{"id":72035,"date":"2026-02-25T17:41:59","date_gmt":"2026-02-25T20:41:59","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=72035"},"modified":"2026-02-26T15:09:50","modified_gmt":"2026-02-26T18:09:50","slug":"bebe-real-quebra-de-expectativas-maternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/bebe-real-quebra-de-expectativas-maternidade\/","title":{"rendered":"Beb\u00ea imaginado X beb\u00ea real: como lidar com a quebra de expectativas de quando o filho nasce"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/opa-um-ovo-perdido\/lluis-farre\/9786585125253\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cOpa! Um ovo perdido!\u201d<\/a>, de Llu\u00eds Farr\u00e9, um p\u00e1ssaro encontra um ovo e passa a cuidar dele. Sem saber o que tem l\u00e1 dentro, ele projeta sonhos e cria v\u00e1rias expectativas&#8230; Acontece que, quando o ovo come\u00e7a a rachar e ele finalmente encontra o bichinho que estava l\u00e1 dentro, a realidade se imp\u00f5e e se mostra totalmente diferente do que ele imaginava. \u00c9 mais ou menos o que acontece em algumas situa\u00e7\u00f5es da vida, como a gravidez, quando h\u00e1 o nascimento de um beb\u00ea real e n\u00e3o necessariamente aquele que foi idealizado durante toda a gesta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes mesmo de sentir o primeiro chute, muitas m\u00e3es j\u00e1 come\u00e7am a criar uma proje\u00e7\u00e3o daquele beb\u00ea: ser\u00e1 que ele vai ser calmo ou agitado? Vai puxar algu\u00e9m da fam\u00edlia? Vai nascer saud\u00e1vel? Ser\u00e1 que \u00e9 menino ou menina?<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/lista-diarios-1-1.jpg\" alt=\"Beb\u00ea real\" class=\"wp-image-72058\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/lista-diarios-1-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/lista-diarios-1-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem do livro &#8216;Opa! Um ovo perdido!&#8217;, de Llu\u00eds Farr\u00e9 | Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A psic\u00f3loga perinatal Rafaela Schiavo, do Instituto Mater Online (SP), explica que essa idealiza\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ser constru\u00edda cedo, antes mesmo do teste positivo. Para ela, <strong>a raiz est\u00e1 l\u00e1 na inf\u00e2ncia, quando a maternidade j\u00e1 aparece nas <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/precisamos-ensinar-a-crianca-a-brincar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">brincadeiras<\/a>, nos desejos e nas expectativas sobre o futuro.<\/strong> \u201cDesde crian\u00e7as, muitas mulheres j\u00e1 come\u00e7am a imaginar como ser\u00e1 o filho no dia em que forem m\u00e3es. Elas atribuem caracter\u00edsticas psicol\u00f3gicas, f\u00edsicas, comportamentais e at\u00e9 o sexo da crian\u00e7a\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa imagem vai sendo alimentada ao longo da adolesc\u00eancia, da juventude e da vida adulta. Por isso, quando a gesta\u00e7\u00e3o finalmente acontece, <strong>muitas m\u00e3es sentem que n\u00e3o est\u00e3o gr\u00e1vidas apenas de um beb\u00ea, mas daquele beb\u00ea que foi sonhado por anos<\/strong>. Embora seja mais vis\u00edvel nas mulheres, porque a sociedade j\u00e1 estimula esse \u00edmpeto para a maternidade desde cedo, com as <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/estereotipos-genero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">brincadeiras de boneca, casinha e mam\u00e3e e filhinho,<\/a> \u00e9 preciso lembrar que isso n\u00e3o \u00e9 algo exclusivo delas. Muitos homens tamb\u00e9m idealizam o filho que desejam ter, com prefer\u00eancias e expectativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/maternidade-elisama-santos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cQuem sou eu al\u00e9m de sua m\u00e3e\u201d: a import\u00e2ncia de repensar a individualidade na maternidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, necessariamente, algo negativo. Pelo contr\u00e1rio: <strong>imaginar o beb\u00ea durante a gesta\u00e7\u00e3o ajuda a criar v\u00ednculo. \u00c9 uma forma de se conectar com algu\u00e9m que ainda n\u00e3o est\u00e1 nos bra\u00e7os, mas j\u00e1 existe emocionalmente.<\/strong> O problema aparece quando nos damos conta de que o beb\u00ea real n\u00e3o corresponde ao beb\u00ea sonhado. Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil aceitar isso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acontece de diversas formas: quando o sexo do beb\u00ea n\u00e3o \u00e9 o esperado, quando ele nasce com caracter\u00edsticas f\u00edsicas diferentes das imaginadas, quando chega com uma condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade ou uma s\u00edndrome, ou mesmo quando \u00e9 um beb\u00ea mais choroso, mais agitado, com necessidades muito diferentes do que os pais fantasiaram. \u201cOs pais se vincularam por muitos anos \u00e0quele beb\u00ea da imagina\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, quando o beb\u00ea real n\u00e3o corresponde ao beb\u00ea fantasiado, h\u00e1 frustra\u00e7\u00e3o e um processo de luto que pode interferir na vincula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o beb\u00ea nasce e a realidade se imp\u00f5e, esse choque pode ser profundo. \u201cO luto vem da frustra\u00e7\u00e3o de desejar algo e n\u00e3o ser correspondido\u201d, diz ela. Nem sempre esse processo vem acompanhado de culpa, mas ela pode aparecer em alguns casos, especialmente quando a m\u00e3e acredita que, de alguma forma, \u201ccausou\u201d aquilo que tornou o beb\u00ea real diferente do beb\u00ea idealizado \u2013 ainda que essa ideia n\u00e3o tenha nenhum fundamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">luto perinatal<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse tipo de sofrimento \u00e9 comum e tem at\u00e9 nome: <strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/luto-infantil-como-ajudar-crianca-lidar-morte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">luto<\/a> perinatal<\/strong>. Muita gente associa o termo apenas \u00e0 morte do beb\u00ea, mas, segundo a especialista, <strong>ele inclui v\u00e1rias perdas simb\u00f3licas que podem acontecer nesse per\u00edodo<\/strong>. \u00c0s vezes, a mulher queria um parto normal e acabou passando por uma cesariana; \u00e0s vezes, queria amamentar e n\u00e3o consegue; em outros casos, o beb\u00ea precisa de interna\u00e7\u00e3o ou cuidados especiais. O luto tamb\u00e9m aparece quando o beb\u00ea real n\u00e3o corresponde ao beb\u00ea imaginado, o que, de acordo com Rafaela, \u00e9 um dos lutos mais frequentes na maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse processo pode se manifestar de maneiras diferentes. Algumas mulheres percebem um aumento da ansiedade, irritabilidade, culpa ou choro frequente. Outras sentem um peso emocional dif\u00edcil de nomear. Dependendo do contexto e da sa\u00fade mental daquela pessoa, esse luto pode ser mais leve ou mais intenso. Ele tamb\u00e9m pode se agravar quando h\u00e1 outras intercorr\u00eancias, como um parto traum\u00e1tico, uma amamenta\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, a priva\u00e7\u00e3o de sono, a falta de rede de apoio, um beb\u00ea prematuro, um hist\u00f3rico de ansiedade ou <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/o-que-e-depressao-infantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">depress\u00e3o<\/a>. \u201cTudo isso pode levar n\u00e3o s\u00f3 a uma depress\u00e3o p\u00f3s-parto, como a uma alta ansiedade ou estresse\u201d, alerta a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DLnqWyWyRSs\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 menos m\u00e3e por&#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Beb\u00ea real x beb\u00ea imaginado: QUANDO O AMOR N\u00c3O \u00c9 INSTANT\u00c2NEO<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O p\u00f3s-parto, como um todo, costuma ser atravessado por expectativas romantizadas. Muitas mulheres acreditam que v\u00e3o amar imediatamente, que o beb\u00ea vai dormir, que a amamenta\u00e7\u00e3o vai fluir, que elas v\u00e3o se sentir completas e realizadas o tempo todo. Mas a maternidade real \u00e9 muito diferente da idealizada, apesar de poucas pessoas falarem sobre isso com honestidade para uma gestante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, \u00e9 comum que exista estranhamento, frustra\u00e7\u00e3o e estresse, sobretudo no come\u00e7o. Isso n\u00e3o significa, necessariamente, adoecimento mental. <strong>O sinal de alerta aparece quando as emo\u00e7\u00f5es come\u00e7am a incomodar profundamente, alterando o comportamento e trazendo sofrimento intenso<\/strong>. Isso acontece quando surgem pensamentos que envolvem fazer mal a si mesma ou ao beb\u00ea, sensa\u00e7\u00e3o constante de incompet\u00eancia, irritabilidade intensa, choro frequente, exaust\u00e3o extrema e dificuldade persistente de se vincular, entre outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/lista-diarios-1.jpg\" alt=\"Beb\u00ea real\" class=\"wp-image-72078\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/lista-diarios-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/lista-diarios-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas <strong>o v\u00ednculo n\u00e3o precisa ser instant\u00e2neo. Ali\u00e1s, quase nunca \u00e9.<\/strong> Ao contr\u00e1rio do que a sociedade espera e prega, <strong>trata-se de uma constru\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de uma m\u00e1gica<\/strong>. Para muitas m\u00e3es, esse v\u00ednculo nasce aos poucos, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-infantis-sobre-cotidiano-do-bebe\/\">no cotidiano<\/a>, no banho, na troca de roupa, no colo, na rotina repetida. Aos poucos, o beb\u00ea idealizado abre espa\u00e7o para aquela crian\u00e7a de verdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA m\u00e3e vai conhecendo o beb\u00ea real por meio do contato di\u00e1rio com ele. Ent\u00e3o, vai se adaptando\u201d, explica a psic\u00f3loga, que refor\u00e7a algo que pode ser libertador para muitas mulheres: \u201cExiste uma frustra\u00e7\u00e3o para quase 99% das m\u00e3es. O beb\u00ea real n\u00e3o corresponde ao beb\u00ea fantasiado, e a maternidade real n\u00e3o corresponde \u00e0 ideal\u201d. Com o tempo, com suporte e com acolhimento, essa adapta\u00e7\u00e3o costuma acontecer, tornando a maternidade mais leve e poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o precisam ser \u201ccorrigidas\u201d<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse processo, a rede de apoio tem um papel essencial. A psic\u00f3loga afirma que familiares e parceiros ajudam quando permitem que a m\u00e3e fale a verdade. Quando escutam sem julgamento, sem frases prontas e sem tentativas de corrigir a emo\u00e7\u00e3o. <strong>O que mais machuca, segundo ela, \u00e9 a romantiza\u00e7\u00e3o e o silenciamento.<\/strong> Falas como \u201cmas Deus te mandou assim\u201d, \u201cvoc\u00ea tem que ficar feliz\u201d, \u201cn\u00e3o fala isso\u201d, \u201ctem gente que nem consegue ter filho\u201d n\u00e3o acolhem. Pelo contr\u00e1rio: bloqueiam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a mulher aprende que n\u00e3o pode compartilhar o que sente, tende a adoecer. \u201cUm dos maiores fatores de risco \u00e9 justamente a romantiza\u00e7\u00e3o e a mulher n\u00e3o ter espa\u00e7o para falar sobre as suas frustra\u00e7\u00f5es\u201d, diz a psic\u00f3loga. <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/escutar-as-criancas-em-todas-as-fases\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Validar o sentimento<\/a>, por outro lado, faz com que a m\u00e3e consiga colocar a emo\u00e7\u00e3o para fora, elaborar o luto e, aos poucos, abrir espa\u00e7o para o v\u00ednculo com o beb\u00ea real.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/maternidade-real.jpg\" alt=\"Beb\u00ea real\" class=\"wp-image-72059\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/maternidade-real.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/maternidade-real-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A chegada de um beb\u00ea \u00e9 um encontro com um outro indiv\u00edduo, algu\u00e9m que n\u00e3o veio para cumprir expectativas, mas para ser conhecido<\/strong>. Para muitas fam\u00edlias, esse encontro come\u00e7a com uma quebra: o beb\u00ea imaginado precisa \u201cmorrer\u201d para que o beb\u00ea real possa nascer, n\u00e3o apenas fisiologicamente, mas tamb\u00e9m na cabe\u00e7a e no cora\u00e7\u00e3o. De maneira alguma isso pode ser confundido com falta de amor. \u00c9 um processo humano, comum e digno de reconhecimento e acolhimento. Ningu\u00e9m sabe o que tem dentro do ovo, antes de ele se quebrar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">estante quindim <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas obras, j\u00e1 entregues pelo Clube Quindim, que dialogam sobre as expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao maternar e quando elas se quebram: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"376\" height=\"372\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Opa-Um-ovo-perdido_CapaTransparente-e1772040838802.png\" alt=\"Opa! Um ovo perdido!\" class=\"wp-image-72062\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Opa-Um-ovo-perdido_CapaTransparente-e1772040838802.png 376w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Opa-Um-ovo-perdido_CapaTransparente-e1772040838802-100x100.png 100w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Opa-Um-ovo-perdido_CapaTransparente-e1772040838802-96x96.png 96w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Opa-Um-ovo-perdido_CapaTransparente-e1772040838802-150x148.png 150w\" sizes=\"(max-width: 376px) 100vw, 376px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/opa-um-ovo-perdido\/lluis-farre\/9786585125253\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Opa! Um ovo perdido!<\/a>, de Llu\u00eds Farr\u00e9<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"363\" height=\"302\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/livro_mamae-zangada.png\" alt=\"mam\u00e3e zangada jutta bauer\" class=\"wp-image-845\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/livro_mamae-zangada.png 363w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/livro_mamae-zangada-300x250.png 300w\" sizes=\"(max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/mamae-zangada\/jutta-bauer\/9786554850940\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mam\u00e3e Zangada<\/a>, de Jutta Bauer<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"676\" height=\"730\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Capa-Frente-Orbitar-transparente-e1693921992527-676x730.png\" alt=\"Orbitar (autor Alexandre Rampazo, editora Maralto)\" class=\"wp-image-53498\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/orbitar\/alexandre-rampazo\/9786557982730\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Orbitar<\/a>, de Alexandre Rampazo <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes mesmo de nascer, muitas m\u00e3es j\u00e1 come\u00e7am a criar uma proje\u00e7\u00e3o do filho que esperam. Por\u00e9m, quando o beb\u00ea real nasce, ocorre tamb\u00e9m o fim da idealiza\u00e7\u00e3o, e com ele, uma sensa\u00e7\u00e3o de perda e desnorteamento.<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":72076,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[505,506,507,2608],"tags":[],"class_list":["post-72035","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-familia","category-gestacao","category-maternidade","category-saude"],"acf":{"posts_relacionados":[60931,66676,69977]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72035","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72035"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72035\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69977"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66676"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60931"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}