{"id":53741,"date":"2023-09-20T18:15:16","date_gmt":"2023-09-20T21:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=53741"},"modified":"2026-09-27T20:33:06","modified_gmt":"2026-09-27T23:33:06","slug":"carlos-drummond-de-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/carlos-drummond-de-andrade\/","title":{"rendered":"10 poemas de Carlos Drummond de Andrade para ler com crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O contato com a <a title=\"5 coisas que voc\u00ea talvez n\u00e3o saiba sobre poesia\" href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/coisas-que-voce-talvez-nao-saiba-sobre-poesia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">poesia<\/a> durante a inf\u00e2ncia desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento infantil. Al\u00e9m de despertar a criatividade e a imagina\u00e7\u00e3o, ler ou ouvir poemas estimula a express\u00e3o verbal das crian\u00e7as e contribui, inclusive, para o aprimoramento da mem\u00f3ria.\u00a0E um dos autores brasileiros mais expressivos dessa arte liter\u00e1ria \u00e9, sem d\u00favida alguma, <a title=\"Carlos Drummond de Andrade\" href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/escritores\/carlos-drummond-de-andrade\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Carlos Drummond de Andrade<\/b><\/a>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o <a title=\"Dia Nacional da Poesia\" href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/dia-mundial-da-poesia\/\">Dia Nacional da Poesia<\/a> \u00e9 comemorado no dia 31 de outubro: uma homenagem ao anivers\u00e1rio do poeta mineiro, que nasceu em Itabira, em 1902, e \u00e9 considerado um <b>dos principais nomes n\u00e3o s\u00f3 do Modernismo<\/b> (um amplo movimento art\u00edstico e cultural da primeira metade s\u00e9culo 20, que valorizou a cultura popular e a l\u00edngua coloquial), como da poesia brasileira.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os poemas de Carlos Drummond de Andrade giram em torno do cotidiano, das emo\u00e7\u00f5es humanas e de reflex\u00f5es sobre a vida, o tempo e a sociedade e podem ser apresentados a crian\u00e7as de diferentes faixas et\u00e1rias. Essa \u00e9 uma forma valiosa de aproxim\u00e1-las da linguagem po\u00e9tica de maneira sens\u00edvel, estimulando a curiosidade e o gosto pela leitura desde cedo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ajudar pais, cuidadores e professores nessa miss\u00e3o, realizamos uma curadoria com famosos poemas de Drummond. Abaixo, voc\u00ea confere a lista completa de textos, que ainda traz contos e cr\u00f4nicas do escritor, al\u00e9m de um breve resumo sobre a vida e a obra do autor.<\/p>\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\">\r\n<figure id=\"attachment_65616\" aria-describedby=\"caption-attachment-65616\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-65616\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Dia-Nacional-do-Poeta-8-autores-de-poesia_Carlos-Drummond-de-Andrade.jpg\" alt=\"Poemas de Carlos Drummond de Andrade para ler com crian\u00e7as\" width=\"570\" height=\"410\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Dia-Nacional-do-Poeta-8-autores-de-poesia_Carlos-Drummond-de-Andrade.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Dia-Nacional-do-Poeta-8-autores-de-poesia_Carlos-Drummond-de-Andrade-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-65616\" class=\"wp-caption-text\">O mineiro Carlos Drummond de Andrade \u00e9 considerado um dos maiores nomes da poesia brasileira de todos os tempos (Foto: Arquivo Nacional\/Quindim)<\/figcaption><\/figure>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Sum\u00e1rio<\/strong><\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<ul class=\"wp-block-list\">\r\n<li><a href=\"#poemas-carlos-drummond-andrade\">10 poemas de Carlos Drummond de Andrade para ler com crian\u00e7as<\/a> \r\n<ol class=\"wp-block-list\">\r\n<li><a href=\"#poema-no-meio-do-caminho\">No meio do caminho<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-sete-faces\">O poema de sete faces<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-verbo-ser\">Verbo Ser<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-brincar-na-rua\">Brincar na rua<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-cidadezinha-qualquer\">Cidadezinha qualquer<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-jose\">Jos\u00e9<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-memoria\">Mem\u00f3ria<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-fruta-furto\">Fruta-furto<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-aula-de-portugues\">Aula de portugu\u00eas<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#poema-o-elefante\">O elefante<\/a><\/li>\r\n<\/ol>\r\n<\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#cronicas-contos-carlos-drummond-andrade\">Cr\u00f4nicas e contos de Carlos Drummond de Andrade<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#quem-foi-carlos-drummond-andrade\">Quem foi Carlos Drummond de Andrade?<\/a> \r\n<ul class=\"wp-block-list\">\r\n<li><a href=\"#infancia-itabira-inicio-poesia\">A inf\u00e2ncia em Itabira e o in\u00edcio na poesia<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#importancia-livro-a-rosa-do-povo\">A import\u00e2ncia do livro <i>A rosa do povo<\/i><\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#defesa-dos-animais\">Drummond e a defesa dos animais<\/a><\/li>\r\n\r\n\r\n\r\n<li><a href=\"#homenagem-drummond\">Homenagens a Drummond<\/a><\/li>\r\n<\/ul>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 id=\"poemas-carlos-drummond-andrade\" class=\"wp-block-heading subtituloh2\">10 poemas de Carlos Drummond de Andrade para ler com crian\u00e7as<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja, a seguir, <b>10 poemas de Drummond <\/b>para ler com o seu filho e se encantar com a poesia de um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-no-meio-do-caminho\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">1 . No meio do caminho (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNo meio do caminho\u201d \u00e9 uma das obras-primas do poeta mineiro. Publicados em 1928, na <i>Revista Antropofagia,<\/i> os versos do <strong>mais famoso poema de Carlos Drummond de Andrade<\/strong> dizem respeito aos obst\u00e1culos que encontramos na vida.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>No meio do caminho tinha uma pedra<br \/>tinha uma pedra no meio do caminho<br \/>tinha uma pedra<br \/>no meio do caminho tinha uma pedra.<br \/><br \/>Nunca me esquecerei desse acontecimento<br \/>na vida de minhas retinas t\u00e3o fatigadas.<br \/>Nunca me esquecerei que no meio do caminho<br \/>tinha uma pedra<br \/>tinha uma pedra no meio do caminho<br \/>no meio do caminho tinha uma pedra.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-69492\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_RecebaDicas.webp\" alt=\"Assine a newsletter do Clube Quindim e receba dicas de especialistas sobre educa\u00e7\u00e3o, desenvolvimento infantil, maternidade e mais\" width=\"770\" height=\"200\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_RecebaDicas.webp 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.webp 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-sete-faces\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">2. O poema de sete faces (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO poema de sete faces\u201d, publicado em <i>Alguma Poesia<\/i> (1930), <strong>\u00e9 uma das composi\u00e7\u00f5es mais populares do autor brasileiro<\/strong>. Neste poema de Drummond, podemos observar sentimentos de inadequa\u00e7\u00e3o e solid\u00e3o do indiv\u00edduo apresentados num tom sens\u00edvel, capaz de explorar emo\u00e7\u00f5es e dores atemporais.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Quando nasci, um anjo torto<br \/>desses que vivem na sombra<br \/>disse: Vai, Carlos! ser <em>gauche<\/em> na vida.<br \/><br \/>As casas espiam os homens<br \/>Que correm atr\u00e1s de mulheres<br \/>A tarde talvez fosse azul<br \/>N\u00e3o houvesse tantos desejos<br \/><br \/>O bonde passa cheio de pernas:<br \/>pernas brancas pretas amarelas.<br \/>Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu cora\u00e7\u00e3o.<br \/>Por\u00e9m meus olhos<br \/>n\u00e3o perguntam nada.<br \/><br \/>O homem atr\u00e1s do bigode<br \/>\u00e9 s\u00e9rio, simples e forte.<br \/>Quase n\u00e3o conversa.<br \/>Tem poucos, raros amigos<br \/>o homem atr\u00e1s dos \u00f3culos e do bigode,<br \/><br \/>Meu Deus, por que me abandonaste?<br \/>Se sabias que eu n\u00e3o era Deus<br \/>Se sabias que eu era fraco<br \/><br \/>Mundo mundo vasto mundo,<br \/>se eu me chamasse Raimundo<br \/>seria uma rima, n\u00e3o seria uma solu\u00e7\u00e3o.<br \/>Mundo mundo vasto mundo,<br \/>mais vasto \u00e9 meu cora\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>Eu n\u00e3o devia te dizer<br \/>mas essa lua<br \/>mas esse conhaque<br \/>botam a gente comovido como o diabo.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-de-poesia-infantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">8 livros de poesia infantil que as crian\u00e7as v\u00e3o amar<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-verbo-ser\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">3. Verbo Ser (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Verbo ser&#8221; <strong>come\u00e7a com uma pergunta que todos ouvimos na inf\u00e2ncia: que vai ser quando crescer?<\/strong> Neste poema, Drummond brinca com o verbo \u201cser\u201d para refletir sobre identidade, escolhas e imposi\u00e7\u00f5es da sociedade. O texto foi publicado na s\u00e9rie <em>Boitempo<\/em>, originalmente composta por tr\u00eas livros \u2014 <em>Boitempo<\/em> (1968), <em>Boitempo: menino antigo<\/em> (1973) e <em>Boitempo: esquecer para lembrar<\/em> (1979) \u2014, mas condensada em dois volumes nas edi\u00e7\u00f5es mais recentes. As obras re\u00fanem poemas da fase memorial\u00edstica do autor sobre sua inf\u00e2ncia e juventude.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que \u00e9 ser? \u00c9 ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os tr\u00eas. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente s\u00f3 principia a ser quando cresce? \u00c9 terr\u00edvel, ser? D\u00f3i? \u00c9 bom? \u00c9 triste? Ser: pronunciado t\u00e3o depressa, e cabe tantas coisas? Repito: ser, ser, ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? N\u00e3o d\u00e1 para entender. N\u00e3o vou ser. N\u00e3o quero ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser. Esquecer.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-brincar-na-rua\" class=\"wp-block-heading subtituloh2\">4. Brincar na rua (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cBrincar na rua\u201d tamb\u00e9m faz parte da s\u00e9rie <em>Boitempo <\/em>e <strong>reflete sobre a efemeridade do tempo na inf\u00e2ncia<\/strong>, retratando essa fase da vida a partir da mem\u00f3ria e da experi\u00eancia de brincar livremente na rua.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Tarde?<br \/>O dia dura menos que um dia.<br \/>O corpo ainda n\u00e3o parou de brincar<br \/>e j\u00e1 est\u00e3o chamando da janela:<br \/>\u00c9 tarde.<br \/><br \/>Ou\u00e7o sempre este som: \u00e9 tarde, tarde.<br \/>A noite chega de manh\u00e3?<br \/>S\u00f3 existe a noite e seu sereno?<br \/><br \/>O mundo n\u00e3o \u00e9 mais, depois das cinco?<br \/>\u00c9 tarde.<br \/>A sombra me pro\u00edbe.<br \/>Amanh\u00e3, mesma coisa.<br \/>Sempre tarde antes de ser tarde.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-cidadezinha-qualquer\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">5. Cidadezinha qualquer (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCidadezinha qualquer\u201d, tamb\u00e9m publicado em <em>Alguma poesia <\/em>(1930), <strong>\u00e9 um poema de Drummond formado por tr\u00eas estrofes<\/strong> que, a partir da repeti\u00e7\u00e3o de uma palavra, evidencia a forma vagarosa que caracteriza as cidades do interior. Seria uma homenagem a Itabira?<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Casas entre bananeiras<br \/>mulheres entre laranjeiras<br \/>pomar amor cantar.<br \/><br \/>Um homem vai devagar.<br \/>Um cachorro vai devagar.<br \/>Um burro vai devagar.<br \/>Devagar\u2026 as janelas olham.<br \/><br \/>Eta vida besta, meu Deus.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-jose\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">6. Jos\u00e9 (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJos\u00e9\u201d, publicado no livro hom\u00f4nimo <em>Jos\u00e9<\/em> (1942), tamb\u00e9m \u00e9 <strong>um dos mais populares poemas de Carlos Drummond de Andrade<\/strong>. Escrito durante a Segunda Guerra Mundial, retrata o clima de incerteza e o sentimento de ang\u00fastia que dominaram esse per\u00edodo hist\u00f3rico.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>E agora, Jos\u00e9?\u00a0<br \/>A festa acabou,\u00a0<br \/>a luz apagou,\u00a0<br \/>o povo sumiu,\u00a0<br \/>a noite esfriou,\u00a0<br \/>e agora, Jos\u00e9?\u00a0<br \/>e agora, voc\u00ea?\u00a0<br \/>voc\u00ea que \u00e9 sem nome,\u00a0<br \/>que zomba dos outros,\u00a0<br \/>voc\u00ea que faz versos,\u00a0<br \/>que ama, protesta?\u00a0<br \/>e agora, Jos\u00e9?<br \/><br \/>Est\u00e1 sem mulher,<br \/>est\u00e1 sem discurso,<br \/>est\u00e1 sem carinho,<br \/>j\u00e1 n\u00e3o pode beber,<br \/>j\u00e1 n\u00e3o pode fumar,<br \/>cuspir j\u00e1 n\u00e3o pode,<br \/>a noite esfriou,<br \/>o dia n\u00e3o veio,<br \/>o bonde n\u00e3o veio,<br \/>o riso n\u00e3o veio,<br \/>n\u00e3o veio a utopia<br \/>e tudo acabou<br \/>e tudo fugiu<br \/>e tudo mofou,<br \/>e agora, Jos\u00e9?<br \/><br \/>E agora, Jos\u00e9?<br \/>Sua doce palavra,<br \/>seu instante de febre,<br \/>sua gula e jejum,<br \/>sua biblioteca,<br \/>sua lavra de ouro,<br \/>seu terno de vidro,<br \/>sua incoer\u00eancia,<br \/>seu \u00f3dio \u2014 e agora?<br \/><br \/>Com a chave na m\u00e3o<br \/>quer abrir a porta,<br \/>n\u00e3o existe porta;<br \/>quer morrer no mar,<br \/>mas o mar secou;<br \/>quer ir para Minas,<br \/>Minas n\u00e3o h\u00e1 mais.<br \/>Jos\u00e9, e agora?<br \/><br \/>Se voc\u00ea gritasse,<br \/>se voc\u00ea gemesse,<br \/>se voc\u00ea tocasse<br \/>a valsa vienense,<br \/>se voc\u00ea dormisse,<br \/>se voc\u00ea cansasse,<br \/>se voc\u00ea morresse\u2026<br \/><br \/>Mas voc\u00ea n\u00e3o morre,<br \/>voc\u00ea \u00e9 duro, Jos\u00e9!<br \/><br \/>Sozinho no escuro<br \/>qual bicho-do-mato,<br \/>sem teogonia,<br \/>sem parede nua<br \/>para se encostar,<br \/>sem cavalo preto<br \/>que fuja a galope,<br \/>voc\u00ea marcha, Jos\u00e9!<br \/>Jos\u00e9, para onde?<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\">\r\n<figure id=\"attachment_74084\" aria-describedby=\"caption-attachment-74084\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-74084\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/carlos-drummond-de-andrade-correio-da-manha-arquivo-nacional.jpg\" alt=\"Poeta Carlos Drummond de Andrade\" width=\"570\" height=\"410\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/carlos-drummond-de-andrade-correio-da-manha-arquivo-nacional.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/carlos-drummond-de-andrade-correio-da-manha-arquivo-nacional-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74084\" class=\"wp-caption-text\">Poeta Carlos Drummond de Andrade (Foto: Correio da Manh\u00e3\/Arquivo Nacional)<\/figcaption><\/figure>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-memoria\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">7. Mem\u00f3ria (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel que voc\u00ea j\u00e1 tenha ouvido este singelo poema de Carlos Drummond de Andrade, intitulado \u201cMem\u00f3ria\u201d, sem saber de sua autoria. Publicado em <em>Claro Enigma<\/em> (1951), <strong>o poema reflete sobre como o\u00a0tempo \u00e9 breve e a vida passa com um piscar de olhos<\/strong>. Quase nada permanece e a mem\u00f3ria ret\u00e9m o que \u00e9 importante para cada pessoa. O resto se perde.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Amar o perdido<br \/>deixa confundido<br \/>este cora\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>Nada pode o olvido<br \/>contra o sem sentido<br \/>apelo do N\u00e3o.<br \/><br \/>As coisas tang\u00edveis<br \/>tornam-se insens\u00edveis<br \/>\u00e0 palma da m\u00e3o.<br \/><br \/>Mas as coisas findas,<br \/>muito mais que lindas,<br \/>essas ficar\u00e3o.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-fruta-furto\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">8. Fruta-furto (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro poema presente na s\u00e9rie <em>Boitempo<\/em>, &#8220;Fruta-furto&#8221; <strong>retrata de forma nost\u00e1lgica os tempos de escola de Drummond<\/strong> e a travessura de roubar jabuticabas no quintal do col\u00e9gio, fazendo um trocadilho po\u00e9tico entre as palavras <em>fruta<\/em> e <em>furto<\/em>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Atr\u00e1s do grupo-escolar ficam as jabuticabeiras.<br \/>Estudar, a gente estuda. Mas depois, <br \/>ei pessoal: furtar jabuticaba.<br \/><br \/>Jabuticaba chupa-se no p\u00e9.<br \/>O furto exaure-se no ato de furtar.<br \/>Consci\u00eancia mais leve do que asa<br \/>ao descer,<br \/>volto de m\u00e3os vazias para casa.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poemas-de-sergio-capparelli-para-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">10 poemas de S\u00e9rgio Capparelli para crian\u00e7as<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-aula-de-portugues\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">9. Aula de portugu\u00eas (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m publicado no livro <em>Boitempo &#8211; Esquecer para lembrar<\/em> (1979), que tinha o foco na juventude do autor, <strong>o poema &#8220;Aula de portugu\u00eas&#8221; \u00e9 um grande representante do Modernismo<\/strong>, ao fazer uma cr\u00edtica bem-humorada e ir\u00f4nica sobre o contraste entre a l\u00edngua viva, falada no dia a dia, e a gram\u00e1tica normativa ensinada nas escolas.\u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>A linguagem<br \/>na ponta da l\u00edngua,<br \/>t\u00e3o f\u00e1cil de falar<br \/>e de entender.<br \/><br \/>A linguagem<br \/>na superf\u00edcie estrelada de letras,<br \/>sabe l\u00e1 o que ela quer dizer?<br \/><br \/>Professor Carlos G\u00f3is, ele \u00e9 quem sabe,<br \/>e vai desmatando<br \/>o amazonas de minha ignor\u00e2ncia.<br \/>Figuras de gram\u00e1tica, esquip\u00e1ticas,<br \/>atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.<br \/><br \/>J\u00e1 esqueci a l\u00edngua em que comia,<br \/>em que pedia para ir l\u00e1 fora,<br \/>em que levava e dava pontap\u00e9,<br \/>a l\u00edngua, breve l\u00edngua entrecortada<br \/>do namoro com a prima.<br \/><br \/>O portugu\u00eas s\u00e3o dois; o outro, mist\u00e9rio.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"poema-o-elefante\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">10. O elefante (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Presente em <em>A rosa do povo<\/em> (1945), o poema <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-elefante\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574069395\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>&#8220;O elefante&#8221;<\/em><\/a> ganhou uma edi\u00e7\u00e3o ilustrada por Raquel Can\u00e9, lan\u00e7ada pela Companhia das Letrinhas, e j\u00e1 foi enviado pelo <em>Clube Quindim<\/em>. No texto, <strong>encontramos um elefante em busca de si e de seu lugar no mundo<\/strong>. Ele encanta pequenos e grandes leitores, por meio de uma jornada de descobertas e recome\u00e7os. Aqui voc\u00ea vai ler um fragmento, mas pode ouvi-lo na \u00edntegra recitado pela cantora Adriana Calcanhotto, no v\u00eddeo abaixo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Fabrico um elefante<br \/>de meus poucos recursos.<br \/>Um tanto de madeira<br \/>tirado a velhos m\u00f3veis<br \/>talvez lhe d\u00ea apoio.<br \/>E o encho de algod\u00e3o,<br \/>de paina, de do\u00e7ura.<br \/>A cola vai fixar<br \/>suas orelhas pensas.<br \/>A tromba se enovela,<br \/>\u00e9 a parte mais feliz<br \/>de sua arquitetura.<br \/><br \/>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m as presas,<br \/>dessa mat\u00e9ria pura<br \/>que n\u00e3o sei figurar.<br \/>T\u00e3o alva essa riqueza<br \/>a espojar-se nos circos<br \/>sem perda ou corrup\u00e7\u00e3o.<br \/>E h\u00e1 por fim os olhos,<br \/>onde se deposita<br \/>a parte do elefante<br \/>mais fluida e permanente,<br \/>alheia a toda fraude.<br \/>[&#8230;]<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\r\n<p><iframe title=\"O elefante- Adriana Calcanhotto (Carlos Drummond de Andrade)\" width=\"810\" height=\"456\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TkXECx0ZwMU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 id=\"cronicas-contos-carlos-drummond-andrade\" class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Cr\u00f4nicas e contos de Carlos Drummond de Andrade para apresentar \u00e0s crian\u00e7as<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muito al\u00e9m dos versos que o consagraram, <strong>Drummond tamb\u00e9m se destacou na prosa<\/strong> e, ao longo de sua carreira, foi um importante cronista de grandes jornais brasileiros, como <em>Correio da Manh\u00e3<\/em>, <em>Jornal do Brasil<\/em>, <em>Di\u00e1rio de Minas<\/em> e <em>O Globo<\/em>. Abaixo, voc\u00ea confere cr\u00f4nicas e contos do escritor voltados para o p\u00fablico infantil e juvenil:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3\">1. <strong>O pintinho (Carlos Drummond de Andrade)<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Pintinho\u201d \u00e9 uma cr\u00f4nica que foi publicada em 1955 no jornal <em>Correio da Manh\u00e3<\/em>, na Se\u00e7\u00e3o Imagens do Tempo. <strong>O texto faz uma cr\u00edtica \u00e0s pessoas que se interessam pelas coisas (nesse caso, um animal) apenas por estarem \u201cna moda\u201d<\/strong> e que depois s\u00e3o esquecidas por quem as consome. Aqui voc\u00ea vai ler apenas o come\u00e7o da hist\u00f3ria, mas pode encontr\u00e1-la na <a href=\"https:\/\/cronicabrasileira.org.br\/cronicas\/17388\/o-pintinho\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">\u00edntegra neste link<\/a>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Foi talvez de um filme de Walt Disney que nasceu a moda de enfeitar com pintinhos vivos as mesas de anivers\u00e1rio infantil. Era uma excelente ideia, no mundo ideal do desenho animado; conduzida para o mundo concreto dos apartamentos, tamb\u00e9m alcan\u00e7ou \u00eaxito absoluto. Muitos garotos e garotas jamais tinham visto um pinto de verdade, e queriam com\u00ea-lo, assim como estava, imaginando ser uma esp\u00e9cie de doce mec\u00e2nico, mais saboroso. Houve que cont\u00ea-los e ensinar-lhes no\u00e7\u00f5es urgentes de biologia. As senhoras e mo\u00e7as deliciaram-se com a surpresa e gula dos meninos, e foram un\u00e2nimes em achar os pintos uns amorecos. Mas estes, encurralados num centro de mesa, entre flores que n\u00e3o lhes diziam nada ao paladar, e atarantados por aquele rumor festivo e suspeito, deviam sentir-se absolutamente desgra\u00e7ados.\u00a0<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3\">2. Os bichos chegaram (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os jovens leitores, a cr\u00f4nica \u201cOs bichos chegaram\u201d, publicada em 1977 tamb\u00e9m no jornal <em>Correio da Manh\u00e3,<\/em> <strong>mostra a face pouco conhecida de Carlos Drummond de Andrade, amante da natureza e defensor dos animais<\/strong>, como voc\u00ea pode ver no trecho abaixo:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>A verdade \u00e9 que estamos participando de um ato de amor entre bichos e gente, em termos de habita\u00e7\u00e3o conjunta. J\u00e1 n\u00e3o atacamos os animais nem somos agredidos por eles. Confraterniza\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra. Vieram morar conosco, oferecemos-lhe as partes mais nobres da casa, aceitaram muito naturalmente, e o polvo n\u00e3o \u00e9 mais jantado por n\u00f3s. Assiste ao nosso jantar, de seu lugar de honra, bem vis\u00edvel. E como \u00e9 belo, nada assustador, o seu tent\u00e1culo porte!<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-69478\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho.webp\" alt=\"Conhe\u00e7a os planos de assinatura do Clube Quindim\" width=\"770\" height=\"200\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho.webp 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.webp 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3\">3. Hist\u00f3ria de Dois Amores (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/historia-de-dois-amores\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574065823\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Hist\u00f3ria de Dois Amores<\/a><\/em> (1985), j\u00e1 enviado pelo <em>Clube Quindim<\/em>, <strong>\u00e9 um conto sobre Osb\u00f3, um elefante super de bem com a vida e sua amizade com um pulgo chamado Pul<\/strong>. Em 2013, pela Companhia das Letrinhas, ganhou ilustra\u00e7\u00f5es do Ziraldo, e foi reeditado pela Record, com nova capa e imagens in\u00e9ditas. Eis um fragmento da hist\u00f3ria:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>O elefante nem percebeu que levava um pulgo atr\u00e1s da orelha. Ou, se percebeu, n\u00e3o deu a menor import\u00e2ncia. Mesmo porque ele estava pensando num assunto de que iria tratar mais longe. O assunto era o seguinte: ia pedir a um colega que fizesse o favor de ocupar o seu posto de chefe dos elefantes da manada, enquanto ele tirava umas f\u00e9rias bem merecidas no Rio de Janeiro, a convite do Clube dos Elefantes Cariocas, que lhe contara maravilhas sobre a praia de Ipanema e outros encantos da cidade.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3\">4. Rick e a Girafa (Carlos Drummond de Andrade)<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cRick e a Girafa\u201d est\u00e1 na colet\u00e2nea de cr\u00f4nicas, poemas e contos <em>O gato solteiro e outros bichos<\/em>, em uma edi\u00e7\u00e3o ilustrada publicada pela Record em 2022. Nesse livro, direcionado para o p\u00fablico infantil e juvenil, acompanhamos <strong>o engajamento de Carlos Drummond de Andrade na defesa da natureza e dos animais <\/strong>(leia mais sobre isso abaixo, na biografia do autor).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>No Jardim Zool\u00f3gico, neste domingo azul, a girafa olha do alto para as crian\u00e7as, e parece convid\u00e1-las a um passeio no dorso. H\u00e1 uma escada perto, e se for encostada ao animal, Ricardo (Rick \u00e9 o seu apelido) poder\u00e1 chegar at\u00e9 l\u00e1.<br \/>O garoto mede a dist\u00e2ncia que vai do ch\u00e3o ao lombo, e julga-se em condi\u00e7\u00f5es de venc\u00ea-la. Uma vez l\u00e1 em cima, cavalgando o pesco\u00e7o, e segurando-lhe os chifres, pedir\u00e1 \u00e0 girafa, depois de umas voltas pelo Jardim, que o leve por a\u00ed, percorrendo o mundo.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\">\r\n<figure id=\"attachment_74086\" aria-describedby=\"caption-attachment-74086\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-74086\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/carlos-drummond-de-andrade-prefeitura-do-rio-de-janeiro.jpg\" alt=\"Escultura de bronze de Carlos Drummmond de Andradre no Rio de janeiro\" width=\"570\" height=\"410\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/carlos-drummond-de-andrade-prefeitura-do-rio-de-janeiro.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/carlos-drummond-de-andrade-prefeitura-do-rio-de-janeiro-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74086\" class=\"wp-caption-text\">A famosa escultura de bronze de Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi inaugurada em 2002, ano do centen\u00e1rio do poeta mineiro (Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro)<\/figcaption><\/figure>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/lygia-fagundes-telles-contos\/\">Lygia Fagundes Telles: 5 contos de mist\u00e9rio para a forma\u00e7\u00e3o de leitores<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 id=\"quem-foi-carlos-drummond-andrade\" class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Quem foi Carlos Drummond de Andrade?<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira (Minas Gerais) em 31 de outubro de 1902. Apesar de ter sido <strong>um dos principais poetas do Modernismo brasileiro<\/strong>, a obra desse mineiro <strong>n\u00e3o se limita a formas e temas de movimentos espec\u00edficos<\/strong>, pois aborda desde quest\u00f5es existenciais (vida e morte) at\u00e9 situa\u00e7\u00f5es cotidianas, familiares e pol\u00edticas, sempre em di\u00e1logo com as correntes da \u00e9poca em que viveu.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"infancia-itabira-inicio-poesia\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">A inf\u00e2ncia em Itabira e o in\u00edcio na poesia<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mem\u00f3ria da cidade natal, onde passou a inf\u00e2ncia, est\u00e1 presente em boa parte da obra de Carlos Drummond de Andrade. Depois de sair de l\u00e1, o mineiro estudou no Col\u00e9gio Arnaldo, em Belo Horizonte, e em seguida, no Col\u00e9gio Anchieta, em Nova Friburgo. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), formou-se em Farm\u00e1cia e fundou <em>A Revista<\/em> para divulgar o Modernismo no Brasil.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Alguma poesia<\/em> foi o primeiro livro de poemas de Drummond. Publicado em 1930, tem um t\u00edtulo um tanto modesto. Foi editado em Minas e teve s\u00f3 500 exemplares. Nele voc\u00ea encontra <strong>poemas curtos e engra\u00e7ados<\/strong>, como \u201cUma cidadezinha qualquer\u201d e \u201cO poema de sete faces\u201d, que voc\u00ea leu nesta curadoria do <em>Clube Quindim<\/em>. Outros livros importantes s\u00e3o <em>Brejo das Almas<\/em> (1934), <em>Sentimento do Mundo <\/em>(1940) e <em>Jos\u00e9<\/em> (1942).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, a obra decisiva do poeta \u00e9 <em>A rosa do povo<\/em> (1945), sua quinta publica\u00e7\u00e3o de poesia. Vale ressaltar que todos os poemas desse volume (s\u00e3o 55 no total) foram escritos enquanto acontecia a Segunda Guerra Mundial. Nessa \u00e9poca, Drummond vivia no Rio de Janeiro e era chefe de gabinete (algo como um secret\u00e1rio) do Ministro da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poemas-de-cecilia-meireles-para-criancas\/\">15 poemas de Cec\u00edlia Meireles para crian\u00e7as<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\">\r\n<figure id=\"attachment_74087\" aria-describedby=\"caption-attachment-74087\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-74087\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/escultura-carlos-drummond-de-andrade-prefeitura-do-rio-de-janeiro.jpg\" alt=\"Est\u00e1tua de Carlos Drummond de Andrade\" width=\"570\" height=\"410\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/escultura-carlos-drummond-de-andrade-prefeitura-do-rio-de-janeiro.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/escultura-carlos-drummond-de-andrade-prefeitura-do-rio-de-janeiro-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74087\" class=\"wp-caption-text\">Est\u00e1tua de Carlos Drummond de Andrade no cal\u00e7ad\u00e3o de Copacabana (Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"importancia-livro-a-rosa-do-povo\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">A import\u00e2ncia do livro <em>A rosa do povo<\/em><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a title=\"Livro A rosa do povo\" href=\"https:\/\/www.carlosdrummond.com.br\/conteudos\/visualizar\/A-rosa-do-povo2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><em>A rosa do povo<\/em><\/a> \u00e9 considerado o maior livro de poesia de Carlos Drummond de Andrade, com <strong>poemas mais longos, que at\u00e9 usam recursos dram\u00e1ticos, parecidos com pe\u00e7as de teatro<\/strong>. Em outros poemas, Drummond traz de volta a \u201cnarratividade\u201d, ou melhor, o contar uma hist\u00f3ria: coisa que sempre existiu na poesia, mas que o Modernismo deixou de lado.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da primeira publica\u00e7\u00e3o at\u00e9 <em>A rosa do povo<\/em>, os poemas de Carlos Drummond <strong>descrevem o cotidiano, o medo, a guerra e a vida desalinhada da cidade<\/strong>. At\u00e9 esse momento de sua obra existe uma vis\u00e3o do mundo l\u00edrica e dram\u00e1tica, em que o conflito principal acontece entre o Eu e o Mundo. O Eu representa o indiv\u00edduo \u2014 que pode ser o poeta, voc\u00ea, eu, que escrevi este texto, qualquer pessoa que se identifique com os questionamentos pessoais, sociais ou metaf\u00edsicos presentes no poema.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por esta raz\u00e3o, podemos dizer que nos <strong>poemas de Drummond \u00e9 poss\u00edvel identificar um personagem que o pr\u00f3prio poeta chama de <em>gauche<\/em><\/strong> (l\u00ea-se g\u00f4che), uma palavra francesa que significa \u201cesquerda\u201d, mas que tamb\u00e9m \u00e9 utilizada para se referir a pessoas desajeitadas, t\u00edmidas, em conflito com o mundo \u2014 como acontece na obra drummondiana \u2014 e est\u00e1 expl\u00edcita nos versos de \u201cO poema de sete faces\u201d:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Quando eu nasci, um anjo torto<br \/><br \/>desses que vivem \u00e0 sombra, disse:<br \/><br \/><em>\u2014 Vai, Carlos, ser gauche na vida<\/em><\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com uma grande import\u00e2ncia po\u00e9tica e hist\u00f3rica na obra de Drummond, <em>A rosa do povo<\/em> \u00e9 um marco de transi\u00e7\u00e3o para a fase seguinte do poeta, porque, a partir de <em>Claro Enigma<\/em> (1951), temos o momento em que ele <strong>assume um tom mais existencial, com uma poesia menos ligada aos fatos do dia a dia e mais interessada na ess\u00eancia da vida<\/strong>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, as primeiras publica\u00e7\u00f5es de Carlos Drummond servem como um convite para entrarmos no universo labir\u00edntico do poeta de Itabira que, embora tenha trabalhado como funcion\u00e1rio p\u00fablico durante a maior parte da vida, come\u00e7ou a escrever cedo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/coisas-que-voce-talvez-nao-saiba-sobre-poesia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">5 coisas que voc\u00ea talvez n\u00e3o saiba sobre poesia<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"defesa-dos-animais\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">Drummond e a defesa dos animais<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de poesia, Drummond produziu tamb\u00e9m literatura infantil, contos e cr\u00f4nicas. Nem todo mundo sabe que, ao longo de sua carreira liter\u00e1ria, o poeta defendeu a vida animal com os meios que tinha ao seu alcance. Tanto \u00e9 que, ao lado lado da amiga Lya Cavalcanti, ele chegou a criar o \u201cjornaleco\u201d anual <i>A Voz dos que N\u00e3o Falam<\/i>, dedicado a essa causa.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os bichos est\u00e3o presentes na obra de Drummond como met\u00e1foras de afeto, liberdade e vulnerabilidade<\/strong>. \u00c9 poss\u00edvel notar isso no \u00fatimo poema do autor,\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bbYTioVMSoE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">\u201cElegia a um tucano morto\u201d<\/a>. Escrito no fim de janeiro de 1987, o texto \u00e9 um canto tr\u00e1gico \u00e0 breve vida de um tucano retirado de seu habitat.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A colet\u00e2nea <i>O gato solteiro e outros bichos<\/i> (2022) \u2014 que re\u00fane cr\u00f4nicas, poemas e contos e foi organizada pelo neto de Drummond, Pedro Augusto \u2014 tamb\u00e9m evidencia essa face do poeta como defensor da <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/dicas-para-aproximar-as-criancas-da-natureza\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">natureza<\/a> e dos animais.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 id=\"homenagem-drummond\" class=\"wp-block-heading subtituloh3\">Homenagens a Drummond<\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos Drummond de Andrade continuou escrevendo at\u00e9 sua morte, em 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro. Pouco antes de falecer, naquele mesmo ano, ele foi homenageado pela escola de samba Mangueira, que levou \u00e0 Sapuca\u00ed o <strong>enredo \u201cO reino das palavras\u201d<\/strong>. Com esse samba, a escola foi campe\u00e3 do Carnaval carioca, celebrando a import\u00e2ncia da obra do poeta mineiro.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em 1989, cerca de um ano e meio ap\u00f3s a sua morte, Drummond estampou a c\u00e9dula de 50 Cruzados novos, rebatizada de Cruzeiro em abril de 1990. A frente da nota (anverso) trazia a ef\u00edgie do autor e um trecho do poema &#8220;Prece de um Mineiro no Rio&#8221;, publicado no livro <i>A Vida Passada a Limpo<\/i> (1973):<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite>Desprendido de imagens que se rompem<br \/><br \/>a um capricho dos deuses, tu regressas<br \/><br \/>ao que, fora do tempo, \u00e9 tempo infindo,<br \/><br \/>no secreto semblante da verdade<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\">\r\n<figure id=\"attachment_74089\" aria-describedby=\"caption-attachment-74089\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-74089\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cedula-carlos-drummond-de-andrade.jpg\" alt=\"C\u00e9dula de 50 Cruzados novos com homenagem p\u00f3stuma a Carlos Drummond de Andrade\" width=\"570\" height=\"410\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cedula-carlos-drummond-de-andrade.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/cedula-carlos-drummond-de-andrade-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74089\" class=\"wp-caption-text\">C\u00e9dula de 50 Cruzados novos com homenagem p\u00f3stuma a Carlos Drummond de Andrade (Fotos: Banco Central do Brasil)<\/figcaption><\/figure>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A c\u00e9dula circulou at\u00e9 setembro de 1992 e, na parte de tr\u00e1s (reverso), ainda trazia outra gravura de Drummond e os versos do poema &#8220;Can\u00e7\u00e3o Amiga&#8221;, publicado no livro <em>Novos Poemas<\/em> (1948). Confira abaixo na \u00edntegra:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><cite> Eu preparo uma can\u00e7\u00e3o<br \/>em que minha m\u00e3e se reconhe\u00e7a,<br \/>todas as m\u00e3es se reconhe\u00e7am,<br \/>e que fale como dois olhos.<br \/><br \/>Caminho por uma rua<br \/>que passa em muitos pa\u00edses.<br \/>Se n\u00e3o me v\u00eaem, eu vejo<br \/>e sa\u00fado velhos amigos.<br \/><br \/>Eu distribuo um segredo<br \/>como quem ama ou sorri.<br \/>No jeito mais natural<br \/>dois carinhos se procuram.<br \/><br \/>Minha vida, nossas vidas<br \/>formam um s\u00f3 diamante.<br \/>Aprendi novas palavras<br \/>e tornei outras mais belas.<br \/><br \/>Eu preparo uma can\u00e7\u00e3o<br \/>que fa\u00e7a acordar os homens<br \/>e adormecer as crian\u00e7as.<\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-64971\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"Conhe\u00e7a os planos de assinatura do Clube Quindim\" width=\"770\" height=\"200\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_LivrosTransformadores-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante Quindim<\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 livros de Carlos Drummond de Andrade j\u00e1 enviados pelo <em>Clube Quindim<\/em>:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\r\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"273\" class=\"wp-image-32752\" style=\"aspect-ratio: 1; object-fit: contain;\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/elefante.jpg\" alt=\"O elefante (escritor Carlos Drummond de Andrade, ilustradora Raquel Can\u00e9, editora Companhia das Letrinhas)\" title=\"\">\r\n<figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-elefante\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574069395\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O elefante<\/a><\/em><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div><\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"513\" class=\"wp-image-33843 alignnone\" style=\"aspect-ratio: 1; object-fit: contain;\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/conversa-de-morango.jpg\" alt=\"Conversa de morango e outros textos cheios de gra\u00e7a (escritor Carlos Drummond de Andrade, ilustrador Fido Nesti, editora Cia das Letrinhas).\" title=\"\">\r\n<figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/conversa-de-morango-e-outros-textos-cheios-de-graca\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574067278\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Conversa de morango e outros textos cheios de gra\u00e7a<\/a><\/em><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div><\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"198\" height=\"254\" class=\"wp-image-649\" style=\"aspect-ratio: 1; object-fit: contain;\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/historia-de-dois-amores.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Dois Amores (escritor Carlos Drummond de Andrade, ilustrador Ziraldo, editora Companhia das Letrinhas).\" title=\"\">\r\n<figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/historia-de-dois-amores\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574065823\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hist\u00f3ria de Dois Amores<\/a><\/em><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div><\/div>\r\n<\/div>\r\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Procurando poemas de Carlos Drummond de Andrade para apresentar aos pequenos? 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