{"id":52450,"date":"2023-08-02T15:30:46","date_gmt":"2023-08-02T18:30:46","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=52450"},"modified":"2025-05-21T05:52:38","modified_gmt":"2025-05-21T08:52:38","slug":"futebol-feminino-e-coisa-de-menina-sim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/futebol-feminino-e-coisa-de-menina-sim\/","title":{"rendered":"Futebol feminino: futebol \u00e9 coisa de menina, sim!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol feminino deixou a <a href=\"https:\/\/ge.globo.com\/futebol\/copa-do-mundo-feminina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Copa do Mundo Feminina<\/a>, que vai at\u00e9 o fim de agosto, mas era uma das favoritas para o t\u00edtulo. Quem v\u00ea a atua\u00e7\u00e3o das jogadoras em campo n\u00e3o imagina que, entre os anos de 1941 e 1983, <strong>mulheres e meninas brasileiras eram proibidas de jogar futebol<\/strong>. Por mais de 40 anos, um decreto-lei assinado pelo ent\u00e3o presidente Get\u00falio Vargas, vetou a pr\u00e1tica de qualquer esporte &#8220;violento&#8221; \u00e0s mulheres, com a <strong>justificativa de que eles seriam incompat\u00edveis com as condi\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas femininas<\/strong>. Por tr\u00e1s da proibi\u00e7\u00e3o, o machismo estava \u2014 e ainda est\u00e1 \u2014 presente, dentro e\u00a0fora de campo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"582\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio3-Copy.jpg\" alt=\"Meninas pr\u00e9-adolescentes treinando em coletivo.\" class=\"wp-image-52466\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio3-Copy.jpg 582w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio3-Copy-150x106.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Meninas treinando em time categoria sub-11. Cr\u00e9dito: Danilo Verpa\/Folhapress.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bem antes da lei, no entanto, j\u00e1 havia mulheres jogando futebol no pa\u00eds<\/strong>. E n\u00e3o apenas jogando: narrando as partidas, mesmo que de forma ficcional, ou escrevendo sobre o tema, como cronistas e jornalistas, explica a historiadora Aira Bonfim, autora do livro <em>Futebol Feminino no Brasil: entre festas, circos e sub\u00farbios, uma hist\u00f3ria social (1915-1941)<\/em>, lan\u00e7ado no m\u00eas passado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Tenho utilizado a hist\u00f3ria como um lugar para desqualificar alguns sensos comuns das rela\u00e7\u00f5es esportivas, principalmente das rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, que\u00a0afetam mulheres adultas, mais principalmente a inicia\u00e7\u00e3o esportiva, que se d\u00e1 com crian\u00e7as&#8221;, afirma. &#8220;Quando a gente d\u00e1 um passo para atr\u00e1s e olha para o hist\u00f3rico de forma\u00e7\u00e3o das modalidades esportivas em geral no pa\u00eds, para al\u00e9m do futebol, <strong>encontramos um contexto de mais de 100 anos onde as meninas nunca foram convidadas a fazer parte desse circuito<\/strong>&#8220;.<br><br>Mas elas estavam l\u00e1. O futebol, que foi importado do Reino Unido, <strong>j\u00e1 chegou ao Brasil como uma atividade de homens para homens<\/strong>. No entanto, mulheres e meninas encontraram brechas para estarem presentes: elas participavam das chamadas &#8220;festas esportivas&#8221;, cuja principal atra\u00e7\u00e3o era um torneio masculino, disputado por homens, mas que englobavam outras atividades, como bailes, festas e at\u00e9 apresenta\u00e7\u00f5es circenses. <strong>Eram nesses ambientes que se viam principalmente as meninas e adolescentes interessadas em jogar futebol<\/strong>.<br><br>&#8220;Elas desciam das arquibancadas, que j\u00e1 era um lugar muito ocupado pelas mulheres, e iam para o campo, jogar e brincar. A gente tem essas evid\u00eancias muito marcadas j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo 20&#8221;, pontua Aira, que tamb\u00e9m foi coordenadora e coautora da publica\u00e7\u00e3o infantojuvenil <em>Hist\u00f3rias da Copa Am\u00e9rica Feminina<\/em>, lan\u00e7ado no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Pacaembu lotado<\/strong><\/h3>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"653\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio2-Copy.png\" alt=\"Foto a\u00e9rea antiga do est\u00e1dio do Pacaembu, em S\u00e3o Paulo.\" class=\"wp-image-52462\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio2-Copy.png 653w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio2-Copy-150x94.png 150w\" sizes=\"(max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Antiga foto do Pacaembu, est\u00e1dio que tradicionalmente j\u00e1 recebeu grandes p\u00fablicos. Cr\u00e9dito: Gazeta Esportiva.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das primeiras fotos dessa \u00e9poca que conhecemos nos dias de hoje data de 1915. Nela, s\u00f3cias da equipe do Vila Isabel, no Rio de Janeiro, um dos principais clubes da \u00e9poca, aparecem disputando uma partida no campo do zool\u00f3gico, em S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o. Tamb\u00e9m h\u00e1 registros similares no Rio Grande do Norte \u2014 um deles \u00e9 a capa do livro de Aira \u2014, datados de 1920.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Rio, ainda na d\u00e9cada de 1930, j\u00e1 era realizado um circuito de futebol feminino com mais de 15 equipes, a maioria delas oriundas do sub\u00farbio carioca. Como o esporte come\u00e7ava a se tornar popular, <strong>as jogadoras apareciam nos principais jornais da \u00e9poca, em fotos ou dando entrevistas \u2014 alguns deles publicavam at\u00e9 descri\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas dos jogos<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eram jovens mulheres e adolescentes que ganhavam dinheiro com o esporte, e algumas equipes tinham at\u00e9 patroc\u00ednio. As jogadoras da \u00e9poca eram famosas a ponto de receberem in\u00fameros convites para jogar fora do Rio de Janeiro. Em um dos epis\u00f3dios mais emblem\u00e1ticos, jogadoras da equipe do Flamengo foram at\u00e9 a cidade de S\u00e3o Paulo participar de um amistoso contra o clube, arrastando <strong>80 mil pessoas que lotaram o est\u00e1dio do Pacaembu<\/strong>, rec\u00e9m-inaugurado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/quindim.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/O-melhor-clube-de-assinatura-de-livros-infantis-do-Brasil.gif\" alt=\"O melhor clube de assinatura de livros infantis do Brasil\" class=\"wp-image-38002\" title=\"\"><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O livro tamb\u00e9m revela hist\u00f3rias sobre mulheres incr\u00edveis como a primeira-dama e jogadora Jandira Caf\u00e9; de Cleo de Galsan, irm\u00e3 da escritora e desenhista Pagu, a primeira cronista esportiva do Brasil; al\u00e9m de depoimentos das jogadoras Jeanne Brule e Adiragram e a passagem da feminista francesa Alice Milliat pelo Brasil, entre outros exemplos.<br><br>&#8220;Todas essas hist\u00f3rias mostram que j\u00e1 existia o interesse, h\u00e1 mais de cem anos, por parte das mulheres de vivenciarem o futebol&#8221;, conta a historiadora. &#8220;<strong>Elas eram protagonistas no principal esporte da \u00e9poca<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><strong>Papel da escola<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1941, no entanto, o decreto de Vargas freou esse movimento em ascens\u00e3o e passou a impedir o envolvimento das brasileiras com o esporte. E n\u00e3o apenas com o futebol: <strong>a legisla\u00e7\u00e3o vetava a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nos jogos e a presen\u00e7a delas nos est\u00e1dios, mas tamb\u00e9m proibia o ensino nas escolas de qualquer esporte tratado como &#8220;violento&#8221; na \u00e9poca<\/strong> \u2014 ou seja esportes de contato f\u00edsico, como o polo aqu\u00e1tico, ou que exigiam for\u00e7a, como todos os tipos de luta.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPor isso, quando olhamos para a gera\u00e7\u00e3o que nasceu na d\u00e9cada de 1980, como a minha, entendemos porque era mais comum e normal, entre aspas, que as meninas fossem jogar v\u00f4lei e outros esportes&#8221;, explica Aira. &#8220;O futebol passou a ser de alguma forma exclusivo a homens e meninos. S\u00f3 eles poderiam sonhar com uma profissionaliza\u00e7\u00e3o. Olhando atrav\u00e9s da hist\u00f3ria vemos como isso foi constru\u00eddo, e s\u00f3 agora temos oportunidade de reparar essas desigualdades esportivas. Ou seja, <strong>fazer do futebol uma grande met\u00e1fora sobre igualdade, onde as meninas e os meninos podem enfim ter o direito de experimentar a atividade f\u00edsica que quiserem<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A historiadora tamb\u00e9m&nbsp;fala sobre o papel dos educadores nessa repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 responsabilidade da escola estar atenta e pensar a inicia\u00e7\u00e3o esportiva de forma muito mais democr\u00e1tica, e por que n\u00e3o, como <strong>uma grande ferramenta para reparar essas desigualdades que tamb\u00e9m s\u00e3o de g\u00eanero mas n\u00e3o s\u00f3<\/strong>. Perdemos muito tempo com uma educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica que naturalizou e n\u00e3o questionou essas imposi\u00e7\u00f5es. Hoje, temos condi\u00e7\u00f5es de fazer essa repara\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio. De apresentar o futebol como uma grande ferramenta de liberdade, onde as crian\u00e7as podem ser muito mais plenas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/futebol-infantil-beneficios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Futebol infantil: os benef\u00edcios do esporte mais amado do Brasil para os pequenos<\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Clube-de-Leitura-Quindim-o-melhor-clube-de-assinatura-infantil.jpg\" alt=\"Clube de Leitura Quindim, o melhor clube de assinatura infantil\" class=\"wp-image-37885\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Clube-de-Leitura-Quindim-o-melhor-clube-de-assinatura-infantil.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Clube-de-Leitura-Quindim-o-melhor-clube-de-assinatura-infantil-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Clube-de-Leitura-Quindim-o-melhor-clube-de-assinatura-infantil-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">EXPOSI\u00c7\u00c3O <strong>&#8220;Rainha de Copas&#8221;: A CONQUISTA DO FUTEBOL FEMININO<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 com o fim da lei, os primeiros campeonatos femininos come\u00e7aram a acontecer, em 1983. Nessa \u00e9poca, o futebol masculino brasileiro j\u00e1 tinha ganhado tr\u00eas t\u00edtulos nas Copas do Mundo, em 1958, 1962 e 1970.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E apenas tr\u00eas anos depois do fim da proibi\u00e7\u00e3o nascia a &#8220;Rainha do futebol&#8221;, a melhor jogadora da hist\u00f3ria brasileira: Marta Vieira da Silva, que viveu sua sexta e \u00faltima Copa do Mundo, aos 37 anos. Eleita pela Fifa a melhor jogadora do mundo por seis vezes, cinco delas consecutivas, <strong>Marta \u00e9 hoje a maior artilheira da sele\u00e7\u00e3o brasileira \u2014 masculina e feminina<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"615\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio1-Copy.jpg\" alt=\"Foto de mulher com a camisa da sele\u00e7\u00e3o brasileira comemorando.\" class=\"wp-image-52461\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio1-Copy.jpg 615w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Futebol-feminino-futebol-e-coisa-de-menina-sim-meio1-Copy-150x100.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marta: a maior artilheira da hist\u00f3ria da sele\u00e7\u00e3o brasileira. Cr\u00e9dito: Brasil Escola.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela e suas companheiras da sele\u00e7\u00e3o atual, e das anteriores, como Formiga, Cristiane e Sisi, s\u00e3o tamb\u00e9m personagens da&nbsp;exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Rainhas de Copas&#8221;, em cartaz no Museu do Futebol, em S\u00e3o Paulo.&nbsp; A mostra tempor\u00e1ria, que vai at\u00e9 o dia 27 de agosto, destaca as conquistas das jogadoras brasileiras,&nbsp;come\u00e7ando com a participa\u00e7\u00e3o pioneira do Brasil no Torneio Experimental da China em 1988 \u2014 um prot\u00f3tipo do que viria a ser o primeiro Campeonato Mundial oficial da Fifa, em 1991. A exposi\u00e7\u00e3o, da qual Aira \u00e9 tamb\u00e9m co-curadora, ainda dedica um espa\u00e7o para mostrar a luta das jogadoras pela igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Hoje, gra\u00e7as \u00e0 representa\u00e7\u00e3o que o futebol feminino ganhou na sociedade, atrav\u00e9s dos campeonatos nacionais e da sele\u00e7\u00e3o brasileira, podemos ligar a televis\u00e3o ou a internet e nos reconhecer nessas jogadoras\u201d<\/strong>.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem todos se recordam, mas por muito tempo, o futebol feminino foi algo proibido no Brasil. Hoje, cada vez mais, elas comprovam que a paix\u00e3o e, sobretudo, o talento, independem do g\u00eanero.<\/p>\n","protected":false},"author":73,"featured_media":52460,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746],"tags":[],"class_list":["post-52450","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil"],"acf":{"posts_relacionados":[38310,28978,2455]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/73"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52450\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2455"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28978"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38310"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52460"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}