{"id":72714,"date":"2026-04-29T17:12:02","date_gmt":"2026-04-29T20:12:02","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=72714"},"modified":"2026-04-30T15:26:00","modified_gmt":"2026-04-30T18:26:00","slug":"na-minha-epoca-conflitos-geracionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/na-minha-epoca-conflitos-geracionais\/","title":{"rendered":"Conflitos geracionais: Como resgatar o que foi importante na sua inf\u00e2ncia sem ignorar que o mundo est\u00e1 mudando?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas vezes escutamos de pessoas nost\u00e1lgicas frases como \u201cQuando eu era crian\u00e7a, n\u00e3o tinha essas frescuras\u201d ou \u201cNa minha \u00e9poca, tudo era mais simples\u201d. Conflitos geracionais \u00e9 \u2014 e sempre foram \u2014 comuns e, diariamente, a nostalgia distorce a mem\u00f3ria de muitos, deixando a impress\u00e3o de que, antes, a vida era melhor. H\u00e1, \u00e9 claro, pessoas que caminham no sentido contr\u00e1rio: enxergam na modernidade uma evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e ineg\u00e1vel, ignorando no entanto coisas boas que, \u00e0s vezes, ficaram mesmo perdidas no passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O embate entre o \u201cantes\u201d e o \u201cagora\u201d pode ser exaustivo e at\u00e9 mesmo desnecess\u00e1rio, afinal, cada \u00e9poca traz consigo seus pr\u00f3prios desafios e, junto deles, solu\u00e7\u00f5es que fazem sentido apenas para aquele tempo. \u00c9 aqui que pais, m\u00e3es e demais respons\u00e1veis acabam se sentindo perdidos: <strong>\u00e9 poss\u00edvel resgatar coisas boas de sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia no cuidado com os filhos?<\/strong> Quais mudan\u00e7as, apesar de determinantes, fazem bem para as crian\u00e7as de hoje e quais podem estar prejudicando a sa\u00fade f\u00edsica, cognitiva e emocional delas?&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-1.jpg\" alt=\"conflitos geracionais\" class=\"wp-image-72763\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como diz Mar\u00edlia Velano \u2014 psicanalista, doutora em psicologia e pesquisadora na \u00e1rea de inf\u00e2ncias \u2014, em entrevista ao <em>Clube Quindim<\/em>, todo encontro geracional traz suas pr\u00f3prias demandas, cabendo a n\u00f3s entender melhor quais as quest\u00f5es do nosso tempo. \u201cEu acho dif\u00edcil pensar num resgate, porque a vida \u00e9 din\u00e2mica, a pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o ps\u00edquica muda. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o sei o quanto essa nostalgia \u00e9 verdadeira. Havia um ou mais &#8216;jeitos melhores&#8217; de se fazer para aquele momento hist\u00f3rico. Agora a gente tem que descobrir o nosso\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale ressaltar que, para al\u00e9m das diferen\u00e7as geracionais, tamb\u00e9m devemos considerar que h\u00e1 e houve <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-diversidade-de-infancias-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">m\u00faltiplas inf\u00e2ncias<\/a>, de diferentes regi\u00f5es, contextos e classes sociais.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">&#8220;na minha \u00e9poca&#8230;&#8221;: as crian\u00e7as ficavam menos doentes?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andar descal\u00e7o, tomar banho de chuva, brincar na rua, comer fruta do p\u00e9. Muitos adultos que vivem em cidades grandes como S\u00e3o Paulo t\u00eam a impress\u00e3o de que, quando crian\u00e7a, estavam mais expostos aos microrganismos e aos riscos de uma vida mais liberta, mas ao mesmo tempo adoeciam com menor frequ\u00eancia ou intensidade. E esta n\u00e3o \u00e9 apenas uma impress\u00e3o, mas uma tese que alguns cientistas chamaram de <strong>Teoria da Higiene<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento Cient\u00edfico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), esta \u00e9 uma hip\u00f3tese v\u00e1lida para explicar as diferen\u00e7as no sistema imunol\u00f3gico de crian\u00e7as em diferentes contextos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s est\u00e1vamos estimulando nosso sistema imunol\u00f3gico. Quando a crian\u00e7a fica muito tempo em um ambiente totalmente fechado, n\u00e3o toma sol, n\u00e3o tem contato com o meio ambiente, s\u00f3 contato com v\u00edrus e bact\u00e9rias que t\u00eam dentro das escolas, ela come\u00e7a a ficar superdoente&#8221;, explica. \u00c9 claro, h\u00e1 de se considerar que, no passado, havia outros tipos de doen\u00e7as e a expectativa de vida era menor. \u201cTemos que lembrar dos problemas do passado e enxergar os do presente. \u00c9 a vida, \u00e9 o pre\u00e7o que a gente paga pela evolu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-62.jpg\" alt=\"Imagem do livro Como se eu fosse uma manga\" class=\"wp-image-72725\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-62.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-62-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro &#8216;Como se come uma manga&#8217; de Juliana Perdomo e Paola Santos | Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje vivemos em um mundo diferente, mais violento, com o ar polu\u00eddo e uma alimenta\u00e7\u00e3o ultraprocessada (&#8230;). Ent\u00e3o eu n\u00e3o concordo muito com o termo superprotecionismo (&#8230;). O que acontece \u00e9 que os pais est\u00e3o mais ansiosos, porque o mundo est\u00e1 mais ansioso&#8221;. \u2014 <em>Dr. Tadeu Fernando Fernandes<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">E o QUE MUDOU NAS ESCOLAS?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudan\u00e7as geracionais tamb\u00e9m s\u00e3o percept\u00edveis ao se observar a trajet\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o brasileira. A psicopedagoga C\u00e9lia Marques, de S\u00e3o Paulo (SP), diz que <strong>uma mudan\u00e7a positiva \u00e9 o olhar mais atento para as dificuldades e transtornos de aprendizagens individuais que as crian\u00e7as possam ter. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAntigamente, essas crian\u00e7as eram vistas como pregui\u00e7osas e incapazes, mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade.\u201d Atualmente, temos profissionais capazes de observar cada crian\u00e7a, identificando o que \u00e9 apenas uma dificuldade e o que pode ser um diagn\u00f3stico, como de TDAH. \u201cPode ser que j\u00e1 havia crian\u00e7as com diversos transtornos antigamente, mas n\u00e3o se tinha esse cuidado [e as ferramentas necess\u00e1rias] a ponto de diagnostic\u00e1-las&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Elas n\u00e3o se encaixavam nos padr\u00f5es de ensino e ficavam \u00e0 margem da sala de aula, explica a psicopedagoga. \u201cDe uns anos para c\u00e1 fomos fazendo esse movimento de transferir a culpa dos estudantes para a escola, que estava preparada apenas para atender \u00e0s crian\u00e7as ditas como &#8216;normais'&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1, no caminho contr\u00e1rio, o que alguns especialistas chamam de superdiagn\u00f3stico de transtornos de aprendizagem, ou seja, o n\u00famero de crian\u00e7as diagnosticadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas cresceu exponencialmente. E isso se deve a uma s\u00e9rie de motivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Mar\u00edlia Velano, h\u00e1 entre os respons\u00e1veis uma preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com qualquer sinal que eles v\u00eam de desadapta\u00e7\u00e3o. \u201cParece que, para essa gera\u00e7\u00e3o de respons\u00e1veis, essa nomea\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica \u00e9 muito importante. H\u00e1 uma leitura medicalizante da inf\u00e2ncia de que algo precisa ser encontrado\u201d, diz. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Existe, inclusive, em muitas fam\u00edlias, a ang\u00fastia de que a crian\u00e7a (e os pr\u00f3prios adultos) tenham uma boa performance em todas as \u00e1reas da vida&nbsp;<\/strong> \u2014 \u00e9 o que o fil\u00f3sofo sul-coreano Byung-Chul Han chama de <strong>sociedade do desempenho<\/strong>. \u201cEnt\u00e3o eu fico um pouco na d\u00favida do quanto de fato as pessoas est\u00e3o mais presentes e olhando para as necessidades dos seus filhos ou est\u00e3o s\u00f3 reagindo a essa amea\u00e7a de desadapta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia mais: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/eca-digital-pontos-importantes-familias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ECA Digital: 7 pontos importantes que as fam\u00edlias precisam saber<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">o lado positivo dos conflitos geracionais: a crian\u00e7a ENTENDIDA COMO CIDAD\u00c3<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma outra mudan\u00e7a positiva que ocorreu no Brasil foi no lugar social da crian\u00e7a, <strong>tirando-a da posi\u00e7\u00e3o de objeto (ou extens\u00e3o) do adulto e <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/por-que-devemos-falar-em-infancias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">afirmando sua pr\u00f3pria exist\u00eancia<\/a> enquanto um sujeito de direitos. <\/strong>\u201cE isso teve muito a ver com o ECA mesmo, que mudou a forma como vemos as crian\u00e7as\u201d, comenta Mar\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, tratamentos que antes eram vistos como adequados e comuns para pais e professores, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/educacao-positiva-limites-sem-castigo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">como no caso de puni\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e verbais<\/a>, passaram a ser mal vistas por boa parte da sociedade. \u201cMuito se confundiu autoridade com autoritarismo\u201d, diz C\u00e9lia. \u201cO ECA veio para moderar essa rela\u00e7\u00e3o do adulto com a crian\u00e7a&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Como diria Rousseau, ela n\u00e3o \u00e9 um adulto em miniatura, \u00e9 uma crian\u00e7a&#8221;. \u2014 <em>C\u00e9lia Marques<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-64.jpg\" alt=\"Na minha \u00e9poca\" class=\"wp-image-72739\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-64.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-64-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-livro-das-pessoas-malvadas\/toni-morrison_slade-morrison\/9786556405568\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8216;O livro das pessoas malvadas&#8217;<\/a> de Slade Morrison, Toni Morrison e Pascal Lema\u00eetre | Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes era mais comum que os pr\u00f3prios educadores considerassem exemplares as crian\u00e7as capazes de obedecer. <strong>Hoje h\u00e1 um maior consenso de que,<\/strong> <strong>mais importante do que sempre obedecer, \u00e9 preciso que elas tenham condi\u00e7\u00f5es para exercer a criatividade e encontrar solu\u00e7\u00f5es para os desafios di\u00e1rios. <\/strong>&#8220;Para isso, a gente precisa de um pouquinho de insubmiss\u00e3o \u2014 algo que os respons\u00e1veis lidam muito mal. Eles tomam a insubmiss\u00e3o como um desrespeito (&#8230;), mas \u00e9 muitas vezes nesse gesto de confronto que a crian\u00e7a consegue se expressar\u201d, completa Mar\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mar\u00edlia comenta tamb\u00e9m que, no passado, era mais comum para a crian\u00e7a a <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DOmIocpDvPR\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">vida em comunidade<\/a>, seja na rua, bairro ou com os pr\u00f3prios parentes. Hoje a realidade de muitas crian\u00e7as, sobretudo nas grandes cidades, restringe-se \u00e0 casa e \u00e0 escola, aumentando a solid\u00e3o e amplificando sofrimentos. \u201cEu tenho a sensa\u00e7\u00e3o que, em outros tempos, havia uma certa dilui\u00e7\u00e3o dos lugares potencializadores de vida. Ent\u00e3o, se o <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/bullying-na-primeira-infancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">bullying<\/a> acontece hoje na escola, \u00e9 ainda mais grave, porque \u00e9 praticamente toda a vida social dessa crian\u00e7a&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/por-que-obedecer-o-tempo-todo-nao-e-bom\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Por que obedecer o tempo todo n\u00e3o \u00e9 bom para as crian\u00e7as \u2013 nem para ningu\u00e9m<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">as mudan\u00e7as no brincar e consumo de telas <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Vila Madalena, bairro da Zona Oeste de S\u00e3o Paulo, est\u00e1 a Casita na Vila, um lugar que recebe crian\u00e7as e adolescentes no contraturno escolar e prop\u00f5e que elas fa\u00e7am algo cada vez mais raro: divertir-se longe das telas. \u201c\u00c9 um neg\u00f3cio de impacto social que recebe tanto crian\u00e7as bolsistas, quanto estudantes de fam\u00edlias pagantes. Aqui a gente tem uma mistura de artes e de mundos como teatro, jogos, m\u00fasica, culin\u00e1ria, ingl\u00eas, artes manuais e yoga\u201d, explica Sara Renata, cantora, compositora, s\u00f3cia e idealizadora da Casita ao lado de Liana Rangel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os l\u00edderes da Casita, <strong>o brincar \u00e9 essencial na vida de uma crian\u00e7a: ele n\u00e3o deixa a gente perder o encanto das coisas, nem mergulhar de cabe\u00e7a na rotina. <\/strong>Al\u00e9m disso, \u201cCl\u00e1udio Tebas* diz no [livro] <em>O Palha\u00e7o e o Psicanalista<\/em> que, quando a gente brinca, a gente vira amigo. Ent\u00e3o, a brincadeira tem uma fun\u00e7\u00e3o de socializa\u00e7\u00e3o&#8221;, comenta Darlan J\u00fanior, ou apenas Fil\u00e9, ator, diretor, palha\u00e7o, m\u00fasico e respons\u00e1vel pelas brincadeiras na Casita. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-65.jpg\" alt=\"na minha \u00e9poca\" class=\"wp-image-72745\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-65.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-65-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Fil\u00e9, o tempo cada vez maior que crian\u00e7as e adolescentes passam sozinhos em casa no ambiente virtual tem diminu\u00eddo as oportunidades do brincar, como descobrir texturas e sentidos novos, investigar pequenos insetos e at\u00e9 mesmo explorar os desenvolvimentos cognitivo, motor e socioemocional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando a gente iniciou o trabalho na Casita, a expectativa nem era fazer essa frente \u00e0s telas, porque a gente acredita na tecnologia como ferramenta de desenvolvimento\u201d, conta Fil\u00e9. No entanto, eles logo observaram que havia uma grande procura, por parte dos respons\u00e1veis, de alternativas aos <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/socializacao-infantil-nos-jogos-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">jogos online<\/a>. \u201cPorque quando voc\u00ea tira a tela da crian\u00e7a, a dor que ela sente \u00e9 terr\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de ter menos tempo ao ar livre, muitas crian\u00e7as tamb\u00e9m acabam tendo pouca oportunidade de <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/a-importancia-do-tedio-para-saude\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sentir t\u00e9dio<\/a>, o que tamb\u00e9m as prejudica. \u201cA falta de t\u00e9dio deixa a crian\u00e7a mais ansiosa e cansada, justamente porque ela n\u00e3o usa o recurso cognitivo para lidar com essa coisa\u201d, explica. \u201cParece que ela precisa estar o tempo inteiro produtiva, sabe?\u201d, reflete Fil\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/preciso-entreter-as-criancas-o-tempo-todo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00c9 preciso entreter as crian\u00e7as o tempo todo?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto que tem mudado na hora de brincar \u00e9 a oportunidade da crian\u00e7a perder e se frustrar. \u201cNa pedagogia do palha\u00e7o \u2014 que se baseia muito na pedagogia do oprimido de Paulo Freire \u2014 uma das regras b\u00e1sicas \u00e9: o erro n\u00e3o pode ser determinante para dizer quem voc\u00ea \u00e9 naquele momento e a perda n\u00e3o pode custar muito\u201d, conta Fil\u00e9. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o profissional, quando as crian\u00e7as brincam com jogos de tabuleiros e outras brincadeiras em que \u00e9 poss\u00edvel <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-ensinar-sobre-ganhar-e-perder\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ganhar ou perder<\/a>, trabalha-se a habilidade de resili\u00eancia da crian\u00e7a. \u201cMas agora os algoritmos [de plataformas de v\u00eddeos e jogos digitais] n\u00e3o permitem um encerramento de ciclo. Esses conte\u00fados s\u00e3o feitos para manter a crian\u00e7a sempre ali, dando recompensas [e est\u00edmulos] o tempo inteiro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DQFivl_ieb7\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Apodrecimento mental? Entenda como o consumo excessivo de v\u00eddeos curtos afeta o c\u00e9rebro das crian\u00e7as<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">representatividade e o respeito \u00e0 diversidade<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A jornalista Maria Carolina Cristianini trabalhou na revista Recreio \u2014 peri\u00f3dico infantil que fez grande sucesso nos anos 2000 \u2014 entre 2008 e 2018, alcan\u00e7ando o cargo de editora-chefe. Hoje ela est\u00e1 de volta \u00e0 marca como editora-chefe do n\u00facleo educacional e conta que, em quase vinte anos, muitas coisas mudaram no modo com que se fala com o p\u00fablico infantil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTem coisas que a gente mal pensava na Recreio ali do comecinho, como quest\u00f5es de diversidade de etnia e g\u00eanero\u201d, cita Carolina. Ela diz que, ao elaborar as pautas de cada edi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havia o costume de se pensar em representatividade. As ilustra\u00e7\u00f5es da revista, em sua grande maioria, eram de crian\u00e7as brancas e sem defici\u00eancia. \u201cN\u00f3s come\u00e7amos a parar para pensar: caramba, por que n\u00e3o tem, na revista inteira, um \u00fanico asi\u00e1tico, negro ou ind\u00edgena? A gente muitas vezes n\u00e3o pensa sobre isso, mas eles est\u00e3o inseridos na nossa sociedade. Ent\u00e3o hoje n\u00e3o tem mais como pautar qualquer coisa sem pensar nisso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mundo evolui e, a cada gera\u00e7\u00e3o, novos avan\u00e7os e desafios aparecem. Carolina, por exemplo, conta que, em seu tempo na Recreio dos anos 2000, j\u00e1 havia uma preocupa\u00e7\u00e3o sobre como as crian\u00e7as apareciam na m\u00eddia, quais assuntos falariam e roupas vestiriam. J\u00e1 havia tamb\u00e9m uma maior problematiza\u00e7\u00e3o do bullying, coisa que em sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia, na d\u00e9cada de 1980, n\u00e3o existia. \u201cO mundo evolui. A Hannah Arendt** diz isso quando trata sobre a crise da educa\u00e7\u00e3o: estamos falando de uma crise centen\u00e1ria. A crian\u00e7a nasce em um mundo novo para ela e a fun\u00e7\u00e3o do adulto, segundo C\u00e9lia, \u00e9 prepar\u00e1-la para viv\u00ea-lo e criar novos espa\u00e7os\u201d, finaliza C\u00e9lia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Cl\u00e1udio Tebas*<br>*Palha\u00e7o, escritor e educador.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Hannah Arendt**<br>**Fil\u00f3sofa pol\u00edtica alem\u00e3 do s\u00e9culo 20.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">estante quindim <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros, j\u00e1 entregues para a Fam\u00edlia Quindim, para celebrar momentos da inf\u00e2ncia que s\u00e3o atemporais: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"335\" height=\"426\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/como-se-come-uma-manga_CapaTransparente-e1777491091515.png\" alt=\"Como se come uma manga\" class=\"wp-image-72748\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/como-se-come-uma-manga_CapaTransparente-e1777491091515.png 335w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/como-se-come-uma-manga_CapaTransparente-e1777491091515-150x191.png 150w\" sizes=\"(max-width: 335px) 100vw, 335px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/como-se-come-uma-manga\/paola-santos\/9786554610902\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como se come uma manga<\/a>, de Paola Santos e Juliana Perdomo <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"418\" height=\"418\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nao-e-uma-caixa_CapaTransparente-1-e1777491329114.png\" alt=\"N\u00e3o \u00e9 uma caixa\" class=\"wp-image-72749\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nao-e-uma-caixa_CapaTransparente-1-e1777491329114.png 418w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nao-e-uma-caixa_CapaTransparente-1-e1777491329114-300x300.png 300w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nao-e-uma-caixa_CapaTransparente-1-e1777491329114-150x150.png 150w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nao-e-uma-caixa_CapaTransparente-1-e1777491329114-100x100.png 100w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nao-e-uma-caixa_CapaTransparente-1-e1777491329114-96x96.png 96w\" sizes=\"(max-width: 418px) 100vw, 418px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/nao-e-uma-caixa\/antoinette-portis\/9786586959901\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">N\u00e3o \u00e9 uma caixa<\/a>, de Antoinette Portis<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" width=\"311\" height=\"470\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Flores-Selvagens_CapaTransparente-e1777491467385.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-72750\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Flores-Selvagens_CapaTransparente-e1777491467385.png 311w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Flores-Selvagens_CapaTransparente-e1777491467385-150x227.png 150w\" sizes=\"(max-width: 311px) 100vw, 311px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/flores-selvagens\/liniers\/9788550707921\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Flores selvagens<\/a>, de Liniers<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNa minha \u00e9poca&#8230;\u201d: o que resgatar da inf\u00e2ncia dos pais e o que \u00e9 preciso deixar no passado na cria\u00e7\u00e3o dos filhos? Compreenda como equilibrar os conflitos geracionais<\/p>\n","protected":false},"author":87,"featured_media":72759,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,505,507,508,2608],"tags":[],"class_list":["post-72714","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-familia","category-maternidade","category-paternidade","category-saude"],"acf":{"posts_relacionados":[51682,72548,70982]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/87"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72714"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72714\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70982"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72548"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51682"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72759"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}