{"id":71367,"date":"2025-12-04T10:11:06","date_gmt":"2025-12-04T13:11:06","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=71367"},"modified":"2025-12-04T10:15:29","modified_gmt":"2025-12-04T13:15:29","slug":"limites-dos-pais-nas-competicoes-infantis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/limites-dos-pais-nas-competicoes-infantis\/","title":{"rendered":"Quando os adultos perdem o jogo: onde est\u00e3o os limites dos pais nas competi\u00e7\u00f5es infantis?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por conta do mau comportamento da torcida, a Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol (FPF) precisou proibir a presen\u00e7a da torcida nas arquibancadas em um campeonato. Not\u00edcias como esta n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o raras no futebol. O agravante \u00e9 que, neste caso, os jogos eram entre crian\u00e7as menores de 12 anos e o p\u00fablico que ultrapassou limites a ponto de precisar ser banido era composto principalmente pelos pais delas. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os adultos criaram um ambiente t\u00e3o hostil, que fizeram crian\u00e7as deixarem o campo chorando, uma cena que pode parecer chocante para alguns, mas que \u00e9 dolorosamente familiar para quem trabalha ou participa de competi\u00e7\u00f5es infantis. E que, inevitavelmente, nos faz questionar: <strong>onde est\u00e3o os limites dos pais nas competi\u00e7\u00f5es infantis?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E nem estamos falando apenas de futebol, um esporte que costuma exaltar paix\u00f5es. Al\u00e9m de ocorrer em outras modalidades esportivas, acontece ainda em diversas atividades que envolvem competi\u00e7\u00e3o, como apresenta\u00e7\u00f5es de dan\u00e7a, de m\u00fasica, provas acad\u00eamicas, olimp\u00edadas escolares&#8230; Mas, afinal, por que tantos adultos acham que podem agir de forma agressiva diante das crian\u00e7as? Por que eventos como<strong> jogos esportivos parecem legitimar comportamentos que jamais seriam tolerados<\/strong> na porta da escola, no condom\u00ednio ou em uma festa infantil?<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-2.jpg\" alt=\" limites dos pais nas competi\u00e7\u00f5es infantis\" class=\"wp-image-71378\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-2.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-2-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o psic\u00f3logo e profissional de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica Anderson Ricardo Malmonge Barbosa Luciano, doutor em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem pela Universidade Estadual de S\u00e3o Paulo (Unesp), o ambiente esportivo re\u00fane vari\u00e1veis que criam uma <strong>combina\u00e7\u00e3o de fatores emocionais, sociais e culturais que favorece esse tipo de comportamento<\/strong>. \u00c9 como se o clima competitivo, a adrenalina e a sensa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia abrissem uma brecha para que os adultos se sintam quase automaticamente autorizados a expressar sentimentos que, em outros contextos, manteriam sob controle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O especialista destaca que o \u201cmodo torcedor\u201d n\u00e3o surge do nada. \u201cMuitas pessoas crescem assistindo a jogos onde xingamentos e agressividade s\u00e3o vistos como \u2018parte da torcida\u2019, e acabam reproduzindo essa l\u00f3gica sem refletir\u201d, afirma. A\u00ed, \u00e9 s\u00f3 a bola rolar para que muitos pais esque\u00e7am completamente que est\u00e3o diante de crian\u00e7as \u2014 n\u00e3o de atletas profissionais, que est\u00e3o habituados a lidar com press\u00e3o, gritos e ofensas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<strong>O campo de jogo n\u00e3o suspende a \u00e9tica<\/strong>\u201d, diz Anderson. Ainda assim, muitos adultos agem de forma totalmente descontrolada e quem acaba pagando o pre\u00e7o disso s\u00e3o as crian\u00e7as, na maioria das vezes, os pr\u00f3prios filhos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ambiente agressivo e hostil \u00e9 capaz de causar efeitos a curto e longo prazo. \u201cOs impactos podem ser profundos e aparecem de v\u00e1rias maneiras\u201d, aponta o especialista. As crian\u00e7as que s\u00e3o alvo direto dos ataques, por exemplo, s\u00e3o inundadas por sentimentos de \u201cvergonha, medo, ansiedade, confus\u00e3o e at\u00e9 perda de prazer pela atividade esportiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram<\/strong>: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DPw815aCdqA\/?img_index=1\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">7 livros infantis para dialogar sobre emo\u00e7\u00f5es desafiadoras <\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pequenos que corriam pelo simples prazer de jogar e brincar passam a associar o esporte a tens\u00e3o, humilha\u00e7\u00e3o e medo de errar. Algumas crian\u00e7as come\u00e7am a desejar que o treino acabe logo; outras inventam dores para faltar. Algumas que eram apaixonadas e se sentiam felizes praticando a modalidade acabam abandonando a atividade, n\u00e3o por perder o interesse, mas por n\u00e3o sentirem seguran\u00e7a dentro daquele ambiente. <strong>A alegria e o gosto s\u00e3o substitu\u00eddos pelo receio e pela ansiedade<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As crian\u00e7as que est\u00e3o apenas assistindo a uma competi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m podem sofrer consequ\u00eancias. Isso porque, ainda que n\u00e3o sejam alvo dos gritos, elas acabam absorvendo a ideia de que o esporte \u00e9 hostil e perigoso. \u201cIsso reduz o senso de seguran\u00e7a, gera tens\u00e3o f\u00edsica, aumenta a ansiedade pr\u00e9-jogo e pode at\u00e9 lev\u00e1-las a desenvolver comportamentos agressivos semelhantes, como forma de \u2018se adequar\u2019 ao clima emocional do ambiente\u201d, afirma o psic\u00f3logo. \u201cElas podem chorar, somatizar, se isolar, ou, no extremo oposto, reagir com explos\u00f5es de raiva\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 quem considere esse tipo de rea\u00e7\u00e3o um exagero. Longe disso. O especialista explica que<strong> s\u00e3o respostas fisiol\u00f3gicas \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a \u2014 algo que jamais deveria existir, sobretudo em um espa\u00e7o destinado ao desenvolvimento infantil<\/strong>. \u201cTudo isso pode comprometer a sa\u00fade psicol\u00f3gica e social e o desenvolvimento saud\u00e1vel, tanto no esporte, como fora dele\u201d, observa.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Como-ensinar-criancas-sobre-a-aceitacao-do-perder_meio.-Menino-triste-com-bola-de-futebol.jpg\" alt=\"Como ensinar crian\u00e7as sobre a aceita\u00e7\u00e3o do perder_meio. Menino triste com bola de futebol\" class=\"wp-image-70255\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Como-ensinar-criancas-sobre-a-aceitacao-do-perder_meio.-Menino-triste-com-bola-de-futebol.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Como-ensinar-criancas-sobre-a-aceitacao-do-perder_meio.-Menino-triste-com-bola-de-futebol-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">um exemplo a n\u00e3o ser seguido<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea j\u00e1 ouviu uma crian\u00e7a xingando o \u00e1rbitro, provocando advers\u00e1rios ou agindo com agressividade na torcida ou dentro das competi\u00e7\u00f5es? Para quem acredita que \u201c\u00e9 assim mesmo\u201d ou que \u201cisso \u00e9 normal, faz parte jogo\u201d, Anderson \u00e9 categ\u00f3rico ao dizer que n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9. \u201cAs crian\u00e7as aprendem observando os adultos\u201d, afirma. \u201c<strong>Quando um adulto grita, ofende, acusa ou desrespeita algu\u00e9m, a crian\u00e7a entende que aquele comportamento \u00e9 aceit\u00e1vel naquele contexto<\/strong>. Ela entende que pode reproduzi-lo\u201d, acrescenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como profissional de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, que trabalha h\u00e1 anos com fam\u00edlias, atletas e institui\u00e7\u00f5es esportivas, Anderson refor\u00e7a que <strong>as crian\u00e7as n\u00e3o inventam a viol\u00eancia \u2014 elas a copiam<\/strong>. \u201cNas competi\u00e7\u00f5es, isso \u00e9 ainda mais sens\u00edvel, porque a crian\u00e7a est\u00e1 em um estado de ativa\u00e7\u00e3o emocional elevado. Se ela v\u00ea o adulto perder o controle, \u00e9 muito prov\u00e1vel que internalize esse padr\u00e3o como resposta natural ao estresse, ao erro ou \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o\u201d, diz ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">o que leva um adulto a perder o controle nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o?<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A paix\u00e3o pelo esporte e at\u00e9 o envolvimento emocional ao torcer pela vit\u00f3ria do filho podem fazer com que os pais se excedam nas rea\u00e7\u00f5es. Mas estas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas explica\u00e7\u00f5es para a perda de controle. Segundo o psic\u00f3logo, alguns fatores emocionais ajudam a explicar por que mesmo pessoas que s\u00e3o mais calmas no dia a dia podem ultrapassar todos os limites na arquibancada. \u201cA intensidade n\u00e3o vem apenas a competi\u00e7\u00e3o esportiva, mas tamb\u00e9m vem da hist\u00f3ria emocional que cada adulto traz consigo\u201d, diz ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-1.jpg\" alt=\"Quando os adultos perdem o jogo: onde est\u00e3o os limites dos pais nas competi\u00e7\u00f5es infantis?\" class=\"wp-image-71375\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/MIOLO-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitos casos, h\u00e1 componentes emocionais mais profundos, como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Proje\u00e7\u00e3o:<\/strong> pais que depositam nos filhos sonhos que n\u00e3o realizaram;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Frustra\u00e7\u00e3o acumulada:<\/strong> o esporte virar uma forma inconsciente de \u201ccompensar\u201d falhas, dificuldades pessoais ou insatisfa\u00e7\u00f5es de vida;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Desejo de reconhecimento:<\/strong> ver o filho vencer ativa sentimentos de orgulho e pertencimento;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Competitividade deslocada:<\/strong> alguns adultos tratam o jogo infantil como se fosse uma extens\u00e3o de suas pr\u00f3prias disputas internas; <\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fronteiras familiares difusas:<\/strong> quando se d\u00e1 dentro de um ambiente \u00e9 saud\u00e1vel. Por isso, ele defende que treinadores e institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m participem da orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas \u00e0s crian\u00e7as, mas \u00e0s fam\u00edlias. O objetivo n\u00e3o \u00e9 controlar pais e sim proteger crian\u00e7as.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para isso, Anderson explica medidas simples e eficazes de colocar em pr\u00e1tica: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Regras claras para a arquibancada<\/strong>: o que \u00e9 permitido e o que n\u00e3o \u00e9;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Reuni\u00f5es iniciais de alinhamento<\/strong>: explicando valores, limites e expectativas;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>C\u00f3digos de conduta<\/strong>: assinados por pais e respons\u00e1veis;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Interven\u00e7\u00f5es pontuais<\/strong>: conversas privadas quando algu\u00e9m ultrapassa o limite;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Educa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua<\/strong>: palestras, comunicados, e rodas de conversa.]<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Os limites dos pais nas competi\u00e7\u00f5es infantis: UMA LINHA T\u00caNUE <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apoiar e torcer pelo filho, seja em um esporte ou em qualquer outra atividade da prefer\u00eancia dele, \u00e9 diferente de sufocar, projetar os pr\u00f3prios desejos e pressionar a crian\u00e7a. Mas, \u00e0s vezes, nos momentos de entusiasmo, diferenciar pode ser dif\u00edcil. <strong>Um dos pontos principais nesse sentido \u00e9 focar no processo e n\u00e3o no resultado.<\/strong> Pergunte: \u201cVoc\u00ea se divertiu\u201d ou \u201cO que aprendeu hoje?\u201d. \u201cIsso ensina que o valor n\u00e3o est\u00e1 em ganhar, mas em viver a experi\u00eancia\u201d, diz o especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, ele refor\u00e7a a import\u00e2ncia de <strong>validar os sentimentos, para ajudar as crian\u00e7as a entenderem que elas podem errar, se frustrar e tentar de novo. <\/strong>Os pais precisam ter cuidado com as cr\u00edticas. \u201cConversas sobre ajustes ou erros podem ocorrer, mas com calma e em um ambiente seguro\u201d, explica. Refor\u00e7ar o esfor\u00e7o, a coragem, a evolu\u00e7\u00e3o e a dedica\u00e7\u00e3o \u2014 e n\u00e3o apenas as vit\u00f3rias ou conquistas \u2014 tamb\u00e9m ajuda.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos pontos que talvez seja o mais desafiador para alguns pais \u00e9 a import\u00e2ncia de ser um modelo positivo. <strong>\u201cA forma como o adulto reage a erros e derrotas ensina mais do que qualquer discurso\u201d<\/strong>, afirma. \u201cQuando os pais entendem que <strong>o objetivo principal \u00e9 formar uma crian\u00e7a saud\u00e1vel, segura, \u00e9tica e feliz, e n\u00e3o um pequeno campe\u00e3o, <\/strong>a rela\u00e7\u00e3o com o esporte se transforma\u201d, resume Anderson.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">ESTANTE QUINDIM<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas obras, j\u00e1 entregues \u00e0 Fam\u00edlia Quindim, que dialogam com sentimentos que podem surgir durante as competi\u00e7\u00f5es infantis, como a raiva e a frustra\u00e7\u00e3o: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"367\" height=\"443\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Raiva_CapaTransparente-e1698863904305.png\" alt=\"A Raiva (escritora Blandina Franco, ilustrador Jos\u00e9 Carlos Lollo, editora Pequena Zahar)\" class=\"wp-image-55166\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Raiva_CapaTransparente-e1698863904305.png 367w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Raiva_CapaTransparente-e1698863904305-150x181.png 150w\" sizes=\"(max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-raiva\/blandina-franco\/9788566642308\">A raiva<\/a>, de Blandina Franco e Jos\u00e9 Carlos Lollo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img decoding=\"async\" width=\"314\" height=\"437\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/OPenalti_CapaTransparente-e1702415126690.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-56316\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/OPenalti_CapaTransparente-e1702415126690.png 314w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/OPenalti_CapaTransparente-e1702415126690-150x209.png 150w\" sizes=\"(max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-penalti\/geni-guimaraes\/9788592736620\">O p\u00eanalti<\/a>, de Geni Guimar\u00e3es e  Robson Ara\u00fajo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"350\" height=\"450\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/EuFicoIrritada_CapaTransparente-e1718903064482.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-61934\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/EuFicoIrritada_CapaTransparente-e1718903064482.png 350w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/EuFicoIrritada_CapaTransparente-e1718903064482-150x193.png 150w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/eu-fico-irada\/sandra-v.-feder\/9786586983401\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Eu fico irada!,<\/a> de Sandra V. Feder e Rahele Jomepour Bell<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de limites dos pais nas competi\u00e7\u00f5es infantis, ainda que com a desculpa do \u201ccalor da emo\u00e7\u00e3o\u201d para gritos e xingamentos, pode ferir as crian\u00e7as.<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":71379,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,514,4,505,507,508],"tags":[],"class_list":["post-71367","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-educacao-familia","category-educacao","category-familia","category-maternidade","category-paternidade"],"acf":{"posts_relacionados":""},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71367"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71367\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}