{"id":71949,"date":"2026-02-18T17:26:19","date_gmt":"2026-02-18T20:26:19","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=71949"},"modified":"2026-02-18T17:34:09","modified_gmt":"2026-02-18T20:34:09","slug":"violencia-na-adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/violencia-na-adolescencia\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia na adolesc\u00eancia: como lidar com a agressividade dos filhos?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o existe um jeito f\u00e1cil ou confort\u00e1vel de falar sobre casos extremos de viol\u00eancia na adolesc\u00eancia. \u00c9 como se, de repente, aquela cren\u00e7a no mundo, um pouco baseada na esperan\u00e7a de um futuro melhor, com gera\u00e7\u00f5es mais evolu\u00eddas e conscientes, fosse arrancada de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais que queiramos evitar, fica imposs\u00edvel lutar contra os pensamentos que nos atravessam e d\u00e3o calafrios a cada novo caso de viol\u00eancia: \u201cE se fosse o meu filho?\u201d. Ent\u00e3o, ativamos um modo de defesa quase instant\u00e2neo, na tentativa de afastar a possibilidade de viver algo parecido, com explica\u00e7\u00f5es simplistas para as atitudes violentas, como \u201cele deve ter algum problema\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes, generalizamos, apontando que todos os meninos s\u00e3o agressivos ou ainda que \u201cadolescentes s\u00e3o dif\u00edceis ou problem\u00e1ticos\u201d, o que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nem um pouco justo \u2014 e s\u00f3 aumenta a desconex\u00e3o e o afastamento.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-6.jpg\" alt=\"viol\u00eancia na adolesc\u00eancia\" class=\"wp-image-71957\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-6.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-6-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Canva<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Buscar uma resposta imediata e definitiva, para passar logo pelo problema, sem precisar se debru\u00e7ar muito sobre ele, \u00e9 quase instintivo. Mas a educadora parental Lua Barros, autora do livro <em>Eu n\u00e3o nasci m\u00e3e<\/em> (Companhia Editora Nacional) e m\u00e3e de quatro crian\u00e7as, prop\u00f5e outro caminho: olhar para esses epis\u00f3dios como um alerta, n\u00e3o para justificar o injustific\u00e1vel, mas para ampliar o foco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela defende que, <strong>quando uma crian\u00e7a ou um adolescente chega a um ponto de ruptura t\u00e3o grave, h\u00e1 quase sempre uma falha anterior, n\u00e3o de um indiv\u00edduo isolado, mas de uma rede inteira<\/strong>. \u201cCrian\u00e7as e jovens precisam do aparato social e familiar para florescer. Eles n\u00e3o conseguem ler o mundo sem essas duas margens\u201d, defende a especialista. Em vez de procurar apenas um culpado, \u00e9 urgente notar que h\u00e1 uma aus\u00eancia. Um buraco.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando casos extremos de viol\u00eancia s\u00e3o cometidos por pessoas que ainda n\u00e3o atingiram a maior idade, precisamos refletir de forma ampla sobre o qu\u00ea e sobre quem comp\u00f5e o mundo dessas crian\u00e7as e jovens, porque h\u00e1 uma falha nessa matriz. H\u00e1 algu\u00e9m que foi deixado para tr\u00e1s\u201d- <em>Lua Barros<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>eles n\u00e3o s\u00e3o \u201cassim mesmo\u201d<\/strong>: como lidar com casos de viol\u00eancia na adolesc\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe, na sociedade, uma certa tend\u00eancia a classificar a adolesc\u00eancia, como se fosse uma fase naturalmente problem\u00e1tica. Dizer que \u201cadolescentes s\u00e3o dif\u00edceis\u201d, \u201cs\u00e3o assim mesmo\u201d ou que \u201ctodo adolescente \u00e9 um pouco problem\u00e1tico\u201d impacta a educa\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento. Sem falar que as afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o generalistas, rasas e ainda est\u00e3o longe de ser verdadeiras. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cConhe\u00e7o muito mais adultos dif\u00edceis do que adolescentes dif\u00edceis\u201d, afirma Lua. Segundo ela, apontar comportamentos desafiadores nos adolescentes fala mais sobre as cren\u00e7as, quest\u00f5es e limita\u00e7\u00f5es do adulto, do que do jovem. \u201c<strong>A adolesc\u00eancia \u00e9 uma ponte para vida adulta, um tempo de transi\u00e7\u00e3o, de contesta\u00e7\u00e3o, experimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>. N\u00f3s precisamos desse per\u00edodo para chegar \u00e0 vida de forma mais saud\u00e1vel\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DRQY7VHCevP\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">N\u00e3o \u00e9 porque doeu em voc\u00ea que vai doer no seu filho: entenda a import\u00e2ncia de n\u00e3o projetar suas emo\u00e7\u00f5es na crian\u00e7a<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A educadora reconhece que n\u00e3o \u00e9 uma fase simples, mas lembra tamb\u00e9m que \u00e9 muito bonita e cheia de potencial. \u201c<strong>Cabe aos adultos, que s\u00e3o pessoas que j\u00e1 fizeram essa travessia, ajudar os jovens durante essa jornada<\/strong>, porque eles precisam reconhecer que d\u00e3o conta, que s\u00e3o capazes. N\u00f3s estamos falhando nessa miss\u00e3o com eles\u201d, aponta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As meninas, hoje, enfrentam <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/respeito-e-admiracao-pelo-proprio-corpo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">press\u00f5es est\u00e9ticas<\/a>, compara\u00e7\u00f5es, <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/adultizacao-erotizacao-como-proteger-infancias\/]\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sexualiza\u00e7\u00e3o e adultiza\u00e7\u00e3o<\/a>. Os meninos s\u00e3o inundados com um universo de masculinidade t\u00f3xica, que acaba naturalizando a agressividade, como se fosse normal reprimir emo\u00e7\u00f5es e agir com viol\u00eancia \u2014 entre eles, com as meninas e com os animais, entre outros grupos sociais, que seriam considerados \u201cmais vulner\u00e1veis\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acontece que essa normaliza\u00e7\u00e3o da agressividade, muitas vezes, feita a partir de uma justificativa biol\u00f3gica, \u00e9 um equ\u00edvoco. \u201cAfirmar que meninos s\u00e3o mais agressivos e que t\u00eam mais dificuldade em lidar com as emo\u00e7\u00f5es \u00e9 um atraso. <strong>O que falta para esses garotos s\u00e3o modelos masculinos que entendam o quanto essa armadilha do patriarcado tamb\u00e9m os transforma em v\u00edtimas<\/strong>\u201d, destaca a educadora parental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Cad\u00ea a crian\u00e7a que estava aqui?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso tudo, \u00e9 preciso reconhecer que, de fato, a chegada da adolesc\u00eancia pode gerar um estranhamento tanto para o pr\u00f3prio jovem, quanto para a fam\u00edlia. \u201cH\u00e1 um certo luto, porque aquela crian\u00e7a fofa e querida n\u00e3o est\u00e1 mais l\u00e1\u201d, lembra Lua. \u201cAgora, quem ocupa seu lugar \u00e9 algu\u00e9m peludo e, \u00e0s vezes, mal-humorado, que parece n\u00e3o fazer a menor quest\u00e3o de abrir espa\u00e7o para o pai ou a m\u00e3e\u201d, descreve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o diferen\u00e7as normais e esperadas para a mudan\u00e7a de fase; uma etapa importante para o desenvolvimento. <strong>Os pais podem se sentir um pouco perdidos e os adolescentes, mais ainda<\/strong>. Afinal, o comportamento vai mudar, eles come\u00e7am a demandar mais espa\u00e7o, mais individualidade, come\u00e7am a descobrir os pr\u00f3prios interesses, que podem ser diferentes ou mesmo opostos aos da fam\u00edlia, passam a querer <strong>encontrar a pr\u00f3pria identidade<\/strong>, aproximando-se mais dos amigos e distanciando-se um pouco do n\u00facleo familiar.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/eu-fico-em-silencio\/david-ouimet\/9788574069135\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-8.jpg\" alt=\"viol\u00eancia na adolesc\u00eancia\" class=\"wp-image-71991\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-8.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-8-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro \u201cEu fico em sil\u00eancio\u201c. Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAo come\u00e7ar a questionar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria, o adolescente pode sentir que n\u00e3o pertence \u00e0quele n\u00facleo, pode sentir uma falta de identifica\u00e7\u00e3o\u201d, diz a especialista. \u201cPor sua vez, a fam\u00edlia refor\u00e7a isso, porque tem muitas expectativas em rela\u00e7\u00e3o a esse filho, que n\u00e3o se concretizam. Nesse cen\u00e1rio, os amigos se tornam ref\u00fagio e refer\u00eancia, se tornam o espa\u00e7o de pertencimento\u201d, destaca. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, h\u00e1 uma outra parte dele tamb\u00e9m com dificuldades de entender o que est\u00e1 acontecendo e o que ele est\u00e1 sentindo. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsse jovem tamb\u00e9m sente falta da fam\u00edlia, tamb\u00e9m sente solid\u00e3o e raiva por n\u00e3o caber, por n\u00e3o ser visto ou reconhecido. O \u2018mal comportamento\u2019 \u00e9 a maneira que ele tem de comunicar o que sente\u201d &#8211; <em>Lua Barros<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, nem para os adultos, nem para os jovens, chegar a um equil\u00edbrio. Identificar e respeitar as transforma\u00e7\u00f5es que v\u00eam junto do crescimento \u00e9 diferente de normalizar a dist\u00e2ncia total ou mesmo o abandono emocional desse adolescente. \u201cSe a gente n\u00e3o tomar cuidado, esse abismo (que faz parte) pode se tornar uma din\u00e2mica familiar que gera muito desencontro e desconex\u00e3o\u201d, alerta Lua. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela lembra que \u00e9 fundamental as fam\u00edlias darem espa\u00e7o para os jovens, mas que tamb\u00e9m se mantenham curiosas sobre eles; que <strong>fa\u00e7am quest\u00e3o deles e demonstrem interesse em enxerg\u00e1-los, reconhec\u00ea-los, em estar com eles<\/strong>. &#8220;Saber qual \u00e9 o seu lugar nessa nova engrenagem \u00e9 importante. Os pais deixam de ser a \u00fanica refer\u00eancia, mas precisam se manter como guias\u201d, diz a educadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DPpGoXAkgpa\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">&#8220;Para de chorar igual como beb\u00ea&#8221;: cuidado com o que voc\u00ea diz quando conversa sobre emo\u00e7\u00f5es com seus filhos <\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta x permissividade<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parece estar cada vez mais claro que ningu\u00e9m nasce sabendo ser pai ou m\u00e3e. Com a chegada de um beb\u00ea, cada vez mais buscamos informa\u00e7\u00f5es, lemos, estudamos, trocamos experi\u00eancias, procuramos aprender. Mas \u00e9 mais raro que isso aconte\u00e7a quando esses mesmos filhos chegam \u00e0 adolesc\u00eancia, uma fase com a qual tamb\u00e9m precisamos entender como lidar.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez seja pela cren\u00e7a de que, se voc\u00ea j\u00e1 educou uma crian\u00e7a at\u00e9 ali, o restante vai ser f\u00e1cil, instintivo, quase natural. Mas n\u00e3o \u00e9. \u00c9 fundamental dar um passo atr\u00e1s e reconhecer o que n\u00e3o sabemos. Al\u00e9m, \u00e9 claro, de entender que vamos falhar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Somos uma gera\u00e7\u00e3o de pais que lida com os filhos a partir de um ideal, uma fantasia sobre a rela\u00e7\u00e3o parental\u201d, lembra Lua. \u201cN\u00e3o queremos cometer os erros do passado. Ali\u00e1s, <strong>n\u00e3o queremos cometer nenhum tipo de erro. S\u00f3 que isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ou real quando estamos educando uma crian\u00e7a<\/strong>\u201d, complementa.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-7.jpg\" alt=\"viol\u00eancia na adolesc\u00eancia\" class=\"wp-image-71997\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-7.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/como-a-cidade-pode-comportar-as-criancas-7-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva \/ Arte: Clube Quindim<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem teve uma educa\u00e7\u00e3o violenta, muitas vezes, acredita que o \u00fanico caminho \u00e9 reproduzi-la. Da\u00ed aquelas frases como: \u201cApanhei e n\u00e3o morri\u201d e \u201cagrade\u00e7o meus pais pelas surras, porque virei gente\u201d. Infelizmente, esse tipo de discurso ainda \u00e9 comum. Por outro lado, h\u00e1 quem lute para quebrar o ciclo. Mas <strong>\u00e9 preciso entender que uma <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/educacao-positiva-limites-sem-castigo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o violenta<\/a> \u00e9 diferente de uma educa\u00e7\u00e3o permissiva <\/strong>ou de falta de margens e limites.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUma crian\u00e7a criada de maneira violenta pode acreditar que n\u00e3o merece ser amada, que n\u00e3o deve confiar em ningu\u00e9m, que o mundo n\u00e3o \u00e9 um lugar bom\u201d, diz Lua. \u201c<strong>A maior viol\u00eancia \u00e9 n\u00e3o saber que tem valor. <\/strong>De qualquer maneira, quebrar esses ciclos demanda muito trabalho interno, muita vulnerabilidade e muito apoio para que a gente se perdoe no caminho, que ser\u00e1 composto de erros e acertos\u201d, lembra a especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes, na melhor das inten\u00e7\u00f5es, justamente por desejar rela\u00e7\u00f5es respeitosas e livres de autoritarismo, algo que pode t\u00ea-los machucado no passado, <strong>os pais abrem m\u00e3o de um papel que requer, sim, certa autoridade para fazer valer regras sociais<\/strong> importantes para a seguran\u00e7a da crian\u00e7a e o conv\u00edvio no coletivo, como lembra a educadora. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsse medo de errar e de n\u00e3o ser amado pelos filhos faz com que os pais, m\u00e3es e cuidadores acreditem que precisam atender todas as vontades dessas crian\u00e7as \u2013 e que frustr\u00e1-las \u00e9 uma grande viol\u00eancia. Na verdade, a frustra\u00e7\u00e3o \u00e9 pedag\u00f3gica para que a crian\u00e7a entenda que n\u00e3o est\u00e1 sozinha no mundo\u201d, aponta a educadora.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"http:\/\/Por que \u00e9 importante a crian\u00e7a aprender a lidar com a frustra\u00e7\u00e3o ainda na inf\u00e2ncia?\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Por que \u00e9 importante a crian\u00e7a aprender a lidar com a frustra\u00e7\u00e3o ainda na inf\u00e2ncia?<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O QUE SEU FILHO FAZ NA INTERNET?<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/meio-post-do-blog-9.jpg\" alt=\"viol\u00eancia na adolesc\u00eancia\" class=\"wp-image-63821\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/meio-post-do-blog-9.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/meio-post-do-blog-9-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>cr\u00e9dito: Canva <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A falta de limites tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de abandono e de uma aus\u00eancia prejudicial. \u00c9 a partir da\u00ed que, muitas vezes, acabamos deixando nossos filhos vulner\u00e1veis, com pouca ou mesmo nenhuma supervis\u00e3o, em um ambiente tentador e repleto de riscos, como a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/o-que-seu-filho-faz-na-internet\/\">internet<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Adolescentes requerem mais espa\u00e7o e mais individualidade, mas <strong>n\u00e3o \u00e9 normal passar o tempo inteiro nas telas<\/strong>, de portas fechadas. \u00c9 preciso saber o que seu filho est\u00e1 fazendo na internet, assim como voc\u00ea quer saber o que ele faz quando est\u00e1 fora dela, na rua, no shopping, na casa de um amigo. &#8220;\u00c9 fundamental ficar alerta para a idade da crian\u00e7a e a plataforma que ela est\u00e1 frequentando. Isso n\u00e3o \u00e9 bobagem\u201d, ressalta Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTamb\u00e9m \u00e9 fundamental acompanhar de perto, se sentar, ver, brincar junto, regular as intera\u00e7\u00f5es e fiscalizar com quem seu filho fala, como fala e o que est\u00e1 vendo, de forma curiosa e atenta. Esse assunto \u00e9 s\u00e9rio, mas de alguma maneira, os pais n\u00e3o est\u00e3o querendo ver ou pegar para si a responsabilidade de cuidar da parte que os cabe. A quest\u00e3o \u00e9 complexa e sabemos que, do lado de l\u00e1, h\u00e1 empresas bilion\u00e1rias, investindo muito dinheiro para manter as crian\u00e7as capturadas. Parece uma luta ingl\u00f3ria e, por isso, talvez, <strong>muitas fam\u00edlias queiram desistir, mas n\u00e3o podemos deixar de regular e cuidar da parte que nos cabe<\/strong>\u201d, alerta.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_RecebaDicas.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-69492\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_RecebaDicas.webp 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.webp 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">enxergue seu filho, de verdade<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal forma de educar \u00e9 enxergar. Primeiro a crian\u00e7a, depois o adolescente. S\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel identificar quando est\u00e1 tudo bem, quando h\u00e1 algum problema, quando h\u00e1 alguma lacuna, seja ela qual for. S\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel <strong>entender quem \u00e9 seu filho e como oferecer o melhor suporte<\/strong>, que inclui ensin\u00e1-lo a viver em sociedade e a respeitar os outros, sem deixar de respeitar a si mesmo. A miss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, nem mesmo para os adultos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, sim, existem os casos em que os comportamentos de viol\u00eancia na adolesc\u00eancia representam sintomas de condi\u00e7\u00f5es mentais reais, que se manifestam de formas diferentes e que pedem tratamentos diferentes tamb\u00e9m. \u201c<strong>Transtornos graves e psicopatias podem aparecer na inf\u00e2ncia e precisam de tratamento psiqui\u00e1trico, terapia e outras interven\u00e7\u00f5es<\/strong>\u201d, lembra Lua.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas esses casos n\u00e3o s\u00e3o os mais comuns. Na maioria das vezes, o que vemos s\u00e3o desafios emocionais que fazem parte da vida. \u201cQuando n\u00e3o cuidamos, eles se manifestam atrav\u00e9s de nosso comportamento. Eu costumo dizer que<strong> um mal comportamento indica algum tipo de sofrimento<\/strong>. Uma crian\u00e7a ou adolescente que sofre bullying, que sente medo, que n\u00e3o se sente visto, amado, acolhido e que n\u00e3o tem suas emo\u00e7\u00f5es validadas, vai encontrar caminhos para conviver com tudo isso. Muitas vezes, esses caminhos podem ser violentos ou agressivos\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A urg\u00eancia, portanto, \u00e9 <strong>olhar e trazer esses adolescentes \u2014 meninos e meninas \u2014 para perto, em vez de afast\u00e1-los<\/strong>. Talvez assim seja poss\u00edvel recuperar o di\u00e1logo e a conex\u00e3o antes que a viol\u00eancia vire a principal resposta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante quindim <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros, j\u00e1 entregues pelo Clube Quindim, que trazem tem\u00e1ticas recorrentes do per\u00edodo da adolesc\u00eancia que podem ajudar a iniciar di\u00e1logos importantes por a\u00ed: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"321\" height=\"447\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/oCoracaoAsVezesParaDeBater_CapaTransparente-e1733232287758.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-66723\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" 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