{"id":60931,"date":"2024-05-27T15:18:48","date_gmt":"2024-05-27T18:18:48","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=60931"},"modified":"2025-05-21T05:51:29","modified_gmt":"2025-05-21T08:51:29","slug":"maternidade-elisama-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/maternidade-elisama-santos\/","title":{"rendered":"&#8220;Quem sou eu al\u00e9m de sua m\u00e3e&#8221;: a import\u00e2ncia de repensar a individualidade na maternidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabe aquela hist\u00f3ria de que ficamos t\u00e3o perdidas depois da maternidade que nem sequer lembramos dos nossos pr\u00f3prios desejos e vontades? Hobbies ent\u00e3o, nem se fala! Se antes gost\u00e1vamos de sair para dan\u00e7ar, ler na praia, fazer uma trilha ou acampar com amigos, depois dos filhos parece que tudo isso \u00e9 substitu\u00eddo por simplesmente tomar caf\u00e9 enquanto ainda est\u00e1 quente, ir ao banheiro sozinha e tomar banho com calma.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio1.jpg\" alt=\"A import\u00e2ncia de repensar quem somos na maternidade\" class=\"wp-image-60983\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto:&nbsp;Canva<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para reverberar a nossa conversa, convidamos a escritora, psicanalista e m\u00e3e Elisama Santos para conversar sobre a import\u00e2ncia de <strong>n\u00e3o nos anularmos em fun\u00e7\u00e3o da maternidade<\/strong>, considerando n\u00e3o s\u00f3 as consequ\u00eancias para a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/burnout-materno-maes-cansadas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sa\u00fade mental das m\u00e3es<\/a>, j\u00e1 t\u00e3o sobrecarregadas, como tamb\u00e9m os benef\u00edcios de mostrar aos nossos filhos que somos mais do que m\u00e3es: <strong>somos indiv\u00edduos com desejos, sonhos, vontades &#8211; e cansa\u00e7o<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">\u201cChame a culpa para conversar\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ser m\u00e3e pode ser seu papel favorito na vida (\u00e9 o meu, tamb\u00e9m). Mas, ainda assim, n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico. Somos seres m\u00faltiplos e existimos para al\u00e9m da maternidade. Enquanto algumas querem fazer um curso de especializa\u00e7\u00e3o no exterior, outras preferem escalar montanhas. Enquanto umas desejam investir em carreiras acad\u00eamicas e cient\u00edficas, outras trabalham com voluntariado e resgate de animais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o exerc\u00edcio da maternidade \u00e9 diverso, <strong>como explicar que tantas de n\u00f3s se sintam culpadas e percebam seu maternar questionado (e, at\u00e9 mesmo, seu amor pelos filhos) quando se permitem fazer atividades e ter desejos que n\u00e3o est\u00e3o relacionados com as crian\u00e7as?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Elisama Santos, \u00e9 preciso reconhecer essa culpa e \u201ccham\u00e1-la para conversar\u201d pois, ao fazermos isso, passamos a perceber o quanto ela \u00e9 social. \u201cQuando paramos de individualizar o problema, entendemos que existe uma constru\u00e7\u00e3o social que faz com que a gente se sinta culpada, e a\u00ed temos que decidir o que fazer com ela. A gente olha para essa constru\u00e7\u00e3o social e pensa, &#8216;ok, eu n\u00e3o quero ser escrava disso&#8217;. Ent\u00e3o eu vou respirar fundo e entender que essa culpa fala muito mais desse pa\u00eds que \u00e9 cruel com as mulheres de diversas formas do que das minhas capacidades ou incapacidades\u201d, explica a psicanalista.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">\u201cDividir nossa vulnerabilidade com as crian\u00e7as nos humaniza diante delas\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 claro que <strong>nem sempre nossas pr\u00f3prias crian\u00e7as v\u00e3o compreender a nossa necessidade de existir e ser feliz em outros pap\u00e9is que n\u00e3o o da maternidade<\/strong>, especialmente quando ainda s\u00e3o bem pequenas e t\u00eam, nas m\u00e3es, seu mundo inteirinho. Mas, conforme v\u00e3o crescendo, n\u00e3o s\u00f3 podemos como devemos mostrar que somos pessoas que, assim como elas, sentem medo, cansa\u00e7o e frustra\u00e7\u00e3o, que erramos e nos atrapalhamos mesmo tentando acertar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para boa parte de n\u00f3s, que cresceu sem jamais ter visto nossas m\u00e3es e pais chorando &#8211; ou nos pedindo desculpas por terem errado conosco -, isso pode ser bem dif\u00edcil. Mas dividir nossa vulnerabilidade com as crian\u00e7as faz parte de um processo fundamental que nos <strong>humaniza diante delas<\/strong> e, em consequ\u00eancia, contribui para que eles aprendam a <strong>lidar com a pr\u00f3pria humanidade tamb\u00e9m<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Elisama destaca que dividir nossas fragilidades com os filhos <strong>n\u00e3o \u00e9 o mesmo que depositar neles nossos problemas e ang\u00fastias como se fossem adultos<\/strong>. \u201cDividir a humanidade com a crian\u00e7a n\u00e3o significa que eu vou desabafar, contar os meus problemas. N\u00e3o \u00e9 assim. \u00c9 respeitar <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/toddler-adolescencia-do-bebe-terrible-two\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cada fase, a idade da crian\u00e7a<\/a>, e entender que tem coisas que ela n\u00e3o precisa saber. Voc\u00ea pode dizer \u2018uma coisa importante que a mam\u00e3e queria muito n\u00e3o deu certo e por isso eu estou bastante frustrada\u2019. N\u00e3o precisa entrar em muitos detalhes, mas \u00e9 bonito e importante para a rela\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o crescimento das crian\u00e7as, nossa capacidade de conversar e explicar outras quest\u00f5es tamb\u00e9m aumenta. E, nesse ponto, Elisama faz mais um destaque muito importante sobre como \u00e9 <strong>fundamental nos despirmos desse papel da m\u00e3e que \u00e9 santa, abnegada, que est\u00e1 sempre feliz e bem-disposta<\/strong> ou, como ela mesma diz, a m\u00e3e que sempre responde que &#8220;n\u00e3o foi nada&#8221; quando a crian\u00e7a pergunta o que aconteceu, ainda que ela perceba que algo n\u00e3o est\u00e1 bem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A psicanalista ainda fala sobre como \u00e9 essencial assumir a verdade da rela\u00e7\u00e3o com nossos filhos com todo cuidado e respeito. \u201cA gente tem essa mania de mentir para a crian\u00e7a mesmo ela sabendo que a gente n\u00e3o est\u00e1 bem. E, olha s\u00f3, todos n\u00f3s criamos hist\u00f3rias nas nossas cabe\u00e7as. Se eu n\u00e3o digo para a crian\u00e7a o que est\u00e1 acontecendo, a mentezinha<em> <\/em>dela vai criar uma hist\u00f3ria. E, na verdade, nessa hist\u00f3ria a culpa vai ser dela, e a gente n\u00e3o quer isso, n\u00e9? Ent\u00e3o, \u00e0 medida que eu conto para a crian\u00e7a o que aconteceu, eu dou ferramentas para que ela entenda a realidade sem fantasiar sozinha sobre ela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/filmes-para-refletir-sobre-o-que-e-ser-mae\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">9 filmes para refletir sobre o que \u00e9 ser m\u00e3e e lembrar que cada maternar \u00e9 \u00fanico<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">\u201cQuando eu digo que n\u00e3o estou dando conta, isso diz muito mais sobre a minha falta de apoio do que sobre a minha compet\u00eancia ou incompet\u00eancia\u201d<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio2.jpg\" alt=\"A import\u00e2ncia de repensar quem somos na maternidade\" class=\"wp-image-60985\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio2.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio2-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto:&nbsp;Canva<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa dan\u00e7a entre a humaniza\u00e7\u00e3o e o estabelecimento de limites, muitas vezes ficamos com a sensa\u00e7\u00e3o de que estamos deixando as crian\u00e7as por conta pr\u00f3pria, desamparadas. \u00c9 a\u00ed, justamente, que entra a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/rede-de-apoio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">rede de apoio<\/a>, que <strong>para um n\u00famero imenso de mulheres ainda \u00e9 artigo de luxo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 <strong>cruel demais que a mulher se sinta a \u00fanica respons\u00e1vel<\/strong>, o tempo inteiro, por cuidar da crian\u00e7a, e que ela precise estar todo o tempo dispon\u00edvel emocionalmente. \u00c9 importante entender que quando eu digo que n\u00e3o estou dando conta, isso diz muito mais sobre a minha falta de apoio do que sobre a minha compet\u00eancia ou incompet\u00eancia\u201d, comenta Elisama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como, ent\u00e3o, podemos estabelecer esses limites na pr\u00e1tica, sem que a crian\u00e7a sinta que a culpa, ou a responsabilidade pelo cansa\u00e7o da m\u00e3e n\u00e3o s\u00e3o dela? A chave, como para a grande maioria dos desafios que enfrentamos ao longo da vida, est\u00e1 na comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 essencial comunicar isso para a crian\u00e7a &#8211; dizer \u2018a m\u00e3e t\u00e1 cansada, a m\u00e3e teve muito trabalho hoje\u2019 &#8211; mas n\u00e3o \u2018filho, o mundo t\u00e1 pesando, ent\u00e3o pelo menos voc\u00ea seja legal, pelo menos voc\u00ea fique quieto\u2019. A crian\u00e7a n\u00e3o tem a responsabilidade de sanar, de amenizar as dores do mundo pra que eu me sinta melhor. Eu preciso aprender a direcionar para as pessoas corretas os problemas e as dores que me afligem\u201d, explica a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/economia-do-cuidado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Economia do cuidado: o trabalho invis\u00edvel que move o mundo<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">\u201cA gente n\u00e3o d\u00e1 nome \u00e0s viol\u00eancias das outras rela\u00e7\u00f5es\u201d<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio4.jpg\" alt=\"A import\u00e2ncia de repensar quem somos na maternidade\" class=\"wp-image-60987\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio4.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/A-gente-nao-resgata-nossa-identidade.-A-gente-constroi-uma-identidade-nova-uma-conversa-com-Elisama-Santos-sobre-individualidade-depois-da-maternidade-meio4-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto:&nbsp;Canva<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como quase tudo na maternidade \u00e9 \u201cjunto-ao-mesmo-tempo-agora\u201d, em meio aos desafios da educa\u00e7\u00e3o dos filhos, da necessidade de estabelecer e fortalecer os v\u00ednculos afetivos, e de olhar para n\u00f3s mesmas como indiv\u00edduos, <strong>vem tamb\u00e9m a necessidade de nos redescobrir<\/strong>. Se antes eu gostava de sair para correr ouvindo m\u00fasica, ser\u00e1 que ainda gosto? Se antes o melhor programa pra mim era maratonar filmes e s\u00e9ries, ser\u00e1 que ainda consigo me divertir assim?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Elisama, a ideia de que vamos voltar a ser a pessoa que fomos antes da maternidade \u00e9 cruel e violenta. \u201cN\u00f3s temos a tend\u00eancia de acreditar que a gente pode voltar no passado, n\u00e9? Como se a gente pudesse voltar o filme. N\u00e3o, n\u00e3o vai acontecer. Eu sou uma mulher diferente, meu corpo passou por experi\u00eancias diferentes, a minha vida, a minha alma passou por experi\u00eancias diferentes &#8211; eu vou me abrir para descobrir quem \u00e9 essa mulher, que, al\u00e9m de tudo, \u00e9 uma mulher que tem filhos. Que \u00e9 uma mulher que, al\u00e9m de tudo o que ela viveu antes da chegada de seus filhos, ela tem a experi\u00eancia de estar educando as crian\u00e7as\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E essa (re)descoberta dos nossos gostos, do que nos interessa agora, atrai, traz prazer e satisfa\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma jornada &#8211; adivinhe s\u00f3? &#8211; individual, mas que n\u00e3o precisa ser solit\u00e1ria. \u00c9 poss\u00edvel (re)experimentar o que trazia alegria e plenitude antes da maternidade, mas com um olhar atento e o cora\u00e7\u00e3o aberto para (re)conhecer como aquilo nos impacta agora. <strong>Talvez a ess\u00eancia das atividades permane\u00e7a a mesma, mas com algumas mudan\u00e7as para acomodar e atender a pessoa que voc\u00ea est\u00e1 se tornando<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se diante do desejo e da necessidade de caminhar rumo a essa descoberta bater o cansa\u00e7o (<em>spoiler alert<\/em>: vai bater!), vale a pena refletir com sinceridade sobre o quanto dele realmente \u00e9 provocado pelas crian\u00e7as e o quanto v\u00eam de outras faltas, que por muitos motivos acabamos atribuindo aos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA gente n\u00e3o d\u00e1 nome \u00e0s viol\u00eancias das outras rela\u00e7\u00f5es e fala: meu cansa\u00e7o \u00e9 da maternidade. Mas se a gente parar para refletir um pouquinho, vai perceber que o cansa\u00e7o que a maternidade traz \u00e9 menor do que o cansa\u00e7o dos outros. Se as outras rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o me demandassem tanto, n\u00e3o me esgotassem tanto, n\u00e3o me pedissem tanto, eu teria mais para dar para a maternidade\u201d, afirma Elisama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a psicanalista, \u00e9 comum que se culpe a crian\u00e7a por um cansa\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 ela que provoca ou, pior, por pedir algo que uma crian\u00e7a normalmente pede, mas que n\u00f3s n\u00e3o temos para dar porque muitas outras pessoas j\u00e1 sugaram tudo o que t\u00ednhamos a oferecer. S\u00f3 assim, enxergando esse cen\u00e1rio e dando o devido nome \u00e0s coisas, \u00e9 que vamos conseguir lidar com nossos filhos sem cobran\u00e7a, <strong>entendendo que aquilo que lhes oferecemos eles n\u00e3o t\u00eam a responsabilidade de nos devolver<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/desafios-da-maternidade-solo-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Os desafios da maternidade solo no Brasil<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">\u201cA m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 obrigada a ofertar tudo\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/parto-humanizado-beneficios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">parto foi normal<\/a> ou cesariana, se a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/amamentacao-livre-demanda\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">amamenta\u00e7\u00e3o foi em livre demanda <\/a>ou n\u00e3o, se a crian\u00e7a usou chupeta ou n\u00e3o, se a introdu\u00e7\u00e3o alimentar foi feita apenas e t\u00e3o somente com org\u00e2nicos\u2026 Essas e muitas outras, infinitas preocupa\u00e7\u00f5es, v\u00eam tomando grandes propor\u00e7\u00f5es na maternidade recente e, naturalmente, cobrando um pre\u00e7o bastante alto por isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 claro que <strong>desejamos oferecer as melhores condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis aos nossos filhos para que cres\u00e7am e se desenvolvam<\/strong> como seres humanos completos, felizes, cidad\u00e3os ativos e \u00fateis para a sociedade. Mas, al\u00e9m dos recortes sociais que precisamos fazer para entender o que significa ser completo, feliz e \u00fatil para cada fam\u00edlia e cada indiv\u00edduo, \u00e9 preciso tamb\u00e9m refletir sobre essa ideia de que tudo, absolutamente tudo, deve vir da m\u00e3e.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu posso ser a pessoa que vai cozinhar com a crian\u00e7a, e que vai ofertar para ela meu amor dessa forma. Posso ser a que vai ler com ela, feliz. E quem n\u00e3o gosta de brincar? A brincadeira \u00e9 parte essencial para o ser vivo, a gente precisa brincar, mas n\u00e3o necessariamente de boneca, de carrinho. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante a crian\u00e7a ter outros agentes ao redor dela, para que algu\u00e9m possa ofertar  isso  tamb\u00e9m, porque a m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 obrigada a ofertar tudo\u201d, refor\u00e7a Elisama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme a crian\u00e7a cresce, conseguimos explicar que n\u00e3o gostamos de uma determinada brincadeira, mas que podemos desenhar e colorir com ela, por exemplo. Que n\u00e3o gostamos de andar de bicicleta ou de brincar de correr, mas que podemos ensinar a bordar. As possibilidades s\u00e3o muitas e, assim, nossos filhos v\u00e3o aprendendo a se relacionar, entendendo que n\u00f3s tamb\u00e9m existimos e temos nossos pr\u00f3prios gostos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre a ideia de que a m\u00e3e \u00e9 a \u00fanica respons\u00e1vel por oferecer tudo o que a crian\u00e7a precisa e deseja para existir e ser feliz, Elisama fala sobre como essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o t\u00edpica das maternidades mais recentes, \u00e0s quais fomos acrescentando camadas e mais camadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs nossas m\u00e3es n\u00e3o se preocupavam se tinham que brincar conosco, se estavam dando org\u00e2nicos, se amamentavam em livre demanda, n\u00e3o faziam ideia da pedagogia das escolas. Essa \u00e9 mais uma camada de opress\u00e3o que entrou na nossa vida, e traz uma perspectiva absurdamente individualista. Como se n\u00f3s, sozinhas, consegu\u00edssemos suprir todos os problemas do mundo. <strong>Como se bastasse querer &#8211; e n\u00e3o basta querer<\/strong>\u201d, explica a psicanalista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Insta: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C0pA8v3t1oh\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Mommy burnout: o que \u00e9 e como lidar com o esgotamento mental na maternidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">\u201cO tempo, sozinho, nem cura, nem faz doer &#8211; s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es e o que est\u00e1 \u00e0 nossa volta\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com tantas demandas e uma cobran\u00e7a constante por parte da sociedade, da pr\u00f3pria fam\u00edlia e, frequentemente, de n\u00f3s mesmas, <strong>muitas vezes nos vemos surpreendidas por uma crian\u00e7a que agora j\u00e1 tem a nossa altura <\/strong>enquanto nos perguntamos \u201c<em>onde est\u00e1 meu beb\u00ea?<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A falta de apoio, o cansa\u00e7o, a pressa e as demandas da rotina (sem falar do trabalho) <strong>podem acabar nos trazendo uma rela\u00e7\u00e3o conturbada com o tempo e a passagem dele<\/strong>. Se tantas vezes o sentimento \u00e9 de que os dias se arrastam, em outras tantas temos certeza: ele voa. \u00c9 o grande mist\u00e9rio que envolve a maternidade, com as noites que parecem infinitas enquanto os anos insistem em passar depressa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO tempo, sozinho, nem cura, nem faz doer. S\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es e o que est\u00e1 \u00e0 nossa volta que certamente fazem com que a gente lide com o tempo de formas cru\u00e9is com a gente. Quanto mais temos a no\u00e7\u00e3o de que a vida \u00e9 impermanente, e que cada segundo \u00e9 precioso, mais a gente se relaciona melhor com essa vida bem vivida, com esse tempo bem vivido\u201d, diz Elisama.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para as m\u00e3es de crian\u00e7as de todas as idades, a psicanalista prop\u00f5e uma reflex\u00e3o, abra\u00e7ada por essa representante da <a href=\"http:\/\/quindim.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fam\u00edlia Quindim<\/a> que aqui vos escreve: <strong>\u201cQuem \u00e9 essa mulher que eu me tornei? <\/strong>Essa \u00e9 uma pergunta mais importante e mais respeitosa com a nossa hist\u00f3ria do que &#8216;como eu volto a ser a mulher que eu era antes?&#8217;. Essa mulher que voc\u00ea era antes morreu. A gente morre para dar espa\u00e7o para algo novo\u201d, diz a escritora. \u201cA gente n\u00e3o resgata nossa identidade. A gente constr\u00f3i uma identidade nova\u201d, finaliza Elisama. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/filmes-para-refletir-sobre-o-que-e-ser-mae\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">9 filmes para refletir sobre o que \u00e9 ser m\u00e3e e lembrar que cada maternar \u00e9 \u00fanico<\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64971\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">ESTANTE qUINDIM<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a livros infantis j\u00e1 enviado pelo <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clube Quindim<\/a> que abordam quest\u00f5es da maternidade.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"649\" height=\"880\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Capa-Frente-Arvore-generosa-transparente-e1693921928348.png\" alt=\"A \u00e1rvore generosa (autor Shel Silverstein, editora Companhia das letrinhas)\" class=\"wp-image-53497\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Capa-Frente-Arvore-generosa-transparente-e1693921928348.png 649w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Capa-Frente-Arvore-generosa-transparente-e1693921928348-150x203.png 150w\" sizes=\"(max-width: 649px) 100vw, 649px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-arvore-generosa\/sheldon-allan-silverstein\/9788574067537\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A \u00e1rvore generosa<\/a><\/em>, de Shel Silverstein<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"411\" height=\"402\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955.png\" alt=\"Crec (autoras Nora Hilb e Marcela C. Hilb, ilustradora Nora Hilb, editora Pingo de Luz)\" class=\"wp-image-53516\" style=\"width:263px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955.png 411w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955-24x24.png 24w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955-48x48.png 48w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955-150x147.png 150w\" sizes=\"(max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/crec\/nora-hilb\/9786585206013\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Crec<\/a><\/em>, de Nora Hilb e Marcela C. Hilb<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"608\" height=\"824\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Capa-Frente-Mamae-virou-um-monstro-transparente-e1714744997813.png\" alt=\"Quando Mam\u00e3e virou um monstro (escritora Joanna Harrison, editora Brinque-Book)\" class=\"wp-image-60352\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Capa-Frente-Mamae-virou-um-monstro-transparente-e1714744997813.png 608w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Capa-Frente-Mamae-virou-um-monstro-transparente-e1714744997813-150x203.png 150w\" sizes=\"(max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/quando-mamae-virou-um-monstro\/joanna-harrison\/9788585357542\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quando Mam\u00e3e virou um monstro<\/a><\/em>, de Joanna Harrison<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201c\u2018Quem \u00e9 essa mulher que eu me tornei?\u2019 \u00e9 uma pergunta mais respeitosa com a nossa hist\u00f3ria do que \u2018como eu volto a ser quem eu era antes\u2019\u201d, diz a escritora e psicanalista Elisama Santos<\/p>\n","protected":false},"author":45,"featured_media":61108,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[507],"tags":[],"class_list":["post-60931","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-maternidade"],"acf":{"posts_relacionados":[47127,50011,60498]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60931","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/45"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60931"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60931\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60498"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50011"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47127"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}