{"id":65696,"date":"2024-10-18T10:42:38","date_gmt":"2024-10-18T13:42:38","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=65696"},"modified":"2025-05-21T05:51:00","modified_gmt":"2025-05-21T08:51:00","slug":"ato-de-ler","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/ato-de-ler\/","title":{"rendered":"Coluna: Ser\u00e1 que estamos focando no livro e esquecendo o valor do ato de ler?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Come\u00e7o evocando uma cena comum em todos os lares em dia de festa de anivers\u00e1rio ou Natal. Trata-se de quando as crian\u00e7as abrem ansiosas seus presentes, mas, em poucos minutos, trocam os brinquedos, por vezes sofisticados, por algo que, aos olhos dos adultos, \u00e9 praticamente lixo: as caixas de papel\u00e3o. Para elas, aquelas caixas viram casas, castelos, foguetes e esconderijos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa cena t\u00e3o comum revela algo profundo sobre a inf\u00e2ncia: <strong>o brincar, na verdade, n\u00e3o est\u00e1 no brinquedo, mas no gesto<\/strong>. E quando pensamos em formar leitores, <strong>a li\u00e7\u00e3o que tiramos dessa simplicidade pode transformar a maneira como mediamos a leitura para as crian\u00e7as<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tenho pesquisado as analogias entre os gestos brincar e ler e gostaria de compartilhar aqui algumas reflex\u00f5es.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"379\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/meio-post-do-blog-23-e1729777133103.jpg\" alt=\"ato de ler\" class=\"wp-image-65814\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/meio-post-do-blog-23-e1729777133103.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/meio-post-do-blog-23-e1729777133103-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a ideia de que livros podem se transformar em brinquedos ganhou for\u00e7a. Livros de pl\u00e1stico para a hora do banho, livros com bot\u00f5es que emitem sons, texturas que convidam ao toque \u2013 todas essas inova\u00e7\u00f5es surgem para tentar aproximar a crian\u00e7a do mundo da leitura por meio do brincar. Mas ser\u00e1 que \u00e9 o objeto (o brinquedo) que fascina ou o ato de brincar? Fazendo a convers\u00e3o: <strong>n\u00e3o estaremos muito preocupadas(os) com o livro, quando na verdade o ato de ler deveria ser o centro de nossa aten\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta pode estar naquele limiar entre a crian\u00e7a e a caixa, onde a imagina\u00e7\u00e3o reina soberana. <strong>Meu interesse n\u00e3o est\u00e1 no livro como um brinquedo f\u00edsico, mas no potencial de transformar a leitura <\/strong>em um ato l\u00fadico \u2013 uma leitura-brincadeira. O que acontece quando permitimos que as crian\u00e7as se aproximem dos livros da mesma maneira que se aproximam de uma caixa de papel\u00e3o, sem regras, sem dire\u00e7\u00f5es, mas com <strong>liberdade para imaginar e criar<\/strong>?<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>A liberdade \u00c9 FUNDAMENTAL no brincar e na leitura<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao falar sobre a rela\u00e7\u00e3o entre brincar e leitura, sou levada a refletir sobre as ideias de Walter Benjamin. Em seus estudos sobre o brincar e o brinquedo, Benjamin sugere que <strong>a ess\u00eancia do brincar est\u00e1 na liberdade de a\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a<\/strong>. Quanto menos o brinquedo \u201cdiz\u201d aos adultos, mais aut\u00eantico ele \u00e9. Da mesma forma, na leitura-brincadeira, <strong>a centralidade deve estar no prazer da crian\u00e7a ao manusear o livro, ao se envolver com a hist\u00f3ria e ao se apropriar dela<\/strong>. E n\u00e3o no que o adulto pensa ou quer com isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, como mediadores \u2013 sejam pais, educadores ou bibliotec\u00e1rios \u2013 muitas vezes interferimos demais. Escolhemos o livro, definimos quando e onde ler, explicamos o que o texto \u201crealmente quer dizer\u201d. Ser\u00e1 que, ao agir assim, estamos afastando as crian\u00e7as da leitura? <strong>Ao limitar o acesso e a forma como elas interagem com o livro, criamos barreiras ao prazer de ler.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Benjamin nos alerta sobre o perigo de transformar o livro em objeto de culto, algo que deve ser protegido de rasgos, dobras e marcas de uso. Mas ser\u00e1 que a verdadeira leitura n\u00e3o deveria permitir que o livro fosse vivido, tocado e at\u00e9 mesmo transformado? Na leitura-brincadeira, o livro \u00e9 mais do que p\u00e1ginas para serem passivamente absorvidas; ele se torna <strong>um objeto de explora\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-contar-historias-para-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Como contar hist\u00f3rias para crian\u00e7as? Aprenda 13 dicas com Faf\u00e1 Conta para come\u00e7ar agora!<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Ler \u00e9 brincar outra vez<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Brincar-e-Ler-o-que-as-criancas-nos-ensinam-sobre-o-prazer-da-leitura-meio3.jpg\" alt=\"Brincar e Ler o que as crian\u00e7as nos ensinam sobre o prazer da leitura \" class=\"wp-image-65743\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Brincar-e-Ler-o-que-as-criancas-nos-ensinam-sobre-o-prazer-da-leitura-meio3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Brincar-e-Ler-o-que-as-criancas-nos-ensinam-sobre-o-prazer-da-leitura-meio3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 algo de m\u00e1gico em repetir uma brincadeira favorita. Se brincar de esconde-esconde ou pega-pega nunca cansa, por que ler o mesmo livro diversas vezes seria diferente? <strong>A repeti\u00e7\u00e3o, tanto no brincar quanto na leitura, \u00e9 uma fonte de prazer e redescoberta<\/strong>. Cada leitura traz algo novo \u2013 um detalhe que passou despercebido, uma sensa\u00e7\u00e3o diferente, uma emo\u00e7\u00e3o que n\u00e3o estava l\u00e1 na primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/por-que-incentivar-a-repeticao-de-leitura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vale a pena ler de novo: por que as crian\u00e7as precisam repetir tantas vezes a leitura do mesmo livro?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mediador da leitura-brincadeira deve, ent\u00e3o, entender que o ato de ler n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesmo. A leitura, assim como o brincar, \u00e9 feita de tentativas, de retornos e de novas interpreta\u00e7\u00f5es. Por isso, em vez de transformar a leitura em tarefa ou meta a ser atingida, devemos incentiv\u00e1-la como um convite ao prazer. O livro, tal como a caixa de papel\u00e3o, deve ser algo que pode ser visitado e revisitado, sempre com a liberdade de<strong> explorar novas possibilidades<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Brincando com as hist\u00f3rias<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas que livros permitem essa liberdade de leitura-brincadeira? A literatura infantil contempor\u00e2nea est\u00e1 repleta de exemplos de obras que incentivam essa intera\u00e7\u00e3o l\u00fadica. Penso, por exemplo, em <em>Hora de Sair da Banheira, Shirley!<\/em> de John Burningham, onde as p\u00e1ginas mostram a vida cotidiana de uma menina e, ao mesmo tempo, seus devaneios fant\u00e1sticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto a m\u00e3e de Shirley est\u00e1 preocupada com as tarefas do dia a dia, a menina embarca em uma aventura imagin\u00e1ria incr\u00edvel. O que acontece nesse livro \u00e9 um di\u00e1logo entre realidade e fantasia, onde <strong>a crian\u00e7a pode ver suas pr\u00f3prias brincadeiras refletidas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro exemplo \u00e9 <em>A Grande Viagem da Senhorita Prud\u00eancia<\/em>, de Charlotte Gastaut. Neste livro, a pequena Prud\u00eancia est\u00e1 prestes a sair para um compromisso social, e a m\u00e3e insiste em apress\u00e1-la, soltando gritos do tipo &#8220;Vamos! Agora!&#8221;. Mas Prud\u00eancia, ao inv\u00e9s de seguir as ordens, se perde em um mundo de fantasia criado no pr\u00f3prio quarto. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As ilustra\u00e7\u00f5es de Gastaut, com suas cores vibrantes e p\u00e1ginas recortadas, capturam o movimento entre o real e o imagin\u00e1rio. As palavras da m\u00e3e se dissolvem \u00e0 medida que Prud\u00eancia se afasta da realidade e mergulha em suas aventuras. A obra n\u00e3o s\u00f3 <strong>coloca a imagina\u00e7\u00e3o infantil no centro<\/strong>, como tamb\u00e9m utiliza o pr\u00f3prio formato do livro \u2013 com folhas transparentes e recortes \u2013 para <strong>estimular o brincar visual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Finalmente, em <em>Maia e Mia<\/em>, de D\u00e9bora Barbieri e Vanessa Prezoto, a trama se desenrola em torno de Maia e sua gata Mia. A narrativa explora a rela\u00e7\u00e3o entre a menina e a gata em suas brincadeiras e desentendimentos. O que torna este livro especial \u00e9 que ele vem embalado em uma caixa, literalmente, onde o leitor pode interagir fisicamente com a hist\u00f3ria desde o momento em que o livro \u00e9 aberto. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A caixa-capas \u00e9 um convite ao toque, ao manuseio, e, mais uma vez, nos lembra da velha caixa de papel\u00e3o que tanto encanta as crian\u00e7as. Assim como nas outras obras, Maia e Mia refor\u00e7a a ideia de que <strong>brincar e ler s\u00e3o gestos interligados, ambos baseados na explora\u00e7\u00e3o e na liberdade de cria\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses livros nos mostram que a leitura-brincadeira n\u00e3o come\u00e7a quando abrimos o livro, mas antes, na <strong>escolha do objeto, no desejo de interagir com ele, de habit\u00e1-lo.<\/strong> A leitura, ent\u00e3o, se torna uma extens\u00e3o do brincar, uma maneira de explorar o mundo com a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DBBommIhnCz\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Como a leitura compartilhada transforma a inf\u00e2ncia?<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Formando Leitores Livres<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Brincar-e-Ler-o-que-as-criancas-nos-ensinam-sobre-o-prazer-da-leitura-meio1.jpg\" alt=\"Brincar e Ler o que as crian\u00e7as nos ensinam sobre o prazer da leitura meio3\" class=\"wp-image-65739\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Brincar-e-Ler-o-que-as-criancas-nos-ensinam-sobre-o-prazer-da-leitura-meio1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Brincar-e-Ler-o-que-as-criancas-nos-ensinam-sobre-o-prazer-da-leitura-meio1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A leitura-brincadeira nos desafia a repensar nossa posi\u00e7\u00e3o como mediadores<\/strong>. Precisamos estar presentes, sim, mas de maneira sutil, como observadores e apoiadores, prontos para entrar na brincadeira quando convidados. A roda de leitura tradicional, onde o adulto segura o livro e as crian\u00e7as apenas observam, precisa dar lugar a novas formas de media\u00e7\u00e3o, que incluam a <strong>escolha livre, o toque, o manuseio e, acima de tudo, o prazer<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A forma\u00e7\u00e3o de leitores liter\u00e1rios n\u00e3o pode ser uma tarefa r\u00edgida, feita apenas de avalia\u00e7\u00f5es e metas. <strong>Deve ser um convite ao prazer da descoberta, da experimenta\u00e7\u00e3o e da brincadeira<\/strong>. Ao dar liberdade \u00e0s crian\u00e7as para que se relacionem com os livros como fazem com as caixas de papel\u00e3o, <strong>abrimos espa\u00e7o para que elas criem suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias, seus pr\u00f3prios mundos e, assim, se tornem leitoras de corpo inteiro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final, o que buscamos n\u00e3o \u00e9 que as crian\u00e7as aprendam a ler para cumprir uma exig\u00eancia, mas que descubram, na leitura, um prazer que as acompanhar\u00e1 para o resto da vida. Afinal, quem brinca sempre quer brincar mais uma vez. E <strong>quem l\u00ea com prazer, sempre quer ler outra vez<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/paixao-por-livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">6 dicas para despertar a paix\u00e3o por livros nas crian\u00e7as que n\u00e3o gostam de ler<\/a><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brincar, na verdade, n\u00e3o est\u00e1 no brinquedo, mas no gesto. 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