{"id":72884,"date":"2026-05-27T15:54:22","date_gmt":"2026-05-27T18:54:22","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=72884"},"modified":"2026-05-27T15:55:10","modified_gmt":"2026-05-27T18:55:10","slug":"meninas-tambem-sentem-raiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/meninas-tambem-sentem-raiva\/","title":{"rendered":"Meninas tamb\u00e9m sentem raiva: por que precisamos validar este sentimento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSeja boazinha\u201d, \u201cmenina bonita n\u00e3o grita\u201d, \u201cvoc\u00ea fica feia chorando\u201d, \u201cengole o choro\u201d.\u00a0 Por gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es, desde muito cedo na inf\u00e2ncia, as meninas escutam varia\u00e7\u00f5es destas frases. O resultado \u00e9 que elas aprendem que a raiva \u00e9 algo inadequado, quase um defeito de personalidade, que deve ser evitado ou, pelos menos, bem varrido para debaixo do tapete. Enquanto os meninos ainda t\u00eam as demonstra\u00e7\u00f5es de raiva toleradas ou mesmo incentivadas, ainda que na forma de agressividade ou viol\u00eancia, elas s\u00e3o ensinadas a serem doces, agrad\u00e1veis, compreensivas e silenciosas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, <strong>o impacto de crescer acreditando que n\u00e3o pode demonstrar inc\u00f4modo, frustra\u00e7\u00e3o ou irrita\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que atravessa toda a inf\u00e2ncia, a adolesc\u00eancia e a vida adulta<\/strong>. Para a psicanalista, escritora e educadora parental Elisama Santos, autora de \u201cEduca\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta\u201d (Editora Paz &amp; Terra), a raiva incomoda, porque demonstra limites de uma forma muito contundente, enquanto as meninas s\u00e3o educadas para ser o oposto, para performar uma perfei\u00e7\u00e3o. \u201cA feminilidade ainda est\u00e1 associada a esse tipo de comportamento, as garotas aprendem que ser mulher \u00e9 ser doce, \u2018fofa\u2019\u201d, explica. \u201cAssim, vamos afastando as mulheres da escuta das pr\u00f3prias sensa\u00e7\u00f5es e sentimentos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DTqsvS4El20\/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA==\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">6 livros para fortalecer a autoconfian\u00e7a das meninas desde cedo<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/quindim.com.br\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-69478\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho.webp 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.webp 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>A raiva n\u00e3o \u00e9 um problema<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por ser um sentimento que incomoda quem sente e, mais ainda, quem est\u00e1 ao redor, estamos acostumados a enxergar e a tratar a raiva como uma emo\u00e7\u00e3o negativa. Mas \u00e9 primordial lembrar que <strong>ela tem uma fun\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel: comunicar quando algo n\u00e3o est\u00e1 bem \u2013 e propulsionar uma a\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u201cA raiva \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o que nos move bastante\u201d, descreve. \u201cTodas as emo\u00e7\u00f5es t\u00eam o intuito de nos mover, mas a raiva traz uma enorme quantidade de energia junto com ela\u201d, diz a educadora parental.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Elisama explica ainda que, muitas vezes, a raiva aparece como uma esp\u00e9cie de prote\u00e7\u00e3o para sentimentos mais vulner\u00e1veis. \u201cCom frequ\u00eancia, o que acontece \u00e9 que estamos sentindo alguma outra emo\u00e7\u00e3o que nos vulnerabiliza e a raiva vem como uma capinha\u201d, diz. \u201cQuando acolhemos a raiva, conseguimos acessar o que est\u00e1 por baixo dela\u201d, acrescenta. Por tr\u00e1s da raiva, podem se esconder sentimentos como tristeza, medo, ang\u00fastia, frustra\u00e7\u00e3o ou sensa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a. \u201cTem horas em que essa tristeza precisa virar raiva para virar atitude, para voc\u00ea falar \u2018chega\u2019\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Imagem-do-livro-Eu-fico-irada.jpg\" alt=\"Meninas tamb\u00e9m sentem raiva. Imagem do livro Eu fico irada\" class=\"wp-image-72889\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Imagem-do-livro-Eu-fico-irada.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Imagem-do-livro-Eu-fico-irada-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro \u201c<a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/eu-fico-irada\/sandra-v.-feder\/9786586983401\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eu fico irada!<\/a>\u201d, de Sandra V. Feder e Rahele Jomepour Bell (Pallas M\u00edni). Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o objetivo n\u00e3o deve ser aprender a \u201ccontrolar\u201d emo\u00e7\u00f5es ou repreend\u00ea-las, como as meninas costumam ser ensinadas. <strong>O que a gente precisa \u00e9 aprender a reconhecer, nomear e expressar a pr\u00f3pria raiva de forma saud\u00e1vel, entendendo que ela n\u00e3o \u00e9 um problema<\/strong>, mas um sentimento humano e necess\u00e1rio, que nos ajuda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Quando a raiva \u00e9 engolida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Emo\u00e7\u00f5es reprimidas n\u00e3o desaparecem, mas mudam de forma. Por isso, <strong>quando ensinamos \u00e0s meninas que sentir raiva \u00e9 inadequado, os efeitos s\u00e3o muitos e podem perdurar pela vida toda<\/strong>.\u00a0 \u201cS\u00e3o muitas as consequ\u00eancias da aus\u00eancia de demonstra\u00e7\u00e3o dos limites\u201d, alerta Elisama. \u201cA gente implode\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os impactos s\u00e3o sentidos em v\u00e1rias \u00e1reas da vida. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que mulheres frequentemente adoecem emocional e fisicamente diante da dificuldade de expressar necessidades e limites. Al\u00e9m disso, ensinar uma menina a ignorar constantemente o pr\u00f3prio desconforto pode faz\u00ea-la acreditar, no futuro, que rela\u00e7\u00f5es dolorosas s\u00e3o normais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cH\u00e1 uma tend\u00eancia muito maior das mulheres permanecerem em rela\u00e7\u00f5es abusivas, em rela\u00e7\u00f5es que as ferem, exatamente pela normaliza\u00e7\u00e3o do inc\u00f4modo na rela\u00e7\u00e3o\u201d, lembra a educadora. \u201cEnsinar que se sentir incomodada, silenciada, achar que sua opini\u00e3o n\u00e3o importa, ceder o tempo inteiro em nome do outro&#8230; Tudo isso resulta em um pre\u00e7o alto demais a pagar\u201d, observa. \u201c<strong>\u00c9 importante que as meninas possam nomear o pr\u00f3prio inc\u00f4modo para que se acostumem a perceber as rela\u00e7\u00f5es que pedem muito mais do que elas podem e precisam dar<\/strong>\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong>Validar a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 permitir agressividade<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reconhecer a raiva e buscar entender o que ela est\u00e1 apontando, al\u00e9m de se permitir sentir, sem achar que \u00e9 algo errado ou inadequado, \u00e9 uma coisa. Transformar isso em uma autoriza\u00e7\u00e3o para a viol\u00eancia e agressividade, caindo no outro extremo (como ocorre, frequentemente, na educa\u00e7\u00e3o dos meninos), \u00e9 outra, bem diferente. <strong>Mas como, ent\u00e3o, acolher a raiva sem transformar tudo em permissividade?<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Imagem-do-livro-Por-que-choramos.jpg\" alt=\"Meninas tamb\u00e9m sentem raiva. Imagem do livro Por que choramos\" class=\"wp-image-72893\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Imagem-do-livro-Por-que-choramos.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Imagem-do-livro-Por-que-choramos-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro \u201c<a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/por-que-choramos\/fran-pintadera\/9788546903313\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Por que choramos?<\/a>\u201d, de Fran Pintadera e Ana Sender (WMF Martins Fontes). Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro passo, para Elisama, \u00e9 separar sentimento de comportamento. \u201cA gente acolhe aceitando que aquele sentimento existe. \u00c9 poss\u00edvel redirecionar o comportamento, sem reprimir o sentimento. Isso significa dizer frases como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8220;Estou vendo que voc\u00ea est\u00e1 frustrada&#8221;.<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Voc\u00ea ficou com raiva, e \u00e9 normal se sentir assim&#8221;.<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;Existem formas mais saud\u00e1veis de voc\u00ea botar sua raiva para fora&#8221;.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, os limites continuam existindo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8220;Eu sei que voc\u00ea est\u00e1 muito chateada, mas n\u00e3o vou admitir que voc\u00ea bata para demonstrar sua raiva. Aqui em casa, ningu\u00e9m bate em ningu\u00e9m&#8221;.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para crian\u00e7as pequenas, alguns caminhos concretos podem ajudar a descarregar a emo\u00e7\u00e3o. \u201cRugir que nem um le\u00e3o, desenhar essa raiva toda, respirar, olhar o c\u00e9u\u201d, cita. \u201cA crian\u00e7a precisa perceber que a raiva vai vir, ela \u00e9 natural da exist\u00eancia, e ela vai embora quando \u00e9 acolhida\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m<\/strong>: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/precisamos-repensar-sentimentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cChorei como um beb\u00ea\u201d: por que precisamos repensar a maneira como falamos sobre sentimentos com as crian\u00e7as<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>\u201cN\u00e3o gosto de sentir isso\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo quando t\u00eam espa\u00e7o para se expressar, muitas crian\u00e7as dizem que n\u00e3o gostam de sentir raiva. Isso acontece, sobretudo, com as meninas, quando elas come\u00e7am a perceber e a internalizar as expectativas sociais, que rejeitam esse sentimento. Elas se veem, ent\u00e3o, inadequadas, como se houvesse algo de errado com elas. Para Elisama, isso tamb\u00e9m faz parte do processo de educa\u00e7\u00e3o emocional. \u201cNem toda emo\u00e7\u00e3o, a gente vai gostar de sentir\u201d, afirma. \u201cNem tudo vai ser gostoso\u201d, pontua. <strong>Voc\u00ea pode odiar a tristeza ou a frustra\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 preciso saber que existe, acolher e escutar essas emo\u00e7\u00f5es<\/strong>, para lidar com elas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo, segundo ela, n\u00e3o \u00e9 fazer a crian\u00e7a amar emo\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, mas entender que elas fazem parte da experi\u00eancia humana. \u201cA gente n\u00e3o quer que a crian\u00e7a se sinta confort\u00e1vel por estar triste\u201d, explica. \u201cA gente quer que ela entenda que o desconforto das emo\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 importante\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong>Criando mulheres que conseguem dizer \u201cn\u00e3o\u201d<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Permitir que meninas sintam raiva vai muito al\u00e9m das birras da inf\u00e2ncia e das crises da adolesc\u00eancia. A discuss\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m sobre a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/estimular-autonomia-infantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">constru\u00e7\u00e3o de autonomia<\/a>, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/autoestima-e-autoconfianca-na-infancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">autoestima, autoconhecimento<\/a>, seguran\u00e7a emocional e capacidade de <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poder-do-nao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estabelecer limites<\/a>. \u201cQuando a menina aprende a reconhecer as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, ela cresce sendo algu\u00e9m que consegue perceber os pr\u00f3prios limites e comunic\u00e1-los\u201d, afirma Elisama.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso desafia expectativas sociais profundamente arraigadas. \u201cN\u00f3s, infelizmente, como sociedade, ainda confundimos a assertividade feminina com grosseria\u201d, diz. \u201cExistem coisas que as pessoas aceitam dos homens e ainda falam: \u2018Nossa, aquele \u00e9 um cara firme\u2019. Mas se a mesma atitude partir de uma mulher, ela \u00e9 vista como grossa\u201d, exemplifica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Maos-apontando-para-uma-menina.jpg\" alt=\"Meninas tamb\u00e9m sentem raiva. M\u00e3os apontando para uma menina\" class=\"wp-image-72891\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Maos-apontando-para-uma-menina.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Meninas-tambem-sentem-raiva.-Maos-apontando-para-uma-menina-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ilustrar como essa diferen\u00e7a de tratamento acontece e come\u00e7a cedo, Elisama conta uma experi\u00eancia pessoal envolvendo os pr\u00f3prios filhos. \u201cAs pessoas me encontravam e olhavam para a minha filha e falavam docemente, abaixando na altura dela: \u2018Oi Helena, que linda, como voc\u00ea est\u00e1?\u2019. Em seguida, a mesma pessoa que tinha falado com a Helena com uma voz macia, doce, levantava-se, engrossava a voz e se direcionava a Miguel: \u2018E a\u00ed, garot\u00e3o?\u2019. A gente coloca como se fosse algo natural que os meninos n\u00e3o soubessem lidar com as emo\u00e7\u00f5es, que fossem mais grossos, e as meninas, mais sens\u00edveis\u201d, afirma. \u201cMas esta \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o \u00e9 algo que est\u00e1 no DNA feminino ou masculino\u201d, lembra.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na vida adulta, a mesma l\u00f3gica continua. \u201cSe voc\u00ea vai fazer, por exemplo, um amigo secreto na empresa ou uma festa surpresa para algu\u00e9m, duvido que escolha um homem para organizar isso\u201d, provoca. \u201cVoc\u00ea vai pensar em uma mulher, porque ela provavelmente vai pensar em todos. \u00c9 como se ser muito boa nisso fosse algo natural e n\u00e3o um comportamento aprendido\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ela, transformar essa l\u00f3gica passa necessariamente pela inf\u00e2ncia. \u201c<strong>\u00c9 preciso ensinar nossas meninas a serem corajosas<\/strong>\u201d, afirma. O que elas sentem importa. E elas tamb\u00e9m precisam saber que nem sempre v\u00e3o sentir apenas o que agrada a elas mesmas e aos outros. \u201cParecer bonita, parecer simp\u00e1tica, parecer doce, enquanto se paga toda essa apar\u00eancia com a nossa alegria, com a nossa energia, \u00e9 um pre\u00e7o alto demais\u201d, conclui. Ensinar meninas a acolherem a pr\u00f3pria raiva n\u00e3o significa criar crian\u00e7as agressivas, mas <strong>criar mulheres capazes de perceber quando algo d\u00f3i, incomoda ou ultrapassa seus limites<\/strong> \u2013 e fazer algo para interromper isso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante Quindim<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros j\u00e1 enviados pelo Clube Quindim que abrem espa\u00e7o para as fam\u00edlias conversarem com as meninas e os meninos sobre <strong>como lidar com a raiva<\/strong> e outros sentimentos desafiadores.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1167\" height=\"1523\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/O-duelo-capaTransparente-1-e1779398135368.png\" alt=\"O duelo (autora In\u00eas Viegas Oliveira, editora Camale\u00e3o)\" class=\"wp-image-72895\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/O-duelo-capaTransparente-1-e1779398135368.png 1167w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/O-duelo-capaTransparente-1-e1779398135368-768x1002.png 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/O-duelo-capaTransparente-1-e1779398135368-150x196.png 150w\" sizes=\"(max-width: 1167px) 100vw, 1167px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-duelo\/ines-viegas-oliveira\/9786581275839\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O duelo<\/a><\/em>, de In\u00eas Viegas Oliveira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"450\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/EuFicoIrritada_CapaTransparente-e1718903064482.png\" alt=\"Eu fico irada! (autoras Sandra V. Feder e Rahele Jomepour Bell, editora Pallas M\u00edni). \" class=\"wp-image-61934\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/EuFicoIrritada_CapaTransparente-e1718903064482.png 350w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/EuFicoIrritada_CapaTransparente-e1718903064482-150x193.png 150w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/eu-fico-irada\/sandra-v.-feder\/9786586983401\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eu fico irada!<\/a><\/em>, de Sandra V. Feder e Rahele Jomepour Bell<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"372\" height=\"466\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/VidaSecretaEmocoes_CapaTransparente-e1713893250467.png\" alt=\"A vida secreta das emo\u00e7\u00f5es (escritora Tina Oziewicz, ilustradora Aleksandra Zaj\u0105c, editora WMF Martins Fontes)\" class=\"wp-image-60033\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/VidaSecretaEmocoes_CapaTransparente-e1713893250467.png 372w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/VidaSecretaEmocoes_CapaTransparente-e1713893250467-150x188.png 150w\" sizes=\"(max-width: 372px) 100vw, 372px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-vida-secreta-das-emocoes\/tina-oziewicz\/9788546905225\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A vida secreta das emo\u00e7\u00f5es<\/a><\/em>, de Tina Oziewicz e Aleksandra Zaj\u0105c<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A raiva \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o humana que costuma ser aceita nos garotos, mas muitas meninas ainda aprendem a reprimi-la desde cedo. E pagam um pre\u00e7o alto por isso.<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":72890,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[505,746],"tags":[],"class_list":["post-72884","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-familia","category-desenvolvimento-infantil"],"acf":{"posts_relacionados":[61929,72624,69651]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72884","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72884"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72884\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69651"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72624"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61929"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72884"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72884"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72884"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}