{"id":71506,"date":"2025-12-23T09:17:09","date_gmt":"2025-12-23T12:17:09","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=71506"},"modified":"2025-12-23T16:44:12","modified_gmt":"2025-12-23T19:44:12","slug":"acolher-criancas-dores-de-fim-de-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/acolher-criancas-dores-de-fim-de-ano\/","title":{"rendered":"Nem todo Natal \u00e9 feliz: como acolher as dores de fim de ano das crian\u00e7as?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dezembro \u00e9 um m\u00eas que nunca chega sozinho. O clima que cerca os \u00faltimos 31 dias do ano sempre vem acompanhado da expectativa pela felicidade. O sentimento festivo invade as ruas, entra pelas casas e se faz presente no cotidiano das pessoas\u2026 At\u00e9 daquelas que n\u00e3o est\u00e3o passando por uma fase alegre da vida. E isso inclui as crian\u00e7as.<br><br>As mais diversas dores podem estar sendo vividas pelas fam\u00edlias \u2014 dores que podem at\u00e9 se tornar mais intensas conforme o Natal e o Ano Novo batem \u00e0 porta. Sentimentos de tristeza, frustra\u00e7\u00e3o, ang\u00fastia e saudades se fazem presentes pela perda de um familiar, no adeus a um animal de estima\u00e7\u00e3o, nas dificuldades financeiras da fam\u00edlia, na separa\u00e7\u00e3o dos pais, em um ano dif\u00edcil nos estudos ou at\u00e9 em uma mudan\u00e7a de escola ou de cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em meio a cen\u00e1rios como esses, esperar por um fim de ano perfeito pode ser t\u00e3o fantasioso quanto o Papai Noel. Mesmo assim, o fato \u00e9 que as festas de dezembro vir\u00e3o, trazendo como companhia a cobran\u00e7a por uma celebra\u00e7\u00e3o feliz. \u201cJunto disso, houve um forte movimento de comercializa\u00e7\u00e3o da data, que refor\u00e7a a ideia de ceias fartas, casas impecavelmente decoradas e presentes em abund\u00e2ncia \u2014 como se tudo isso fosse indispens\u00e1vel para viver a ocasi\u00e3o plenamente\u201d, explica \u00c9rika Arantes de Oliveira Cardoso, mestre e doutora em Psicologia, coordenadora do Lute (Grupo de Estudos de Lutos e Terminalidades da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da USP de Ribeir\u00e3o Preto).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-20.jpg\" alt=\"Dores de fim de ano\" class=\"wp-image-71511\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-20.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-20-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A esse c\u00e1lculo, soma-se ainda o simbolismo da virada entre dezembro de um ano e janeiro do outro: \u201cO fim de ano exacerba os sentimentos j\u00e1 presentes, ligados \u00e0s variadas dores que possam estar sendo vividas, por se tratar de uma passagem. Voc\u00ea est\u00e1 encerrando uma quest\u00e3o e iniciando outra\u201d, conta Kau\u00ea da Costa Alves, psic\u00f3logo cl\u00ednico e psicanalista, mestre pela Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da UNICAMP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/presentes-de-natal-com-presenca-e-vinculo\/\">10 ideias de presentes de Natal para crian\u00e7as que focam na presen\u00e7a e no v\u00ednculo<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">tempo de reflex\u00e3o (e de cobran\u00e7as!)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o conseguir colocar em pr\u00e1tica celebra\u00e7\u00f5es de fim de ano que atendam \u00e0s expectativas sociais pode acabar gerando at\u00e9 uma nova dor. \u201c<strong>Quando o Natal n\u00e3o acontece como o idealizado<\/strong> \u2014 seja pela aus\u00eancia de familiares (por morte, doen\u00e7a, separa\u00e7\u00e3o ou impossibilidade de estarem fisicamente juntos), seja por dificuldades financeiras que impedem a celebra\u00e7\u00e3o considerada \u2018tradicional\u2019 \u2014, <strong>a crian\u00e7a pode interpretar essa realidade como um reflexo do pr\u00f3prio valor<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para muitas, sobretudo as menores, \u00e9 comum pensar que n\u00e3o receberam o que esperavam porque \u2018n\u00e3o mereceram\u2019, como se estivessem sendo punidas por algo que fizeram ou deixaram de fazer\u201d, pontua a psic\u00f3loga \u00c9rika.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a especialista, tudo isso tem conex\u00e3o com a ideia de \u201cmerecimento\u201d que acompanha essa \u00e9poca do ano, \u201ca antiga e ainda presente l\u00f3gica de que s\u00f3 ganha presente a crian\u00e7a que \u2018se comportou\u2019. Em um momento j\u00e1 carregado de expectativas sociais de felicidade, uni\u00e3o familiar e abund\u00e2ncia, essa ideia pode intensificar sentimentos de culpa, inadequa\u00e7\u00e3o ou falha pessoal\u201d, continua \u00c9rika, ressaltando que este \u00e9 apenas um dos fatores que podem afetar as crian\u00e7as durante esse per\u00edodo. Ainda existem todas as outras dores que algumas delas podem estar passando, junto de suas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">AS dores que invadem e crescem em dezembro<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chegar ao fim do ano ap\u00f3s ter vivenciado a perda de pessoas pr\u00f3ximas, como um familiar, um cuidador ou um animal de estima\u00e7\u00e3o torna o luto um personagem importante do m\u00eas de dezembro. \u201cO sofrimento costuma se intensificar em datas simb\u00f3licas, trazendo sentimentos de <strong>tristeza, saudade e confus\u00e3o<\/strong>\u201d, diz a psic\u00f3loga \u00c9rika. \u201cH\u00e1 tamb\u00e9m as perdas simb\u00f3licas, como a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/temas-dificeis\/\">separa\u00e7\u00e3o dos pais<\/a> ou conflitos familiares. As disputas sobre onde passar a data, as brigas e as tens\u00f5es entre os adultos podem fazer a crian\u00e7a se sentir dividida ou at\u00e9 respons\u00e1vel pela harmonia entre eles\u201d, afirma ela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A especialista ainda aponta outro aspecto importante desse per\u00edodo do ano: \u00e9 comum usar a \u00e9poca para fazer um balan\u00e7o do que foi vivido e realizado ao longo dos \u00faltimos 12 meses. \u201cMesmo nas crian\u00e7as, [surge] a sensa\u00e7\u00e3o de que precisam reavaliar seu \u2018desempenho\u2019 no ano que se encerra. Nesse contexto, <strong>dificuldades escolares, baixo rendimento ou conflitos com colegas<\/strong> podem potencializar sentimentos de menos-valia e baixa autoestima\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para \u00c9rika, essas dores n\u00e3o anulam a import\u00e2ncia das festas, \u201cmas mostram como <strong>o fim do ano pode ser emocionalmente complexo para as crian\u00e7as<\/strong>, que vivenciam esse per\u00edodo de maneira muito mais sens\u00edvel do que muitas vezes imaginamos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">o que fazer para acolher as dores de fim de ano das crian\u00e7as? <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reconhecer que a dor existe e que a crian\u00e7a tem direito a sentimentos \u2014 como tristeza, medo, frustra\u00e7\u00e3o e saudade \u2014 que destoam da t\u00e3o esperada alegria de fim de ano \u00e9 o primeiro passo. \u201c<strong>Validar e acolher o que a crian\u00e7a sente \u00e9 essencial<\/strong>: mostrar que \u00e9 poss\u00edvel viver o Natal de um jeito mais tranquilo, sem obriga\u00e7\u00f5es de alegria. O acolhimento n\u00e3o est\u00e1 em tentar apagar a dor, mas em oferecer presen\u00e7a, escuta e seguran\u00e7a emocional\u201d, explica a psic\u00f3loga \u00c9rika.<br><br>Um dos caminhos para fazer isso em fam\u00edlia est\u00e1 na cria\u00e7\u00e3o de momentos de conex\u00e3o entre os pais ou cuidadores e a crian\u00e7a. Para a especialista, isso pode acontecer por meio de uma conversa tranquila, em gestos que simbolizam a mem\u00f3ria (como acender uma vela por algu\u00e9m que faleceu, fazer um desenho ou compartilhar lembran\u00e7as) ou apenas estando ao lado da crian\u00e7a para que ela compreenda que h\u00e1 um local de acolhimento ali, mesmo n\u00e3o sentindo a felicidade idealizada para essa \u00e9poca do ano.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-21.jpg\" alt=\"Dores de fim de ano\" class=\"wp-image-71519\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-21.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-21-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra possibilidade \u00e9 explicar que <strong>a situa\u00e7\u00e3o de dor \u00e9 transit\u00f3ria<\/strong>, ou seja, que <strong>o fim de ano vivido agora n\u00e3o necessariamente vai se repetir no pr\u00f3ximo ano e nos seguintes<\/strong>. No entanto, \u00e9 importante estar atento para n\u00e3o minimizar a dor: \u201cO adulto pode ajudar a crian\u00e7a a compreender que o momento atual \u00e9 dif\u00edcil, mas n\u00e3o define todos os pr\u00f3ximos anos. A inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 oferecer garantias que sejam irreais, e, sim, mostrar que os sentimentos mudam com o tempo e que \u00e9 poss\u00edvel cultivar esperan\u00e7a mesmo em per\u00edodos dolorosos\u201d, avalia a doutora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A dica da especialista \u00e9 fazer isso por meio de um <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/precisamos-repensar-sentimentos\/\">di\u00e1logo acolhedor<\/a>: o adulto pode nomear a dificuldade do momento e abrir espa\u00e7o para que a crian\u00e7a expresse o que sente, suas tristezas, d\u00favidas ou medos. Em meio a isso, \u00e9 importante trazer a ideia de que a dor que est\u00e1 sendo vivida agora pode, aos poucos, encontrar um lugar menos dolorido dentro da crian\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, em outros anos, as festas poder\u00e3o ser vividas de formas diferentes. \u201cO essencial \u00e9 que a crian\u00e7a sinta que seus sentimentos importam, que n\u00e3o precisa enfrentar tudo sozinha e que existe um adulto dispon\u00edvel para acolh\u00ea-la [&#8230;]. <strong>O desafio n\u00e3o \u00e9 mascarar a dor, mas criar espa\u00e7o para que ela possa ser verbalizada, nomeada e cuidada<\/strong>\u201d, diz a psic\u00f3loga \u00c9rika.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para esse momento de acolhimento durante as festas de fim de ano, o psic\u00f3logo e psicanalista Kau\u00ea destaca a import\u00e2ncia de sempre partir daquilo que a crian\u00e7a j\u00e1 sabe. Ele traz o exemplo do div\u00f3rcio entre os pais: \u201c\u00c9 preciso entender em que ponto essa crian\u00e7a est\u00e1 e o que ela est\u00e1 sentindo. E perguntar isso diretamente, mesmo que seja preciso emprestar palavras. Por exemplo: \u2018voc\u00ea est\u00e1 triste? Est\u00e1 desanimado? Com um sentimento ruim no cora\u00e7\u00e3o?&#8217;. \u00c9 assim que a crian\u00e7a pode construir uma ponte para um outro lugar\u201d.<br><br>Mas \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o: para serem capazes de acolher as crian\u00e7as em suas dores de fim de ano em meio \u00e0s festas t\u00edpicas desse per\u00edodo, <strong>\u00e9 importante que os adultos tamb\u00e9m cuidem de si mesmos<\/strong>. \u00c9rika ressalta que, ao tentarem suportar tudo sozinhos, os pais ou cuidadores ficam fr\u00e1geis emocionalmente, sem conseguir oferecer \u00e0s crian\u00e7as o apoio que precisam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO risco \u00e9 de que o sofrimento de ambos acabe sendo potencializado: a crian\u00e7a pode at\u00e9 tentar silenciar a pr\u00f3pria dor para \u2018n\u00e3o incomodar\u2019, aumentando ainda mais sua vulnerabilidade\u201d, pontua. \u201cAl\u00e9m disso, quando a crian\u00e7a v\u00ea um adulto que tamb\u00e9m sofre, mas que se cuida e se permite pedir ajuda, aprende algo muito importante: que <strong>ningu\u00e9m precisa ser forte o tempo todo, que o cuidado \u00e9 uma pr\u00e1tica leg\u00edtima, e que todos n\u00f3s, em algum momento, precisamos de um outro para nos fortalecer<\/strong>\u201d, continua ela. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">um fim de ano poss\u00edvel <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo que uma grande festa n\u00e3o seja vi\u00e1vel diante das dificuldades e dores de fim de ano que afetam cada fam\u00edlia, o momento pode ser vivenciado de outras maneiras. \u00c9rika explica que, \u201cquando olhamos para o sentido mais profundo dessas festas \u2014 a possibilidade de celebrar a vida ao lado de quem se ama \u2014, percebemos que n\u00e3o \u00e9 o tamanho da festa que importa, mas a inten\u00e7\u00e3o que a sustenta. Assim, [&#8230;] pequenos rituais podem carregar enorme valor simb\u00f3lico: preparar uma comida simples juntos, inventar uma brincadeira, assistir a um filme em fam\u00edlia, ouvir m\u00fasicas que trazem mem\u00f3rias ou criar um gesto simb\u00f3lico que represente uni\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DSTK1pvEttE\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">5 ideias para ter um Natal mais brasileiro em 2025<\/a> <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Especificamente sobre o luto pela perda de uma pessoa pr\u00f3xima, Ana L\u00facia Naletto, psic\u00f3loga cl\u00ednica e escolar, com especializa\u00e7\u00e3o em Psicologia da Inf\u00e2ncia e capacitada para o trabalho de apoio ao luto pelo Instituto Quatro Esta\u00e7\u00f5es, afirma que a situa\u00e7\u00e3o atinge a fam\u00edlia como um todo. Nisso, pode haver dois cen\u00e1rios ocorrendo ao mesmo tempo: o do grupo familiar que talvez prefira n\u00e3o festejar, diante da dor da aus\u00eancia; e o da crian\u00e7a, que, especialmente no Natal, quer viver a magia da data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 preciso lembrar que a crian\u00e7a vive o presente. <em>[Dependendo da idade] <\/em>ela ainda n\u00e3o tem a dimens\u00e3o de tudo o que envolve aquela morte. Ela sente a saudade, a falta, mas vive o presente, e pode ter necessidade de viver a magia do Natal. Nesses casos, \u00e9 importante tentar adequar as duas coisas. E, dentro do poss\u00edvel, ajudar a crian\u00e7a a viver aquele presente\u201d, recomenda Ana L\u00facia. A especialista tamb\u00e9m ressalta a possibilidade de conversar com a crian\u00e7a sobre como ser\u00e1 o Natal: \u201cA fam\u00edlia pode abrir o jogo e dizer, por exemplo, que todos est\u00e3o tristes e que a festa n\u00e3o ser\u00e1 igual \u00e0 de anos anteriores. Ent\u00e3o, perguntar para a crian\u00e7a o que ela gostaria de fazer, cham\u00e1-la para ajudar a compor o fim de ano diante das dores que sentem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9rika conclui: \u201c<strong>Cada fam\u00edlia pode encontrar seu pr\u00f3prio jeito de marcar esse momento<\/strong>, respeitando o ritmo de cada um. Trazer para as comemora\u00e7\u00f5es a marca afetiva da fam\u00edlia \u00e9 o que permite \u00e0 crian\u00e7a construir lembran\u00e7as realmente significativas. S\u00e3o essas viv\u00eancias simples, verdadeiras e poss\u00edveis que se transformam em legado emocional e podem fortalecer gera\u00e7\u00f5es futuras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">estante quindim <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros j\u00e1 entregues \u00e0 Fam\u00edlia Quindim para dialogar com as crian\u00e7as sobre as dores de fim de ano de forma acolhedora e respeitando o tempo da crian\u00e7a: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"304\" height=\"405\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/RioCaoPretoCapaTransparente-edited-1.png\" alt=\"Rio, o c\u00e3o preto (autora Suzy Lee, editora Companhia das Letrinhas)\" class=\"wp-image-51802\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/RioCaoPretoCapaTransparente-edited-1.png 304w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/RioCaoPretoCapaTransparente-edited-1-150x200.png 150w\" sizes=\"(max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/rio-o-cao-preto\/suzy-lee\/9788574069739\">Rio, o c\u00e3o preto<\/a>, de Suzy Lee <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"214\" height=\"306\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Coisas-para-deslembrar.jpg\" alt=\"Cr\u00f4nicas infantis para contar para as crian\u00e7as: Coisas para deslembrar\" class=\"wp-image-35532\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/coisas-para-deslembrar\/alexandre-rampazo\/9786586666137\">Coisas para deslembrar,<\/a> de Alexandre Rampazo<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"253\" height=\"471\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Tartaruga_CapaTransparente-e1749216164561.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-69697\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Tartaruga_CapaTransparente-e1749216164561.png 253w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Tartaruga_CapaTransparente-e1749216164561-150x279.png 150w\" sizes=\"(max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/tartaruga\/angela-cuartas\/9786581776343\">Tartaruga<\/a>, \u00c1ngela Cuartas e Dipacho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Natal e Ano Novo parecem cobrar que a alegria se fa\u00e7a presente a todo custo. 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