{"id":53741,"date":"2023-09-20T18:15:16","date_gmt":"2023-09-20T21:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=53741"},"modified":"2025-05-21T05:52:23","modified_gmt":"2025-05-21T08:52:23","slug":"carlos-drummond-de-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/carlos-drummond-de-andrade\/","title":{"rendered":"Carlos Drummond de Andrade para crian\u00e7as: poeta, amigo da natureza e defensor dos animais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira (Minas Gerais) em 31 de outubro de 1902. Apesar de ter sido <strong>um dos principais poetas do modernismo brasileiro<\/strong> (um amplo movimento cultural que bombou na cena art\u00edstica e social na primeira metade s\u00e9culo 20), a obra desse mineiro <strong>n\u00e3o se limita a formas e temas de movimentos espec\u00edficos<\/strong>, pois aborda desde quest\u00f5es existenciais (vida e morte) at\u00e9 quest\u00f5es cotidianas, familiares e pol\u00edticas, sempre em di\u00e1logo com as correntes da \u00e9poca em que viveu.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Carlos-Drummond-de-Andrade-para-criancas-poeta-amigo-da-natureza-e-defensor-dos-animais-meio1-Evandro-Teixeira-1170x600.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-53769\" style=\"width:564px;height:289px\" width=\"564\" height=\"289\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Evandro Teixeira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Itabira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mem\u00f3ria da cidade natal, onde passou a inf\u00e2ncia, est\u00e1 presente em boa parte da obra de Carlos Drummond. Depois de sair de l\u00e1, estudou no Col\u00e9gio Arnaldo, em Belo Horizonte, e em seguida, no Col\u00e9gio Anchieta, em Nova Friburgo. Na Universidade Federal de Minas Gerais, formou-se em Farm\u00e1cia e fundou \u201cA Revista\u201d para divulgar o modernismo no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Os poemas do in\u00edcio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Alguma poesia<\/em> foi o primeiro livro de poemas de Drummond. Publicado em 1930, tem um t\u00edtulo um tanto modesto. Foi editado l\u00e1 em Minas e teve s\u00f3 500 exemplares. Nele voc\u00ea pode encontrar <strong>poemas curtos e engra\u00e7ados<\/strong>, como \u201cUma cidadezinha qualquer\u201d e \u201cO poema de sete faces\u201d, que voc\u00ea vai ver na sele\u00e7\u00e3o que fiz. Outros livros importantes s\u00e3o <em>Brejo das Almas<\/em> (1934), <em>Sentimento do Mundo <\/em>(1940) e <em>Jos\u00e9<\/em> (1942).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, o livro decisivo do poeta \u00e9 <em>A rosa do povo<\/em> (1945), seu quinto livro de poesia, considerado pela cr\u00edtica um de seus livros mais fortes. Nele h\u00e1 55 poemas, dentre os quais destaco \u201cO elefante\u201d (que ganhou uma edi\u00e7\u00e3o ilustrada por Raquel Can\u00e9, lan\u00e7ada pela Companhia das Letrinhas). Todos os poemas desse volume foram escritos enquanto acontecia a Segunda Guerra Mundial: nessa \u00e9poca, Drummond vivia no Rio de Janeiro e era chefe de gabinete (algo como um secret\u00e1rio) do Ministro da Educa\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A rosa do povo<\/em> \u00e9 o maior livro de poesia de Carlos Drummond de Andrade, com <strong>poemas mais longos, que at\u00e9 usam recursos dram\u00e1ticos, parecidos com pe\u00e7as de teatro<\/strong>. Em outros poemas, Drummond traz de volta a \u201cnarratividade\u201d, ou melhor, o contar uma hist\u00f3ria: coisa que sempre existiu na poesia, mas que o Modernismo deixou de lado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poemas-de-cecilia-meireles-para-criancas\/\">10 poemas de Cec\u00edlia Meireles que toda crian\u00e7a merece conhecer!<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim.jpg\" alt=\"Assine o clube quindim\" class=\"wp-image-38121\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do primeiro livro at\u00e9 <em>A rosa do povo, <\/em>os poemas de Carlos Drummond <strong>descrevem o cotidiano, o medo, a guerra e a vida desalinhada da cidade<\/strong>. At\u00e9 esse momento de sua obra existe uma vis\u00e3o do mundo l\u00edrica e dram\u00e1tica, em que o conflito principal acontece entre o Eu e o Mundo. O Eu representa o indiv\u00edduo \u2014 que pode ser o poeta, voc\u00ea, eu, que escrevi este texto, qualquer pessoa que se identifique com os questionamentos pessoais, sociais ou metaf\u00edsicos presentes no poema. <strong>Nesse sentido, podemos dizer que nos poemas de Drummond \u00e9 poss\u00edvel identificar um personagem que o pr\u00f3prio poeta chama de <em>gauche<\/em><\/strong> (se l\u00ea g\u00f4che), uma palavra francesa que significa \u201cesquerda\u201d, mas que tamb\u00e9m \u00e9 utilizada para se referir a pessoas desajeitadas, t\u00edmidas, em conflito com o mundo, como acontece na obra drummondiana e est\u00e1 expl\u00edcito nos versos de \u201cO poema de sete faces\u201d:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Quando eu nasci, um anjo torto<\/em><br><em>desses que vivem \u00e0 sombra, disse:<\/em><br><em>\u2014 Vai, Carlos, ser <\/em>gauche<em> na vida<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Universo labir\u00edntico<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Carlos-Drummond-de-Andrade-para-criancas-poeta-amigo-da-natureza-e-defensor-dos-animais-meio1-1170x730.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53766\" style=\"width:550px;height:343px\" width=\"550\" height=\"343\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Ita\u00fa Cultural<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com uma grande import\u00e2ncia po\u00e9tica e hist\u00f3rica na obra de Drummond, <em>A rosa do povo<\/em> \u00e9 uma porta para ingressar na fase seguinte do poeta, porque, a partir de <em>Claro Enigma<\/em> (1951), <strong>temos o momento em que ele assume um tom mais existencial, com uma poesia menos ligada aos fatos do dia a dia e mais interessada na ess\u00eancia da vida<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, as primeiras publica\u00e7\u00f5es de Carlos Drummond servem como porta para entrarmos no <strong>universo labir\u00edntico do poeta<\/strong> de Itabira que, embora tenha trabalhado como funcion\u00e1rio p\u00fablico durante a maior parte da vida, come\u00e7ou a escrever cedo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/lygia-fagundes-telles-contos\/\">Lygia Fagundes Telles: 5 contos de mist\u00e9rio para a forma\u00e7\u00e3o de leitores<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Defesa dos animais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de poesia, Drummond produziu tamb\u00e9m literatura infantil, contos e cr\u00f4nicas. Nem todo mundo sabe que, ao longo de sua carreira liter\u00e1ria, o poeta defendeu a vida animal com os meios ao seu alcance. Voc\u00eas v\u00e3o ver que <strong>os bichos est\u00e3o presentes em sua obra<\/strong>. O seu \u00faltimo poema, \u201cElegia a um tucano morto\u201d, escrito no fim de janeiro de 1987, \u00e9 um canto tr\u00e1gico \u00e0 breve vida de um tucano retirado de seu habitat.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos Drummond de Andrade prosseguiu escrevendo at\u00e9 sua morte, em 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abaixo voc\u00ea vai encontrar 10 textos, entre poemas, contos e cr\u00f4nicas que selecionei com muito carinho, com a esperan\u00e7a de agu\u00e7ar a sua curiosidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Conhe\u00e7a 10 textos de Carlos Drummond de Andrade<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">1 . <strong>No meio do caminho<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNo meio do caminho\u201d <strong>\u00e9 uma das obras-primas de Carlos Drummond de Andrade<\/strong>. Seus versos foram publicados em 1928, na <em>Revista Antropofagia<\/em> e dizem respeito aos obst\u00e1culos que encontramos na vida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>No meio do caminho tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho<br>tinha uma pedra<br>no meio do caminho tinha uma pedra.<br><br>Nunca me esquecerei desse acontecimento<br>na vida de minhas retinas t\u00e3o fatigadas.<br>Nunca me esquecerei que no meio do caminho<br>tinha uma pedra<br>tinha uma pedra no meio do caminho<br>no meio do caminho tinha uma pedra.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">2. <strong>O poema de sete faces<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO poema de sete faces\u201d, publicado em <em>Alguma Poesia<\/em> (1930), <strong>\u00e9 uma das composi\u00e7\u00f5es mais populares de Carlos Drummond de Andrade<\/strong>. Nele podemos observar sentimentos de inadequa\u00e7\u00e3o e solid\u00e3o do indiv\u00edduo apresentados num tom sens\u00edvel, capaz de explorar emo\u00e7\u00f5es e dores atemporais. Por esse motivo, o poema continua sendo amado pelo p\u00fablico, no qual tamb\u00e9m me incluo!<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>Quando nasci, um anjo torto<br>desses que vivem na sombra<br>disse: Vai, Carlos! ser <em>gauche<\/em> na vida.<br><br>[&#8230;]<br><br>O bonde passa cheio de pernas:<br>pernas brancas pretas amarelas.<br>Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu cora\u00e7\u00e3o.<br>Por\u00e9m meus olhos<br>n\u00e3o perguntam nada.<br><br>O homem atr\u00e1s do bigode<br>\u00e9 s\u00e9rio, simples e forte.<br>Quase n\u00e3o conversa.<br>Tem poucos, raros amigos<br>o homem atr\u00e1s dos \u00f3culos e do bigode,<br><br>[&#8230;]<br><br>Mundo mundo vasto mundo,<br>se eu me chamasse Raimundo<br>seria uma rima, n\u00e3o seria uma solu\u00e7\u00e3o.<br>Mundo mundo vasto mundo,<br>mais vasto \u00e9 meu cora\u00e7\u00e3o.<br><br>[&#8230;]<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">3. <strong>Cidadezinha qualquer<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCidadezinha qualquer\u201d, tamb\u00e9m publicado em <em>Alguma poesia <\/em>(1930), <strong>\u00e9 um poema formado por tr\u00eas estrofes que, a partir da repeti\u00e7\u00e3o de uma palavra, evidencia a forma vagarosa que caracteriza as cidades do interior<\/strong>. Seria uma homenagem a Itabira?<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Casas entre bananeiras<br>mulheres entre laranjeiras<br>pomar amor cantar.<br>&nbsp;<br>Um homem vai devagar.<br>Um cachorro vai devagar.<br>Um burro vai devagar.<br>&nbsp;<br>Devagar\u2026 as janelas olham.<br>&nbsp;<br>Eta vida besta, meu Deus.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">4. Jos\u00e9<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cJos\u00e9\u201d, publicado no livro hom\u00f4nimo <em>Jos\u00e9<\/em> (1942), <strong>\u00e9 outro dos poemas mais populares de Drummond, sendo transformado em samba-enredo pela Mangueira<\/strong> em 1978. A escola foi a campe\u00e3 do carnaval carioca de 1987 com o samba-enredo \u201cO reino das palavras\u201d, com o qual homenageou o poeta.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>E agora, Jos\u00e9?&nbsp;<br>A festa acabou,&nbsp;<br>a luz apagou,&nbsp;<br>o povo sumiu,&nbsp;<br>a noite esfriou,&nbsp;<br>e agora, Jos\u00e9?&nbsp;<br>e agora, voc\u00ea?&nbsp;<br>voc\u00ea que \u00e9 sem nome,&nbsp;<br>que zomba dos outros,&nbsp;<br>voc\u00ea que faz versos,&nbsp;<br>que ama, protesta?&nbsp;<br>e agora, Jos\u00e9?&nbsp;&nbsp;<br>&nbsp;<br>[&#8230;]<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">5. <strong>O elefante<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Presente em <em>A rosa do povo<\/em> (1945), \u201c<a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-elefante\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574069395\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O elefante<\/a>\u201d ganhou ilustra\u00e7\u00e3o de Raquel Can\u00e9 e foi direcionado ao p\u00fablico infantil. <strong>Nesse poema, encontramos um elefante em busca de si e de seu lugar no mundo<\/strong>. Tenho para mim que ele encanta pequenos e grandes leitores, por meio de uma jornada de descobertas e recome\u00e7os. Aqui voc\u00ea vai ler um fragmento, mas pode ouvi-lo na \u00edntegra recitado pela Adriana Calcanhotto, no link recomendado no final deste artigo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>Fabrico um elefante<br>de meus poucos recursos.<br>Um tanto de madeira<br>tirado a velhos m\u00f3veis<br>talvez lhe d\u00ea apoio.<br>E o encho de algod\u00e3o,<br>de paina, de do\u00e7ura.<br>A cola vai fixar<br>suas orelhas pensas.<br>A tromba se enovela,<br>\u00e9 a parte mais feliz<br>de sua arquitetura.<br>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m as presas,<br>dessa mat\u00e9ria pura<br>que n\u00e3o sei figurar.<br>T\u00e3o alva essa riqueza<br>a espojar-se nos circos<br>sem perda ou corrup\u00e7\u00e3o.<br>E h\u00e1 por fim os olhos,<br>onde se deposita<br>a parte do elefante<br>mais fluida e permanente,<br>alheia a toda fraude.<br>[&#8230;]<\/cite><\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Carlos-Drummond-de-Andrade-para-criancas-poeta-amigo-da-natureza-e-defensor-dos-animais-meio1-Prefeitura-do-Rio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-53770\" style=\"width:571px;height:428px\" width=\"571\" height=\"428\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Carlos-Drummond-de-Andrade-para-criancas-poeta-amigo-da-natureza-e-defensor-dos-animais-meio1-Prefeitura-do-Rio.jpg 400w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Carlos-Drummond-de-Andrade-para-criancas-poeta-amigo-da-natureza-e-defensor-dos-animais-meio1-Prefeitura-do-Rio-150x113.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 571px) 100vw, 571px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Monumento homenageando o autor na cidade do Rio de Janeiro. Cr\u00e9dito: Prefeitura do Rio<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">6. <strong>Mem\u00f3ria<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel que voc\u00ea j\u00e1 tenha ouvido este singelo poema intitulado \u201cMem\u00f3ria\u201d, publicado em <em>Claro Enigma<\/em> (1951). <strong>O tempo \u00e9 breve e a vida passa com um piscar de olhos<\/strong>. Quase nada permanece e a mem\u00f3ria ret\u00e9m o que \u00e9 importante para cada pessoa. O resto se perde.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>Amar o perdido<br>deixa confundido<br>este cora\u00e7\u00e3o.<br><br>Nada pode o olvido<br>contra o sem sentido<br>apelo do N\u00e3o.<br><br>As coisas tang\u00edveis<br>tornam-se insens\u00edveis<br>\u00e0 palma da m\u00e3o.<br><br>Mas as coisas findas,<br>muito mais que lindas,<br>essas ficar\u00e3o.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">7. <strong>O pintinho<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO Pintinho\u201d \u00e9 uma cr\u00f4nica que foi publicada em 1955 no jornal <em>Correio da Manh\u00e3<\/em>, na Se\u00e7\u00e3o Imagens do Tempo. <strong>O texto faz uma cr\u00edtica \u00e0s pessoas que se interessam pelas coisas (nesse caso, um animal) apenas por estarem \u201cna moda\u201d<\/strong> e que depois s\u00e3o esquecidas por quem as consome. Aqui voc\u00ea vai ler apenas o come\u00e7o da hist\u00f3ria, podendo encontr\u00e1-la na \u00edntegra no link recomendado no final deste artigo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>Foi talvez de um filme de Walt Disney que nasceu a moda de enfeitar com pintinhos vivos as mesas de anivers\u00e1rio infantil. Era uma excelente ideia, no mundo ideal do desenho animado; conduzida para o mundo concreto dos apartamentos, tamb\u00e9m alcan\u00e7ou \u00eaxito absoluto. Muitos garotos e garotas jamais tinham visto um pinto de verdade, e queriam com\u00ea-lo, assim como estava, imaginando ser uma esp\u00e9cie de doce mec\u00e2nico, mais saboroso. Houve que cont\u00ea-los e ensinar-lhes no\u00e7\u00f5es urgentes de biologia. As senhoras e mo\u00e7as deliciaram-se com a surpresa e gula dos meninos, e foram un\u00e2nimes em achar os pintos uns amorecos. Mas estes, encurralados num centro de mesa, entre flores que n\u00e3o lhes diziam nada ao paladar, e atarantados por aquele rumor festivo e suspeito, deviam sentir-se absolutamente desgra\u00e7ados.<br>&nbsp;<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">8. Os bichos chegaram<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os jovens leitores, a cr\u00f4nica \u201cOs bichos chegaram\u201d, publicada em 1977 tamb\u00e9m no <em>Correio da Manh\u00e3,<\/em> <strong>mostra a face pouco conhecida de Carlos Drummond, amante da natureza e defensor dos animais<\/strong>, como voc\u00ea pode ver no trecho abaixo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<cite>A verdade \u00e9 que estamos participando de um ato de amor entre bichos e gente, em termos de habita\u00e7\u00e3o conjunta. J\u00e1 n\u00e3o atacamos os animais nem somos agredidos por eles. Confraterniza\u00e7\u00e3o \u00e9 a palavra. Vieram morar conosco, oferecemos-lhe as partes mais nobres da casa, aceitaram muito naturalmente, e o polvo n\u00e3o \u00e9 mais jantado por n\u00f3s. Assiste ao nosso jantar, de seu lugar de honra, bem vis\u00edvel. E como \u00e9 belo, nada assustador, o seu tent\u00e1culo porte!<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">9. Hist\u00f3ria de Dois Amores<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/historia-de-dois-amores\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574065823\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hist\u00f3ria de Dois Amores<\/a><\/em> (1985) <strong>\u00e9 um conto sobre Osb\u00f3, um elefante super de bem com a vida e sua amizade com um pulgo chamado Pul<\/strong>. Em 2013, pela Companhia das Letrinhas, ganhou ilustra\u00e7\u00f5es do Ziraldo, e este ano foi reeditado pela Record, com nova capa e imagens in\u00e9ditas. Eis um fragmento da hist\u00f3ria:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O elefante nem percebeu que levava um pulgo atr\u00e1s da orelha. Ou, se percebeu, n\u00e3o deu a menor import\u00e2ncia. Mesmo porque ele estava pensando num assunto de que iria tratar mais longe. O assunto era o seguinte: ia pedir a um colega que fizesse o favor de ocupar o seu posto de chefe dos elefantes da manada, enquanto ele tirava umas f\u00e9rias bem merecidas no Rio de Janeiro, a convite do Clube dos Elefantes Cariocas, que lhe contara maravilhas sobre a praia de Ipanema e outros encantos da cidade.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">10. <strong>Rick e a Girafa<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cRick e a Girafa\u201d est\u00e1 na colet\u00e2nea de cr\u00f4nicas, poemas e contos <em>O gato solteiro e outros bichos<\/em>, em uma edi\u00e7\u00e3o ilustrada publicada pela Record em 2022. Nesse livro, <strong>direcionado para o p\u00fablico infantil e juvenil, continuamos a acompanhar o engajamento de Carlos Drummond na defesa da natureza e dos animais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>No Jardim Zool\u00f3gico, neste domingo azul, a girafa olha do alto para as crian\u00e7as, e parece convid\u00e1-las a um passeio no dorso. H\u00e1 uma escada perto, e se for encostada ao animal, Ricardo (Rick \u00e9 o seu apelido) poder\u00e1 chegar at\u00e9 l\u00e1.<br>O garoto mede a dist\u00e2ncia que vai do ch\u00e3o ao lombo, e julga-se em condi\u00e7\u00f5es de venc\u00ea-la. Uma vez l\u00e1 em cima, cavalgando o pesco\u00e7o, e segurando-lhe os chifres, pedir\u00e1 \u00e0 girafa, depois de umas voltas pelo Jardim, que o leve por a\u00ed, percorrendo o mundo.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-melhor-clube-do-livro-infantil.jpg\" alt=\"Assine o melhor clube do livro infantil\" class=\"wp-image-38195\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-melhor-clube-do-livro-infantil.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-melhor-clube-do-livro-infantil-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-melhor-clube-do-livro-infantil-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como voc\u00ea deve ter notado, Carlos Drummond de Andrade \u00e9 um poeta completo. Tratou de temas sobre o delicado equil\u00edbrio entre passado e presente, o amor, a brevidade da vida e os problemas do mundo, pois foi um homem que sempre quis fazer parte de seu pr\u00f3prio tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ler Drummond \u00e9 mais do que um prazer po\u00e9tico, \u00e9 tamb\u00e9m um exerc\u00edcio de responsabilidade e compreens\u00e3o das coisas da vida. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Refer\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Carlos Drummond de Andrade. <em>A rosa do povo<\/em>. Pref\u00e1cio de Affonso Romano de Sant\u2019Anna. 32. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Carlos Drummond de Andrade. <em>Claro Enigma. <\/em>Posf\u00e1cio de Samuel Titan. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2012.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u201cNo meio do caminho\u201d: <a href=\"https:\/\/www.culturagenial.com\/poema-no-meio-do-caminho-de-carlos-drummond-de-andrade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">https:\/\/www.culturagenial.com\/poema-no-meio-do-caminho-de-carlos-drummond-de-andrade\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u201cO elefante\u201d, por Adriana Calcanhotto: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TkXECx0ZwMU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TkXECx0ZwMU<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u201cO pintinho\u201d: <a href=\"https:\/\/cronicabrasileira.org.br\/cronicas\/17388\/o-pintinho\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">https:\/\/cronicabrasileira.org.br\/cronicas\/17388\/o-pintinho<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u201cOs bichos chegaram\u201d: <a href=\"https:\/\/cronicabrasileira.org.br\/cronicas\/18014\/os-bichos-chegaram\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">https:\/\/cronicabrasileira.org.br\/cronicas\/18014\/os-bichos-chegaram<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u201cElegia a um tucano morto\u201d: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bbYTioVMSoE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bbYTioVMSoE<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante Quindim<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 livros de Carlos Drummond de Andrade j\u00e1 enviados pelo Clube Quindim<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"273\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/elefante.jpg\" alt=\"O elefante (escritor Carlos Drummond de Andrade, ilustradora Raquel Can\u00e9, editora Companhia das Letrinhas)\" class=\"wp-image-32752\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-elefante\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574069395\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O elefante<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"360\" height=\"513\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/conversa-de-morango.jpg\" alt=\"Conversa de morango e outros textos cheios de gra\u00e7a (escritor Carlos Drummond de Andrade, ilustrador Fido Nesti, editora Cia das Letrinhas).\" class=\"wp-image-33843\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/conversa-de-morango-e-outros-textos-cheios-de-graca\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574067278\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Conversa de morango e outros textos cheios de gra\u00e7a<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"198\" height=\"254\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/historia-de-dois-amores.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria de Dois Amores (escritor Carlos Drummond de Andrade, ilustrador Ziraldo, editora Companhia das Letrinhas).\" class=\"wp-image-649\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/historia-de-dois-amores\/carlos-drummond-de-andrade\/9788574065823\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hist\u00f3ria de Dois Amores<\/a><\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A amplitude das obras de Drummond transcendem defini\u00e7\u00f5es previamente estabelecidas. Conhe\u00e7a um pouco mais sobre algumas delas a seguir.<\/p>\n","protected":false},"author":61,"featured_media":53767,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[497],"tags":[],"class_list":["post-53741","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-livros-infantis"],"acf":{"posts_relacionados":[50711,41658,38542]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/61"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53741"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53741\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38542"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41658"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50711"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53767"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}