{"id":54068,"date":"2023-09-29T15:24:43","date_gmt":"2023-09-29T18:24:43","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=54068"},"modified":"2025-05-21T05:52:21","modified_gmt":"2025-05-21T08:52:21","slug":"paternidade-preta-e-seus-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/paternidade-preta-e-seus-desafios\/","title":{"rendered":"A paternidade preta e seus desafios"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 2021, <strong>quando se falava sobre paternidade no Brasil, as no\u00e7\u00f5es sobre a masculinidade tinham sempre como base a branquitude<\/strong>. Mas, se a ra\u00e7a impacta todos os aspectos da vida das pessoas pardas e pretas, por que n\u00e3o haveria de impactar tamb\u00e9m a experi\u00eancia da paternidade? Com o objetivo de tra\u00e7ar um panorama sob o ponto de vista dos pais negros, um <a href=\"https:\/\/promundo.org.br\/recursos\/primeiro-relatorio-sobre-as-paternidades-negras-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">estudo in\u00e9dito do Instituto Promundo<\/a>, publicado naquele ano, <strong>revelou especificidades at\u00e9 ent\u00e3o pouco observadas quando discutimos a paternidade negra<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/A-paternidade-preta-e-seus-desafios-meio3.jpg\" alt=\"Pai fazendo crian\u00e7a dormir em seu ombro.\" class=\"wp-image-54085\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/A-paternidade-preta-e-seus-desafios-meio3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/A-paternidade-preta-e-seus-desafios-meio3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por exemplo, <strong>seis em cada dez pais negros (65%), de acordo com o relat\u00f3rio, j\u00e1 sofreram discrimina\u00e7\u00e3o quanto aos cuidados que t\u00eam com os filhos<\/strong>. O levantamento, o primeiro sobre as paternidades negras no Brasil, ouviu 180 entrevistados, a partir de um formul\u00e1rio divulgado pelo instituto nas m\u00eddias sociais, como WhatsApp, Instagram e Facebook.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Um pai preto \u00e9 estereotipado como um homem violento, que n\u00e3o d\u00e1 carinho. Quando veem a&nbsp;gente com nossos filhos, acham que n\u00e3o vamos dar conta, que seremos grossos e violentos a qualquer momento. Por isso muitas pessoas se sentem mais \u00e0 vontade em dar pitaco na nossa cria\u00e7\u00e3o&#8221;, diz S\u00e9rgio Carolino, criador de conte\u00fado digital sobre paternidade no Instagram e pai de&nbsp;Maria Ant\u00f4nia, 5 anos, e Caetano, 3 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em suas conclus\u00f5es, <strong>os&nbsp;pesquisadores Daniel Costa Lima e Luciano Ramos, apontam para o racismo estrutural como um dos principais elementos de impedimento da paternagem do homem negro<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O homem preto brasileiro, com todas as precariedades que lhes foram impostas, s\u00f3 teve a possibilidade de come\u00e7ar a exercer a paternidade ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, em 1888. Logo, ele est\u00e1 h\u00e1 menos de dois s\u00e9culos exercendo paternidades nessas terras. Um s\u00e9culo e meio, quando se trata de desenvolvimento humano, \u00e9 quase nada. <strong>Toda mem\u00f3ria de paternidade do homem preto anterior ao s\u00e9culo XIX \u00e9 mem\u00f3ria afetiva da \u00c1frica<\/strong>&#8220;, observam os autores do relat\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pai de Carolino, por exemplo, sa\u00eda para trabalhar por volta das 7h e s\u00f3 voltava depois das 23h. Quase n\u00e3o via os filhos. Nunca lhe faltou nada financeiramente, mas ele nunca passou f\u00e9rias com a fam\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A paternidade de Carolino \u00e9 completamente diferente \u2014 o que acabou afastando a maioria de seus amigos de inf\u00e2ncia.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"http:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Assnie-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg\" alt=\"Assine o Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-35999\" style=\"width:740px;height:256px\" width=\"740\" height=\"256\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Assnie-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg 1170w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Assnie-o-Clube-de-Leitura-Quindim-768x266.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A heran\u00e7a que o racismo e a escravid\u00e3o deixaram foram as fam\u00edlias pretas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Afinal: que preto \u00e9 herdeiro?&#8221;, questiona Carolino. &#8220;No Brasil, os pretos s\u00e3o a maioria da classe mais pobre. <strong>S\u00e3o eles em sua maioria que precisam sair cedo de casa para trabalhar, moram mais longe do trabalho e passam mais tempo dentro de uma condu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o homens\u00a0que \u00e0s vezes emendam dois e tr\u00eas empregos. Por isso, \u00e9 ainda mais dif\u00edcil praticar a parentalidade sendo homem e preto.<\/strong> Muitas vezes acabamos criando os filhos de outras pessoas, brancas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/a-importancia-da-licenca-paternidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A import\u00e2ncia da licen\u00e7a-paternidade para a igualdade de g\u00eanero<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Estere\u00f3tipos e racismo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do fator hist\u00f3rico, \u00e9 importante citar a viol\u00eancia:\u00a0segundo o <a href=\"https:\/\/www.ipea.gov.br\/atlasviolencia\/publicacoes\/47\/atlas-da-violencia-2017\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Mapa da Viol\u00eancia de 2017<\/a>, a cada 23 minutos um jovem preto \u00e9 morto no pa\u00eds. Ou seja, a cada 23 minutos, uma crian\u00e7a negra fica sem pai, ou um jovem negro n\u00e3o se tornar\u00e1 pai.\u00a0 \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pais pretos tamb\u00e9m sabem que, mais cedo ou mais tarde, seus filhos cruzar\u00e3o com o racismo. <strong>A escola, infelizmente, \u00e9 possivelmente o primeiro lugar onde as crian\u00e7as pretas lidam com o preconceito<\/strong>. Carolino conta que, ao procurar uma escola para os filhos estudarem, levou em considera\u00e7\u00e3o um ponto importante: h\u00e1 funcion\u00e1rios pretos como educadores ou outros alunos negros em sala de aula?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando nossos filhos v\u00e3o crescendo sabemos que eles v\u00e3o ser mais parados em blitzes e serem sempre mais suspeitos de algo.&nbsp;Al\u00e9m de toda a preocupa\u00e7\u00e3o que temos como pais, ainda temos que lidar com o medo do racismo. Sabemos que em algum momento ele vai enfrentar a nossa fam\u00edlia e n\u00e3o vai ser aquele racismo mascarado, mas o descarado mesmo.&nbsp;Por isso, estamos sempre na defensiva e preparados para quando esse momento chegar&#8221;, ressalta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Paternidade dividida<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/A-paternidade-preta-e-seus-desafios-meio2.jpg\" alt=\"Pai lendo hist\u00f3ria para sua filha sentada em sua perna.\" class=\"wp-image-54076\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/A-paternidade-preta-e-seus-desafios-meio2.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/A-paternidade-preta-e-seus-desafios-meio2-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O modelo de paternidade mudou: <strong>j\u00e1 n\u00e3o se espera que os pais sejam apenas os respons\u00e1veis por prover financeiramente a fam\u00edlia<\/strong>. Desde que as mulheres entraram no mercado de trabalho, e as m\u00e3es passaram a lidar tamb\u00e9m com a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/economia-do-cuidado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sobrecarga, acumulando fun\u00e7\u00f5es<\/a>, a press\u00e3o para que os homens assumam tamb\u00e9m um papel de cuidador de seus filhos \u00e9 cada vez maior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo na bolha da chamada &#8220;<a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/paternidade-ativa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">paternidade ativa<\/a>&#8221; <strong>falar sobre a paternidade negra ainda \u00e9 um desafio.<\/strong> &#8220;N\u00e3o \u00e9 que pais pretos n\u00e3o se importem ou que n\u00e3o busquem ser os mais amorosos poss\u00edveis. Mas \u00e9 preciso se perguntar: Qual \u00e9 a rotina dos pais negros brasileiros? Como funciona para um&nbsp;assalariado, que faz a jornada de 44 horas semanais por um sal\u00e1rio m\u00ednimo, na hora de decidir entre trabalhar mais ou cuidar das crian\u00e7as?&#8221;, questiona Diego Francisco, um dos pais citados no documento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sempre costumo falar que uso minha pr\u00f3pria paternidade para curar a que eu (n\u00e3o) tive com meu pai. N\u00e3o tive sua presen\u00e7a e s\u00f3 hoje vejo como isso me fez falta e ainda faz&#8221;, diz Carolino, que \u00e9 fot\u00f3grafo e\u00a0fisioterapeuta, mas hoje trabalha com a esposa, a influenciadora digital Andressa Reis. &#8220;O assunto que mais levo para a terapia \u00e9 essa aus\u00eancia, essa m\u00e1goa que ainda tenho de n\u00e3o ter tido meu pai presente. Por mais que n\u00e3o tenha sido totalmente culpa dele. Hoje fa\u00e7o quest\u00e3o de ser e estar presente na vida dos meus filhos, n\u00e3o s\u00f3 por eles, mas tamb\u00e9m por mim.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como trabalha com a esposa, que \u00e9 mais requisitada para trabalhos publicit\u00e1rios na internet, no dia a dia Carolino acaba tendo mais tempo dispon\u00edvel e assume algumas das demandas das crian\u00e7as. Por exemplo, \u00e9 ele quem costuma levar e buscar os filhos na escola, porque \u00e9 o \u00fanico do casal que dirige.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<strong>Estamos sempre bem alinhados: n\u00f3s dois conseguimos\u00a0perceber o que precisa ser feito, sem que um fique falando para o outro.\u00a0<\/strong>Acabo ouvindo que sou um pai muito bom, quando na verdade s\u00f3 fa\u00e7o o meu papel.&#8221;\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a divis\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es totalmente compartilhada, aos poucos ele se afastou de muitos amigos de inf\u00e2ncia, que ainda exercem o modelo de paternidade de gera\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Aqueles que j\u00e1 me conhecem e sabem o meu posicionamento acham que vou estar sempre julgando e muitas vezes nem sou convidado para os eventos. No fim das contas, acabo sempre na minha &#8216;panela&#8217;, ou no grupo das m\u00e3es, com quem mais me identifico&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/pais-de-primeira-viagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">7 dicas para pais de primeira viagem<\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Clube-de-Leitura-Quindim-o-melhor-clube-de-assinatura-infantil.jpg\" alt=\"Clube de Leitura Quindim, o melhor clube de assinatura infantil\" class=\"wp-image-37885\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Clube-de-Leitura-Quindim-o-melhor-clube-de-assinatura-infantil.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Clube-de-Leitura-Quindim-o-melhor-clube-de-assinatura-infantil-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Clube-de-Leitura-Quindim-o-melhor-clube-de-assinatura-infantil-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00a0<br><strong>Para trocar informa\u00e7\u00f5es sobre a paternidade preta, Carolino acabou encontrando um canal de seguran\u00e7a com outros pais pretos<\/strong>: Rafael Santos, do canal @Sankofamilly, que fala de paternidade preta e a viol\u00eancia, e Tadeu Fran\u00e7a (@otadeufranca), que tamb\u00e9m aborda os temas em sua conta no Instagram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos uma viv\u00eancia da paternidade muito parecida e muitas vezes estamos atravessando o mesmo problema ou vivendo a mesma felicidade. <strong>Trocamos ideias sobre filhos, relacionamento, parentalidade, racismo<\/strong>. Acaba sendo um porto-seguro&#8221;, afirma o fot\u00f3grafo. &#8220;Mesmo em outros grupos de pais, esbarramos em uma misoginia muito grande. S\u00e3o pais que se dizem desconstru\u00eddos, que t\u00eam um conte\u00fado bacana na internet, mas no privado acabam com um tipo de conversa que hoje n\u00e3o consigo mais deixar passar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante Quindim<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 livros que retratam a rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"583\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/zumbi-assombra-quem.jpg\" alt=\"Zumbi assombra quem? (escritor Allan da Rosa, ilustra\u00e7\u00f5es Edson Ik\u00ea, editora N\u00f3s)\" class=\"wp-image-32897\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/zumbi-assombra-quem%3F\/allan-da-rosa\/9788569020219\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zumbi assombra quem?<\/a><\/em>, de Allan da Rosa e Edson Ik\u00ea<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"300\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/amoras-emicida-300x300.jpg\" alt=\"Amoras (escritor Emicida, ilustra\u00e7\u00f5es Aldo Fabrini, editora Companhia das Letrinhas)\" class=\"wp-image-4137\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/amoras-emicida-300x300.jpg 300w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/amoras-emicida-300x300-100x100.jpg 100w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/amoras-emicida-300x300-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/amoras\/emicida\/9788574068367\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Amoras<\/a><\/em>, de Emicida e Aldo Fabrini<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/FevereiroCapaTransparente-edited-1.png\" alt=\"Fevereiro (autora Carol Fernandes, editora Caixote)\" class=\"wp-image-48686\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/fevereiro\/carol-fernandes\/9786586666267\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fevereiro<\/a><\/em>, de Carol Fernandes<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A paternidade preta \u00e9 um assunto relativamente recente na sociedade brasileira e que, constantemente, gera ainda muitas pol\u00eamicas e preconceitos.<\/p>\n","protected":false},"author":73,"featured_media":54073,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[508,505],"tags":[],"class_list":["post-54068","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-paternidade","category-familia"],"acf":{"posts_relacionados":[466,49640,50495]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54068","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/73"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54068"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54068\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50495"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49640"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/466"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54073"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54068"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54068"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54068"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}