{"id":56421,"date":"2023-12-20T11:07:06","date_gmt":"2023-12-20T14:07:06","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=56421"},"modified":"2025-05-21T05:52:01","modified_gmt":"2025-05-21T08:52:01","slug":"madrasta-expectativas-e-realidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/madrasta-expectativas-e-realidades\/","title":{"rendered":"Nem boadrasta nem m\u00e3edrasta, \u00e9 madrasta mesmo: expectativas e realidades desse tipo de maternar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 meados de julho de 2023, a defini\u00e7\u00e3o do verbete madrasta no Google era &#8220;aquilo de que prov\u00eam vexames e dissabores em vez de prote\u00e7\u00e3o e carinho&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, depois de um intenso processo iniciado por Mariana Camardelli, fundadora do movimento <a href=\"https:\/\/www.somosmadrastas.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Somos Madrastas<\/a>, a palavra passou a ser descrita simplesmente pelo que \u00e9, <strong>sem ju\u00edzo de valor<\/strong>: &#8220;mulher em rela\u00e7\u00e3o aos filhos anteriores da pessoa com quem passa a constituir sociedade conjugal&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Nem-boadrasta-nem-maedrasta-e-madrasta-mesmo-expectativas-e-realidades-desse-tipo-de-maternar-meio1-1.jpg\" alt=\"Nem boadrasta nem m\u00e3edrasta, \u00e9 madrasta mesmo: expectativas e realidades desse tipo de maternar\n\nFam\u00edlia de dois adultos e 3 crian\u00e7as.\" class=\"wp-image-56441\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Nem-boadrasta-nem-maedrasta-e-madrasta-mesmo-expectativas-e-realidades-desse-tipo-de-maternar-meio1-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Nem-boadrasta-nem-maedrasta-e-madrasta-mesmo-expectativas-e-realidades-desse-tipo-de-maternar-meio1-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mas ainda existem muitos desafios<\/strong>, especialmente nas rela\u00e7\u00f5es entre os adultos, que envolvem esse tipo de maternar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>O estere\u00f3tipo de madrasta m\u00e1 e a luta pela mudan\u00e7a no dicion\u00e1rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duda Machado \u00e9 diretora de conte\u00fado e gestora de comunidade no <a href=\"https:\/\/www.somosmadrastas.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Somos Madrastas<\/a>. Ela conta que, h\u00e1 cerca de quatro anos, Mariana Camardelli foi chamada para fazer uma palestra sobre sua entrada na madrastidade e as experi\u00eancias advindas disso quando, ao preparar o conte\u00fado para a apresenta\u00e7\u00e3o, se deparou com a defini\u00e7\u00e3o pejorativa do dicion\u00e1rio Oxford, que fornece os dados para o Google.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisando a palavra &#8220;padrasto&#8221;, no entanto, Mariana viu que a defini\u00e7\u00e3o era bem diferente, ou melhor, era apenas o que deveria ser mesmo: &#8220;homem que se relaciona com uma pessoa que j\u00e1 tem filhos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e9poca, o Somos Madrastas ainda n\u00e3o existia como \u00e9 hoje, j\u00e1 que ao longo dos dois primeiros anos o movimento foi se entendendo e consolidando. Justamente quando esse entendimento j\u00e1 estava mais claro, <strong>o projeto deu in\u00edcio ao abaixo-assinado pela mudan\u00e7a da defini\u00e7\u00e3o no dicion\u00e1rio, o que aconteceu efetivamente este ano<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda existe uma defini\u00e7\u00e3o pejorativa l\u00e1, mas n\u00e3o \u00e9 mais a primeira que aparece, n\u00e3o \u00e9 mais o primeiro contato com a palavra que algu\u00e9m que fa\u00e7a essa busca vai ter\u201d, conta Duda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A mudan\u00e7a pode at\u00e9 parecer pequena diante das dificuldades e muitas vezes da invisibilidade que as madrastas encontram na sociedade como um todo<\/strong>, mas foi um passo importante para come\u00e7ar a reverter o estere\u00f3tipo que atinge essas mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/economia-do-cuidado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Economia do cuidado: o trabalho invis\u00edvel que move o mundo<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim.jpg\" alt=\"Assine o clube quindim\" class=\"wp-image-38121\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Origens da conota\u00e7\u00e3o negativa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duda Machado afirma que, quando o Somos Madrastas come\u00e7ou a ter mais visibilidade, foi importante fazer um mergulho no contexto hist\u00f3rico do termo para entend\u00ea-lo melhor e, tamb\u00e9m, ter mais compet\u00eancia para falar sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSem d\u00favidas, as anima\u00e7\u00f5es da Disney ajudaram a difundir a ideia da madrasta m\u00e1, mas quando olhamos para os contos que inspiraram as anima\u00e7\u00f5es, estamos falando de hist\u00f3rias que foram escritas usando a figura da m\u00e3e\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Duda, conforme a Igreja Cat\u00f3lica foi passando a exercer cada vez mais poder, se inserindo e dominando os campos de acesso \u00e0 cultura e ao lazer, em um papel de valida\u00e7\u00e3o do que poderia ou n\u00e3o ser consumido pela sociedade, houve um confronto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA figura da m\u00e3e para a igreja \u00e9 algo sagrado. Ent\u00e3o, n\u00e3o poder\u00edamos mais ter hist\u00f3rias sendo difundidas com m\u00e3e tendo esses <strong>comportamentos, que seriam julgados como desumanos, errados<\/strong>. \u00c9 a\u00ed que entra a figura da madrasta\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/importancia-de-incluir-maes-espacos-publicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A import\u00e2ncia de incluir e acolher m\u00e3es e crian\u00e7as em espa\u00e7os p\u00fablicos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Al\u00e9m do estere\u00f3tipo, a legisla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Duda destaca que, por muito tempo, n\u00e3o existia tamb\u00e9m a lei do <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/divorcio-com-filhos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">div\u00f3rcio<\/a>, ent\u00e3o os casamentos eram para sempre. Assim, a figura da madrasta e do padrasto passaram a existir em um contexto literal de <strong>substitui\u00e7\u00e3o de um c\u00f4njuge que havia morrido<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Por isso, quando a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/temas-dificeis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">esposa morria<\/a>, era permitido aos homens que ficaram vi\u00favos se casar novamente. Entendia-se que esse homem n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de cuidar dos pr\u00f3prios filhos, e que por isso precisava de uma mulher que fizesse isso, que cuidasse das crian\u00e7as da casa\u201d, explica Duda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compreender esse processo hist\u00f3rico \u00e9 muito importante para assimilar verdadeiramente de onde vem esse estere\u00f3tipo imposto \u00e0s madrastas. \u201cN\u00e3o \u00e9 que existiu uma hist\u00f3ria real de uma madrasta que foi uma pessoa muito ruim, muito maldosa, e por isso todo esse imagin\u00e1rio foi criado. <strong>Em algum momento transformaram a madrasta em vil\u00e3 <\/strong>e depois foi s\u00f3 ladeira abaixo\u201d, comenta Duda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A figura do padrasto, por outro lado, tem uma aura her\u00f3ica<\/strong>. Um homem t\u00e3o desprendido e bondoso que passa a cuidar dos filhos de sua amada como se fossem seus. Quanta diferen\u00e7a, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>O reconhecimento da madrastidade como um tipo de maternar<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Nem-boadrasta-nem-maedrasta-e-madrasta-mesmo-expectativas-e-realidades-desse-tipo-de-maternar-meio2-1.jpg\" alt=\"Nem boadrasta nem m\u00e3edrasta, \u00e9 madrasta mesmo: expectativas e realidades desse tipo de maternar\n\nMenino beijando mulher mais velha no rosto, demonstra\u00e7\u00e3o de afeto.\" class=\"wp-image-56448\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Nem-boadrasta-nem-maedrasta-e-madrasta-mesmo-expectativas-e-realidades-desse-tipo-de-maternar-meio2-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Nem-boadrasta-nem-maedrasta-e-madrasta-mesmo-expectativas-e-realidades-desse-tipo-de-maternar-meio2-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 ineg\u00e1vel que houve um avan\u00e7o no di\u00e1logo e na disposi\u00e7\u00e3o de compreender as origens do estere\u00f3tipo da madrasta m\u00e1, mas ainda h\u00e1 muito trabalho a ser feito e espa\u00e7o para caminhar. Hoje j\u00e1 podemos ver grandes marcas que consideram a ideia do recasamento e das m\u00faltiplas configura\u00e7\u00f5es familiares, e que incluem o papel da madrasta em suas campanhas mais importantes, como a de Natal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, no dia a dia, dentro das casas e das escolas, ainda s\u00e3o necess\u00e1rias muitas mudan\u00e7as. Boa parte se deve ao fato de que a madrastidade \u00e9, sim, uma maneira de maternar, mas ainda n\u00e3o \u00e9 entendida assim por muita gente. Um dos exemplos s\u00e3o os termos \u201cboadrasta\u201d ou \u201cm\u00e3edrasta\u201d, usados inclusive por madrastas para se referir \u00e0s mulheres que fogem ao estere\u00f3tipo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se por um lado existe a ideia de que mulheres que s\u00e3o m\u00e3es t\u00eam algo de inerentemente bom dentro de si, por outro existe esse conceito de que toda madrasta \u00e9 m\u00e1 e ego\u00edsta. \u201cEsse encontro forma um muro dif\u00edcil de transpor, mas \u00e9 preciso olhar para as madrastas como mulheres que maternam, sim, filhos que n\u00e3o s\u00e3o biologicamente delas\u201d, diz Duda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inclusive, o \u201cma\u201d, de madrasta vem de <em>mater<\/em>, de <em>materna<\/em>, e n\u00e3o de <em>malvada<\/em>. \u201c\u00c9 claro que existem madrastas que escolhem n\u00e3o se envolver nos cuidados di\u00e1rios dos filhos da pessoa com quem se relaciona, mas no Somos Madrastas n\u00f3s incentivamos que essas mulheres fa\u00e7am isso. Primeiro, para ocupar esse lugar de madrasta e, segundo, porque a nossa causa \u00e9 a causa das crian\u00e7as, ent\u00e3o <strong>ter mais um adulto para cuidar e ser mais uma fonte de amor n\u00e3o \u00e9, de nenhuma maneira, algo ruim<\/strong>\u201d, afirma Duda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/podcasts-sobre-maternidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">5 podcasts sobre maternidade que v\u00e3o trazer reflex\u00f5es sobre ser m\u00e3e<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Ventos de mudan\u00e7a<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como existem in\u00fameros arranjos e configura\u00e7\u00f5es familiares, existem tamb\u00e9m mulheres que se tornam madrastas de beb\u00eas que ainda est\u00e3o na barriga, e outras que s\u00e3o madrastas de enteados que j\u00e1 est\u00e3o na vida adulta, com vinte e tantos, trinta anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o muitos cen\u00e1rios para considerar uma s\u00f3 maneira de exercer a madrastidade, ter uma s\u00f3 regra ou um s\u00f3 vi\u00e9s de olhar. E, em todos eles, existe o poder de escolha da mulher sobre o quanto deseja se envolver, e de que maneira.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/quindim.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg\" alt=\"Assine o Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-36644\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso das crian\u00e7as, Duda refor\u00e7a que o posicionamento do movimento \u00e9 de respeitar a escolha individual da mulher, e tamb\u00e9m de explicar que conviver com um adulto que deliberadamente n\u00e3o cuida, n\u00e3o est\u00e1 interessado e n\u00e3o se preocupa com ela provoca um rasgo com consequ\u00eancias que ser\u00e3o descobertas apenas na vida adulta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEnteados n\u00e3o s\u00e3o opcionais, n\u00e3o existe \u2018meu companheiro ou minha companheira \u00e0s vezes tem filhos, \u00e0s vezes n\u00e3o\u2019. Reconhecer isso, e fazer um esfor\u00e7o na tentativa de ter fam\u00edlias mais unidas e estruturadas \u00e9 por onde a gente se guia para acolher e orientar essas mulheres\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mulheres essas que j\u00e1 s\u00e3o mais de 70 mil e est\u00e3o presentes em todo o Brasil e em v\u00e1rios pa\u00edses, como Reino Unido, Portugal, Espanha, Austr\u00e1lia e Estados Unidos. Para elas, Duda finaliza dizendo que n\u00e3o \u00e9 preciso amar como filho, pode amar como enteado mesmo. \u201cN\u00e3o \u00e9 um amor menor. N\u00e3o precisa querer que chame de m\u00e3e, pode chamar de madrasta mesmo. <strong>N\u00e3o \u00e9 uma palavra feia<\/strong>\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante Quindim<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 obras que retratam fam\u00edlias diversas e um novo olhar para as formas de maternar:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"432\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/se-as-coisas-fossem-maes-1.jpg\" alt=\"Se as coisas fossem m\u00e3es (escritora Sylvia Orthof, ilustradora Ana Raquel, editora Nova Fronteira)\" class=\"wp-image-32968\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain;width:247px;height:auto\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/se-as-coisas-fossem-maes\/sylvia-orthof\/9788520931677\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Se as coisas fossem m\u00e3es<\/em><\/a><\/em>, de Sylvia Orthof<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"422\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Drufs.jpg\" alt=\"Drufs (autora Eva Furnari, editora Moderna).\" class=\"wp-image-32686\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/drufs\/eva-furnari\/9788516104542\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Drufs<\/em><\/a><\/em>, de Eva Furnari<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"649\" height=\"730\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Capa-Frente-Arvore-generosa-transparente-e1693921928348-649x730.png\" alt=\"A \u00e1rvore generosa (autor Shel Silverstein, editora Companhia das letrinhas)\" class=\"wp-image-53497\" style=\"object-fit:contain;width:264px;height:264px\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/a-arvore-generosa\/sheldon-allan-silverstein\/9788574067537\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>A \u00e1rvore generosa<\/em><\/a><\/em>, de Sheldon Allan Silverstein<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Madrasta, assim como outras palavras de g\u00eanero feminino em nossa l\u00edngua, vem carregada de conota\u00e7\u00f5es negativas e estereotipadas. Saiba mais sobre os desafios desse tipo de maternar.<\/p>\n","protected":false},"author":45,"featured_media":56443,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[507],"tags":[],"class_list":["post-56421","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-maternidade"],"acf":{"posts_relacionados":[51896,47658,34084]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56421","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/45"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56421"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56421\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34084"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47658"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51896"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/56443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56421"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56421"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56421"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}