{"id":71244,"date":"2025-11-19T19:02:42","date_gmt":"2025-11-19T22:02:42","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=71244"},"modified":"2025-11-19T19:02:44","modified_gmt":"2025-11-19T22:02:44","slug":"importancia-de-nao-projetar-emocoes-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/importancia-de-nao-projetar-emocoes-criancas\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia de n\u00e3o projetar emo\u00e7\u00f5es: n\u00e3o \u00e9 por que doeu em voc\u00ea que tamb\u00e9m vai doer nos seus filhos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 dif\u00edcil descrever a imensid\u00e3o do amor que os pais sentem pelos filhos. \u00c0s vezes, o sentimento \u00e9 t\u00e3o grande, t\u00e3o forte, t\u00e3o potente, que d\u00e1 vontade de colocar a crian\u00e7a dentro de um casulo ou, quem sabe, de volta, dentro da barriga. Quem sabe assim n\u00e3o daria para evitar as agruras aqui do lado de fora: a dor, os perigos, a tristeza, a frustra\u00e7\u00e3o de quando as coisas n\u00e3o saem exatamente como quer\u00edamos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais dif\u00edcil \u00e9 saber que eles podem passar por experi\u00eancias t\u00e3o dif\u00edceis quanto n\u00f3s mesmos passamos na inf\u00e2ncia. Afinal, se tem algo mais sofrido do que ser v\u00edtima de um bullying ou de uma rejei\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e9 ver seu filho passando por estas mesmas situa\u00e7\u00f5es. Ou mesmo imaginar que ele possa viv\u00ea-las.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A vontade de proteger \u00e9 leg\u00edtima, sobretudo quando os pais sentiram na pele estes mesmos problemas no passado. Mas \u00e9 preciso lembrar que h\u00e1 uma linha t\u00eanue que separa o cuidado da autoprote\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem alerta \u00e9 o psic\u00f3logo Marcelo Santos, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de Campinas (SP). Para ele, <strong>o desejo de proteger os filhos de tudo, mesmo que bem-intencionado, pode impedi-los de desenvolver habilidades importantes, como <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/menos-superprotecao-mais-autonomia\/\">autonomia emocional<\/a> e capacidade de enfrentamento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando o pai ou a m\u00e3e tenta impedir que o filho passe por algo que ele pr\u00f3prio viveu, est\u00e1, sem perceber, revivendo a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. \u00c9 como se dissesse inconscientemente: \u2018Agora eu vou reescrever esse final\u2019. Essa atitude protetora se torna uma forma de reafirmar a si mesmo \u2014 eu sou agora o pai ou a m\u00e3e que pode oferecer o que nunca tive\u201d, explica o professor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 que, ao fazerem isso, os adultos tendem a projetar emo\u00e7\u00f5es suas nas crian\u00e7as uma identidade pressuposta: a de algu\u00e9m que deve ser poupado. Assim, os pequenos perdem a oportunidade de aprender a lidar do seu pr\u00f3prio jeito com situa\u00e7\u00f5es desafiadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c9 a partir das experi\u00eancias, das dificuldades e mesmo dos erros que, aos poucos, aprendemos e nos tornamos quem somos. <\/strong>Marcelo aponta que, quando <strong>os pais superprotegem, eles impedem que a crian\u00e7a vivencia situa\u00e7\u00f5es e, portanto, que se transforme. <\/strong>\u201cNa pr\u00e1tica, \u00e9 como se dissessem: \u2018Voc\u00ea n\u00e3o vai crescer por conta pr\u00f3pria\u2019\u201d, diz ele. <strong>Proteger \u00e9 um gesto de amor, mas, em excesso, pode ser uma barreira.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-13.jpg\" alt=\"A import\u00e2ncia de n\u00e3o projetar emo\u00e7\u00f5es nas crian\u00e7as\" class=\"wp-image-71247\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-13.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-13-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cuidado para n\u00e3o projetar emo\u00e7\u00f5es na crian\u00e7a.<\/em> <em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA crian\u00e7a precisa se deparar com frustra\u00e7\u00f5es, desentendimentos, emo\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias, para se reinventar. Se os pais retiram isso dela, ela se torna uma \u2018eterna protegida\u2019, um ser incapaz de agir por conta pr\u00f3pria\u201d, afirma o professor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem a oportunidade de lidar com essas pequenas dores, a crian\u00e7a cresce acreditando que n\u00e3o tem recursos para enfrentar o mundo. <strong>\u201cAo ser impedida de resolver conflitos sociais \u2014 nas brincadeiras, nos desentendimentos com colegas \u2014, perde a chance de desenvolver habilidades fundamentais. E a aus\u00eancia dessas habilidades ser\u00e1 muito cara no futuro. \u00c9 no reconhecimento dos pares que a crian\u00e7a entende que \u00e9 capaz<\/strong>\u201d, destaca o psic\u00f3logo. Para ele, o papel dos pais \u00e9 apoiar \u2013 e n\u00e3o impedir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO amor que se traduz em impedir \u00e9 um amor que protege, mas n\u00e3o prepara. \u00c9 importante que o pai esteja ao lado, auxiliando, mas ele precisa permitir que o filho enfrente, errando e aprendendo com isso. Assim, ele se torna autor da pr\u00f3pria hist\u00f3ria, e n\u00e3o apenas coadjuvante do medo dos pais\u201d, ensina o especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Feridas que se confundem<\/strong> AO PROJETAR EMO\u00c7\u00d5ES<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em muitos casos, <strong>o que parece ser cuidado \u00e9, na verdade, o reflexo de antigas feridas emocionais dos adultos<\/strong>. Isso acontece, por exemplo, quando o pai, a m\u00e3e ou o cuidador costumam justificar atos que indicam superprote\u00e7\u00e3o, com frases como \u201c\u00c9 que eu n\u00e3o quero que voc\u00ea passe por isso\u201d. Outras vezes, embora ajam desta forma, n\u00e3o verbalizam. Talvez nem eles mesmos elaborem que a raz\u00e3o pela qual querem tanto poupar os filhos de viver alguma experi\u00eancia esteja l\u00e1 no passado deles. <strong>\u201cS\u00e3o falas ou atitudes que demonstram a tentativa de evitar que o filho viva algo que o pr\u00f3prio pai n\u00e3o superou. \u00c9 o passado se projetando sobre o presente\u201d,<\/strong> afirma o psic\u00f3logo Marcelo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma situa\u00e7\u00e3o comum, ainda nesse sentido de projetar emo\u00e7\u00f5es, \u00e9 aquele desejo inconsciente dos pais de garantir \u00e0 crian\u00e7a algum cuidado, alguma prote\u00e7\u00e3o ou alguma aten\u00e7\u00e3o que eles mesmos n\u00e3o tiveram. \u201cAo fazer isso, os adultos esquecem que os filhos s\u00e3o indiv\u00edduos. Que eles tamb\u00e9m t\u00eam o direito de construir o pr\u00f3prio caminho, com seus pr\u00f3prios erros e descobertas\u201d, explica. Esquecem que eles podem ter necessidades ou desejos diferentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Reconhecer esse comportamento exige coragem e autoconhecimento. <strong>\u201cTodos carregamos feridas. Uns as equalizam, outros as revivem constantemente. \u00c9 preciso separar o que \u00e9 seu, o que era dos seus pais e o que \u00e9 do seu filho. S\u00f3 assim a crian\u00e7a poder\u00e1 viver a pr\u00f3pria hist\u00f3ria\u201d<\/strong>, afirma o professor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DPw815aCdqA\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">7 livros infantis para dialogar sobre emo\u00e7\u00f5es desafiadoras<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Mesmas pessoas, rela\u00e7\u00f5es diferentes&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto que causa confus\u00e3o nas fam\u00edlias \u00e9 quando pais e filhos t\u00eam rela\u00e7\u00f5es distintas com as mesmas pessoas \u2014 como os av\u00f3s, por exemplo. \u201c\u00c9 absolutamente comum que pais e filhos construam rela\u00e7\u00f5es completamente diferentes com as mesmas pessoas. O av\u00f4, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 mais o pai autorit\u00e1rio de antes \u2014 ele exerce outro papel social, mais ligado ao afeto do que \u00e0 autoridade. A nova identidade dele \u00e9 a de av\u00f4, e isso muda tudo\u201d, explica o psic\u00f3logo.\u00a0Portanto, cuidado para n\u00e3o projetar emo\u00e7\u00f5es suas nessa nova rela\u00e7\u00e3o que est\u00e1 se formando entre a crian\u00e7a e o familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO pai n\u00e3o precisa tentar transmitir ao filho a imagem que ele guarda do av\u00f4. S\u00e3o outras pessoas, em outro tempo\u201d, refor\u00e7a. S\u00e3o tamb\u00e9m outras fun\u00e7\u00f5es, outras rela\u00e7\u00f5es, outro momento. A rela\u00e7\u00e3o entre av\u00f3s e netos nem sempre repete as dores do passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-14.jpg\" alt=\"A import\u00e2ncia de n\u00e3o projetar as pr\u00f3prias frustra\u00e7\u00f5es nas crian\u00e7as\" class=\"wp-image-71248\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-14.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-14-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o psic\u00f3logo, respeitar essas novas din\u00e2micas \u00e9 fundamental para a sa\u00fade emocional da fam\u00edlia. <strong>\u201cQuando a gente tenta impor o passado sobre o presente, impede que as pessoas exer\u00e7am suas novas personagens. Os av\u00f3s mudaram, os pais mudaram, e os netos est\u00e3o vivendo outro contexto. Permitir essas novas hist\u00f3rias \u00e9 respeitar o movimento natural da vida \u2014 o da metamorfose\u201d<\/strong>, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DP93GhsiRbC\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">6 livros para refletir com as crian\u00e7as sobre a passagem do tempo<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Hist\u00f3rias \u00fanicas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Permitir que a crian\u00e7a viva sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 apenas um presente, mas um investimento no futuro.<strong> \u201cA liberdade de vivenciar o mundo transforma a crian\u00e7a em um ser emancipado, capaz de tra\u00e7ar seu pr\u00f3prio projeto de vida. Ela passa a ser autora e atriz da sua hist\u00f3ria, e isso \u00e9 profundamente positivo\u201d<\/strong>, explica Marcelo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa liberdade fortalece a autoestima e a capacidade de decis\u00e3o \u2013 mesmo diante de adversidades. \u201cA crian\u00e7a aprende a lidar com suas pr\u00f3prias ansiedades, em vez de ser impactada pelas ansiedades dos pais. Desenvolve resili\u00eancia e toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o compet\u00eancias fundamentais para a vida adulta\u201d, diz o especialista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 claro que isso n\u00e3o significa que os pais n\u00e3o devem ficar atentos, n\u00e3o devem proteger os filhos ou deixar de evitar situa\u00e7\u00f5es claramente t\u00f3xicas ou perigosas. <strong>O problema est\u00e1 em querer poup\u00e1-los de tudo e projetar emo\u00e7\u00f5es suas ou dores e medos pessoais. \u00c0s vezes, at\u00e9 mesmo do que ainda nem aconteceu ou sequer vai acontecer.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o professor, <strong>o papel dos pais deve ser capacitar o filho para a autonomia.<\/strong> \u201cA crian\u00e7a precisa aprender a confiar em si mesma, a se reinventar. O que os pais podem fazer \u00e9 oferecer base segura e espa\u00e7o para que isso aconte\u00e7a. O resto \u00e9 dela. E deve ser dela\u201d, aponta.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"Clube Quindim\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Como acolher as pr\u00f3prias dores \u2014 sem repass\u00e1-las<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para romper o ciclo da superprote\u00e7\u00e3o, Marcelo defende o exerc\u00edcio di\u00e1rio da autorreflex\u00e3o e da autocompaix\u00e3o. \u201c<strong>N\u00e3o se trata de apagar a pr\u00f3pria dor, mas de acolh\u00ea-la.<\/strong> <strong>\u00c9 preciso reconhecer que ela faz parte da sua hist\u00f3ria, mas n\u00e3o precisa ser revivida atrav\u00e9s do seu filho. Se for dif\u00edcil lidar com isso sozinho, buscar ajuda \u00e9 um ato de amor \u2014 por voc\u00ea mesmo e pela crian\u00e7a<\/strong>\u201d, observa.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas atitudes pr\u00e1ticas podem ajudar:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Identifique e nomeie as suas emo\u00e7\u00f5es.<\/strong> \u201cDiga a si mesmo: \u2018Estou ansioso porque tenho medo de que algo aconte\u00e7a\u2019. Isso ajuda a administrar o sentimento sem projetar emo\u00e7\u00f5es no outro\u201d, diz o professor.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Aceite o luto pela inf\u00e2ncia que j\u00e1 foi.<\/strong> \u201cA sua inf\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 a do seu filho. Superproteger n\u00e3o resgata o passado\u201d, ensina.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Troque o papel de solucionador pelo de apoiador.<\/strong> \u201cEm vez de resolver, pergunte: \u2018Como voc\u00ea acha que pode fazer?\u2019 Isso estimula a crian\u00e7a a desenvolver estrat\u00e9gias pr\u00f3prias\u201d, afirma.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">ESTANTE QUINDIM<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros j\u00e1 entregues \u00e0 Fam\u00edlia Quindim que mostram a import\u00e2ncia do acolhimento das crian\u00e7as sem projetar emo\u00e7\u00f5es e sem que elas percam a liberdade de desenvolverem sua autonomia:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"360\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/a-quatro-maos.jpg\" alt=\"A quatro m\u00e3os (autora Marilda Castanha, editora Companhia das Letrinhas)\" class=\"wp-image-33379\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/a-quatro-maos.jpg 360w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/a-quatro-maos-300x300.jpg 300w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/a-quatro-maos-150x150.jpg 150w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/a-quatro-maos-100x100.jpg 100w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/a-quatro-maos-24x24.jpg 24w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/a-quatro-maos-48x48.jpg 48w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/a-quatro-maos-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-quatro-maos\/marilda-castanha\/9788574067926\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A quatro m\u00e3os<\/a>, de Marilda Castanha<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"357\" height=\"448\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/AsMaosDoMeuPai_CapaTransparente-e1754691896647.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-70353\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/AsMaosDoMeuPai_CapaTransparente-e1754691896647.png 357w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/AsMaosDoMeuPai_CapaTransparente-e1754691896647-150x188.png 150w\" sizes=\"(max-width: 357px) 100vw, 357px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/as-maos-do-meu-pai\/deok-kyu-choi\/9786557173893\">As m\u00e3os do meu pai<\/a>, de Deok-kyu Choi<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"540\" height=\"405\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/QuandoVejoVoceCapaTransparente-edited.png\" alt=\"Quando vejo voc\u00ea (autora Yael Frankel, editora Gato Leitor)\" class=\"wp-image-51798\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/QuandoVejoVoceCapaTransparente-edited.png 540w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/QuandoVejoVoceCapaTransparente-edited-150x113.png 150w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/quando-vejo-voce\/yael-frankel\/9788569086192\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quando vejo voc\u00ea<\/a><\/em>, de Yael Frankel<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao tentar proteger os filhos de experi\u00eancias dif\u00edceis que j\u00e1 viveram, muitos pais acabam por projetar emo\u00e7\u00f5es suas nas 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