{"id":57849,"date":"2024-02-08T15:09:32","date_gmt":"2024-02-08T18:09:32","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=57849"},"modified":"2025-05-21T05:51:51","modified_gmt":"2025-05-21T08:51:51","slug":"como-os-microplasticos-afetam-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/como-os-microplasticos-afetam-a-saude\/","title":{"rendered":"Como os micropl\u00e1sticos afetam a sa\u00fade da sua fam\u00edlia?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem danos que causamos hoje, que s\u00f3 vamos perceber muitos anos depois. E, veja bem, <strong>n\u00e3o \u00e9 por falta de aviso<\/strong>. A consequ\u00eancia da pouca conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental culmina hoje em uma grave <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/crise-climatica-impacto-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">crise clim\u00e1tica<\/a>, que embora n\u00e3o seja um problema novo, agora, mais do que nunca, <strong>sentimos seus efeitos no dia a dia com uma intensidade brutal<\/strong>. Um bom exemplo disso \u00e9 a contamina\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos, que sorrateiramente j\u00e1 se faz presente na nossa vida.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio2.jpg\" alt=\"Como os micropl\u00e1sticos afetam a sa\u00fade da sua fam\u00edlia?\nPalma da m\u00e3o cheia de micropl\u00e1sticos\" class=\"wp-image-57859\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio2.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio2-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro, \u00e9 preciso entender o que s\u00e3o esses inimigos silenciosos. Tratam-se de <strong>min\u00fasculas part\u00edculas de pl\u00e1stico<\/strong> com dimens\u00f5es que variam de micr\u00f4metros a mil\u00edmetros \u2013 geralmente se usa a medida de part\u00edculas menores de 5 mm \u2013, chamados de micro ou, quando menores ainda, de nanopl\u00e1sticos. Elas se desprendem de fontes maiores por desgaste do tempo, por fatores ambientais que as degradam quando descartadas incorretamente ou por fragmenta\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica (quando trituradas, batidas ou amassadas). H\u00e1 ainda micropl\u00e1sticos adicionados intencionalmente pela ind\u00fastria, como em produtos cosm\u00e9ticos e de higiene.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Min\u00fasculos, na forma de detritos, fibras ou at\u00e9 poeira, eles caem na natureza involuntariamente e j\u00e1 <strong>foram encontrados no mar, em animais que acabam ingerindo-os, na neve do \u00c1rtico e at\u00e9 em cumes de montanhas, como os Pirineus<\/strong>. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m podem se dispersar no ar, em outras fontes de \u00e1gua e at\u00e9 alterar a condi\u00e7\u00e3o do solo. Ou seja, s\u00e3o importantes poluentes ambientais que chegam at\u00e9 a nossa casa atrav\u00e9s do que bebemos, dos tecidos sint\u00e9ticos que usamos, dos alimentos, como o sal e os peixes, e at\u00e9 no ar que respiramos.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o por acaso, a aten\u00e7\u00e3o do mundo para o tema s\u00f3 aumenta. Em 2019, a <a href=\"https:\/\/www.who.int\/news\/item\/22-08-2019-who-calls-for-more-research-into-microplastics-and-a-crackdown-on-plastic-pollution#:~:text=The%20World%20Health%20Organization%20\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade<\/a> (OMS) alertou sobre a presen\u00e7a maci\u00e7a deste pol\u00edmero sint\u00e9tico no meio ambiente e seus poss\u00edveis impactos para a sa\u00fade. A cada ano, as pesquisas apenas confirmam que <strong>o micropl\u00e1stico j\u00e1 faz mais parte das nossas vidas do que imaginamos <\/strong>\u2013<strong> e desde muito cedo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2021, uma <a href=\"https:\/\/pubs.acs.org\/doi\/abs\/10.1021\/acs.estlett.1c00559\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">pesquisa<\/a> publicada na revista cient\u00edfica Environmental Science &amp; Technology apontou concentra\u00e7\u00f5es 10 vezes mais altas de micropl\u00e1stico nas fezes dos beb\u00eas do que em adultos. No ano seguinte, um novo <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC9269371\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">estudo<\/a> conduzido na It\u00e1lia mostrou pela primeira vez a presen\u00e7a do material no leite materno. E ei, n\u00e3o para por a\u00ed: em 2023, um <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0160412020322297\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">estudo<\/a> publicado na revista cient\u00edfica Environment International revelou a presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos na placenta de mulheres gr\u00e1vidas. \u00c9 grave e s\u00f3 mostra que, desde muito jovens, estamos expostos a esses res\u00edduos, <strong>sabendo muito pouco sobre as consequ\u00eancias dessa intera\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Mas como os micropl\u00e1sticos chegam at\u00e9 n\u00f3s?<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio3.jpg\" alt=\"Como os micropl\u00e1sticos afetam a sa\u00fade da sua fam\u00edlia?\nPl\u00e1sticos boiando no oceano com um peixe passando ao lado.\" class=\"wp-image-57862\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora sua presen\u00e7a seja silenciosa, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil imaginar o tamanho do problema em que estamos inseridos. Afinal, basta olhar ao nosso redor: <strong>estamos cercados de pl\u00e1stico<\/strong>. De acordo com dados do <a href=\"https:\/\/d335luupugsy2.cloudfront.net\/cms\/files\/51804\/1552932397PLASTIC_REPORT_02-2019_Portugues_FINAL.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">relat\u00f3rio<\/a> \u201cSolucionar a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica: transpar\u00eancia e responsabiliza\u00e7\u00e3o\u201d, do WWF (Fundo Mundial para a Natureza), em 2016, ano mais recente do qual h\u00e1 dados dispon\u00edveis, a produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico mundial alcan\u00e7ou a marca de 396 milh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E voc\u00ea sabia que <strong>mais de 75% de todo o pl\u00e1stico produzido no mundo j\u00e1 virou lixo<\/strong>? S\u00f3 no Brasil, foram 11,3 milh\u00f5es de toneladas, sendo que apenas 145 mil toneladas foram efetivamente recicladas, um \u00edndice muito abaixo da m\u00e9dia global de reciclagem pl\u00e1stica que \u00e9 de 9%. <strong>Somos o quarto pa\u00eds que mais gera este tipo de res\u00edduo no mundo<\/strong>, <a href=\"https:\/\/www.wwf.org.br\/?70222\/Brasil-e-o-4-pais-do-mundo-que-mais-gera-lixo-plastico\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">segundo dados<\/a> do Banco Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pl\u00e1stico \u00e9 sabidamente um material ambientalmente persistente, ou seja, que <strong>demora para desaparecer<\/strong>. A maioria costuma ser descartado incorretamente em lix\u00f5es, aterros ou mesmo no mar e em rios. Segundo dados da pesquisa \u201cRiver plastic emissions to the world &#8216;s oceans\u201d, de 2017, estima-se que entre 1,15 e 2,41 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos pl\u00e1sticos entram no oceano todos os anos a partir de rios. Olha o tamanho do problema!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez no meio ambiente, o ciclo \u00e9 o mesmo: o pl\u00e1stico vai sofrendo as intemp\u00e9ries do tempo, da natureza e de for\u00e7as mec\u00e2nicas, fragmentando-se em part\u00edculas cada vez menores que voltam a circular por a\u00ed. \u201cEsse micropl\u00e1stico formado no ambiente aqu\u00e1tico ou marinho, por exemplo, \u00e9 absorvido pela fauna, ou seja, pelos peixes e crust\u00e1ceos, que fazem parte da dieta humana. Ent\u00e3o, <strong>uma das formas de absor\u00e7\u00e3o ou de ingresso dos micropl\u00e1sticos no organismo humano \u00e9 atrav\u00e9s da comida<\/strong>\u201d, aponta o pediatra Carlos Augusto Mello da Silva, presidente do Departamento de Toxicologia e Sa\u00fade Ambiental da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E do que bebemos tamb\u00e9m: em 2017, um levantamento conduzido pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental <a href=\"https:\/\/orbmedia.org\/contem-plastico-texto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Orb Media<\/a> coletou amostras de \u00e1gua pot\u00e1vel em nove pa\u00edses de cinco continentes e <strong>93% delas continham pl\u00e1stico<\/strong>. No Brasil, nove das dez garrafas analisadas apresentaram fibras do material. Em 2019, mais um alerta, desta vez da OMS que organizou estudos apontando que a \u00e1gua que bebemos cont\u00e9m mesmo os micropl\u00e1sticos. E, agora, mais recentemente, outro laudo complementar e desanimador: pesquisadores da Columbia University conseguiram mensurar em um <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2300582121\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">estudo<\/a> publicado em janeiro de 2024, que a \u00e1gua engarrafada cont\u00e9m uma m\u00e9dia de 240 mil fragmentos detect\u00e1veis de pl\u00e1stico por litro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o pediatra da SBP conta que h\u00e1 a possibilidade dos tecidos sint\u00e9ticos que usamos, como poli\u00e9ster e nylon, liberarem micropart\u00edculas de pl\u00e1stico que ficam circulando por nossa casa. \u201cA lavagem e centrifuga\u00e7\u00e3o liberam micropl\u00e1sticos que fazem parte dos pol\u00edmeros dos tecidos que comp\u00f5em essa roupa\u201d, diz. Por fim, outra maneira do micropl\u00e1stico chegar at\u00e9 a nossa casa \u00e9 pela polui\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Ao fabricar o pl\u00e1stico, muitas vezes fraciona-se tanto o material que ele acaba liberando um res\u00edduo ou uma poeira. <strong>Ela ingressa na polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e, junto de outros poluentes vindos de combust\u00edveis f\u00f3sseis, \u00e9 inalada por n\u00f3s<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/quindim.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"405\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.png\" alt=\"Assine o Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-41460\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.png 1170w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-768x266.png 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-150x52.png 150w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Existe um limite seguro pra nossa sa\u00fade?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2019, uma <a href=\"https:\/\/pubs.acs.org\/doi\/abs\/10.1021\/acs.est.9b01517\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">pesquisa<\/a> conduzida pelo Departamento de Biologia da Universidade de Victoria, no Canad\u00e1, revisou e compilou 26 estudos sobre o tema para fazer um levantamento de quanto pl\u00e1stico possivelmente estamos ingerindo. Eles calcularam que, na \u00e9poca, seriam cerca de 74 mil a 121 mil part\u00edculas por ano, em m\u00e9dia, na comida e no ar que respiramos, al\u00e9m de 90 mil part\u00edculas na \u00e1gua engarrafada. Hoje, com novas tecnologias capazes de mensurar melhor estas micro e nanopart\u00edculas, sabemos que esse n\u00famero pode ser ainda maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, afinal, quanto seria o toler\u00e1vel? Infelizmente esta \u00e9 uma pergunta ainda sem resposta. N\u00e3o h\u00e1 uma medida oficial mensurada por \u00f3rg\u00e3os s\u00e9rios e globais do que seria seguro um ser humano consumir. Para o presidente do Departamento de Toxicologia e Sa\u00fade Ambiental da SBP, <strong>qualquer quantidade de material inorg\u00e2nico no corpo humano j\u00e1 deveria ser um sinal de aten\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o existe hoje nenhum par\u00e2metro internacional. Ent\u00e3o, enquanto n\u00e3o for definido qual o limite seguro para a gente ter de pl\u00e1stico, usamos, principalmente com crian\u00e7as, o chamado princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o. <strong>N\u00f3s n\u00e3o precisamos de pl\u00e1stico no nosso corpo, n\u00e3o faz parte da fisiologia humana<\/strong>. Na minha opini\u00e3o de m\u00e9dico toxicologista, nunca haver\u00e1 um limite tolerado\u201d, explica Carlos Augusto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Como afeta o nosso corpo?<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio1.jpg\" alt=\"Como os micropl\u00e1sticos afetam a sa\u00fade da sua fam\u00edlia?\nPonta de um dedo repleto de micropl\u00e1sticos\" class=\"wp-image-57860\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Como-os-microplasticos-afetam-a-saude-da-sua-familia-meio1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 a pergunta de milh\u00f5es. Embora haja diversos estudos mostrando que o micropl\u00e1stico foi encontrado no sangue, no tecido card\u00edaco e pulmonar de adultos, por exemplo, a verdade \u00e9 que <strong>n\u00e3o se sabe ainda como ele se comporta dentro do organismo e quanto conseguimos excretar dessa quantidade sem preju\u00edzos para nossa sa\u00fade<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que se sup\u00f5e com o que j\u00e1 sabemos \u00e9 que, como <strong>toda subst\u00e2ncia estranha ao corpo, \u00e9 esperado que ele traga consequ\u00eancias<\/strong>. A maioria dos estudos aponta que o micropl\u00e1stico que permanece fisicamente no organismo poderia se acumular em alguns \u00f3rg\u00e3os como est\u00f4mago, rins, pulm\u00e3o e f\u00edgado, causando inflama\u00e7\u00f5es, obstru\u00e7\u00f5es ou alergias, <strong>algo j\u00e1 observado em animais marinhos em contato com a subst\u00e2ncia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E quanto menor a part\u00edcula, mais f\u00e1cil ela conseguiria penetrar nas c\u00e9lulas. Isso sem falar na poss\u00edvel toxicidade dos produtos qu\u00edmicos tamb\u00e9m presentes nelas. Outra hip\u00f3tese levantada \u00e9 de que o micropl\u00e1stico possa ainda atuar como \u201ctransporte\u201d de outros pat\u00f3genos, como fungos, bact\u00e9rias e v\u00edrus, al\u00e9m de alterar a microbiota do nosso intestino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consequ\u00eancias indiretas tamb\u00e9m s\u00e3o estudadas, uma vez que j\u00e1 se sabe, por exemplo, da presen\u00e7a de nanopart\u00edculas de micropl\u00e1stico na placenta e no leite materno. \u201cSe voc\u00ea prejudica a placenta, que \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela nutri\u00e7\u00e3o do beb\u00ea, pode prejudicar o crescimento dele, a oxigena\u00e7\u00e3o do feto, ent\u00e3o tudo tem efeitos diretos e indiretos. Como o micropl\u00e1stico \u00e9 uma subst\u00e2ncia estranha e inorg\u00e2nica, ele pode gerar uma resposta inflamat\u00f3ria ou gerar radicais livres, capazes de oxidar as nossas c\u00e9lulas. <strong>Tudo ainda est\u00e1 sendo estudado, mas certamente eles s\u00e3o danosos<\/strong>\u201d, diz o pediatra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E quanto mais cedo somos expostos a essa a\u00e7\u00e3o, como est\u00e3o as crian\u00e7as atualmente, mais efeitos poderemos ter no futuro, por isso a import\u00e2ncia de mais estudos para entender como <strong>barrar efeitos nocivos desde j\u00e1<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAp\u00f3s a ingest\u00e3o de micropl\u00e1sticos no corpo humano, seu destino e efeitos ainda s\u00e3o controversos e pouco conhecidos. N\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es suficientes para compreender totalmente as implica\u00e7\u00f5es dos micropl\u00e1sticos para a sa\u00fade humana; no entanto, os efeitos podem potencialmente ser devidos \u00e0s suas propriedades f\u00edsicas (tamanho, forma e comprimento), propriedades qu\u00edmicas (presen\u00e7a de aditivos e tipo de pol\u00edmero), concentra\u00e7\u00e3o ou crescimento de biofilme microbiano\u201d, conclui o <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC7068600\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">estudo<\/a> \u201cA Detailed Review Study on Potential Effects of Microplastics and Additives of Concern on Human Health\u201d, de 2020. Ou seja, ainda \u00e9 cedo para dizer as consequ\u00eancias, mas tarde para n\u00e3o se preocupar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Diferentes maneiras de cont\u00e1gio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o tema \u00e9 pl\u00e1stico, existem muitas quest\u00f5es problem\u00e1ticas para al\u00e9m do consumo f\u00edsico de micro e nano pl\u00e1stico. Os componentes qu\u00edmicos presentes no pl\u00e1stico, independente de seu tamanho, tamb\u00e9m causam preocupa\u00e7\u00e3o, como pontuamos acima. Talvez voc\u00ea j\u00e1 tenha ouvido falar que <strong>n\u00e3o devemos consumir alimentos aquecidos em recipientes pl\u00e1sticos no micro-ondas ou mesmo que n\u00e3o devemos aquecer o leite do beb\u00ea na mamadeira<\/strong>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A raiz do problema, nesses casos, n\u00e3o \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de pequenas part\u00edculas f\u00edsicas dele no alimento, como se pensava antes, mas a contamina\u00e7\u00e3o que os diversos aditivos e componentes utilizados na produ\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico podem causar na nossa sa\u00fade. \u00c9 o caso, por exemplo, do Bisfenol A, componente hoje proibido nas mamadeiras por interferir na produ\u00e7\u00e3o hormonal da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cS\u00e3o assuntos distintos. A quest\u00e3o do aquecimento do pl\u00e1stico n\u00e3o \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de micropl\u00e1sticos. \u00c9 porque v\u00e1rios recipientes deste material tem componentes qu\u00edmicos que, quando aquecidos, migram do pl\u00e1stico para comida, <strong>contaminando-a com fra\u00e7\u00f5es muito pequenas, mas que podem ter efeitos nocivos, principalmente para o desenvolvimento neurol\u00f3gico das crian\u00e7as e a maturidade do sistema end\u00f3crino delas<\/strong>\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No estudo \u201c<em>An emerging class of air pollutants: Potential effects of microplastics to respiratory human health<\/em>?\u201d, pesquisadores da USP alertam que existem mais de 4000 subst\u00e2ncias qu\u00edmicas utilizadas na embalagem de alimentos e mais de 5000 tipos diferentes de pl\u00e1stico no mercado. Se considerarmos que os micropl\u00e1sticos s\u00e3o fra\u00e7\u00f5es de todas essas possibilidades de combina\u00e7\u00e3o, podemos come\u00e7ar a entender a dimens\u00e3o do problema, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>E tem como evitar a contamina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como voc\u00ea j\u00e1 pode perceber, s\u00e3o muitas inc\u00f3gnitas para pouca certeza. O que sabemos hoje \u00e9 que os impactos ambientais associados \u00e0 polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica e a possibilidade de contamina\u00e7\u00e3o da cadeia alimentar s\u00e3o um risco real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E se o desespero bateu por a\u00ed, muita calma. A ideia n\u00e3o \u00e9 alarmar as fam\u00edlias, mas <strong>conscientizar para que possamos mudar a trajet\u00f3ria enquanto caminhamos<\/strong>. Em casa, podemos repensar o ciclo de consumo, substituir o uso do pl\u00e1stico por outros materiais que possam ser reutilizados, incentivar a\u00e7\u00f5es de reciclagem na nossa comunidade e ficar atentos para novos estudos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim.jpg\" alt=\"Assine o clube quindim\" class=\"wp-image-38121\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 globalmente, \u00e9 preciso cobrar uma produ\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1vel do pol\u00edmero pelas empresas, uma legisla\u00e7\u00e3o eficiente para o controle dos produtores, al\u00e9m de estimular a\u00e7\u00f5es que visem a uma conscientiza\u00e7\u00e3o popular, empresarial e governamental para descarte correto do lixo e para parar de perpetuar esse ciclo desastroso. N\u00fameros alarmantes da <a href=\"https:\/\/d335luupugsy2.cloudfront.net\/cms\/files\/51804\/1552932397PLASTIC_REPORT_02-2019_Portugues_FINAL.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">WWF<\/a> mostram que, se nada mudar, 104 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico chegar\u00e3o na natureza at\u00e9 2030. \u00c9 bem preocupante, n\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cComo o micropl\u00e1stico \u00e9 um subproduto da falta de reciclagem, <strong>a melhor maneira de proteger o futuro dos nossos filhos \u00e9 separar o lixo e estimular na sua comunidade a reciclagem e o descarte correto<\/strong>. Se o pl\u00e1stico n\u00e3o for parar no mar ou no rio, ele n\u00e3o ser\u00e1 picotado, degradado pelo calor e virar\u00e1 micropl\u00e1stico. Ele ser\u00e1 reaproveitado e, se, em vez de reciclar apenas 9%, n\u00f3s reciclarmos o contr\u00e1rio, os 80% que s\u00e3o jogados no ambiente, eles n\u00e3o iriam gerar novos micropl\u00e1sticos. Gerariam pl\u00e1sticos inteiros novamente, que seriam aproveitados, reusados e seria um ciclo virtuoso\u201d, diz o pediatra da SBP e completa: \u201cN\u00f3s livrar\u00edamos o rio, os mares, os peixes, as crian\u00e7as e todos n\u00f3s dos micropl\u00e1sticos\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 esperan\u00e7a, se houver conscientiza\u00e7\u00e3o, certo?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante Quindim<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 livros infantis que abordam a import\u00e2ncia de preservar o meio ambiente:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"491\" height=\"504\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/DSC02988-Copia.jpg\" alt=\"Cad\u00ea os bichos? (autora Cris Eich, editora Bamboozinho)\" class=\"wp-image-3737\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain;width:247px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/DSC02988-Copia.jpg 491w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/DSC02988-Copia-292x300.jpg 292w\" sizes=\"(max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/cade-os-bichos%3F\/cris-eich\/9788593655661\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em><em><em>Cad\u00ea os bichos?<\/em><\/em><\/em><\/a><\/em>, de Cris Eich<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"500\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/estranhas-criaturas.jpg\" alt=\"Estranhas criaturas (escritor Crist\u00f3bal Le\u00f3n, ilustra\u00e7\u00f5es Cristina Sitja Rubio, editora WMF Martins Fontes)\" class=\"wp-image-33387\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain;width:264px;height:auto\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/estranhas-criaturas\/cristobal-leon_cristina-sitja-rubio\/9788546902705\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Estranhas criaturas<\/em><\/a><\/em>, de Crist\u00f3bal Le\u00f3n e Cristina Sitja Rubio<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"478\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/HIstorias-infantis-para-leitura-infantil.-Capa-do-livro-O-monstros-papapalmeiras-do-Dipacho.jpg\" alt=\"HIst\u00f3rias infantis para leitura infantil. Capa do livro O monstros papapalmeiras do Dipacho\" class=\"wp-image-33313\" style=\"object-fit:contain;width:264px;height:264px\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-monstro-papapalmeiras\/dipacho\/9786599401053\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em><em>O monstro papapalmeiras<\/em><\/em><\/a><\/em>, de Dipacho<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido falar dos peda\u00e7os min\u00fasculos de pl\u00e1sticos que foram encontrados no sangue, na placenta e at\u00e9 no leite materno. Mas como ser\u00e1 que eles chegam at\u00e9 n\u00f3s? <\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":57857,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746],"tags":[],"class_list":["post-57849","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil"],"acf":{"posts_relacionados":[28208,54714,27101]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57849","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57849"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57849\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27101"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54714"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28208"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57857"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}