{"id":70319,"date":"2025-08-06T16:25:07","date_gmt":"2025-08-06T19:25:07","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=70319"},"modified":"2025-08-15T09:23:08","modified_gmt":"2025-08-15T12:23:08","slug":"como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao\/","title":{"rendered":"Nem todo mundo vai ser seu amigo: como ajudar a crian\u00e7a a lidar com a rejei\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se existe uma sensa\u00e7\u00e3o pior do que a de se sentir rejeitado \u00e9 a de ver seu filho passando por uma situa\u00e7\u00e3o assim. Mais dif\u00edcil ainda \u00e9 saber que a rejei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia que faz parte da vida e que, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer. Embora seja o desejo de muitos pais, \u00e9 imposs\u00edvel &#8211; e nem seria saud\u00e1vel &#8211; blindar as crian\u00e7as disso. O jeito \u00e9 se preparar para oferecer o melhor suporte poss\u00edvel e ajudar os pequenos a navegarem por estes momentos desafiadores.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio1.jpg\" alt=\"Nem todo mundo vai ser seu amigo como ajudar a crian\u00e7a a lidar com a rejei\u00e7\u00e3o_meio1\" class=\"wp-image-70335\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme a crian\u00e7a cresce, ela passa a ter mais autonomia para conviver com pessoas de fora do n\u00facleo familiar. Isso acontece na escola, no parquinho, na pra\u00e7a, no clube, no condom\u00ednio&#8230;<strong> S\u00e3o estas oportunidades que v\u00e3o ajudar os pequenos a desenvolverem habilidades sociais importantes para a vida, al\u00e9m de ensin\u00e1-los a criar conex\u00f5es e como lidar com elas<\/strong>. Por outro lado, eles ficam mais expostos a frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o que acontece quando ela convida outra crian\u00e7a para brincar e ela n\u00e3o aceita; ou o contr\u00e1rio: ela quer brincar com outros amigos, que n\u00e3o a convidam, a ignoram ou a rejeitam. Ocorre tamb\u00e9m quando um grupo faz um passeio e ela n\u00e3o \u00e9 inclu\u00edda, quando h\u00e1 uma festa de anivers\u00e1rio e ela n\u00e3o \u00e9 convidada ou mesmo quando ela \u00e9 a \u00faltima a ser escolhida para o time, antes de uma partida de queimada ou de futebol. Quem nunca?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a psic\u00f3loga e psicoterapeuta Larissa da Silva Gomes, especialista em crian\u00e7as e adolescentes, <strong>quando uma crian\u00e7a passa por uma situa\u00e7\u00e3o de rejei\u00e7\u00e3o, o primeiro passo do adulto respons\u00e1vel deve ser o acolhimento<\/strong>. \u201c\u00c9 importante validar a emo\u00e7\u00e3o e oferecer uma escuta, para saber como ela se sente\u201d, diz ela. \u201cDepois, cabe avaliar o contexto para entender como tudo aconteceu, para orient\u00e1-la de forma assertiva\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Faz toda a diferen\u00e7a analisar o contexto e entender as raz\u00f5es por tr\u00e1s do comportamento, o que pode ter ocorrido antes, se h\u00e1 um hist\u00f3rico, se \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o frequente ou que j\u00e1 aconteceu antes&#8230; Tudo isso pode fazer a diferen\u00e7a na leitura da situa\u00e7\u00e3o e na forma de orientar e apoiar a crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DJPPC8SSxv-\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Como incentivar o entrosamento entre as crian\u00e7as<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-69478\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho.webp 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.webp 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Em paz com o \u201cn\u00e3o\u201d<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o\u201d \u00e9 uma palavra dif\u00edcil de ouvir, at\u00e9 mesmo os adultos, que t\u00eam mais experi\u00eancia e um c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal [<em>a parte do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pelo controle de impulsos, regula\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es e tomada de decis\u00f5es, entre outras fun\u00e7\u00f5es<\/em>] desenvolvido. Imagine para uma crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, em uma situa\u00e7\u00e3o de rejei\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso explicar, em uma linguagem acess\u00edvel, que isso pode mesmo acontecer. \u201cUma solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 o uso de met\u00e1foras ou de hist\u00f3rias para contar que todo mundo tem caracter\u00edsticas diferentes e interesses diversos\u201d, diz a psic\u00f3loga. Usar recursos como livros, por exemplo, com hist\u00f3rias que falem sobre amizades e rela\u00e7\u00f5es humanas, adequados para cada faixa et\u00e1ria, pode ser uma op\u00e7\u00e3o para jogar luz sobre o tema ou aprofundar o di\u00e1logo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio.-Imagem-do-livro-Nao-nao-e-nao.jpg\" alt=\"Nem todo mundo vai ser seu amigo como ajudar a crian\u00e7a a lidar com a rejei\u00e7\u00e3o_meio. Imagem do livro N\u00e3o, n\u00e3o e n\u00e3o\" class=\"wp-image-70341\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio.-Imagem-do-livro-Nao-nao-e-nao.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio.-Imagem-do-livro-Nao-nao-e-nao-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Imagem do livro &#8220;<em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/nao-nao-e-nao\/noemi-vola\/9786585773539\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">N\u00e3o, n\u00e3o e n\u00e3o<\/a><\/em>&#8220;, de Noemi Vola. Foto: Rodrigo Fraz\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Larissa, \u00e9 v\u00e1lido refor\u00e7ar para essa crian\u00e7a que, por algum momento, se sentiu exclu\u00edda ou deixada de lado, que ela n\u00e3o tem culpa ou responsabilidade por isso. \u201cEvite explica\u00e7\u00f5es que girem em torno de \u2018voc\u00ea n\u00e3o foi chamado porque voc\u00ea \u00e9 assim\u2019 ou \u2018porque fez isso ou aquilo outro\u2019. \u00c9 fundamental ter o cuidado de <strong>manter a autoestima<\/strong> e ressaltar suas qualidades, lembrando que as diferen\u00e7as est\u00e3o nos interesses ou mesmo no momento de cada um\u201d, aponta. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode ser que o colega n\u00e3o tenha convidado para brincar porque ele estava bravo com alguma outra coisa naquele momento, ou porque n\u00e3o lembrou, ou porque algo chato aconteceu na casa dele. Ou simplesmente porque n\u00e3o queria mesmo. E tudo bem!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aproveite para ensinar seu filho que ele tamb\u00e9m pode dizer \u201cn\u00e3o\u201d, quando n\u00e3o estiver confort\u00e1vel em alguma situa\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o quiser \u2013 desde que fa\u00e7a isso com respeito. \u201cOs pais v\u00e3o ser modelos, norteadores, para que a crian\u00e7a tenha comportamentos assertivos em situa\u00e7\u00f5es desafiadoras\u201d, diz a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pergunte \u00e0 crian\u00e7a quantas pessoas existem na escola e lembre que voc\u00eas, como pais, n\u00e3o conseguem ser amigos de todos os outros pais, por exemplo. \u201cH\u00e1 um c\u00edrculo mais pr\u00f3ximo, menor, e sempre existe a possibilidade de explorar novos relacionamentos, fazer convites para outras pessoas&#8230; Em uma pr\u00f3xima ocasi\u00e3o, ela pode convidar outros colegas para brincar ou fazer alguma atividade do interessa dela\u201d, lembra a especialista. E, assim, ela pode descobrir outras afinidades e outras brincadeiras de que gosta \u2013 o que pode ser muito mais legal do que ela imagina!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poder-do-nao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O poder do \u201cn\u00e3o\u201d: como ensinar a crian\u00e7a a impor limites claros em suas rela\u00e7\u00f5es<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong>O perfil de cada crian\u00e7a<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Validar e acolher as emo\u00e7\u00f5es de uma crian\u00e7a que se sentiu rejeitada \u00e9 o primeiro passo, como voc\u00ea j\u00e1 viu. Mas esses sentimentos podem variar, de acordo com cada uma e da fase em que est\u00e1. Nesse ponto, ningu\u00e9m melhor do que quem conhece e convive com ela para observar e entender do que ela precisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUma crian\u00e7a mais introspectiva pode ser impactada de uma maneira diferente de uma mais extrovertida. A maneira como cada uma lida com a frustra\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do repert\u00f3rio de experi\u00eancias anteriores e a forma como cada uma tende a manejar conflitos&#8230; Tudo isso influencia no processo emocional\u201d, alerta Larissa.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio2.jpg\" alt=\"Nem todo mundo vai ser seu amigo como ajudar a crian\u00e7a a lidar com a rejei\u00e7\u00e3o_meio2\" class=\"wp-image-70334\" style=\"width:570px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio2.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio2-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas crian\u00e7as ficam mais tristes, outras s\u00e3o mais resilientes e n\u00e3o ligam tanto. Em alguns casos, v\u00e3o logo procurar outros amigos ou outras atividades, sem dar tanta import\u00e2ncia \u00e0 quest\u00e3o. Mas h\u00e1 crian\u00e7as que parecem estar bem e n\u00e3o falam nada, por\u00e9m, camuflam os sentimentos, mesmo quando n\u00e3o est\u00e3o bem de verdade. \u201cO papel dos adultos \u00e9 observar esses comportamentos, se h\u00e1 isolamento, se h\u00e1 repeti\u00e7\u00e3o&#8230; \u201c, diz a psicoterapeuta. A partir da\u00ed \u00e9 poss\u00edvel entender o cen\u00e1rio e ajudar a trabalhar as dificuldades. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m <strong>\u00e9 preciso entender se a rejei\u00e7\u00e3o \u00e9 algo pontual e comum ou se h\u00e1 algo mais s\u00e9rio por tr\u00e1s, como quando a situa\u00e7\u00e3o se repete, quando todos os colegas excluem um, quando h\u00e1 algum conflito&#8230; <\/strong>Nesse caso, \u00e9 importante investigar melhor com a crian\u00e7a, com a escola, com a outra fam\u00edlia para compreender o cen\u00e1rio e buscar uma orienta\u00e7\u00e3o sobre como resolver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/introversao-e-timidez-na-infancia\/\">Como lidar com a introvers\u00e3o e a timidez na inf\u00e2ncia<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong><strong>Estrat\u00e9gias poss\u00edveis<\/strong><\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos de uma rejei\u00e7\u00e3o pontual, algumas ideias podem ajudar a melhorar a conviv\u00eancia entre as crian\u00e7as. \u201cEm uma escola, por exemplo, o adulto mediador, como a professora, pode conduzir um revezamento, alternando grupos e atividades\u201d, sugere a psic\u00f3loga. \u00c9 poss\u00edvel montar um circuito de brincadeiras e mudar as turmas que brincam em cada uma, durante um per\u00edodo determinado. \u201cIsso ajuda a trabalhar o senso de justi\u00e7a, de espera, de integra\u00e7\u00e3o e de flexibilidade cognitiva. Ou seja, ensina que, em uma sociedade, eu n\u00e3o posso fazer s\u00f3 aquilo que eu gosto, mas preciso ter espa\u00e7o para o outro, preciso vivenciar aquilo que \u00e0s vezes \u00e9 do meu campo desconhecido\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto importante, tanto na escola, como em outros espa\u00e7os, <strong>\u00e9 orientar a crian\u00e7a a buscar novos colegas, a fazer convites e a flexibilizar, de vez em quando as pr\u00f3prias brincadeiras<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No calor do momento de frustra\u00e7\u00e3o pela rejei\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do acolhimento (ou mesmo antes dele), a crian\u00e7a pode precisar de um tempo para respirar, beber uma \u00e1gua, fazer um exerc\u00edcio de respira\u00e7\u00e3o&#8230; \u201cTodos esses fatores contribuem positivamente para uma melhor estabilidade emocional\u201d, afirma a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a rejei\u00e7\u00e3o acontece com muita frequ\u00eancia ou mais de uma vez, mas a crian\u00e7a sofre muito com elas, pode ser necess\u00e1rio <strong>buscar ajuda profissional<\/strong>. \u201cAlgumas delas s\u00e3o levadas por distor\u00e7\u00f5es cognitivas a interpretar aquela situa\u00e7\u00e3o com uma intensidade muito maior do que a real\u201d, diz Larissa. \u201cOs pais devem fazer essas media\u00e7\u00f5es, mas, se isso come\u00e7ar a causar um isolamento social e muito sofrimento emocional, \u00e9 importante que procurem uma avalia\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e um acompanhamento de psicoterapia individual infantil para que essa crian\u00e7a fa\u00e7a um treino de habilidades e seja exposta gradualmente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es que tendem a ser desafiadoras para ela\u201d, indica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro lembrete: cabe aos pais terem cuidado para n\u00e3o tomarem para si a situa\u00e7\u00e3o que acontece entre as crian\u00e7as. \u201c\u00c9 muito natural que os pais queiram proteger os filhos\u201d, diz a especialista. \u201cMas eles precisam ter cuidado para n\u00e3o depositar os sentimentos deles nas crian\u00e7as, em vez de acolher, escutar e orientar\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por \u00faltimo,<strong> vale lembrar que, \u00e0s vezes, uma crian\u00e7a simplesmente n\u00e3o se identifica com a outra \u2013 e que est\u00e1 tudo bem, desde que respeitem uns aos outros<\/strong>. \u201c\u00c9 fundamental ensinar aos pequenos que, mesmo que n\u00e3o tenham interesse em formar v\u00ednculos com algum colega, o respeito, a gentileza, o cuidado e a empatia precisam permanecer\u201d, diz Larissa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong><strong><strong>E quando \u00e9 o seu filho que rejeita?<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ser pai ou m\u00e3e da crian\u00e7a rejeitada \u00e9 dif\u00edcil, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 simples estar na pele dos pais da que pratica a rejei\u00e7\u00e3o. <strong>Embora seja importante ensinar aos pequenos que eles t\u00eam o direito de dizer n\u00e3o, isso precisa ser dosado com a empatia<\/strong>. Nem sempre \u00e9 f\u00e1cil tra\u00e7ar uma linha entre o que \u00e9 OK e o que pode prejudicar outras crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio3.jpg\" alt=\"Nem todo mundo vai ser seu amigo como ajudar a crian\u00e7a a lidar com a rejei\u00e7\u00e3o_meio3\" class=\"wp-image-70336\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Nem-todo-mundo-vai-ser-seu-amigo-como-ajudar-a-crianca-a-lidar-com-a-rejeicao_meio3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a psic\u00f3loga, tudo \u00e9 quest\u00e3o de observar os comportamentos, a frequ\u00eancia e a const\u00e2ncia em que as situa\u00e7\u00f5es acontecem. Ao observar uma tend\u00eancia, \u00e9 preciso conversar de forma clara, com uma linguagem compreens\u00edvel para a idade. \u201cAo observar uma tend\u00eancia, o adulto pode perguntar: \u2018Olha, filho, percebi que voc\u00ea n\u00e3o tem convidado o seu amiguinho ou que toda vez que ele chega para brincar com voc\u00ea, voc\u00ea n\u00e3o aceita. Aconteceu algo? Ele j\u00e1 fez algo de que voc\u00ea n\u00e3o gostou?\u2019 Perguntar \u00e0 crian\u00e7a primeiro pode ajud\u00e1-la a sentir que h\u00e1 um espa\u00e7o seguro para compartilhar os sentimentos, sem puni\u00e7\u00e3o e com acolhimento\u201d, sugere.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A\u00ed, sim, dependendo da resposta, \u00e9 poss\u00edvel explicar que, \u00e0s vezes, <strong>\u00e9 v\u00e1lido ceder, que n\u00e3o podemos fazer s\u00f3 o que gostamos e que pode ser legal brincar tamb\u00e9m do que o amigo quer, revezando&#8230; <\/strong>\u201cFazer uma troca de pap\u00e9is tamb\u00e9m ajuda. Pergunte \u00e0 crian\u00e7a como ela se sentiria se a situa\u00e7\u00e3o fosse o contr\u00e1rio, se ela fosse o colega que quer brincar e ningu\u00e9m deixa. Trazer essa conscientiza\u00e7\u00e3o ajuda\u201d, acrescenta Larissa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong><strong><strong><strong>Estante Quindim<\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a tr\u00eas livros infantis para conversar com as crian\u00e7as sobre as amizades e como o respeito \u00e0s diferen\u00e7as e \u00e0s vontades do outro deve estar sempre presente em nossas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"332\" height=\"451\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/NaoNaoeNao_CapaTransparente-e1739984900546.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-68072\" 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