{"id":72624,"date":"2026-04-23T10:03:40","date_gmt":"2026-04-23T13:03:40","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=72624"},"modified":"2026-04-24T11:20:48","modified_gmt":"2026-04-24T14:20:48","slug":"como-criar-meninos-mais-respeitosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-criar-meninos-mais-respeitosos\/","title":{"rendered":"Como criar meninos mais respeitosos e n\u00e3o violentos na pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Criar meninos mais respeitosos, emp\u00e1ticos e n\u00e3o violentos sempre foi importante, mas a urg\u00eancia tem ficado cada vez mais evidente. N\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples e est\u00e1 longe de ser algo que depende apenas de \u201cboas inten\u00e7\u00f5es\u201d. Em uma sociedade atravessada pelo machismo estrutural, s\u00f3 o discurso n\u00e3o basta. A educa\u00e7\u00e3o dentro de casa precisa ser traduzida em atitudes concretas no dia a dia. <strong>\u00c9 algo que exige presen\u00e7a, const\u00e2ncia e, \u00e0s vezes, um certo desconforto tamb\u00e9m<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os pais, enxergar-se como modelo \u00e9 o primeiro passo, segundo o psicanalista e educador parental Thiago Queiroz, criador do canal \u201cPaizinho, v\u00edrgula\u201d, do Rio de Janeiro (RJ). \u201cO pai precisa se entender como a primeira refer\u00eancia de masculinidade na vida do seu filho e isso \u00e9 uma responsabilidade imensa\u201d, afirma.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saber em que ch\u00e3o estamos pisando e ter clareza de que, por mais que a gente queira, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel colocar os filhos dentro de uma bolha para proteg\u00ea-los tamb\u00e9m s\u00e3o conceitos fundamentais para travar essa batalha. \u201c\u00c9 preciso partir do princ\u00edpio de que nossos meninos v\u00e3o, sim, ser expostos ao machismo \u2014 mesmo que n\u00e3o seja dentro de casa\u201d, explica a educadora parental Gabriela Morais, de Recife (PE). Ela lembra do tamanho e do impacto da influ\u00eancia dos amigos e na internet. \u201cMais do que tentar controlar tudo, o nosso papel \u00e9 criar uma base s\u00f3lida de valores\u201d, orienta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DVmPiNqlHvO\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">8 livros para criar meninos mais respeitosos e menos violentos<\/a> <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">o exemplo \u00e9 o que conta<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>N\u00e3o adianta ensinar respeito se ele n\u00e3o \u00e9 vivido dentro de casa e essa \u00e9 uma das principais contradi\u00e7\u00f5es na cria\u00e7\u00e3o de meninos. <\/strong>\u201cN\u00e3o tem como falar em educar filhos sem falar em reeducar os pais. Como queremos criar meninos que n\u00e3o sejam machistas se as atitudes dos pais contribuem para isso?\u201d, questiona a especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As crian\u00e7as aprendem muito mais pelo que veem ao redor do que pelo que escutam. \u201cEles observam como os pais se relacionam, como o pai trata a m\u00e3e, como \u00e9 a divis\u00e3o de tarefas e <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/papel-dos-adultos-conflitos-entre-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">como lidam com conflitos<\/a>\u201d, exemplifica ela. <strong>Na pr\u00e1tica, em muitos casos, isso significa rever comportamentos naturalizados. <\/strong>Na sua casa, como funciona a divis\u00e3o de tarefas dom\u00e9sticas? Quem resolve os conflitos? Como se expressam as emo\u00e7\u00f5es? Como as pessoas se tratam e como tratam os outros, l\u00e1 fora?<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-59.jpg\" alt=\"Como criar meninos mais respeitosos e n\u00e3o violentos na pr\u00e1tica\" class=\"wp-image-72648\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-59.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-59-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a crian\u00e7a v\u00ea a m\u00e3e sobrecarregada enquanto o pai \u2018ajuda\u2019, ou presencia coment\u00e1rios que desvalorizam mulheres, isso vai moldando a vis\u00e3o dela sobre o mundo e os pap\u00e9is de g\u00eanero \u2013 Gabriela Morais<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thiago refor\u00e7a que essa ideia ganha ainda mais peso quando se fala de masculinidade. \u201cEsse pai pode ser uma refer\u00eancia violenta, mis\u00f3gina, machista, mas ele tamb\u00e9m pode \u2014 e deve \u2014 ser uma refer\u00eancia de afeto, apoio, cuidado, respeito e alian\u00e7a ao feminismo\u201d, aponta, lembrando que isso n\u00e3o \u00e9 algo abstrato: \u201c\u00c9 a partir de como n\u00f3s nos relacionamos com outras mulheres, de como nos colocamos no mundo, que os nossos filhos v\u00e3o entender o que \u00e9 ser homem\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">a cria\u00e7\u00e3o de meninos mais respeitosos e n\u00e3o violentos come\u00e7a cedo!<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem tem filhos ainda pequenos pode at\u00e9 achar que d\u00e1 para esperar, mas esta \u00e9 uma conversa que n\u00e3o pode ser adiada. Desde que chegamos ao mundo, absorvemos o que acontece no nosso entorno e isso, aos poucos, vai moldando o nosso car\u00e1ter. Por isso, <strong>n\u00e3o existe \u201cidade certa\u201d para come\u00e7ar<\/strong>. Quanto antes, melhor,<strong> <\/strong>embora, \u00e9 claro existam formas diferentes de ensinar, a cada fase, e alguns momentos exigem uma aten\u00e7\u00e3o mais espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPor volta dos 6 anos, come\u00e7am a aparecer com mais for\u00e7a as compara\u00e7\u00f5es entre meninos e meninas, as falas de \u2018isso \u00e9 coisa de menino ou de menina\u2019, as piadas e at\u00e9 exclus\u00f5es\u201d, exemplifica Gabriela. Segundo ela, por volta dos 9, o cen\u00e1rio muda rapidamente. \u201cMuitos j\u00e1 t\u00eam acesso a YouTube, TikTok, jogos online com chat\u2026 E tudo isso, sem media\u00e7\u00e3o, pode normalizar comportamentos e distorcer rela\u00e7\u00f5es\u201d, alerta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/socializacao-infantil-nos-jogos-online\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Socializa\u00e7\u00e3o infantil nos jogos online: como orientar e proteger as crian\u00e7as nesses espa\u00e7os virtuais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho, por\u00e9m, deve antecipar tudo isso. \u201cA partir dos 2 anos, a gente j\u00e1 pode apresentar outros brinquedos que n\u00e3o reforcem s\u00f3 o estere\u00f3tipo de menino que joga futebol, d\u00e1 tiro e cuida de carros\u201d, lembra Thiago. \u201cO menino precisa ser convidado a brincar de boneca, de casinha, de fazer chazinho. E, se o pai nunca brinca disso, por que o filho vai brincar?\u201d, argumenta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, <strong>conforme esses meninos v\u00e3o crescendo e convivendo em sociedade, fora do n\u00facleo familiar, a orienta\u00e7\u00e3o se torna ainda mais necess\u00e1ria, assim como a presen\u00e7a. <\/strong>\u00c9 preciso saber o que seu filho faz nas telas e fora delas. A presen\u00e7a ativa \u00e9 fundamental. \u201cPrecisamos intervir, conversar, questionar e supervisionar\u201d, diz Gabriela.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-69478\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho.webp 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.webp 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">n\u00e3o podemos deixar o machismo passar, mas \u00e9 importante ensinar sem humilhar <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um menino reproduz uma fala machista, o impulso pode ser corrigir imediatamente. Embora o ideal seja mesmo chamar a aten\u00e7\u00e3o e apontar o que est\u00e1 errado, a forma como isso \u00e9 feito faz toda a diferen\u00e7a. \u201cUma estrat\u00e9gia simples e muito potente \u00e9 come\u00e7ar com uma pergunta: \u2018Por que voc\u00ea acha isso?\u2019\u201d, orienta a educadora parental.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thiago complementa com um alerta importante: \u201cA primeira vez que o menino fala algo machista, a gente precisa entender que ele ouviu isso em algum lugar\u201d. Para ele, o erro mais comum \u00e9 reagir com dureza excessiva. \u201c<strong>Se a gente humilha, briga ou aniquila, a gente s\u00f3 afasta e fortalece o v\u00ednculo que ele pode ter com grupos que refor\u00e7am esse discurso<\/strong>\u201d, pontua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caminho, portanto, \u00e9 outro. Que tal rebater com um convite \u00e0 reflex\u00e3o, como: \u201cFilho, voc\u00ea tem no\u00e7\u00e3o do que voc\u00ea est\u00e1 falando?\u201d. <strong>A ideia \u00e9 abrir espa\u00e7o para reflex\u00e3o, sem ridicularizar.<\/strong> \u201c\u00c9 importante n\u00e3o deixar passar, mas, al\u00e9m de corrigir, \u00e9 preciso explicar, dar exemplos, trazer outras perspectivas\u201d, diz a educadora Gabriela. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais do que impor o que \u00e9 certo e errado, o que funciona \u00e9 estimular a crian\u00e7a a refletir e a concluir por si pr\u00f3pria. A especialista lembra ainda a import\u00e2ncia de apresentar ainda mais refer\u00eancias positivas, j\u00e1 que isso contribui na educa\u00e7\u00e3o de meninos que respeitam e valorizam o feminino: \u201cMostrar mulheres fortes, bem-sucedidas, que fizeram a diferen\u00e7a ajuda a ampliar o repert\u00f3rio dessas crian\u00e7as\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DTqsvS4El20\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">6 livros para fortalecer a autoconfian\u00e7a das meninas desde cedo<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">emo\u00e7\u00f5es: \u00e9 preciso senti-las! <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Se existe um pilar central nessa constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o emocional.<\/strong> \u201cOs meninos precisam aprender a reconhecer, nomear e entender o que fazer com o que sentem. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e exige const\u00e2ncia\u201d, afirma a educadora parental. Isso \u00e9 ainda mais importante para meninos, que culturalmente s\u00e3o incentivados a reprimir emo\u00e7\u00f5es. \u201cPrecisamos ir contra essa ideia de que menino n\u00e3o chora. Validar a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente de aceitar qualquer comportamento\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thiago refor\u00e7a o qu\u00e3o necess\u00e1rio \u00e9 que os adultos reflitam e atuem sobre o que ensinam aos meninos a respeito das emo\u00e7\u00f5es e de como lidar com elas. <strong>Mostrar para que eles tamb\u00e9m podem sentir medo, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-pais-lidam-frustracao-errar-com-filhos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">frustra\u00e7\u00e3o<\/a> e vergonha muda completamente a forma de educar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gente precisa parar de dizer que menino tem de ser forte, que n\u00e3o pode chorar. Se n\u00e3o, criamos meninos como \u2018m\u00e1quinas de combate <em>\u2014 Thiago Queiroz <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-menino-com-flores-no-cabelo\/jarvis\/9788567100463\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-60.jpg\" alt=\"Como criar meninos mais respeitosos e n\u00e3o violentos na pr\u00e1tica\" class=\"wp-image-72651\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-60.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-60-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro &#8216;<a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-menino-com-flores-no-cabelo\/jarvis\/9788567100463\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O menino com flores no cabelo<\/a>&#8216;, de Jarvis | Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o ajuda ningu\u00e9m, nem a eles mesmos. Pelo contr\u00e1rio: resulta em uma press\u00e3o para agirem como se n\u00e3o fossem humanos, como se n\u00e3o tivessem nenhum sentimento ou nenhuma vulnerabilidade. S\u00f3 que esses sentimentos s\u00e3o intr\u00ednsecos e, se reprimidos, em algum momento, ser\u00e3o expressos de outra forma. Muitas vezes, com viol\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/violencia-na-adolescencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Viol\u00eancia na adolesc\u00eancia: como lidar com a agressividade dos filhos?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O trabalho, portanto, \u00e9 ensinar que sentir tristeza e raiva \u00e9 normal, mas que isso n\u00e3o significa que est\u00e1 liberado bater ou agredir por causa disso.<\/strong> O mais importante \u00e9 aprender a lidar com as emo\u00e7\u00f5es dif\u00edceis sem machucar ningu\u00e9m e nem a si mesmo. O exemplo, mais uma vez, \u00e9 essencial. \u201cAs crian\u00e7as precisam nos ver lidando com nossas emo\u00e7\u00f5es sem recorrer \u00e0 agressividade\u201d, diz a educadora parental.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">e o que fazer diante de epis\u00f3dios de agressividade? <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brigas, empurr\u00f5es e conflitos fazem parte da inf\u00e2ncia, mas precisam de media\u00e7\u00e3o. \u201c<strong>Todo comportamento comunica algo<\/strong>\u201d, diz Gabriela. N\u00e3o se trata, simplesmente, de punir, mas de entender antes o que est\u00e1 por tr\u00e1s. Os motivos podem envolver diversos aspectos: fome, cansa\u00e7o, frustra\u00e7\u00e3o, dificuldade social. \u201cSe o menino est\u00e1 frustrado, a primeira coisa \u00e9 amparar: \u2018Estou vendo que voc\u00ea est\u00e1 chateado, isso \u00e9 dif\u00edcil mesmo\u2019\u201d, afirma Thiago. \u201c<strong>O acolhimento \u00e9 a chave para evitar que esses jovens sejam cooptados por movimentos perigoso<\/strong>s\u201d, orienta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antecipar situa\u00e7\u00f5es e explicar para as crian\u00e7as, por exemplo, para onde v\u00e3o, o que v\u00e3o fazer e o que \u00e9 esperado, ajuda a evitar epis\u00f3dios em que a frustra\u00e7\u00e3o vira agressividade. Estar por perto, para oferecer apoio e supervisionar, sem, no entanto, \u201csufocar\u201d ou <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/precisamos-ensinar-a-crianca-a-brincar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">guiar as brincadeiras o tempo todo<\/a>, tamb\u00e9m permite perceber antes de algo acontecer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em situa\u00e7\u00f5es de brigas entre as crian\u00e7as, o adulto precisa intervir rapidamente, com respeito, abaixando-se para ficar \u00e0 altura da crian\u00e7a, ajudando a nomear os sentimentos e comportamentos e estabelecendo limites. \u201cEmpurrar, bater, gritar \u2014 tudo isso precisa ser interrompido. E a crian\u00e7a tamb\u00e9m precisa aprender a reparar: pedir desculpas, devolver o brinquedo, reorganizar a brincadeira\u201d, orienta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">A press\u00e3o dos amigos <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos maiores desafios est\u00e1 relacionado ao desejo de pertencer. \u201cCrian\u00e7as e adolescentes querem ser aceitos. Por isso, acabam repetindo piadas, excluindo ou desvalorizando meninas\u201d, diz a educadora Gabriela. \u00c9 o que acontece quando o grupo faz isso e seu filho, \u00e9 claro, n\u00e3o quer ficar de fora ou para tr\u00e1s.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA socializa\u00e7\u00e3o pode agir contra\u201d, destaca Thiago Queiroz. \u201cSempre vai ter algu\u00e9m dizendo que menina \u00e9 inferior, que menina \u00e9 boba\u201d, lembra. A\u00ed entram os valores. Ensin\u00e1-los e mostrar como sustent\u00e1-los, mesmo sob press\u00e3o, \u00e9 um papel da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<strong>Os meninos precisam aprender a lidar com frustra\u00e7\u00e3o e rejei\u00e7\u00e3o<\/strong>, porque \u00e9 isso que pode acontecer quando n\u00e3o concorda com o grupo\u201d, explica Gabriela. E isso s\u00f3 acontece com v\u00ednculo. \u201cPrecisamos criar conex\u00e3o para que eles se sintam seguros para compartilhar essas situa\u00e7\u00f5es reais\u201d, complementa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">\u00e9 preciso tamb\u00e9m falar, desde cedo, sobre consentimento para criar meninos mais respeitosos e n\u00e3o violentos <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto importante \u00e9 ensinar as crian\u00e7as, desde pequenas, a <strong>respeitar os limites do corpo do outro<\/strong>, assim como ajud\u00e1-las a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/respeito-e-admiracao-pelo-proprio-corpo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">entender e comunicar os limites delas com o pr\u00f3prio corpo<\/a>. Isso come\u00e7a com a forma como o adulto age e demonstra o que pode e o que n\u00e3o pode. \u201cPedir licen\u00e7a para tocar o corpo da crian\u00e7a, respeitar quando ela n\u00e3o quer dar beijo, parar uma brincadeira quando ela pede\u2026 Tudo isso ensina consentimento\u201d, lembra a especialista. \u201cUma crian\u00e7a que \u00e9 respeitada aprende a respeitar\u201d, ressalta a educadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thiago aponta que, al\u00e9m de oferecer o exemplo nas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, \u00e9 fundamental orientar a crian\u00e7a de forma direta. \u201cA gente precisa, desde pequenininho, falar sobre o nome das partes do corpo. Isso aqui \u00e9 o p\u00eanis, isso aqui \u00e9 o bumbum, isso aqui \u00e9 o peito\u2026 E por que repetir isso? Porque \u00e9 a primeira forma de a crian\u00e7a se tornar consciente do pr\u00f3prio corpo e entender o que pode e o que n\u00e3o pode\u201d, afirma ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">e quando a fam\u00edlia refor\u00e7a o machismo?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem sempre o entorno ajuda e isso inclui av\u00f3s, tios e pessoas pr\u00f3ximas. Sabe aquele coment\u00e1rio sem gra\u00e7a no almo\u00e7o de domingo? A piada do tio ou a brincadeira da av\u00f3, que refor\u00e7am estere\u00f3tipos, generaliza\u00e7\u00f5es e machismo, entre outros assuntos que podem at\u00e9 ter sido encarados como engra\u00e7ados, um dia, mas que n\u00e3o fazem (nem devem fazer!) nenhum sentido hoje? Nem sempre d\u00e1 para controlar ou evitar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente vai encontrar resist\u00eancia \u2014 e ela pode vir de v\u00e1rios lugares, inclusive da fam\u00edlia, que vai questionar a forma como estamos criando os nossos meninos\u201d, afirma Thiago. \u201cMas isso n\u00e3o \u00e9 uma bandeira que a gente levanta porque \u00e9 \u2018bonita\u2019: \u00e9 porque a gente acredita que \u00e9 importante. E, com essa clareza, a gente consegue se posicionar e contrapor o que os nossos filhos ouvem l\u00e1 fora\u201d, resume.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-61.jpg\" alt=\"Como criar meninos mais respeitosos e n\u00e3o violentos na pr\u00e1tica\" class=\"wp-image-72654\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-61.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/MIOLO-61-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em> <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDificilmente vamos mudar a forma de pensar dessas pessoas, mas \u00e9 nossa responsabilidade proteger os valores que queremos transmitir para os nossos filhos\u201d, afirma Gabriela. Mas o que isso significa? Posicionar-se. \u201cNem tudo precisa virar discuss\u00e3o, mas algumas falas n\u00e3o podem ser normalizadas\u201d, lembra. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, <strong>al\u00e9m de interromper ou explicar, pontualmente, porque aquele discurso n\u00e3o se enquadra, \u00e9 importante, mais tarde, retomar o assunto com a crian\u00e7a<\/strong>. \u201cExplicar o que aconteceu, trazer outra perspectiva e refor\u00e7ar os valores ajuda a desenvolver senso cr\u00edtico\u201d, ensina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">preparo \u00e9 mais tang\u00edvel do que controle <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Criar meninos mais respeitosos n\u00e3o \u00e9 blind\u00e1-los do mundo, at\u00e9 porque isso \u00e9 imposs\u00edvel. O que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 prepar\u00e1-los para viver nele, com todas as complexidades, todos os desafios e todas as imperfei\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica. Existe um conjunto de a\u00e7\u00f5es entre fam\u00edlia, escola e sociedade\u201d, resume Gabriela. \u201cMais do que controlar o ambiente, o objetivo \u00e9 preparar a crian\u00e7a para lidar com ele\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Thiago, educar meninos desta forma, hoje, ainda \u00e9 considerado como uma fuga do padr\u00e3o. \u201cE, se est\u00e1 fugindo do padr\u00e3o, vai encontrar resist\u00eancia. Mas \u00e9 uma escolha baseada no que acreditamos\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Transformar a forma como educamos meninos \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o<\/strong>, porque muda o mundo. \u00c9 claro que esta n\u00e3o \u00e9 uma miss\u00e3o f\u00e1cil e que n\u00e3o existem f\u00f3rmulas prontas. A constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 nas decis\u00f5es di\u00e1rias, das menores \u00e0s maiores. Entre erros, conversas dif\u00edceis e revis\u00f5es constantes, o que sustenta esse caminho \u00e9 a coer\u00eancia entre o que se diz e o que se faz e a disposi\u00e7\u00e3o de seguir adiante, mesmo quando todo o entorno parece apontar na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">estante quindim <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros, j\u00e1 entregues \u00e0 Fam\u00edlia Quindim, para incentivar di\u00e1logos com os meninos sobre sentimentos, respeito e diferentes formas de se relacionar:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"319\" height=\"448\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/OlhoDagua_CapaTransparente-e1765285930517.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-71437\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/OlhoDagua_CapaTransparente-e1765285930517.png 319w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/OlhoDagua_CapaTransparente-e1765285930517-150x211.png 150w\" sizes=\"(max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/olho-dagua\/marcelo-tolentino\/9786557175057\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Olho d&#8217;\u00e1gua<\/a>, de Marcelo Tolentino <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"380\" height=\"438\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/OMeninoFloresCabeloCapa_Transparente-e1743773552234.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-68646\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/OMeninoFloresCabeloCapa_Transparente-e1743773552234.png 380w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/OMeninoFloresCabeloCapa_Transparente-e1743773552234-150x173.png 150w\" sizes=\"(max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-menino-com-flores-no-cabelo\/jarvis\/9788567100463\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O menino com flores no cabelo<\/a>, de Jarvis<\/em> <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"656\" height=\"730\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Capa-OMeninoQueVirouChuva-Frente-Transparente-656x730.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-48508\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-menino-que-virou-chuva\/yuri-de-francco\/9786586666014\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O menino que virou chuva<\/a>, de Yuri de Francco e Renato Moriconi <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criar meninos mais respeitosos em uma sociedade machista demanda mais que vontade: exige transformar o di\u00e1logo em pr\u00e1ticas reais e acolher o desconforto da mudan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":72644,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,4],"tags":[],"class_list":["post-72624","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-educacao"],"acf":{"posts_relacionados":""},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72624\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72644"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}