, inclusive, \u00e9 um dos nomes mais referenciados. Aos poucos, a leitura passa a fazer parte desse processo criativo, e os jovens descobrem que suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias tamb\u00e9m podem ser contadas e que aquilo que vivem pode se transformar em literatura.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong><strong>Escrever a partir da pr\u00f3pria vida tamb\u00e9m \u00e9 um ato de resist\u00eancia<\/strong><\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa talvez seja uma das principais caracter\u00edsticas da literatura perif\u00e9rica: <strong>escrever sobre aquilo que se vive. N\u00e3o apenas abordar temas relacionados \u00e0 periferia, mas narrar essas experi\u00eancias a partir do olhar de quem realmente as conhece.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi justamente por isso que esse tipo de literatura consolidou a import\u00e2ncia do lugar de fala. Enquanto a literatura marginal pode denunciar desigualdades mesmo sendo escrita por autores que n\u00e3o viveram esse contexto,<strong> a literatura perif\u00e9rica parte da experi\u00eancia de quem cresceu nesses territ\u00f3rios e transforma essas viv\u00eancias em narrativa. <\/strong>Essa diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o movimento, e \u00e9 o caso do autor S\u00e9rgio Vaz, que registrou em seus livros mem\u00f3rias, afetos e dificuldades relacionadas \u00e0 sua trajet\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A rela\u00e7\u00e3o entre escrita e experi\u00eancia tamb\u00e9m dialoga diretamente com o conceito contempor\u00e2neo de \u201cescreviv\u00eancia\u201d, criado pela escritora Concei\u00e7\u00e3o Evaristo. A autora uniu as palavras &#8220;escrever&#8221; e &#8220;viv\u00eancia&#8221; para mostrar que escrever tamb\u00e9m pode ser uma forma de registrar a pr\u00f3pria exist\u00eancia. Para muito al\u00e9m de apenas contar uma hist\u00f3ria, <strong>a escreviv\u00eancia prop\u00f5e uma literatura constru\u00edda a partir das mem\u00f3rias e das marcas deixadas pela vida, especialmente entre grupos minorit\u00e1rios que historicamente tiveram suas vozes silenciadas.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-94.jpg\" alt=\"Literatura perif\u00e9rica\" class=\"wp-image-73354\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-94.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/MIOLO-94-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro &#8216;Cora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre&#8217;, de S\u00e9rgio Vaz e Mauricio Negro (Global) | Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNa verdade, a periferia sabe o que \u00e9 a mis\u00e9ria, porque ela convive com a mis\u00e9ria. Ent\u00e3o, ela reconhece a humanidade. \u2018\u00c9 o meu vizinho\u2019. \u00c9 a nossa identidade. A gente marca o nosso territ\u00f3rio, assim como os modernistas fizeram. Eles marcaram o territ\u00f3rio e disseram: &#8216;N\u00f3s somos modernistas&#8217;. E temos n\u00f3s, a literatura perif\u00e9rica, que n\u00e3o \u00e9 uma coisa \u00e0 parte da literatura; ela \u00e9 parte do sistema liter\u00e1rio&#8221;, pontua M\u00e1rcio Vidal. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, para os pequenos, o contato com esse tipo de literatura pode ser transformador. Afinal, crescer n\u00e3o significa experimentar apenas sentimentos felizes. No Brasil, milhares de crian\u00e7as convivem diariamente com viol\u00eancia, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/educacao-antirracista-na-primeira-infancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">racismo<\/a>, desigualdade, fome, abandono ou <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/luto-infantil-como-ajudar-crianca-lidar-morte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">luto<\/a>, mesmo que sejam sempre afastadas das discuss\u00f5es que abordam essas quest\u00f5es. Segundo um estudo divulgado pelo Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (UNICEF) em 2025, 28,8 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes brasileiros vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza multidimensional, convivendo com priva\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 renda, educa\u00e7\u00e3o, moradia, saneamento, acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e outros direitos b\u00e1sicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, <strong>quando esses temas aparecem nos livros de maneira sens\u00edvel, eles deixam de ser apenas experi\u00eancias solit\u00e1rias e passam a ser reconhecidos, acolhidos e compartilhados em coletivo. <\/strong>Foi justamente isso que aconteceu durante o processo de escrita de \u201cCora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre<em>\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e9rgio Vaz conta que, quando come\u00e7ou a escrever o livro, imaginava construir uma narrativa infantil mais l\u00fadica. Por\u00e9m, conforme a hist\u00f3ria avan\u00e7ava, o poeta percebeu que a crian\u00e7a que reencontrava dentro de si tamb\u00e9m carregava <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/assuntos-dificeis-com-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sentimentos mais densos e pesados<\/a> que precisavam ser trabalhados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crian\u00e7a que eu fui tomou conta do livro e escreveu uma outra hist\u00f3ria. [&#8230;] Eu queria libertar a crian\u00e7a que sofreu em mim [&#8230;]. A gente subestima a capacidade da crian\u00e7a de assimilar as coisas que acontecem dentro de casa. Parece que ela foi brincar, mas aquilo continua dentro do cora\u00e7\u00e3o dela. E foi isso que eu encontrei e contei&#8221; <em>\u2013 S\u00e9rgio Vaz, poeta e autor de \u201cCora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre\u201d, em entrevista \u00e0 Revista Quindim.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, de maneira cortante, a obra de S\u00e9rgio Vaz convida o leitor a revisitar a pr\u00f3pria inf\u00e2ncia. <strong>Ao mostrar que uma crian\u00e7a pode carregar medos, traumas e perguntas que continuam ecoando na vida adulta, nem sempre com as melhores respostas, o livro tamb\u00e9m evidencia como a literatura perif\u00e9rica voltada para o p\u00fablico infantil pode ampliar a compreens\u00e3o sobre a inf\u00e2ncia e romper com a ideia de que proteger uma crian\u00e7a significa esconder dela as dificuldades do mundo.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez disso, oferece palavras para que cada um consiga compreender aquilo que sente e, quem sabe, um dia, tamb\u00e9m encontrar coragem para contar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong><strong>estante quindim <\/strong><\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros, j\u00e1 entregues \u00e0 Fam\u00edlia Quindim, que dialogam com a literatura perif\u00e9rica: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"306\" height=\"448\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Coracao-de-crianca-nao-morre_CapaTransparente-e1783454195977.png\" alt=\"Cora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre\" class=\"wp-image-73335\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Coracao-de-crianca-nao-morre_CapaTransparente-e1783454195977.png 306w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Coracao-de-crianca-nao-morre_CapaTransparente-e1783454195977-150x220.png 150w\" sizes=\"(max-width: 306px) 100vw, 306px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/coracao-de-crianca-nao-morre\/sergio-vaz\/9786556127644\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre,<\/a> de S\u00e9rgio Vaz e Mauricio Negro<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"340\" height=\"440\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Rumi_CapaTransparente-e1783454352140.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-73337\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Rumi_CapaTransparente-e1783454352140.png 340w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Rumi_CapaTransparente-e1783454352140-150x194.png 150w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/rumi\/caio-zero\/9786588104057\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rumi<\/a>, de Caio Zero<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"399\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Crias-do-Titanzim_CapaTransparente-e1783454526372.png\" alt=\"Crias do Titanzim\" class=\"wp-image-73339\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Crias-do-Titanzim_CapaTransparente-e1783454526372.png 405w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Crias-do-Titanzim_CapaTransparente-e1783454526372-100x100.png 100w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Crias-do-Titanzim_CapaTransparente-e1783454526372-96x96.png 96w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Crias-do-Titanzim_CapaTransparente-e1783454526372-150x148.png 150w\" sizes=\"(max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/crias-do-titanzim\/claudio-rodrigues\/9786557175064\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Crias do Titanzim<\/a>, de Cl\u00e1udio Rodrigues <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Vaz, em seu livro \u201cCora\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a n\u00e3o morre&#8221;, mostra como a literatura perif\u00e9rica \u00e9 necess\u00e1ria para dialogar com crian\u00e7as sobre realidades diversas<\/p>\n","protected":false},"author":94,"featured_media":73356,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[499,162],"tags":[],"class_list":["post-73312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura-infantil","category-selecao-quindim"],"acf":{"posts_relacionados":[66549,70529,71234]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/94"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73312"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73312\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71234"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70529"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66549"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}