{"id":61526,"date":"2024-06-07T19:00:00","date_gmt":"2024-06-07T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=61526"},"modified":"2025-05-21T05:51:26","modified_gmt":"2025-05-21T08:51:26","slug":"tod-em-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/tod-em-criancas\/","title":{"rendered":"Transtorno Opositivo-Desafiador: sintomas, causas e desafios do TOD em crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crian\u00e7a fica constantemente irritada, tem rea\u00e7\u00f5es explosivas, um comportamento desafiador, impulsivo e, \u00e0s vezes, apresenta at\u00e9 certa agressividade. Essa descri\u00e7\u00e3o, embora talvez chame a aten\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o tem filhos e n\u00e3o lida com os pequenos no dia a dia, pode se aplicar a qualquer indiv\u00edduo na idade infantil. Quem, afinal, nunca presenciou a cl\u00e1ssica cena da birra no ch\u00e3o do supermercado ou se viu, como adulto cuidador, sendo alvo de tapas e mordidas de um pequeno em f\u00faria?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Situa\u00e7\u00f5es como essas s\u00e3o complicadas, mas acontecem. Testar os limites e aprender a controlar as emo\u00e7\u00f5es faz parte do desenvolvimento &#8211; e bem sabemos que quando envolve cansa\u00e7o, sono e fome o cen\u00e1rio tende a piorar bastante. <strong>Mas ser\u00e1 que existe um limite para as chamadas \u201cbirras\u201d que as diferencie de um transtorno do comportamento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/autorregulacao-ajudar-crianca-a-se-acalmar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Autorregula\u00e7\u00e3o: \u00e9 poss\u00edvel ajudar sua crian\u00e7a a se acalmar?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estamos falando aqui do <strong>Transtorno Opositivo-Desafiador, mais conhecido por sua sigla, TOD.<\/strong> Apesar de ter sido descrita h\u00e1 anos, foi apenas recentemente que a condi\u00e7\u00e3o passou a circular como informa\u00e7\u00e3o no senso comum. \u201cEmbora os estudos remontem \u00e0 d\u00e9cada de 1960, a populariza\u00e7\u00e3o recente do assunto na m\u00eddia pode ser atribu\u00edda a uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o sobre sa\u00fade mental infantil, aos avan\u00e7os em pesquisa e diagn\u00f3stico, bem como a uma crescente preocupa\u00e7\u00e3o com o bem-estar emocional das crian\u00e7as e adolescentes\u201d, comenta Let\u00edcia de Jesus Coelho, m\u00e9dica especialista em psiquiatria geral e infantil. \u201cO aumento das taxas de diagn\u00f3stico e o destaque dado pela m\u00eddia tamb\u00e9m contribuem para a visibilidade do transtorno\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/transtorno-do-processamento-sensorial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TPS \u2013 Transtorno do Processamento Sensorial em crian\u00e7as: o que \u00e9 e como diagnosticar<\/a>?<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>O que \u00e9 o TOD<\/strong>?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUm padr\u00e3o de humor raivoso\/irrit\u00e1vel, de comportamento questionador\/desafiante ou \u00edndole vingativa com dura\u00e7\u00e3o de pelo menos seis meses\u201d &#8211; assim \u00e9 definido o Transtorno Opositivo-Desafiador pelo DSM-5 (sigla para Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Transtornos Mentais em ingl\u00eas, da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria), publicado em 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Let\u00edcia explica: \u201c\u00e9 um transtorno do comportamento caracterizado por um <strong>padr\u00e3o persistente de desobedi\u00eancia, hostilidade e desafio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s figuras de autoridade<\/strong>\u201d. Por n\u00e3o ser t\u00e3o conhecido, embora esteja mais difundido atualmente, acaba sendo confundido muitas vezes com a \u201cbirra\u201d, mas ele tem um aspecto geral mais regular e severo. N\u00e3o se trata apenas da crian\u00e7a que se recusa a tomar banho ou que chora e bate os pezinhos na hora de ir embora da casa dos av\u00f3s; <strong>as atitudes desafiadoras s\u00e3o mais intensas e frequentes<\/strong>, causando preju\u00edzos na vida familiar, social e escolar do pequeno, levando at\u00e9 mesmo a problemas de aprendizado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/educacao-baseada-na-obediencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Da crian\u00e7a obediente ao adulto resignado: Precisamos repensar a educa\u00e7\u00e3o baseada na obedi\u00eancia<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Transtorno-Opositivo-Desafiador-sintomas-causas-e-desafios-do-TOD-em-criancas-meio2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-61532\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Transtorno-Opositivo-Desafiador-sintomas-causas-e-desafios-do-TOD-em-criancas-meio2.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Transtorno-Opositivo-Desafiador-sintomas-causas-e-desafios-do-TOD-em-criancas-meio2-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>cr\u00e9dito: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a psiquiatra, o TOD se manifesta na inf\u00e2ncia, \u201ctipicamente<strong> entre os 6 e 8 anos de idade<\/strong>, mas pode persistir na adolesc\u00eancia e at\u00e9 mesmo na idade adulta\u201d, esclarece, sendo que seus primeiros sinais podem aparecer ainda mais cedo. Entretanto, em raz\u00e3o do desconhecimento por grande parte da sociedade e da falta de acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade mental, o diagn\u00f3stico pode demorar ou at\u00e9 mesmo n\u00e3o acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por enquanto, as causas exatas desse transtorno n\u00e3o s\u00e3o totalmente conhecidas, mas acredita-se que envolvam uma<strong> combina\u00e7\u00e3o de fatores gen\u00e9ticos, neurobiol\u00f3gicos, ambientais e familiares<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se voc\u00ea come\u00e7ou a ler sobre o assunto e imediatamente concluiu que seu filho se encaixa no transtorno, calma. \u00c9 preciso ter cautela e buscar pessoas habilitadas e capacitadas para avaliar seu pequeno. \u201cO diagn\u00f3stico do TOD geralmente \u00e9 feito por profissionais de sa\u00fade mental, como psiquiatras infantis e psic\u00f3logos cl\u00ednicos. Chega-se a ele atrav\u00e9s de uma <strong>avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica detalhada<\/strong>, incluindo observa\u00e7\u00e3o do comportamento da crian\u00e7a e entrevistas com pais e\/ou cuidadores\u201d, conta Let\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 por meio do hist\u00f3rico relatado ao especialista, com informa\u00e7\u00f5es sobre os epis\u00f3dios desafiadores, sua dura\u00e7\u00e3o e frequ\u00eancia, al\u00e9m das circunst\u00e2ncias associadas, que ele vai ser capaz de avaliar a situa\u00e7\u00e3o. Portanto, caso haja a desconfian\u00e7a de que a crian\u00e7a apresenta o Transtorno Opositivo-Desafiador, o primeiro passo \u00e9 buscar indica\u00e7\u00e3o de profissionais que possam avali\u00e1- com aten\u00e7\u00e3o e cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar que <strong>o TOD pode estar associado a outros transtornos<\/strong> que n\u00e3o se excluem mutuamente. A especialista em psiquiatria infantil cita como exemplos o Transtorno de D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade (TDAH), o Transtorno de Conduta, o Transtorno de Ansiedade e o Depressivo. \u201cIsso ocorre porque muitos desses transtornos compartilham caracter\u00edsticas sintom\u00e1ticas e fatores de risco comuns\u201d, explica.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Principais caracter\u00edsticas do Transtorno Opositivo-Desafiador<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os comportamentos que se destacam em crian\u00e7as e adolescentes com TOD, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>irritabilidade persistente, com explos\u00f5es intensas e frequentes de raiva;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/educacao-baseada-na-obediencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">desafio \u00e0s regras<\/a>, como combinados familiares e normas da escola;<\/li>\n\n\n\n<li>questionamento das autoridades, como pais e professores;<\/li>\n\n\n\n<li>argumenta\u00e7\u00e3o frequente com adultos, demonstrando muita teimosia&nbsp;;<\/li>\n\n\n\n<li>recusa em seguir instru\u00e7\u00f5es, desafiando aquilo que \u00e9 proposto;<\/li>\n\n\n\n<li>comportamento vingativo e rancoroso, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o aos adultos;<\/li>\n\n\n\n<li>impulsividade, agindo sem pensar nas consequ\u00eancias;<\/li>\n\n\n\n<li>inten\u00e7\u00e3o deliberada de contrariar e satisfa\u00e7\u00e3o ao observar a rea\u00e7\u00e3o negativa causada no outro;<\/li>\n\n\n\n<li>costume de culpar os outros por seus pr\u00f3prios erros.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns crit\u00e9rios associados a esses tra\u00e7os tamb\u00e9m s\u00e3o importantes, como <strong>persist\u00eancia e frequ\u00eancia, dura\u00e7\u00e3o e severidade.<\/strong> Al\u00e9m disso, avalia-se se o comportamento opositivo-desafiador est\u00e1 trazendo consequ\u00eancias negativas \u00e0 vida da crian\u00e7a e se ele acontece em qualquer contexto ou em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas (por exemplo, apenas na escola ou certos momentos familiares).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mais uma vez, \u00e9 importante ressaltar que<strong> n\u00e3o basta ler e dar ok em todos os crit\u00e9rios e caracter\u00edsticas<\/strong> para diagnosticar o pequeno, at\u00e9 porque muitos deles aparecem durante a inf\u00e2ncia, sem que o transtorno esteja presente. O diagn\u00f3stico precisa ser feito por um profissional, que vai estabelecer um plano de tratamento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">quais <strong>Impactos que o TOD pode causar<\/strong> na vida da crian\u00e7a<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Transtorno-Opositivo-Desafiador-sintomas-causas-e-desafios-do-TOD-em-criancas-meio3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-61533\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Transtorno-Opositivo-Desafiador-sintomas-causas-e-desafios-do-TOD-em-criancas-meio3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Transtorno-Opositivo-Desafiador-sintomas-causas-e-desafios-do-TOD-em-criancas-meio3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>cr\u00e9dito: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pessoa que apresenta o Transtorno Opositivo-Desafiador pode sofrer durante a inf\u00e2ncia e, se n\u00e3o for tratada, \u00e9 prov\u00e1vel que as quest\u00f5es se estendam para a vida adulta. \u201cO TOD pode prejudicar a crian\u00e7a no dia a dia ao causar<strong> dificuldades nos relacionamentos familiares, problemas na escola e dificuldades de socializa\u00e7\u00e3o\u201d,<\/strong> relata Let\u00edcia. N\u00e3o raro, pequenos com essa condi\u00e7\u00e3o acabam sendo exclu\u00eddos da conviv\u00eancia em diversos c\u00edrculos por serem considerados pessoas dif\u00edceis, o que gera problemas de autoestima, confian\u00e7a, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso,<strong> o TOD pode afetar a fam\u00edlia com um todo<\/strong>, j\u00e1 que lidar com o comportamento desafiador n\u00e3o \u00e9 simples. O <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/burnout-materno-maes-cansadas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cansa\u00e7o de pais<\/a> e cuidadores muitas vezes vem acompanhado pelos olhares de julgamento de pessoas de fora, pelo sentimento de impot\u00eancia, insufici\u00eancia e por frustra\u00e7\u00f5es recorrentes. Se ele n\u00e3o for diagnosticado, a situa\u00e7\u00e3o se torna ainda pior, uma vez que n\u00e3o se entende o que est\u00e1 por tr\u00e1s daquele comportamento da crian\u00e7a e se busca formas simples para tentar resolver uma quest\u00e3o que \u00e9 complexa e demanda ajuda profissional &#8211; \u00e0s vezes, inclusive, medicamentosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Let\u00edcia, conforme cresce, o indiv\u00edduo com TOD se torna um adulto com maior risco de ter depress\u00e3o e de fazer uso abusivo de subst\u00e2ncias, sobretudo quando o quadro na inf\u00e2ncia \u00e9 associado a outros transtornos, como o <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/tdah-diagnostico-na-infancia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TDAH<\/a>. Se n\u00e3o for tratado, tamb\u00e9m h\u00e1 o<strong> risco de que a situa\u00e7\u00e3o se agrave at\u00e9 que se desenvolva um transtorno de conduta<\/strong>, que \u00e9 um quadro mais grave. Nesse caso, o adulto pode at\u00e9 mesmo ter problemas legais devido ao comportamento desafiador e impulsivo, j\u00e1 que n\u00e3o mede as consequ\u00eancias de seus atos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C7w_tVVpVQc\/?img_index=1\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Indisciplina escolar: como os pais podem ajudar a solucionar?<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>TOD tem cura?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim como outras condi\u00e7\u00f5es, o Transtorno Opositivo-Desafiador n\u00e3o tem cura, mas pode ser tratado, proporcionando \u00e0 crian\u00e7a e \u00e0 fam\u00edlia nuclear maior qualidade de vida, mitigando consequ\u00eancias presentes e futuras. \u201cEmbora possa ser gerenciado com sucesso, n\u00e3o h\u00e1 uma \u2018cura\u2019 definitiva, mas estrat\u00e9gias para gerenciar os sintomas\u201d, pondera a psiquiatra, que acrescenta: \u201cGeralmente, o tratamento envolve uma abordagem multimodal que inclui <strong>terapia comportamental, terapia familiar e, em alguns casos, medica\u00e7\u00e3o<\/strong>. Ele \u00e9 cont\u00ednuo e adaptado \u00e0s necessidades individuais da crian\u00e7a\u201d. Entre os medicamentos utilizados para o tratamento do TOD est\u00e3o estabilizadores de humor e antipsic\u00f3ticos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como explicou Let\u00edcia, o tratamento n\u00e3o se restringe \u00e0 crian\u00e7a &#8211; \u00e9 essencial que pais e cuidadores saibam como lidar da melhor forma com os desafios impostos pelo transtorno. Paralelamente a isso, tamb\u00e9m importa o trabalho na escola. \u00c9 essencial que os profissionais pedag\u00f3gicos tenham ci\u00eancia do diagn\u00f3stico e que recebam informa\u00e7\u00f5es sobre o TOD, com as devidas orienta\u00e7\u00f5es. Para tanto, a troca e o <strong>di\u00e1logo aberto entre fam\u00edlia e col\u00e9gio<\/strong> s\u00e3o fundamentais.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">ESTANTE qUINDIM<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 livros infantis que estimulam o desenvolvimento emocional e que podem auxiliar sua fam\u00edlia a estabelecer um di\u00e1logo com os filhos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"548\" height=\"650\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/os-reflexos-de-henriqueta.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-60196\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/os-reflexos-de-henriqueta.jpg 548w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/os-reflexos-de-henriqueta-150x178.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 548px) 100vw, 548px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/os-reflexos-de-henriqueta\/marion-kadi\/9786588899526\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Os reflexos de Henriqueta<\/a><\/em>, de Marion Kadi<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"367\" height=\"443\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Raiva_CapaTransparente-e1698863904305.png\" alt=\"A Raiva (escritora Blandina Franco, ilustrador Jos\u00e9 Carlos Lollo, editora Pequena Zahar)\" class=\"wp-image-55166\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain;width:263px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Raiva_CapaTransparente-e1698863904305.png 367w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Raiva_CapaTransparente-e1698863904305-150x181.png 150w\" sizes=\"(max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-raiva\/blandina-franco\/9788566642308\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Raiva<\/a><\/em>, de Blandina Franco e Jos\u00e9 Carlos Lollo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"407\" height=\"403\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/MeninoPaiPinhaCapa_Transparente-e1698180588656.png\" alt=\"O menino, o pai e a pinha (escritor Yuri de Francco, ilustradora Ionit Zilberman, editora Ciranda na Escola)\" class=\"wp-image-54800\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" 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noopener\">O menino, o pai e a pinha<\/a><\/em>, de Yuri de Francco e Ionit Zilberman<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda o que \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o muitas vezes confundida com excesso de \u201cbirra\u201d e saiba quais s\u00e3o os principais sinais de que pode ser necess\u00e1rio buscar ajuda 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