{"id":59685,"date":"2024-04-29T17:43:48","date_gmt":"2024-04-29T20:43:48","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=59685"},"modified":"2025-05-21T05:51:33","modified_gmt":"2025-05-21T08:51:33","slug":"obesidade-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/obesidade-infantil\/","title":{"rendered":"Obesidade infantil: o que est\u00e1 por tr\u00e1s do aumento de casos?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00faltimo dia 4 de mar\u00e7o, quando se celebra o Dia Mundial da Obesidade, a <a href=\"https:\/\/www.sbp.com.br\/imprensa\/detalhe\/nid\/dia-mundial-da-obesidade-sbp-lanca-nota-especial-para-prevencao-da-obesidade-na-infancia-e-adolescencia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lan\u00e7ou uma nota<\/a> sobre o tema, destacando dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS): <strong>no mundo todo, a popula\u00e7\u00e3o com obesidade na faixa et\u00e1ria entre 5 e 19 anos aumentou dez vezes na \u00faltima d\u00e9cada.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-59730\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucos dias antes, em 29 de fevereiro, um levantamento feito pela NCD Risk Factor Collaboration, em parceria com a OMS e publicado na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/lancet\/article\/PIIS0140-6736(23)02750-2\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">The Lancet<\/a>, mostrou que <strong>o planeta ultrapassou a marca de 1 bilh\u00e3o de pessoas com obesidade em 2022<\/strong>: s\u00e3o cerca de 880 milh\u00f5es de adultos e <strong>160 milh\u00f5es de jovens (entre 5 e 19 anos)<\/strong> vivendo com obesidade \u2013 em 1990, esses n\u00fameros eram de 195 milh\u00f5es e 31 milh\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"185\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/assine-clube-quindim.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-60083\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/assine-clube-quindim.jpg 800w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/assine-clube-quindim-768x178.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/assine-clube-quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste ano, a data global para conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a obesidade ainda veio acompanhada de mais dados: o <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1YzsJp7l0zmJM5gh_KHmsQ_cCPR8VxCgI\/view\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Atlas Mundial da Obesidade 2024<\/a>, divulgado em 1<sup>o<\/sup> de mar\u00e7o, trouxe uma proje\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Obesidade apontando que, at\u00e9 2035, <strong>50% dos adolescentes e crian\u00e7as brasileiros podem conviver com sobrepeso ou obesidade.<\/strong> A previs\u00e3o \u00e9 de que, <strong>a cada ano, a taxa de jovens com obesidade ou sobrepeso aumente 1,8%<\/strong>. Entre os adultos brasileiros, o documento prev\u00ea crescimento anual de 1,9%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o da SBP, se queremos reverter este cen\u00e1rio, \u00e9 indispens\u00e1vel orientar pediatras, m\u00e3es, pais e cuidadores sobre medidas que auxiliem na preven\u00e7\u00e3o da obesidade infantil. Afinal, a obesidade iniciada na juventude pode persistir durante a vida adulta. \u201cCerca de 50% dos adolescentes com obesidade permanecer\u00e3o acima do peso quando adultos, aumentando o risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis, [por exemplo, diabetes melito tipo 2, hipertens\u00e3o arterial e alguns tipos de c\u00e2ncer]\u201d, diz nota da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a OMS, ainda na pesquisa publicada pela The Lancet, os dados mais recentes mostram que o sistema alimentar no mundo n\u00e3o est\u00e1 oferecendo dietas nutritivas \u00e0s crian\u00e7as e que os sistemas de sa\u00fade s\u00f3 focam em tratar a obesidade ap\u00f3s o surgimento de outras doen\u00e7as. Para a OMS, o correto seria abordar a obesidade antes do aparecimento desses problemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/cantina-escolar-a-importancia-da-alimentacao-saudavel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cantina escolar: a import\u00e2ncia da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel para as crian\u00e7as<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estimativa global (2020) e n\u00famero projetado de jovens (5 a 19 anos; 2025-2035) com sobrepeso e obesidade (Federa\u00e7\u00e3o Mundial da Obesidade)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><\/td><td><strong>2020<\/strong><\/td><td><strong>2025<\/strong><\/td><td><strong>2030<\/strong><\/td><td><strong>2035<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Com sobrepeso<\/strong><\/td><td>260 milh\u00f5es<\/td><td>310 milh\u00f5es<\/td><td>350 milh\u00f5es<\/td><td>390 milh\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td><strong>Com obesidade<\/strong><\/td><td>175 milh\u00f5es<\/td><td>240 milh\u00f5es<\/td><td>310 milh\u00f5es<\/td><td>380 milh\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td><strong>Com sobrepeso ou obesidade como propor\u00e7\u00e3o de todos os jovens no mundo<\/strong><\/td><td>22%<\/td><td>28%<\/td><td>33%<\/td><td>39%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: OMS<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>O que s\u00e3o sobrepeso e obesidade?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para prevenir, primeiro \u00e9 preciso compreender melhor o assunto<\/strong>. Tanto sobrepeso quanto obesidade se referem ao ac\u00famulo excessivo de gordura corporal. A diferen\u00e7a \u00e9 a quantidade desse excesso e, assim, sua gravidade \u2014 quem tem obesidade possui mais gordura corporal do que quem tem sobrepeso. Um dos m\u00e9todos usados para saber se um adulto tem sobrepeso ou obesidade \u00e9 o \u00cdndice de Massa Corporal (IMC), que avalia a rela\u00e7\u00e3o entre peso e altura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso \u00e9 feito por meio do seguinte c\u00e1lculo: peso (em quilos) dividido pela altura (em metros) ao quadrado (peso\/altura<sup>2<\/sup>). O resultado da conta demonstra:<br><br>Menos de 18,5 = abaixo do peso<br>Entre 18,6 e 24,9 = peso normal<br>Entre 25 e 29,9 = sobrepeso<br>A partir de 30 = obesidade&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, mesmo entre adultos, o IMC n\u00e3o deve ser utilizado como \u00fanico dado. Pode ser, por exemplo, que o peso de uma pessoa seja em boa parte formado por massa magra (m\u00fasculos). <strong>Apenas um m\u00e9dico pode fazer o diagn\u00f3stico correto<\/strong>.<br><br>Para identificar sobrepeso e obesidade em crian\u00e7as, o Brasil adota, desde 2009, um sistema desenvolvido pela OMS que inclui curvas de IMC desde o per\u00edodo lactente (crian\u00e7a amamentada) at\u00e9 os 19 anos. \u201cFazemos a conta do \u00edndice de massa corporal, mas colocamos o resultado no gr\u00e1fico [desenvolvido pela OMS]\u201d, pontua L\u00edvia Lugarinho Correa, diretora do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenadora do Departamento de Obesidade Infantil da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Estudo da Obesidade e S\u00edndrome Metab\u00f3lica (Abeso). Dessa maneira, o adequado \u00e9 que um m\u00e9dico fa\u00e7a uma avalia\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a ou adolescente para determinar se trata-se de um caso de sobrepeso ou obesidade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.gif\" alt=\"Assine o Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-40473\" title=\"\"><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Qual a rela\u00e7\u00e3o entre obesidade e desnutri\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto a se esclarecer para uma melhor compreens\u00e3o sobre o tema \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o aumento da obesidade e da desnutri\u00e7\u00e3o pelo mundo. O estudo feito em parceria com a OMS, citado no in\u00edcio desta reportagem, constatou justamente isso: <strong>al\u00e9m do aumento dos casos de obesidade no planeta, houve um crescimento da desnutri\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 de 45 milh\u00f5es de pessoas em 1990 para 183 milh\u00f5es em 2022. <strong>A desnutri\u00e7\u00e3o ocorre quando algu\u00e9m tem defici\u00eancia de macronutrientes (prote\u00ednas, gorduras e carboidratos) e\/ou micronutrientes (vitaminas e minerais), independentemente do peso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os pesquisadores envolvidos com o levantamento publicado na The Lancet, <strong>a m\u00e1-nutri\u00e7\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o direta com o aumento dos casos de obesidade<\/strong>, visto mesmo em pa\u00edses mais pobres. O estudo mostra que a falta de oferta de alimentos saud\u00e1veis e o pre\u00e7o elevado para manter uma alimenta\u00e7\u00e3o nutritiva s\u00e3o os principais desafios nessas na\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2024, 80% das crian\u00e7as que viviam com obesidade em 2020 moravam em pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda. \u201c[Essas na\u00e7\u00f5es] enfrentam um duplo fardo de m\u00e1-nutri\u00e7\u00e3o, em que <strong>a obesidade e a subnutri\u00e7\u00e3o coexistem juntas no mesmo indiv\u00edduo, habita\u00e7\u00e3o ou popula\u00e7\u00e3o<\/strong>. O duplo fardo da m\u00e1-nutri\u00e7\u00e3o aumentou nos pa\u00edses mais pobres, de baixa e m\u00e9dia renda, em especial no sul e leste da \u00c1sia e na \u00c1frica Subsaariana (&#8230;)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Quais s\u00e3o os fatores que levam \u00e0 obesidade infantil?<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-59733\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a SBP, <strong>a obesidade \u00e9 causada pela intera\u00e7\u00e3o de fatores gen\u00e9ticos, ambientais e comportamentais<\/strong>. \u201cFilhos de pais com obesidade e indiv\u00edduos de classe socioecon\u00f4mica mais desfavorecida t\u00eam maior risco de terem obesidade. O aumento da preval\u00eancia nas \u00faltimas d\u00e9cadas resulta da combina\u00e7\u00e3o de fatores gen\u00e9ticos e exposi\u00e7\u00e3o a um <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-brasil\/eu-quero-ter-peso-saudavel\/noticias\/2022\/ambiente-obesogenico-voce-sabe-o-que-e#:~:text=Um%20exemplo%20disso%20s%C3%A3o%20os,pr%C3%A1tica%20regular%20de%20atividade%20f%C3%ADsica.\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">ambiente obesog\u00eanico<\/a> [<strong>ambientes promotores ou facilitadores de escolhas alimentares n\u00e3o saud\u00e1veis e de comportamentos sedent\u00e1rios<\/strong>], com consumo aumentado de alimentos densamente cal\u00f3ricos, processados e ultraprocessados, aumento do sedentarismo, maior uso de dispositivos eletr\u00f4nicos, redu\u00e7\u00e3o das horas de sono, e tudo isso associado a fatores culturais e psicol\u00f3gicos, presentes tanto no domic\u00edlio como na escola e comunidades\u201d, explica <a href=\"https:\/\/www.sbp.com.br\/fileadmin\/user_upload\/24407c-NEspecial-4_marco_Dia_Mundial_da_Obesidade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">nota da entidade<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o <em>Evid\u00eancias em Obesidade e S\u00edndrome Metab\u00f3lica <\/em>(mar\u00e7o\/abril 2018, Abeso), destaca que \u201centre 60% e 80% das varia\u00e7\u00f5es de composi\u00e7\u00e3o corporal podem ser atribu\u00eddas a fatores gen\u00e9ticos e que mais de 300 genes est\u00e3o potencialmente envolvidos na regula\u00e7\u00e3o de peso em humanos. Sabe-se, entretanto, que somente em situa\u00e7\u00f5es extremamente raras, a predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica leva \u00e0 obesidade na aus\u00eancia de um ambiente obesog\u00eanico (&#8230;)\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, L\u00edvia, que tamb\u00e9m \u00e9 Doutora em Endocrinologia e Metabologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que \u201ca obesidade \u00e9 multifatorial, ou seja, existem componentes gen\u00e9ticos e componentes ambientais [que levam a ela]. (&#8230;) No cen\u00e1rio atual, no entanto, uma das diferen\u00e7as geradas pelo crescimento da obesidade infantil \u00e9 que observamos doen\u00e7as que antigamente eram esperadas nos adultos, como hipertens\u00e3o e diabetes, j\u00e1 na faixa pedi\u00e1trica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">C<strong>omo prevenir a obesidade na inf\u00e2ncia?<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio2-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-59735\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio2-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Obesidade-infantil-o-que-fazer-diante-do-aumento-de-casos-meio2-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a Abeso, ainda na gesta\u00e7\u00e3o, um pr\u00e9-natal bem feito \u00e9 o primeiro passo. A isso se segue a amamenta\u00e7\u00e3o: \u201cO ato de amamentar e o tempo de amamenta\u00e7\u00e3o exclusiva est\u00e3o inversamente relacionados a altas taxas de ganho de peso durante a inf\u00e2ncia e ao risco de obesidade em pr\u00e9-escolares. (&#8230;) <strong>Embora os mecanismos pelos quais o aleitamento materno reduz os riscos de excesso de peso n\u00e3o sejam claros, a raz\u00e3o pode estar relacionada aos maiores n\u00edveis de calorias e prote\u00ednas de algumas f\u00f3rmulas infantis, bem como aos mecanismos de autorregula\u00e7\u00e3o da fome e saciedade nos beb\u00eas amamentados<\/strong>\u201d, explica publica\u00e7\u00e3o da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso o aleitamento materno n\u00e3o seja poss\u00edvel, \u00e9 indicado usar uma f\u00f3rmula infantil com o perfil nutricional mais adequado para cada faixa et\u00e1ria, de acordo com a orienta\u00e7\u00e3o de um m\u00e9dico.<\/strong> O documento da Abeso segue apontando outros caminhos para evitar a obesidade no decorrer do desenvolvimento da crian\u00e7a. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ter mais acesso e consumir mais <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/alimentacao-infantil-quatro-perguntas-voce-precisa-fazer-se-seu-filho-nao-come-verdura-legumes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">frutas e vegetais<\/a>. Crian\u00e7as nessa condi\u00e7\u00e3o apresentam composi\u00e7\u00e3o corporal mais saud\u00e1vel do que as que possuem dispon\u00edveis alimentos mais ricos em carboidratos e calorias.<\/li>\n\n\n\n<li>Evitar o consumo de bebidas a\u00e7ucaradas, como sucos artificiais e refrigerantes, descritas como um dos principais fatores diet\u00e9ticos relacionados \u00e0 obesidade infantil.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Evitar a exposi\u00e7\u00e3o a telas e sua natureza sedent\u00e1ria (fator associado ao excesso de peso e \u00e0 obesidade em crian\u00e7as pequenas e pr\u00e9-escolares). Entre crian\u00e7as em idade escolar, o uso de telas durante as refei\u00e7\u00f5es \u00e9 associado a maior ingest\u00e3o de calorias, bebidas a\u00e7ucaradas, fast-food e menos consumo de frutas e vegetais.<\/li>\n\n\n\n<li>Manter uma rotina de sono saud\u00e1vel de acordo com as recomenda\u00e7\u00f5es para cada faixa et\u00e1ria. Crian\u00e7as que n\u00e3o dormem o suficiente podem desenvolver maus <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/habitos-alimentares-alimentacao-infantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">h\u00e1bitos alimentares<\/a> e ter ganho de peso excessivo (o sono inadequado diminui a secre\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios que fazem diminuir a fome e aumentam a secre\u00e7\u00e3o daqueles que aumentam a fome).<\/li>\n\n\n\n<li>Crian\u00e7as que dormem pouco ainda podem ter menos disposi\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica. Isso, associado, por exemplo, ao comportamento sedent\u00e1rio refor\u00e7ado pelo excesso de telas, dificulta a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos como preven\u00e7\u00e3o \u00e0 obesidade.<\/li>\n\n\n\n<li>Dados apontam que crian\u00e7as de fam\u00edlias que fazem refei\u00e7\u00f5es juntas regularmente t\u00eam menos risco de sobrepeso e obesidade. J\u00e1 aquelas que comem fora de casa com frequ\u00eancia consomem mais fast-foods e alimentos ricos em gordura, s\u00f3dio e a\u00e7\u00facar. <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A SBP d\u00e1 mais orienta\u00e7\u00f5es<\/strong>: reconhecer os sinais de saciedade da crian\u00e7a (por exemplo, virar o rosto, fechar a boca, empurrar a mamadeira ou o prato) e n\u00e3o exigir a ingest\u00e3o completa dos alimentos; calcular a quantidade adequada a ser oferecida em cada refei\u00e7\u00e3o; n\u00e3o oferecer alimentos em resposta a qualquer tipo de choro; n\u00e3o \u201cpular\u201d uma refei\u00e7\u00e3o nem a substituir por lanche.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/lancheira-saudavel-para-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lancheira saud\u00e1vel: 7 dicas de lanche nutritivo para crian\u00e7as<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>O que fazer diante do diagn\u00f3stico de obesidade&nbsp;infantil?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buscar ajuda m\u00e9dica \u00e9 fundamental e deve ser tamb\u00e9m uma atitude de preven\u00e7\u00e3o. A SBP aponta que as consultas pedi\u00e1tricas \u201cs\u00e3o uma oportunidade de acompanhar o paciente<\/strong>. Ao colocar as informa\u00e7\u00f5es [do paciente] em gr\u00e1ficos, o pediatra pode identificar o padr\u00e3o de crescimento, reconhecendo precocemente desvios a serem corrigidos\u201d.<br><br>L\u00edvia, coordenadora da Abeso, destaca que o tratamento deve envolver a fam\u00edlia toda. \u201c\u00c9 importante que a fam\u00edlia procure atendimento, embora isso nem sempre seja t\u00e3o simples na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. No entanto, essa identifica\u00e7\u00e3o [especializada], a consulta com um pediatra de rotina s\u00e3o importantes. E, ainda, o <strong>encaminhamento para o endocrinologista caso seja necess\u00e1rio<\/strong>, pois podem existir outras doen\u00e7as como causas da obesidade, por exemplo, doen\u00e7as gen\u00e9ticas e hormonais\u201d, explica ela. \u201cFazem parte do tratamento a atividade f\u00edsica e a alimenta\u00e7\u00e3o \u2013 <strong>ambas tamb\u00e9m s\u00e3o formas de preven\u00e7\u00e3o<\/strong>. [Al\u00e9m disso], hoje existem medica\u00e7\u00f5es aprovadas para o tratamento da obesidade a partir de 12 anos\u201d, continua a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A especialista ainda ressalta a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o da sociedade diante da quest\u00e3o para diminuir, por exemplo, o sedentarismo, agravado nessa faixa et\u00e1ria pela pandemia de covid-19 devido ao aumento de tempo de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s telas. \u201c<strong>H\u00e1 tamb\u00e9m o forte <em>marketing <\/em>da ind\u00fastria de ultraprocessados.<\/strong> <strong>S\u00e3o alimentos normalmente mais baratos, bem palat\u00e1veis e que atingem em cheio esse p\u00fablico<\/strong> [infantil], que \u00e9 o mais vulner\u00e1vel. Isso somado ao ambiente mais sedent\u00e1rio, com uma crian\u00e7a j\u00e1 com predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, gera essa epidemia de obesidade nessa faixa et\u00e1ria\u201d, conclui L\u00edvia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As orienta\u00e7\u00f5es da SBP v\u00e3o neste mesmo caminho, lembrando que, al\u00e9m das fam\u00edlias, existem mais personagens sociais que podem e precisam ser envolvidos na preven\u00e7\u00e3o e tratamento do sobrepeso e da obesidade em crian\u00e7as e adolescentes. Alguns deles s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Escola:<\/strong> pela qualidade dos alimentos oferecidos nas refei\u00e7\u00f5es ou vendidos na <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/cantina-escolar-a-importancia-da-alimentacao-saudavel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cantina escolar<\/a>, al\u00e9m das aulas de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. H\u00e1 tamb\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o para os alimentos que s\u00e3o levados de casa, ao que L\u00edvia, Doutora em Endocrinologia e Metabologia, recomenda a consulta ao e-book gratuito <a href=\"https:\/\/abeso.org.br\/baixe-o-e-book-lancheira-saudavel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">\u201cLancheira Saud\u00e1vel\u201d<\/a>, da Abeso.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Comunidade:<\/strong> com a exist\u00eancia de \u00e1reas de lazer e de esportes que possam ser utilizadas no dia a dia.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>M\u00eddia: <\/strong>pelo comprometimento em n\u00e3o veicular propaganda de alimentos n\u00e3o nutritivos nos programas dirigidos para crian\u00e7as.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Ind\u00fastria aliment\u00edcia:<\/strong> a partir de iniciativas como produzir alimentos mais saud\u00e1veis, com menos a\u00e7\u00facar, sal e gordura.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>\u00d3rg\u00e3os governamentais: <\/strong>ao estabelecer pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade que visem a preven\u00e7\u00e3o da obesidade.<\/li>\n<\/ul>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entenda a diferen\u00e7a entre sobrepeso e obesidade e conhe\u00e7a medidas que auxiliam\u00a0na\u00a0preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":81,"featured_media":59729,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,505,2608],"tags":[],"class_list":["post-59685","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-familia","category-saude"],"acf":{"posts_relacionados":[44754,50438,49323]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59685","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/81"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59685"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59685\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49323"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50438"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44754"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}