{"id":54433,"date":"2023-10-06T16:31:33","date_gmt":"2023-10-06T19:31:33","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=54433"},"modified":"2025-05-21T05:52:18","modified_gmt":"2025-05-21T08:52:18","slug":"desafios-da-maternidade-solo-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/desafios-da-maternidade-solo-no-brasil\/","title":{"rendered":"Os desafios da maternidade solo no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, <strong>mais de 11 milh\u00f5es de mulheres criam seus filhos sozinhas, ao mesmo tempo que chefiam o lar, lidando com as finan\u00e7as, alimenta\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as<\/strong>, de&nbsp;acordo com dados do ano passado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).&nbsp;Um outro levantamento, feito por cart\u00f3rios de registro civil, aponta que, nos quatro primeiros meses de 2022, 56.931 meninas e meninos receberam apenas o nome da m\u00e3e na certid\u00e3o de nascimento. O n\u00famero supera o mesmo per\u00edodo dos cinco anos anteriores e representa 6,6% do total de <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/recem-nascido\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">rec\u00e9m-nascidos<\/a> no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-1.jpg\" alt=\"Mulher bocejando com crian\u00e7a no colo\" class=\"wp-image-54458\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maternidade solo, como \u00e9 chamada a <strong>maternidade de quem n\u00e3o tem a ajuda de um progenitor<\/strong>, pode surgir de diversas situa\u00e7\u00f5es: pode ter sido uma escolha da mulher ou&nbsp;mesmo resultado de uma viuvez inesperada. Mas, infelizmente, a maioria dos casos ainda acontece por um motivo que vai al\u00e9m da m\u00e3e: <strong>a neglig\u00eancia e o descaso dos genitores<\/strong>.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se ser m\u00e3e numa sociedade patriarcal \u00e9 quase sempre sin\u00f4nimo de sobrecarga, f\u00edsica ou mental, ser m\u00e3e solo \u00e9 ainda mais pesado. <strong>As demandas deixam de ser pouco ou mal divididas com os homens, e passam a ser totalmente das mulheres<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tenho demandas f\u00edsicas e mentais que n\u00e3o posso dividir com ningu\u00e9m. Tenho que arcar tudo financeiramente, com a alimenta\u00e7\u00e3o, com a cria\u00e7\u00e3o&#8221;, diz a comunicadora, escritora e criadora de conte\u00fado Joyce Salvador, de 29 anos, e m\u00e3e solo de duas crian\u00e7as. &#8220;Eu n\u00e3o tenho a possibilidade de surtar e dizer: &#8216;Cansei, vou dar uma volta na rua&#8217;. O que eu vou fazer? Deixar um menor com outro? Isso n\u00e3o existe na maternidade solo&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/economia-do-cuidado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Economia do cuidado: o trabalho invis\u00edvel que move o mundo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como \u00e9 a \u00fanica respons\u00e1vel pelos filhos, ou seja, a \u00fanica adulta dentro da casa, Joyce tamb\u00e9m teve que ensinar a eles desde cedo o que fazer caso algo aconte\u00e7a com ela: seus filhos sabem que em emerg\u00eancias precisam ligar para o 190 ou chamar o bombeiro ou a pol\u00edcia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Muito julgamento e pouco acolhimento<\/strong> na maternidade solo<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-2.jpg\" alt=\"Mulher com express\u00e3o de indigna\u00e7\u00e3o enquanto cinco m\u00e3os apontam para ela\" class=\"wp-image-54459\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-2.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-2-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, al\u00e9m do peso, muitas vezes as mulheres que n\u00e3o contam com a ajuda de um progenitor ainda t\u00eam que lidar com a <strong>culpa e a vergonha, sentimentos causados por julgamentos alheios<\/strong>. Isso porque nossa sociedade ainda coloca na conta da m\u00e3e a culpa pelo abandono do pai.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sou mais julgada, inclusive por outras m\u00e3es&#8221;, diz Joyce. &#8220;<strong>Vivemos em uma sociedade onde a responsabilidade de manter um relacionamento recai sempre sobre a mulher<\/strong>. \u00c9 a mulher que precisa ter tempo para o marido, para a casa, para as crian\u00e7as. Quando somos abandonadas, a culpa recai sobre n\u00f3s: &#8216;voc\u00ea n\u00e3o escolheu direito o pai&nbsp;do seu filho, voc\u00ea n\u00e3o pensou bem&#8217;, dizem&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda que saibamos que estar em um relacionamento n\u00e3o garanta divis\u00e3o adequada das responsabilidades de cuidado e educa\u00e7\u00e3o, as m\u00e3es solo recebem menos acolhimento social que mulheres que t\u00eam filhos dentro de um relacionamento:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A sobrecarga est\u00e1 a\u00ed para todas. Mas quando falamos de maternidade solo, o buraco \u00e9 bem mais embaixo&#8221;, afirma Joyce. &#8220;J\u00e1 tentei dialogar diversas vezes com m\u00e3es sobrecarregadas que t\u00eam um marido, um genitor, dentro de casa, e explicar para elas que, por mais que ele n\u00e3o seja funcional ou n\u00e3o arque com a educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, n\u00e3o se posiciona e ou fa\u00e7a o que tem que ser feito, ainda assim ela tem uma figura ao seu lado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>M\u00e3e solo, n\u00e3o solteira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por muito tempo, m\u00e3es que n\u00e3o contam com a ajuda do progenitor na divis\u00e3o dos cuidados com os filhos eram chamadas de m\u00e3es solteiras \u2014 ainda hoje \u00e9 normal ouvir o termo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ao se referir a uma mulher que lida com a maternidade sozinha como solteira, estamos falando de seu estado civil,&nbsp;e n\u00e3o sobre sobrecarga.&nbsp; Uma m\u00e3e que n\u00e3o \u00e9 casada, ou seja, \u00e9 solteira,&nbsp;pode ter a ajuda do pai da crian\u00e7a no dia a dia, por isso nem sempre \u00e9 considerada m\u00e3e solo.&nbsp;E vale lembrar que <strong>muitas mulheres vivem a solid\u00e3o da maternidade solo mesmo estando em um relacionamento s\u00e9rio<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-3.jpg\" alt=\"Casal discute ao fundo enquanto, no primeiro plano, duas crian\u00e7as est\u00e3o sentadas no sof\u00e1, tristes e espantadas.\" class=\"wp-image-54461\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Os-desafios-da-maternidade-solo-no-Brasil-meio-3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A realidade da maternidade solo no Brasil tamb\u00e9m afeta de maneira desproporcional as mulheres negras: do total de 11 milh\u00f5es de m\u00e3es solo no Brasil, 61% s\u00e3o negras. E muitas vezes \u00e9 um ciclo familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s o nascimento do seu segundo filho, Joyce conta que tentou por um ano manter um relacionamento t\u00f3xico, para n\u00e3o cair na maternidade solo novamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sabia que por ser m\u00e3e solo de duas crian\u00e7as de relacionamentos diferentes o julgamento seria mais forte. Vivi isso com minha m\u00e3e. Tamb\u00e9m sou filha de m\u00e3e solo, e sabia o quanto isso pesava para ela, sabia o quanto era dif\u00edcil para minha&nbsp;m\u00e3e receber empatia ou rede de apoio. Esse emblema, de m\u00e3e solo, falava mais sobre ela do que ela mesma&#8221;, afirma ela, que \u00e9 tamb\u00e9m coautora do livro <em>M\u00e3es Pretas: Maternidade Solo e Dororidade<\/em>. &#8220;<strong>A maternidade solo \u00e9 cruel, mas a maternidade solo preta beira \u00e0 desumanidade<\/strong>&#8220;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/importancia-de-incluir-maes-espacos-publicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A import\u00e2ncia de incluir e acolher m\u00e3es e crian\u00e7as em espa\u00e7os p\u00fablicos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Papel do Estado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas as institui\u00e7\u00f5es \u2014 fam\u00edlia, escola, redes de amigos e organiza\u00e7\u00f5es de trabalho \u2014 devem, de formas diferentes, se organizar enquanto rede de apoio para m\u00e3es solo. Mas <strong>o poder p\u00fablico tem um papel crucial nessa equa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Para al\u00e9m de reformular leis de pol\u00edticas p\u00fablicas para m\u00e3es, Joyce acredita que o Estado deveria fazer uma conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9 a maternidade solo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Muitas pessoas dizem que minha fam\u00edlia \u00e9 disfuncional. O Estado tem um trabalho muito grande pela frente. Me deparando com algumas situa\u00e7\u00f5es judiciais vejo leis que foram feitas para homens e por homens. <strong>\u00c9 necess\u00e1rio haver uma reforma nas leis quando o assunto \u00e9 parentalidade<\/strong>&#8220;, conta ela citando a lei de aliena\u00e7\u00e3o parental, que na maioria dos casos \u00e9 usada para beneficiar genitores que n\u00e3o cumprem seu papel em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s m\u00e3es solo.&nbsp;&#8220;Sou violentada pelo patriarcado por leis que favorecem homens que nem sequer fazem seu papel. Estamos caminhando a passos de formiguinha nesse sentido, depois que as m\u00e3es romperam o sil\u00eancio e passaram a falar sobre isso&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/direito-a-creche-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O direito \u00e0 creche \u00e9 realmente respeitado no Brasil?<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A rede de apoio, afirma, tamb\u00e9m \u00e9 fundamental<\/strong>. Mas \u00e9 preciso ter cuidado para n\u00e3o sobrecarregar ainda mais outras m\u00e3es solo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Consegui hoje ter uma rede de apoio e at\u00e9 remunerar essa rede, acho importante dizer que quando estamos num contexto perif\u00e9rico, como sobrecarregar mulheres que j\u00e1 s\u00e3o t\u00e3o sobrecarregadas? O cuidar j\u00e1 est\u00e1 no colo delas, como posso n\u00e3o remuner\u00e1-las para que eu possa fazer um curso, ou sair para me divertir?&#8221;, questiona ela, lembrando dos desafios que essa terceiriza\u00e7\u00e3o pode acarretar. &#8220;Meu medo, al\u00e9m de terceirizar o cuidado dos meus filhos, \u00e9 <strong>encontrar pessoas que aceitem e reproduzam a educa\u00e7\u00e3o respeitosa que escolhi para minhas crian\u00e7as<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/quindim.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"405\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Assnie-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg\" alt=\"Assine o Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-35999\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Assnie-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg 1170w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Assnie-o-Clube-de-Leitura-Quindim-768x266.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com tantos problemas e demandas n\u00e3o supridas, a m\u00e3e solo acaba n\u00e3o tendo tempo para cuidar de si mesma.&nbsp;<strong>Outro desafio \u00e9, dentre tantas outras fun\u00e7\u00f5es, conseguir &#8220;se <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/saude-da-mulher\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">autocuidar e se autoconhecer<\/a><\/strong>&#8220;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um dos maiores desafios da maternidade solo \u00e9 entender que a gente n\u00e3o tem que dar conta de tudo: da sociedade, da nossa fam\u00edlia, das pessoas que nos cercam, tanto no mercado de trabalho quanto na vida pessoal&#8221;, afirma Joyce. &#8220;<strong>Est\u00e1 todo mundo esperando e contando que vamos dar conta de tudo, porque nos comparam com as que vieram antes, que se negligenciaram e se invisibilizaram para criar seus filhos<\/strong>. Esse \u00e9 o maior da nossa gera\u00e7\u00e3o:&nbsp;continuar sendo o centro das nossas vidas, mesmo sendo m\u00e3es. Principalmente quando somos m\u00e3es solo&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante Quindim<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 livros que falam sobre maternidade e sobrecarga materna: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"476\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/quando-mamae-virou-um-monstro.jpg\" alt=\"Quando mam\u00e3e virou um monstro (autora Joanna Harrison, tradutora Gilda de Aquino, editora Brinque-book)\" class=\"wp-image-33164\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/quando-mamae-virou-um-monstro\/joanna-harrison\/9788585357542\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Quando mam\u00e3e virou um monstro<\/a><\/em>, de Joanna Harrison<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"411\" height=\"402\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955.png\" alt=\"Crec (autoras Nora Hilb e Marcela C. Hilb, ilustradora Nora Hilb, editora Pingo de Luz)\" class=\"wp-image-53516\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955.png 411w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955-24x24.png 24w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955-48x48.png 48w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Crec_CapaTransparente-e1693944112955-150x147.png 150w\" sizes=\"(max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/crec\/nora-hilb\/9786585206013\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Crec<\/a><\/em>, de Nora Hilb<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"521\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/mamae-tem-medo-1.jpg\" alt=\"Mam\u00e3e tem medo (escritora Beatrice Masini, ilustra\u00e7\u00f5es Alizera Goldouzian, editora Pulo do Gato)\" class=\"wp-image-33414\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/mamae-tem-medo\/beatrice-masini\/9788564974623\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mam\u00e3e tem medo<\/a><\/em>, de Beatrice Masini<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a ao falarmos de maternidade solo e m\u00e3e solteira ainda gera muitos equ\u00edvocos. As consequ\u00eancias de se banalizar esses conceitos acabam sempre por recair ainda mais na sobrecarga feminina.<\/p>\n","protected":false},"author":73,"featured_media":54455,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,507],"tags":[],"class_list":["post-54433","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-maternidade"],"acf":{"posts_relacionados":[47127,50011,677]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54433","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/73"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54433"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54433\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/677"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50011"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47127"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54433"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54433"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54433"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}