{"id":47594,"date":"2023-01-19T09:59:20","date_gmt":"2023-01-19T12:59:20","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=47594"},"modified":"2025-05-21T05:53:22","modified_gmt":"2025-05-21T08:53:22","slug":"10-contos-de-edgar-allan-poe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/10-contos-de-edgar-allan-poe\/","title":{"rendered":"10 contos de Edgar Allan Poe para jovens\u00a0leitores"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se voc\u00ea j\u00e1 assistiu a algum filme dirigido por Tim Burton e gostou, e se j\u00e1 ficou apaixonado por Wandinha Addams \u2013 do sucesso da Netflix \u2013, pode ter certeza de que o sinistro Edgar Allan Poe n\u00e3o vai te decepcionar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pai da narrativa policial e um dos escritores mais importantes do s\u00e9culo XIX, o contista, poeta, editor e cr\u00edtico liter\u00e1rio Edgar Allan Poe foi publicamente aclamado por nomes como J\u00falio Verne, Arthur Conan Doyle e Charles Baudelaire. Mas o que ser\u00e1 que este autor t\u00e3o soturno e de vida tr\u00e1gica tinha de t\u00e3o especial para ficar marcado para sempre na hist\u00f3ria da literatura mundial? Entenda a seguir. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>Quem foi Edgar Allan Poe?<\/strong><\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filho de atores de teatro, Edgar Poe nasceu em Boston (EUA) no dia 19 de janeiro de 1809. Muito cedo, por\u00e9m, a vida lhe mostrou um lado triste e sombrio: foi abandonado pelo pai (de quem herdou o nome) antes de completar 1 ano de vida e perdeu a m\u00e3e com tuberculose no ano seguinte. Separado de seus irm\u00e3os, o menino foi criado pelo empres\u00e1rio John Allan e sua esposa, Frances, que nunca o adotaram formalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos primeiros anos escolares, Poe viveu na Inglaterra com essa fam\u00edlia, onde teve uma educa\u00e7\u00e3o de alto n\u00edvel. Suas rela\u00e7\u00f5es familiares, entretanto, eram marcadas pela frieza. A partir da adolesc\u00eancia, sua vida foi um tanto atribulada, principalmente por causa de sua rebeldia. Depois da morte de Frances, a m\u00e3e &#8220;adotiva&#8221;, a rela\u00e7\u00e3o com John Allan ficou cada vez mais complicada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edgar Allan Poe n\u00e3o s\u00f3 foi o pai das narrativas policiais, como tamb\u00e9m o mestre do horror, ou do g\u00f3tico, como muitos preferem. Por isso, <strong>toda essa hist\u00f3ria familiar \u00e9 importante para que voc\u00ea entenda essa persona<\/strong>. Separado dos Allan e j\u00e1 conhecido nos meios jornal\u00edstico e liter\u00e1rio, Poe foi morar com a tia e a prima, Virginia Clemm, com quem se casou aos 27 anos. Mas parece que o azar n\u00e3o dava tr\u00e9gua para o escritor. Depois de 11 anos de casamento, Virginia morreu v\u00edtima de tuberculose. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Junto dessa perda, Poe se envolveu em muitas brigas liter\u00e1rias: adoeceu, recuperou-se, tentou suic\u00eddio e at\u00e9 cortejou algumas mulheres, mas nunca mais se casou. A pobreza, o descuido com a sa\u00fade e as incont\u00e1veis frustra\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias, jornal\u00edsticas e amorosas roubaram o resto de sua j\u00e1 escassa energia vital.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A morte de Poe colaborou definitivamente para a constru\u00e7\u00e3o de seu mist\u00e9rio. Ele foi encontrado em estado de del\u00edrio, com roupas de outra pessoa e morreu depois de quatro dias sem retomar a consci\u00eancia. Em 9 de outubro de 1849, um obitu\u00e1rio publicado no <em>New York Daily Tribune <\/em>anunciava: \u201cEdgar Allan Poe est\u00e1 morto. Faleceu anteontem em Baltimore. Este an\u00fancio surpreender\u00e1 a muitos, mas poucos v\u00e3o lament\u00e1-lo\u201d. Esse texto foi escrito pelo antologista Rufus Griswold, antigo rival de Poe e, acredite, executor liter\u00e1rio de suas obras, al\u00e9m de ser o autor da primeira biografia do autor. De fato, Poe estava morto. Mas, como o leitor vai perceber, as mortes de Poe nunca duram para sempre.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">POR QUE AS <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>obra<\/strong><\/mark><\/mark>S DE POE S\u00c3O IMPORTANTES E INFLUENCIAM AS ARTES?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A influ\u00eancia do trabalho de Poe n\u00e3o se d\u00e1 apenas na literatura, mas em diversos campos<\/strong>, como no cinema, na m\u00fasica, na televis\u00e3o, nas HQs, na moda&#8230; Como poeta, Edgar Allan Poe representa quase sozinho o movimento rom\u00e2ntico estadunidense. \u00c9 o primeiro que fez de seu estilo uma ferramenta, pois <strong>sua poesia \u00e9 trabalhada como uma joia<\/strong>. Ele amava ritmos complicados, mas dava a eles uma harmonia profunda. Seu poema mais famoso se chama \u201cO corvo\u201d (\u201c<em>The Raven<\/em>\u201d). Mesmo que voc\u00ea n\u00e3o conhe\u00e7a nenhum verso, onde muitas vezes aparece a express\u00e3o \u201cnunca mais\u201d, j\u00e1 deve ter visto um retrato do autor com um corvo empoleirado no ombro. Essa imagem se tornou um \u00edcone! <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E se voc\u00ea ainda n\u00e3o viu a s\u00e9rie da Netflix, preste aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas no nome da escola para onde a filha dos Addams \u00e9 enviada mas em todos os detalhes. Do come\u00e7o ao fim, os contos e os poemas do mestre ganham express\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/contos-de-Edgar-Allan-Poe_lapide.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62641\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/contos-de-Edgar-Allan-Poe_lapide.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/contos-de-Edgar-Allan-Poe_lapide-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">L\u00e1pide onde jaz Edgar Allan Poe. Nela pode-se observar a cita\u00e7\u00e3o &#8220;<em>Quoth the Raven &#8216;Nevermore<\/em>&#8216;&#8221;, que significa &#8220;<em>\u201cDisse o corvo, \u2018nunca mais\u2019\u201d<\/em>, c\u00e9lebre frase de um dos seus mais famosos contos, O Corvo. Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Wikip\u00e9dia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como contista e romancista, <strong>Poe \u00e9 o \u00fanico em seu g\u00eanero<\/strong>. Os diferentes trabalhos espalhados em revistas foram reunidos em dois grupos: <em>Hist\u00f3rias extraordin\u00e1rias<\/em> e <em>Contos de Edgar A. Poe, <\/em>edi\u00e7\u00e3o Wiley &amp; Putnam (<em>Tales of the Grotesque and Arabesque<\/em>, de 1839, e <em>Tales<\/em>, de 1845).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nenhum autor jamais contou com tanta magia as estranhezas da vida humana e da natureza, o morrer das esta\u00e7\u00f5es repletas de esplendores enervantes, a alucina\u00e7\u00e3o deixando lugar \u00e0 d\u00favida e depois se tornando certeza, o absurdo se instalando na intelig\u00eancia, governando-a com uma l\u00f3gica espantosa, a contradi\u00e7\u00e3o entre os nervos e o esp\u00edrito, e o homem descontrolado, a ponto de exprimir a dor por meio do riso. H\u00e1 quem diga que os personagens de Poe s\u00e3o o pr\u00f3prio Poe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem ainda n\u00e3o leu esse atormentado escritor pode se perguntar: por que ainda ler suas obras? A for\u00e7a de seu horror e de suas fantasias \u00e9 capaz de causar nos leitores de hoje a emo\u00e7\u00e3o aterrorizante que causava no s\u00e9culo 19? \u00c9 capaz de roubar o f\u00f4lego do jovem leitor? O que os espectadores de Tim Burton sentiriam se lessem ou ouvissem os contos do mentor de <em>Nunca Mais<\/em>?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para estimular mais algumas perguntas e incitar a curiosidade de jovens leitores, al\u00e9m dos que j\u00e1 apreciam as paradas sinistras presentes nas telas e aqueles que querem uma nova aventura, convidamos a passar os olhos nos <strong>trechos de 10 contos de Edgar Allan Poe <\/strong>que deixaremos por aqui.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>10 contos de Edgar Allan Poe<\/strong><\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>1 &#8211; Manuscrito encontrado numa garrafa (1831)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse conto, o narrador retrata a sua estada em um navio, \u00e0 deriva, em \u00e1guas estranhas. Entediado, junto do protagonista em meio a uma calmaria anormal, voc\u00ea \u00e9 surpreendido por <strong>algo sombrio que muda o rumo da hist\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>Quando a noite chegou, todo sopro de ar desapareceu, e uma calmaria mais completa \u00e9 imposs\u00edvel de se conceber. A chama de uma vela ardia sobre a popa sem o menor movimento percept\u00edvel, e um longo fio de cabelo, seguro entre o indicador e o polegar, pairava sem que fosse poss\u00edvel detectar qualquer vibra\u00e7\u00e3o. Entretanto, conforme afirmou o capit\u00e3o, ele n\u00e3o conseguia<\/em> <em>perceber nenhum ind\u00edcio de perigo e, como \u00e9ramos levados na dire\u00e7\u00e3o da costa, ordenou o ferrar dos panos e que a \u00e2ncora fosse lan\u00e7ada. Nenhum quarto de vigia foi determinado, e a tripula\u00e7\u00e3o, consistindo principalmente de malaios, largou-se deliberadamente pelo conv\u00e9s.<\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Contos de Imagina\u00e7\u00e3o e Mist\u00e9rio<\/em>, p. 68)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>2 &#8211; William Wilson (1834)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tema primordial nesse conto \u00e9 o da duplicidade. William Wilson, personagem e narrador da hist\u00f3ria, em determinado momento da vida, ser\u00e1 abordado por um personagem que se revelar\u00e1 como seu duplo. <strong>Para decidir se esse personagem \u00e9 real<\/strong>, voc\u00ea precisa ler at\u00e9 o fim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>Minhas mais antigas lembran\u00e7as de uma vida escolar est\u00e3o ligadas ao pr\u00e9dio grande, irregular, elisabetano de um vilarejo na Inglaterra, onde havia um vasto n\u00famero de \u00e1rvores gigantescas e contorcidas, e onde todas as casas eram excessivamente antigas. De fato, era um lugar on\u00edrico e que trazia paz ao esp\u00edrito, esse antigo e vener\u00e1vel povoado. Neste exato momento, em minha imagina\u00e7\u00e3o, sinto o revigorante frescor de suas alamedas profundamente sombreadas, inspiro a fragr\u00e2ncia de seus incont\u00e1veis arbustos e torno a estremecer com indefin\u00edvel deleite sob o repique profundo e cavernoso do sino da igreja rompendo, de hora em hora, com seu troar repentino e taciturno, a quietude da fusca atmosfera em que se encravava serenamente o dilapidado campan\u00e1rio g\u00f3tico.<\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Contos de Imagina\u00e7\u00e3o e Mist\u00e9rio<\/em>, p. 25-26).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>3 &#8211; O homem da multid\u00e3o (1840)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tem tamb\u00e9m como tema a duplicidade. Um narrador sem nome segue um homem numa Londres superpovoada. Em sua persegui\u00e7\u00e3o, fica fascinado pela multid\u00e3o e reflete sobre o qu\u00e3o isoladas as pessoas pensam que est\u00e3o. Depois de ler esse conto, <strong>vale a pena fazer uma pesquisa sobre o poeta Charles Baudelaire<\/strong>. Voc\u00ea vai se surpreender.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>\u00c0 medida que ca\u00eda a noite, aumentava meu interesse na cena. N\u00e3o s\u00f3 o car\u00e1ter geral da multid\u00e3o se alterava (os rostos mais suaves desaparecendo no recolhimento gradual da parcela mais ordenada da massa, substitu\u00eddos por faces mais grosseiras, pois a hora tardia atra\u00eda toda esp\u00e9cie de inf\u00e2mia para fora da toca), como a ilumina\u00e7\u00e3o dos lampi\u00f5es a g\u00e1s, inicialmente fraca em sua luta contra o dia que agonizava, finalmente sa\u00edra vencedora do combate e derramava sobre a rua seu clar\u00e3o inquieto e vulgar. A noite estava sombria, mas espl\u00eandida, como o \u00e9bano a que o estilo de Tertuliano foi comparado. <\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Edgar Allan Poe: medo cl\u00e1ssico<\/em>, vol. 2, p. 57)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram:<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C33AwQOJbCG\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> 8 livros para falar sobre o medo<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>4 &#8211; O retrato oval (1842)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 verdade que Allan Poe tinha uma obsess\u00e3o pelo tema, porque nesse conto de terror, mais uma vez est\u00e1 a presen\u00e7a do duplo. Ocupando apenas duas p\u00e1ginas, \u00e9 um de seus contos mais curtos, mas <strong>tremendamente perturbador<\/strong>. E preste aten\u00e7\u00e3o na men\u00e7\u00e3o \u00e0 rainha do romance g\u00f3tico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>O castelo onde meu criado ousou for\u00e7ar a entrada, para que eu n\u00e3o passasse a noite gravemente ferido ao relento, era uma daquelas constru\u00e7\u00f5es que mesclavam o l\u00fagubre com o grandioso e h\u00e1 muito povoavam os Apeninos, tanto na vida real como na imagina\u00e7\u00e3o da sra. Radcliffe. <\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Edgar Allan Poe: medo cl\u00e1ssico<\/em>, vol. 2, p. 65)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>5 &#8211; O po\u00e7o e o p\u00eandulo (1842)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse conto, o contexto \u00e9 a Inquisi\u00e7\u00e3o na Espanha. Em uma atmosfera de morte, o narrador se v\u00ea <strong>atirado em um calabou\u00e7o<\/strong>, onde aguarda sua senten\u00e7a sob tortura f\u00edsica e psicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>Desmaiara; mas mesmo assim n\u00e3o direi que perdi de todo a consci\u00eancia. O que dela restava n\u00e3o tentarei definir, nem sequer descrever; contudo, nem tudo estava perdido. No sono mais profundo \u2014 n\u00e3o! No del\u00edrio \u2014 n\u00e3o! Em um desmaio \u2014 n\u00e3o! Na morte \u2014 n\u00e3o! at\u00e9 mesmo no t\u00famulo, nem tudo est\u00e1 perdido. <\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Contos de Imagina\u00e7\u00e3o e Mist\u00e9rio<\/em>, p. 51)<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"1116\" height=\"387\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64968\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores.jpg 1116w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores-768x266.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores-150x52.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>6 &#8211; A m\u00e1scara da Morte Vermelha (1842)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dependendo da tradu\u00e7\u00e3o, voc\u00ea pode encontrar t\u00edtulos como &#8220;O baile da Morte Rubra&#8221; ou &#8220;A m\u00e1scara da Morte Rubra&#8221;. Nesse conto, tamb\u00e9m <strong>permeado pela atmosfera de morte<\/strong>, em um castelo isolado na It\u00e1lia, acontece um baile de m\u00e1scaras enquanto uma peste assola as vilas distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>Foi pr\u00f3ximo ao final do quinto ou sexto m\u00eas de sua reclus\u00e3o, e enquanto a pestil\u00eancia assolava com o auge da f\u00faria do outro lado, que o pr\u00edncipe Prospero ofereceu a seus mil amigos um baile de m\u00e1scaras da magnific\u00eancia mais extraordin\u00e1ria. <\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Contos de Imagina\u00e7\u00e3o e Mist\u00e9rio<\/em>, p. 144)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>7 &#8211; O gato preto (1843)<\/strong><\/h3>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/10-contos-de-Edgar-Allan-Poe-para-jovens-leitores-4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-47607\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/10-contos-de-Edgar-Allan-Poe-para-jovens-leitores-4.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/10-contos-de-Edgar-Allan-Poe-para-jovens-leitores-4-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Canva<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 um dos contos mais famosos de Allan Poe e considerado um estudo sobre a psicologia da culpa. <strong>O mist\u00e9rio que envolve a conclus\u00e3o da hist\u00f3ria ameniza a viol\u00eancia assustadora<\/strong> do personagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>Para a narrativa sumamente extravagante e contudo sumamente trivial em que tomo da pena, n\u00e3o espero nem pe\u00e7o cr\u00e9dito. De fato, louco seria eu de esperar tal coisa, num epis\u00f3dio em que at\u00e9 meus pr\u00f3prios sentidos rejeitam o que testemunharam. Contudo, n\u00e3o estou louco \u2014 e, decerto, tampouco estou sonhando. Mas amanh\u00e3 morrerei e hoje quero desafogar minha alma. <\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Contos de Imagina\u00e7\u00e3o e Mist\u00e9rio<\/em>, p. 81)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>8 &#8211; O escaravelho de ouro (1843)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conto cheio de aventura e suspense, pode ser colocado na esfera detetivesca, apesar do terror que carrega. Numa ilha pr\u00f3xima \u00e0 Carolina do Sul, <strong>coisas estranhas acontecem em torno de um mist\u00e9rio<\/strong> quando um escaravelho de ouro \u00e9 encontrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>Durante esse di\u00e1logo, nenhuma parte do corpo de J\u00fapiter p\u00f4de ser vista; mas o besouro, que ele fizera descer, estava vis\u00edvel agora na ponta do cord\u00e3o, e cintilava, como um globo de ouro polido, sob os derradeiros raios do sol poente, alguns dos quais ainda iluminavam debilmente o cume onde nos encontr\u00e1vamos. O <\/em>scarab\u00e6us<em>pendia livre de qualquer galho e, se deixado cair, teria pousado aos nossos p\u00e9s.<\/em> &#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Contos de Imagina\u00e7\u00e3o e Mist\u00e9rio<\/em>, p. 276)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>9 &#8211; A carta roubada (1845)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos contos policiais, esse \u00e9 considerado o mais brilhante. O famoso detetive Auguste Dupin \u00e9 designado para resolver uma <strong>intriga pol\u00edtica que mant\u00e9m a aten\u00e7\u00e3o do leitor do in\u00edcio ao fim<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>Em Paris, ao anoitecer de uma tarde tempestuosa no outono de 18 \u2013, desfrutava o duplo deleite de estar entregue aos meus pensamentos e a um charuto de mineral turco, na companhia de meu amigo C. Auguste Dupin, em sua biblioteca, na rua Dun\u00f4t,&nbsp;n\u00famero 33, terceiro andar, Faubourg St. Germain. J\u00e1 est\u00e1vamos em profundo sil\u00eancio por pelo menos uma hora; para qualquer observador casual, cada um parecia ocupar-se apenas, de maneira absorta e exclusiva, com os sinuosos redemoinhos da fuma\u00e7a que oprimia a atmosfera do aposento.&nbsp;<\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Edgar Allan Poe: medo cl\u00e1ssico<\/em>, p. 209)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>10 &#8211; O barril de amontillado (1846)<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pense em uma hist\u00f3ria de vingan\u00e7a! O interessante \u00e9 que <strong>conto \u00e9 narrado do ponto de vista do assassino<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;<em>As mil injusti\u00e7as de Fortunato, suportei o melhor que pude; mas quando ele se aventurou ao insulto, jurei vingan\u00e7a. Os senhores, que t\u00e3o bem conhecem a natureza de minha alma, n\u00e3o ir\u00e3o supor, entretanto, que dei vaz\u00e3o a alguma amea\u00e7a. No fim eu teria minha vingan\u00e7a&#8230;<\/em> &#8220;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Trecho retirado de <em>Contos de Imagina\u00e7\u00e3o e Mist\u00e9rio<\/em>, p.133)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">o que edgar allan poe deixou como legado?<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/contos-de-Edgar-Allan-Poe_casa-museu-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-62643\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/contos-de-Edgar-Allan-Poe_casa-museu-1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/contos-de-Edgar-Allan-Poe_casa-museu-1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Casa em que, entre 1832 e 1835 viveu Edgar Allan Poe, em Baltimore, Estados Unidos. Atualmente ela \u00e9 chamada de <em>Casa Poe<\/em>, e serve como um museu dedicado ao autor. Cr\u00e9dito: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ Wikip\u00e9dia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao todo, Edgar Allan Poe produziu aproximadamente 72 narrativas, alternando o mist\u00e9rio, a viol\u00eancia, o grotesco, o horror, a total racionalidade. Ele come\u00e7a suas hist\u00f3rias de maneira solene, <strong>sempre mantendo o leitor alerta, que desde o in\u00edcio percebe que o assunto \u00e9 s\u00e9rio<\/strong>. Pouco a pouco, no desenrolar dos acontecimentos, somos atra\u00eddos por coisas que pareciam impercept\u00edveis, mas que sempre estiveram por perto, porque quando lemos Edgar Allan Poe, descobrimos que todos n\u00f3s, sem exce\u00e7\u00e3o, temos medo, sentimos tristeza, dor, mas todos tamb\u00e9m sonhamos. Usando as palavras do mestre, <strong>seus contos s\u00e3o dedicados para os sonhadores<\/strong>, para todos aqueles que acreditam nos sonhos como \u00fanica realidade da vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa leitura!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">Refer\u00eancias<\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>POE, Edgar Allan. <em>Contos de Imagina\u00e7\u00e3o e Mist\u00e9rio<\/em>. Pref\u00e1cio de Charles Baudelaire; tradu\u00e7\u00e3o de C\u00e1ssio de Arantes Leite. S\u00e3o Paulo: Tordesilhas, 2012.<\/li>\n\n\n\n<li>POE, Edgar Allan. <em>Edgar Allan Poe: medo cl\u00e1ssico<\/em>. Colet\u00e2nea in\u00e9dita de contos do autor. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcia Heloisa Amarante Gon\u00e7alves. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2017.<\/li>\n\n\n\n<li>POE, Edgar Allan. <em>Edgar Allan Poe: medo cl\u00e1ssico<\/em>. Vol. 2. Tradu\u00e7\u00e3o de Marcia Heloisa Amarante Gon\u00e7alves. Rio de Janeiro: Darkside Books, 2017.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">Estante Quindim<\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a 3 livros repletos de mist\u00e9rios que, assim como os contos de Edgar Allan Poe, v\u00e3o conquistar os jovens leitores.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"354\" height=\"458\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/SeteHistoriasSacudirEsqueleto_CapaTransparente-e1721072078365.png\" alt=\"Sete hist\u00f3rias para sacudir o esqueleto (autora Angela-Lago, editora Companhia das Letrinhas)\" class=\"wp-image-62635\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/SeteHistoriasSacudirEsqueleto_CapaTransparente-e1721072078365.png 354w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/SeteHistoriasSacudirEsqueleto_CapaTransparente-e1721072078365-150x194.png 150w\" sizes=\"(max-width: 354px) 100vw, 354px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/sete-historias-para-sacudir-o-esqueleto\/angela-lago\/9788574061269\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sete hist\u00f3rias para sacudir o esqueleto<\/a><\/em>, de Angela-Lago<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"760\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/o-genio-do-crime-760x1024.jpg\" alt=\"O g\u00eanio do crime (autor Jo\u00e3o Carlos Marinho, ilustra\u00e7\u00f5es Mauricio Negro, editora Global)\" class=\"wp-image-3764\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/o-genio-do-crime-760x1024.jpg 760w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/o-genio-do-crime-223x300.jpg 223w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/o-genio-do-crime-768x1035.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/o-genio-do-crime.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 760px) 100vw, 760px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-genio-do-crime\/joao-carlos-marinho\/9788526024977\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O g\u00eanio do crime<\/a><\/em>, de Jo\u00e3o Carlos Marinho e Mauricio Negro<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"305\" height=\"446\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LordCreptumCapa-e1721072100438.png\" alt=\"Lorde Creptum (autor Gustavo Piqueira, editora Pulo do Gato)\" class=\"wp-image-62634\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LordCreptumCapa-e1721072100438.png 305w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/LordCreptumCapa-e1721072100438-150x219.png 150w\" sizes=\"(max-width: 305px) 100vw, 305px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/lorde-creptum\/gustavo-piqueira\/9788564974814\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lorde Creptum<\/a><\/em>, de Gustavo Piqueira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edgar Allan Poe n\u00e3o s\u00f3 foi o pai das narrativas policiais, como tamb\u00e9m o mestre do horror, ou do g\u00f3tico, como muitos preferem. Entenda mais sobre sua obra<\/p>\n","protected":false},"author":61,"featured_media":62654,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[513,509],"tags":[],"class_list":["post-47594","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-datas-especiais","category-cultura"],"acf":{"posts_relacionados":[12487,19035,11616]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/61"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47594\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11616"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19035"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12487"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}