{"id":70984,"date":"2025-11-06T11:20:28","date_gmt":"2025-11-06T14:20:28","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=70984"},"modified":"2025-11-14T15:14:03","modified_gmt":"2025-11-14T18:14:03","slug":"curupira-importancia-compreender-encantados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/curupira-importancia-compreender-encantados\/","title":{"rendered":"Curupira, Saci e Iara: A import\u00e2ncia de compreender quem s\u00e3o os encantados"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No m\u00eas de novembro de 2025, a cidade de Bel\u00e9m, no Par\u00e1, vai receber a Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a Mudan\u00e7a do Clima, a<strong> COP30<\/strong>, e a figura escolhida para ser o mascote oficial do encontro \u00e9 o <strong>Curupira<\/strong>, guardi\u00e3o das florestas e dos animais de acordo com a tradi\u00e7\u00e3o popular brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com cabelos de fogo, p\u00e9s virados para tr\u00e1s e habilidades \u00fanicas para confundir ca\u00e7adores e punir aqueles que amea\u00e7am nossa fauna e flora, o Curupira \u00e9 um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro, ao lado de figuras como o Saci, a Iara, o Boto Rosa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas voc\u00ea sabia que, para muitas pessoas do nosso pa\u00eds, esses personagens n\u00e3o s\u00e3o apenas lendas ou fantasiosos? S\u00e3o seres reais e parte integrante de um sistema de cren\u00e7as t\u00e3o elaborado quanto o de qualquer outra f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Encantados: fonte de f\u00e9 e de verdade<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dicion\u00e1rio, o folclore \u00e9 definido como o conjunto de conhecimentos de um povo. S\u00e3o as tradi\u00e7\u00f5es, as pr\u00e1ticas culturais e art\u00edsticas, os costumes e prov\u00e9rbios que existem dentro de uma sociedade e que, tradicionalmente, s\u00e3o passados de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, tanto por meio da oralidade quanto pela imita\u00e7\u00e3o, ou seja, pelas hist\u00f3rias contadas e pelo que n\u00f3s vemos nossos pais  fazendo e passamos a fazer tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"Clube Quindim\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que acontece \u00e9 que, por ser uma transfer\u00eancia de conhecimento feita essencialmente por meio oral, fica mais dif\u00edcil de se comprovar ou explicar essa cren\u00e7a. Assim, com o passar do tempo, ela foi sendo equivocadamente associado com quest\u00f5es fantasiosas, inventadas e n\u00e3o verdadeiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando nos referimos aos seres encantados que est\u00e3o associados popularmente ao termo folclore, como o pr\u00f3prio Curupira, a Mula sem Cabe\u00e7a, o Saci, a Iara e tantos outros, precisamos ter em mente que, para os povos origin\u00e1rios, esses seres n\u00e3o s\u00e3o inventados, mas absolutamente reais na cosmovis\u00e3o ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o que nos explica Maickson Serr\u00e3o, autor do livro<a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-mae-da-mata\/maickson-serrao\/9786586666649\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"> &#8216;A m\u00e3e da mata<\/a>&#8216;, j\u00e1 entregue \u00e0 Fam\u00edlia Quindim&#8217;, e jornalista nascido em Boim, uma comunidade ribeirinha de Santar\u00e9m, no Par\u00e1. Ind\u00edgena do povo Tupinamb\u00e1, contador de hist\u00f3rias e criador do podcast <em>Pavulagem<\/em>, que fala sobre os seres encantados da Floresta Amaz\u00f4nica, ele nos explica que esses seres fazem parte do cotidiano dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEnquanto pessoas que valorizam os seres encantados, a gente acaba tirando desse conceito folcl\u00f3rico [de inven\u00e7\u00e3o] justamente porque, para n\u00f3s, os seres encantados s\u00e3o reais, fazem parte do nosso cotidiano. A gente acredita, tem medo, respeita. Os seres encantados s\u00e3o movidos por for\u00e7as desconhecidas e habitam os lugares sagrados, o c\u00e9u, as terras, as \u00e1guas. A gente sente a presen\u00e7a deles, sabe que est\u00e3o ali&#8221;, explica Serr\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-71138\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-8.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-8-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-mae-da-mata\/maickson-serrao\/9786586666649\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8216;A m\u00e3e da mata&#8217;,<\/a> de Maickson Serr\u00e3o e Chico Santos. Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, assim como h\u00e1 v\u00e1rios aspectos e hist\u00f3rias de outras religi\u00f5es que n\u00e3o podem ser explicados pela ci\u00eancia, o mesmo acontece com os encantados. <strong>&#8220;Eles fazem parte de uma cren\u00e7a que vem sendo passada h\u00e1 muitas gera\u00e7\u00f5es. Talvez a gente n\u00e3o consiga explicar cientificamente, mas acreditamos neles, sabemos da import\u00e2ncia. Ent\u00e3o, por exemplo, hor\u00e1rios de meio-dia, seis horas e meia-noite s\u00e3o sagrados, e a gente evita determinados espa\u00e7os que s\u00e3o a casa desses encantados. <\/strong>Tudo isso faz parte dessa cultura que vem sendo transmitida, principalmente, atrav\u00e9s da oralidade. Esse \u00e9 um pouco do trabalho que eu fa\u00e7o para registrar, catalogar e perpetuar esse conhecimento que est\u00e1 na cabe\u00e7a das pessoas, para que n\u00e3o se perca&#8221;, diz Maickson.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para deixar ainda mais clara a rela\u00e7\u00e3o, o jornalista d\u00e1 o exemplo do Halloween, uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural em que as pessoas n\u00e3o acreditam verdadeiramente, mas da qual participam pela divers\u00e3o. Outro exemplo que ele cita \u00e9 o Festival Folcl\u00f3rico de Parintins que, embora tenha &#8220;alguns p\u00e9s no real, \u00e9 algo mais para o lado art\u00edstico&#8221;, diz ele. <strong>&#8220;Como os encantados s\u00e3o uma heran\u00e7a da oralidade, as pessoas n\u00e3o levam t\u00e3o a s\u00e9rio, porque n\u00e3o est\u00e1 registrado ou, quando \u00e9 registrado, \u00e9 distorcido. Estamos atuando justamente para legitimar esse conhecimento, essa ancestralidade, essa cultura e tradi\u00e7\u00e3o que a gente tem&#8221;<\/strong>, afirma Serr\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Folclore n\u00e3o \u00e9 (s\u00f3) coisa de crian\u00e7a<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Legitimar \u00e9 justamente o ponto que Janu\u00e1ria Cristina Alves aborda ao iniciarmos a entrevista. Tamb\u00e9m jornalista, ela \u00e9 autora do livro <em>Abeced\u00e1rio de personagens do folclore brasileiro<\/em>, uma das obras utilizadas como refer\u00eancia para <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/personagens-do-folclore-em-cidade-invisivel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">a s\u00e9rie <em>Cidade Invis\u00edvel<\/em>, da Netflix<\/a>, da qual foi consultora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu recebo contato de muitos estudantes que est\u00e3o desenvolvendo teses de mestrado e doutorado sobre o folclore e que ainda sofrem um preconceito muito grande. Trata-se de um saber popular, e [os materiais de] folclore muitas vezes n\u00e3o est\u00e3o registrados por escrito, s\u00e3o hist\u00f3rias orais, que passam de boca em boca. Com isso, \u00e9 como se [eles] estivessem pesquisando uma coisa menor&#8221;, explica Janu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/iara.jpg\" alt=\"Hist\u00f3rias do folclore brasileiro: Iara\" class=\"wp-image-22673\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Ilustra\u00e7\u00e3o do personagem Iara retirada do livro&nbsp;Abeced\u00e1rio de Personagens do Folclore Brasileiro&nbsp;de Janu\u00e1ria Cristina Alves.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A promo\u00e7\u00e3o da obra escrita por Janu\u00e1ria, feita pela perspectiva de que os seres do nosso folclore fazem parte do nosso inconsciente coletivo, embasou tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o dos personagens da s\u00e9rie, que foram colocados num contexto contempor\u00e2neo, na nossa realidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;O folclore n\u00e3o tem nada de muito cient\u00edfico, fica dif\u00edcil de provar. Mas \u00e9 uma \u00e1rea do conhecimento, das ci\u00eancias humanas, extremamente importante. Tem a ver com a identidade de todo um povo, com a ideia de na\u00e7\u00e3o, das tradi\u00e7\u00f5es que nos configuram como grupos sociais. Os povos origin\u00e1rios t\u00eam muito a ver com o folclore, pois muitas dessas hist\u00f3rias os t\u00eam como raiz\u201d<\/strong>, complementa a escritora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui, vale destacar, tamb\u00e9m, que \u00e9 muito comum no Brasil que o folclore seja entendido como \u201ccoisa de crian\u00e7a\u201d. Muito embora as atividades did\u00e1ticas t\u00edpicas do m\u00eas de agosto possam ser \u00fateis para despertar a curiosidade e levar conhecimento sobre os encantados para dentro das escolas, n\u00e3o podemos perder de vista que o folclore \u00e9 muito mais do que isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Janu\u00e1ria Alves afirma que \u201creduzir o folclore ao dia 22 de agosto [quando se celebra o Dia do Folclore], al\u00e9m de triste, \u00e9 muito pouco inteligente, porque um povo que n\u00e3o reconhece, que n\u00e3o conhece o seu folclore, n\u00e3o sabe de si, daquilo que \u00e9 importante, daquilo que nos constitui&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DNqDZbMM391\/?igsh=MXBqM3lyZ3NvcWR0dA%3D%3D\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">8 livros que n\u00e3o infantilizam o folclore brasileiro<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Nosso folclore todo dia, em toda parte<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 diversas outras manifesta\u00e7\u00f5es da nossa cultura e sabedoria populares presentes no dia a dia. Quer ver s\u00f3? O folclore tamb\u00e9m \u00e9 o h\u00e1bito de pisar com o p\u00e9 direito primeiro ao entrar em algum lugar; desviar de uma escada na rua para n\u00e3o passar por baixo dela; colocar um p\u00e9 de pimenta, de arruda ou de Espada de S\u00e3o Jorge em casa para espantar energias negativas; n\u00e3o contar um sonho ruim com a \u201cboca vazia\u201d; dar tr\u00eas pulinhos para S\u00e3o Longuinho quando perdemos algo importante; fazer um pedido com a m\u00e3o direita atr\u00e1s da porta de uma igreja quando a visitamos pela primeira vez; n\u00e3o guardar objetos lascados ou quebrados e muito, muito mais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-9.jpg\" alt=\"Encantados\" class=\"wp-image-71140\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-9.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/MIOLO-9-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/bailinho\/carlos-eduardo-pereira\/9786585773041\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8216;Bailinho&#8217;<\/a>, de Carlos Eduardo Pereira e Zansky. Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O folclore est\u00e1 presente nos detalhes <em>do que<\/em> fazemos, <em>como<\/em> fazemos e <em>por que<\/em> fazemos.<\/strong> Nas tradi\u00e7\u00f5es de fam\u00edlia que aprendemos com nossos pais, av\u00f3s e bisav\u00f3s, e nas hist\u00f3rias contadas &#8211; e cantadas &#8211; para as crian\u00e7as brincarem e dormirem. Ele existe nas rimas, nas parlendas e at\u00e9 nas comidas. Foi herdado dos povos origin\u00e1rios, misturado com a sabedoria e a cultura dos povos africanos que foram aqui escravizados, sofreu influ\u00eancia dos colonizadores europeus, e se transformou em algo \u00fanico, extraordinariamente rico e complexo, e absolutamente brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<strong>O folclore ainda precisa ocupar o seu lugar verdadeiro, o seu lugar de destaque na nossa cultura, na nossa literatura. <\/strong>Ent\u00e3o, eu acho que realmente a gente precisa discutir essa quest\u00e3o e, principalmente, trabalhar para que os pesquisadores, as editoras, enfim, todo mundo que faz cultura, possa aprender e disseminar a import\u00e2ncia de valorizar o nosso folclore como constitutivo da nossa identidade&#8221;, conclui Janu\u00e1ria Alves.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">ESTANTE QUINDIM<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"540\" height=\"540\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/aMameDaMata_CapaTransparente-1-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-71144\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/aMameDaMata_CapaTransparente-1-1.png 540w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/aMameDaMata_CapaTransparente-1-1-300x300.png 300w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/aMameDaMata_CapaTransparente-1-1-150x150.png 150w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/aMameDaMata_CapaTransparente-1-1-100x100.png 100w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/aMameDaMata_CapaTransparente-1-1-24x24.png 24w, 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srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oBoieaMenina_CapaTransparente.png 540w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oBoieaMenina_CapaTransparente-300x300.png 300w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oBoieaMenina_CapaTransparente-150x150.png 150w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oBoieaMenina_CapaTransparente-100x100.png 100w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oBoieaMenina_CapaTransparente-24x24.png 24w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oBoieaMenina_CapaTransparente-48x48.png 48w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oBoieaMenina_CapaTransparente-96x96.png 96w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-boi-e-a-menina\/bruna-lubambo\/9786589843092\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O boi e a menina<\/a>, de Bruna Lubambo <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"565\" height=\"815\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Capa-Frente-Loira-banheiro-transparente-e1724157722676.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-63886\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Capa-Frente-Loira-banheiro-transparente-e1724157722676.png 565w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Capa-Frente-Loira-banheiro-transparente-e1724157722676-150x216.png 150w\" sizes=\"(max-width: 565px) 100vw, 565px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-loira-do-banheiro-e-outras-assombracoes-do-folclore-brasileiro\/januaria-cristina-alves\/9788596008365\">A Loira do Banheiro e outras assombra\u00e7\u00f5es do folclore brasileiro<\/a>, de Janu\u00e1ria Cristina Alves <\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os seres encantados, como o Curupira, fazem parte do cotidiano ind\u00edgena. O desafio \u00e9 legitimar esse conhecimento ancestral, transmitido de forma oral por gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":45,"featured_media":71134,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[509,510],"tags":[],"class_list":["post-70984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-folclore"],"acf":{"posts_relacionados":[48625,52736,68117]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/45"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70984\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68117"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52736"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48625"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71134"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}