{"id":69973,"date":"2025-07-03T17:20:52","date_gmt":"2025-07-03T20:20:52","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=69973"},"modified":"2025-07-07T13:15:34","modified_gmt":"2025-07-07T16:15:34","slug":"como-pais-lidam-frustracao-errar-com-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-pais-lidam-frustracao-errar-com-filhos\/","title":{"rendered":"Como os pais lidam com a frustra\u00e7\u00e3o de errar com os filhos?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todo mundo conhece aquela m\u00e1xima, repetida \u00e0 exaust\u00e3o, que diz que \u201cerrar \u00e9 humano\u201d. Mas parece que para uma categoria de pessoas, a frase n\u00e3o tem efeito ou validade: os pais. Estes n\u00e3o podem errar nunca. E haja frustra\u00e7\u00e3o! Basta um passo em falso ou um pouco torto para que se note v\u00e1rios dedos apontados para voc\u00ea, carregados de julgamento e cr\u00edtica. Mas o pior, mais carrasco e mais cruel juiz de todos, s\u00e3o eles mesmos. Pais e, principalmente, m\u00e3es sofrem, se frustram e se culpam ao notar qualquer deslize, do menor ao mais impactante, na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. Nessas horas, fica dif\u00edcil lembrar que somos todos fal\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, afinal, por que isso acontece? E por que parece ser um fen\u00f4meno mais intenso na gera\u00e7\u00e3o atual?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA autocr\u00edtica \u00e9 parte da condi\u00e7\u00e3o humana e \u00e9 um exerc\u00edcio important\u00edssimo na parentalidade, mas parece amplificada pelo excesso de expectativas contempor\u00e2neas \u2014 os pais, especialmente as m\u00e3es, frequentemente sentem que n\u00e3o conseguem ter um desempenho parental bom o suficiente\u201d, avalia a psic\u00f3loga Natalia Pinheiro Orti, professora na The School of Life Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De fato, h\u00e1 uma tend\u00eancia maior de culpa entre os pais, hoje. Segundo a psic\u00f3loga, h\u00e1 algumas raz\u00f5es culturais para isso, como o fato de que as<strong> gera\u00e7\u00f5es anteriores viviam em contextos familiares mais autorit\u00e1rios<\/strong>,<strong> com pap\u00e9is parentais muito mais r\u00edgidos<\/strong>. \u201cAl\u00e9m disso, n\u00e3o havia tanta informa\u00e7\u00e3o sobre desenvolvimento das crian\u00e7as, inf\u00e2ncia saud\u00e1vel, sa\u00fade mental, intelig\u00eancia emocional. Nesse sentido, as prioridades das gera\u00e7\u00f5es anteriores de pais se davam em torno de outras preocupa\u00e7\u00f5es \u2013 muito leg\u00edtimas em cada momento hist\u00f3rico e cultural (garantir a sobreviv\u00eancia e integridade f\u00edsica das crian\u00e7as, proporcionar educa\u00e7\u00e3o de qualidade, ampliar o acesso material e cultural, dentre outros)\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/como-desenvolver-a-paciencia-de-pais-e-filhos_meio3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-67925\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/como-desenvolver-a-paciencia-de-pais-e-filhos_meio3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/como-desenvolver-a-paciencia-de-pais-e-filhos_meio3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" style=\"width:770px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fator que contribui para essa busca pela perfei\u00e7\u00e3o na parentalidade \u00e9 o peso das redes sociais. Basta rolar o feed para se deparar com um desfile de imagens idealizadas de fam\u00edlias impecavelmente vestidas, com crian\u00e7as comportadas, rotinas seguidas \u00e0 risca, casas lindas e em ordem, pratos coloridos, com alimentos frescos e deliciosos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ser\u00e1 mesmo que s\u00f3 voc\u00ea n\u00e3o consegue? S\u00f3 os seus filhos insistem em sair sem pentear o cabelo ou se recusam a comer br\u00f3colis? Ser\u00e1 que s\u00f3 voc\u00ea se rende a dar um lanche no jantar, nos dias mais corridos? S\u00f3 voc\u00ea passa apenas um lencinho umedecido nos p\u00e9s do beb\u00ea, em vez de dar banho, para n\u00e3o o acordar naquela noite em que ele dormiu no carro, depois de um passeio? A resposta \u00e9 n\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, <strong>diante da distra\u00e7\u00e3o que as telas oferecem, \u00e9 f\u00e1cil esquecer que o que aparece nas redes sociais s\u00e3o apenas recortes e n\u00e3o a vida em fam\u00edlia, com toda a sua complexidade ca\u00f3tica<\/strong>. De acordo com a psic\u00f3loga, o efeito de toda a exposi\u00e7\u00e3o a refer\u00eancias distorcidas \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o de inadequa\u00e7\u00e3o desproporcional em muitos cuidadores, o que aumenta a exig\u00eancia interna e a busca por um padr\u00e3o inating\u00edvel de perfei\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da exaust\u00e3o emocional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como consequ\u00eancia, a autenticidade e o prazer na rela\u00e7\u00e3o com os filhos ficam comprometidos. \u201c\u00c9 essencial cultivar um olhar mais cr\u00edtico para o que se v\u00ea nas redes e buscar refer\u00eancias mais humanas e reais\u201d, diz Natalia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A especialista aponta que o outro extremo tamb\u00e9m pode ser perigoso. Para ela, a hiperconectividade e as redes sociais tamb\u00e9m ampliam o acesso a discursos cient\u00edficos a respeito do desenvolvimento f\u00edsico, emocional e socialmente saud\u00e1vel dos filhos. \u201cMas mesmo o conte\u00fado de qualidade consumido em excesso tende a nos tensionar e prejudicar a nossa experi\u00eancia com a realidade das rela\u00e7\u00f5es de cuidado\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, temos acesso a uma quantidade muito maior de informa\u00e7\u00e3o e, com todo o conhecimento, vem tamb\u00e9m mais responsabilidade e mais demandas. A consequ\u00eancia? Percebemos mais as nossas falhas e, quando isso acontece, somos invadidos pela culpa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">romper ciclos n\u00e3o \u00e9 perseguir a perfei\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Justamente porque as gera\u00e7\u00f5es anteriores tinham menos informa\u00e7\u00f5es sobre o desenvolvimento infantil e as necessidades emocionais das crian\u00e7as, al\u00e9m de padr\u00f5es mais r\u00edgidos, muitos adultos de hoje foram feridos. De forma inconsciente, muitas vezes, acabam reproduzindo estes padr\u00f5es herdados. H\u00e1 ainda quem tenha a rea\u00e7\u00e3o oposta e aja de forma excessivamente compensat\u00f3ria, pelo pavor da identifica\u00e7\u00e3o com quem deixou marcas emocionais pesadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNa tentativa de romper ciclos muito dolorosos em nossa hist\u00f3ria, achamos que o caminho \u00e9 buscar a perfei\u00e7\u00e3o, sob os moldes e as narrativas das informa\u00e7\u00f5es de que dispomos atualmente, enquanto, na pr\u00e1tica, n\u00e3o se trata de ser perfeito. \u00c9 sobre caminhar em outra dire\u00e7\u00e3o\u201d, explica a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Romper ciclos exige consci\u00eancia, tempo, paci\u00eancia, compaix\u00e3o, compromisso com tentativas e erros, e, muitas vezes, apoio psicol\u00f3gico profissional.\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/meio-post-do-blog-53.jpg\" alt=\"frustra\u00e7\u00e3o\" class=\"wp-image-69998\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/meio-post-do-blog-53.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/meio-post-do-blog-53-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">com frustra\u00e7\u00e3o: De frente com os nossos erros<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode n\u00e3o parecer, mas s\u00f3 o fato de voc\u00ea se preocupar com os erros e em como eles afetam a vida dos seus filhos j\u00e1 \u00e9 um aspecto positivo sobre a sua parentalidade. Em muitos casos, isso j\u00e1 mostra como voc\u00ea se importa e se envolve.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Perceber que errou significa que voc\u00ea tinha inten\u00e7\u00e3o ou o desejo de fazer diferente<\/strong>. A diferen\u00e7a est\u00e1 na forma como voc\u00ea vai lidar com o que aconteceu, para que n\u00e3o desemboque em uma puni\u00e7\u00e3o interna. \u201cSe forem emo\u00e7\u00f5es sentidas com abertura e consci\u00eancia, far\u00e3o parte do caminho de aprendizado desses pais. No entanto, se mal reguladas e prolongadas, por meio de rumina\u00e7\u00f5es, cren\u00e7as morais r\u00edgidas e julgamentos, s\u00e3o emo\u00e7\u00f5es que podem ter efeito paralisante sobre o comportamento\u201d, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A especialista ainda continua: \u201cEm outros casos, esse cuidador pode se sentir t\u00e3o desproporcionalmente inadequado, que acaba se afastando e comprometendo o v\u00ednculo e a espontaneidade na rela\u00e7\u00e3o com o filho\u201d, completa. Ent\u00e3o, pode ser necess\u00e1rio buscar apoio profissional \u2014 psicoterapia, grupos de suporte \u00e0 parentalidade, al\u00e9m de ampliar as redes interpessoais de confian\u00e7a e rede de apoio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De forma geral, as m\u00e3es sentem culpa de uma forma desproporcional, em compara\u00e7\u00e3o aos pais. Mas por que isso acontece? Para Natalia, a diferen\u00e7a est\u00e1 relacionada \u00e0s pr\u00e1ticas culturais e narrativas que naturalizam diversos mitos sobre a figura materna. Sem falar na sobrecarga que submete as m\u00e3es a um ciclo vicioso. S\u00e3o tantas tarefas e responsabilidades acumuladas, que a tend\u00eancia \u00e9 errar mais e se cobrar mais. Aten\u00e7\u00e3o \u00e0s armadilhas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DLnqWyWyRSs\/?img_index=1\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 menos m\u00e3e por ter que dividir sua aten\u00e7\u00e3o nas f\u00e9rias escolares<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\" noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">acolhimento e responsabilidade <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Identificar os erros \u00e9 importante, mas, <strong>em vez da autopuni\u00e7\u00e3o, dever\u00edamos buscar a compaix\u00e3o <\/strong>\u2013 e isso serve tanto para os nossos deslizes, como para os dos nossos filhos. \u201cN\u00e3o erramos porque queremos, mas porque, nas circunst\u00e2ncias em que estamos, n\u00e3o conseguimos fazer diferente\u201d, ressalta a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ela, \u00e9 comum fazermos certa confus\u00e3o quanto ao significado pr\u00e1tico da palavra compaix\u00e3o. \u201cAchamos que se trata de passividade ou condescend\u00eancia, quando \u00e9, de fato, a aceita\u00e7\u00e3o gentil e respons\u00e1vel sobre o que h\u00e1 de humano e compreens\u00edvel nas nossas experi\u00eancias. A partir da compaix\u00e3o, da aceita\u00e7\u00e3o e da responsabilidade, podemos nos comprometer com mudar, melhorar, buscar alternativas. <strong>A parentalidade suficientemente boa n\u00e3o exige perfei\u00e7\u00e3o, mas presen\u00e7a, escuta ativa e disposi\u00e7\u00e3o para aprender<\/strong>\u201d, pontua a especialista.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/meio-post-do-blog-52.jpg\" alt=\"frustra\u00e7\u00e3o\" class=\"wp-image-69996\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/meio-post-do-blog-52.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/meio-post-do-blog-52-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o erro \u00e9 acolhido com responsabilidade (e n\u00e3o com rigidez), ele proporciona oportunidade de crescimento \u2014 tanto para o adulto quanto para a crian\u00e7a. Reparar, conversar, pedir desculpas e ajustar a rota s\u00e3o atitudes muito mais potentes para as rela\u00e7\u00f5es humanas do que tentar ser infal\u00edvel<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de reconhecer as falhas, ter consci\u00eancia e compaix\u00e3o, \u00e9 preciso acolher-se, ou seja, reconhecer que voc\u00ea \u00e9 humano. Tamb\u00e9m <strong>\u00e9 essencial buscar compreender as circunst\u00e2ncias e condi\u00e7\u00f5es que podem ter contribu\u00eddo para voc\u00ea ter agido desta forma<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com coragem e honestidade, \u00e9 poss\u00edvel se responsabilizar e se comprometer em aprender e melhorar. Outro ponto importante a ser lembrado \u00e9 que, ao contr\u00e1rio do que possa parecer, o seu erro tem uma fun\u00e7\u00e3o essencial na educa\u00e7\u00e3o do seu filho, desde que voc\u00ea saiba lidar com ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c<strong>Quando um adulto cuidador pede desculpas ou reconhece um erro, ele ensina a crian\u00e7a que errar \u00e9 parte da vida \u2013 e que \u00e9 poss\u00edvel assumir isso sem perder a dignidade, al\u00e9m de ensinar sobre a import\u00e2ncia da repara\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d, aponta Nat\u00e1lia. Isso fortalece a seguran\u00e7a, a empatia, o senso de justi\u00e7a e o v\u00ednculo afetivo. Afinal, as crian\u00e7as aprendem mais com os exemplos, do que com os discursos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPais e m\u00e3es que mostram as vulnerabilidades inerentes \u00e0 imperfei\u00e7\u00e3o est\u00e3o educando para o amor pr\u00f3prio, para a responsabilidade afetiva e para um senso de pertencimento \u00e0 humanidade\u201d, completa a professora.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pais se culpam com qualquer deslize na cria\u00e7\u00e3o dos filhos e fica at\u00e9 dif\u00edcil lembrar que somos fal\u00edveis. Saiba como lidar com a frustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":70001,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[505],"tags":[],"class_list":["post-69973","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-familia"],"acf":{"posts_relacionados":[60931,61929,50394]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69973"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69973\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50394"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61929"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60931"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}