{"id":45963,"date":"2022-10-28T11:29:06","date_gmt":"2022-10-28T14:29:06","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=45963"},"modified":"2025-05-21T05:53:43","modified_gmt":"2025-05-21T08:53:43","slug":"entenda-a-queda-do-indice-de-vacinacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/entenda-a-queda-do-indice-de-vacinacao\/","title":{"rendered":"Entenda os motivos da queda na taxa de vacina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem bem os beb\u00eas nascem, a <strong>caderneta de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong> j\u00e1 passa a fazer parte da vida. Ali, m\u00eas a m\u00eas, sob orienta\u00e7\u00e3o dos pediatras e postos de sa\u00fade, os pais controlam as vacinas num esfor\u00e7o individual \u2013 de proteger o seu beb\u00ea \u2013 mas tamb\u00e9m em um pacto social de afastar coletivamente doen\u00e7as para as quais j\u00e1 existe prote\u00e7\u00e3o. Ir ao postinho na data certa ou nas campanhas fez que muitas enfermidades pudessem ser controladas e quase varridas do nosso cotidiano. No entanto, o cen\u00e1rio, que costumava ser positivo, <strong>n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo<\/strong>. Preocupando-se com esse cen\u00e1rio atual, o <a href=\"http:\/\/quindim.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clube Quindim<\/a> trouxe essa pontual discuss\u00e3o \u00e0 tona.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em julho, os EUA emitiram um alerta para novos casos de poliomielite e, no Reino Unido, o poliov\u00edrus \u2013 o causador da doen\u00e7a \u2013 tamb\u00e9m voltou a circular nos esgotos de Londres. Casos em Israel e no Malawi tamb\u00e9m foram registrados no come\u00e7o do ano. No Brasil, onde a doen\u00e7a foi registrada pela \u00faltima vez em 1989, ainda n\u00e3o h\u00e1 confirma\u00e7\u00e3o, mas especialistas apontam que o panorama \u00e9 prop\u00edcio para o retorno desta temida doen\u00e7a e de tantas outras que apavoraram os nossos pais e av\u00f3s no passado. O motivo voc\u00ea j\u00e1 deve imaginar: a <strong>queda da cobertura vacinal<\/strong>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Entenda-os-motivos-da-queda-na-taxa-de-vacinacao-meio3.jpg\" alt=\"Entenda os motivos da queda na taxa de vacina\u00e7\u00e3o Rec\u00e9m nascido tomando vacina em gota - vacina\u00e7\u00e3o\" class=\"wp-image-46000\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Entenda-os-motivos-da-queda-na-taxa-de-vacinacao-meio3.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Entenda-os-motivos-da-queda-na-taxa-de-vacinacao-meio3-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, veja bem, isso n\u00e3o \u00e9 recente. Apesar de associada ao per\u00edodo ap\u00f3s a pandemia, a baixa ades\u00e3o vacinal vem <strong>desde 2015<\/strong>. Segundo <a href=\"http:\/\/tabnet.datasus.gov.br\/cgi\/dhdat.exe?bd_pni\/cpnibr.def\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">dados do DataSUS<\/a>, as principais vacinas do calend\u00e1rio infantil do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade est\u00e3o abaixo do esperado. \u201cCom a vacina, a gente consegue diminuir a circula\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus e bact\u00e9rias e com isso, ter as doen\u00e7as apenas em casos espec\u00edficos. Cobertura vacinal baixa \u00e9 sin\u00f4nimo de risco de retorno de enfermidades que a gente hoje j\u00e1 pode prevenir\u201d, elucida a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/vacinas-do-bebe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Vacinas do beb\u00ea: como manter o calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o em dia ajuda a deix\u00e1-lo mais saud\u00e1vel<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"subtituloh2 wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>Queda mundial e perigo nacional<\/strong><\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/press-releases\/WUENIC2022release\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/a> e o <a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/comunicados-de-imprensa\/pandemia-de-covid-19-alimenta-o-maior-retrocesso-continuo-nas-vacinacoes-em-tres-decadas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef)<\/a> divulgaram, em julho, a maior queda nas taxas de vacina\u00e7\u00e3o em 30 anos. E j\u00e1 avisaram: as consequ\u00eancias ser\u00e3o medidas em <strong>vidas perdidas<\/strong>. Apenas para se ter uma ideia do estrago, no Brasil, a cobertura contra p\u00f3lio, por exemplo, despencou de 84,19%, em 2019, para 70%, em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO futuro \u00e9 sombrio. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS), o Brasil \u00e9 um pa\u00eds com alto risco de reintrodu\u00e7\u00e3o da poliomielite, caso a gente n\u00e3o consiga reverter essa baixa cobertura. E, infelizmente, a campanha de vacina\u00e7\u00e3o que foi feita em agosto n\u00e3o conseguiu atingir a meta mesmo com prorroga\u00e7\u00e3o\u201d, comenta Francisco Ivanildo de Oliveira Junior, gerente m\u00e9dico e Infectologista do Sabar\u00e1 Hospital Infantil.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados da vacina\u00e7\u00e3o de meningococo C s\u00e3o ainda mais assustadores: de 98,19% de cobertura, em 2015, para 47,34%, em 2022. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que estamos vendo mais casos de meningite nos notici\u00e1rios do Brasil todo. S\u00f3 em S\u00e3o Paulo, 30.000 pessoas precisaram ser imunizadas contra a doen\u00e7a em outubro, depois de <strong>surtos serem notificados<\/strong> pela Secretaria de Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"subtituloh2 wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>Cad\u00ea a cobertura vacinal que estava aqui?<\/strong><\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Triste pensar que, se antes o Brasil era visto como um <strong>exemplo de vacina\u00e7\u00e3o<\/strong> por conta do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es, criado em 1973 e reconhecido mundo afora, agora vivemos uma realidade diferente. \u201cSe n\u00e3o recuperarmos as altas coberturas, o que significa pelo menos 95% do p\u00fablico-alvo de cada vacina imunizado, o retrocesso ser\u00e1 enorme. Sem d\u00favida nenhuma trar\u00e1 um malef\u00edcio muito grande para popula\u00e7\u00e3o, inclusive com a sobrecarga da estrutura de sa\u00fade no pa\u00eds\u201d, cr\u00ea a vice-presidente da SBIm.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, afinal, o que mudou para estarmos diante de <strong>dias t\u00e3o nebulosos<\/strong>? A resposta \u00e9 complexa: trata-se de uma combina\u00e7\u00e3o de fatores que envolvem a pandemia, a crise econ\u00f4mica, alta circula\u00e7\u00e3o de fake news, fortalecimento dos movimentos antivacina, desvaloriza\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da imuniza\u00e7\u00e3o por l\u00edderes e um processo que culmina na chamada <strong>hesita\u00e7\u00e3o vacinal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Calma, n\u00f3s vamos explicar tudo.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/quindim.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"405\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.png\" alt=\"Assine o Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-41460\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.png 1170w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-768x266.png 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-150x52.png 150w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#404040\">1 &#8211; Pandemia n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica culpada, mas agravou<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No auge da pandemia de Covid-19, quando t\u00ednhamos receio at\u00e9 de ir ao mercado, pensar em entrar em um posto de sa\u00fade lotado com as crian\u00e7as chegava a dar desespero, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Por isso, n\u00e3o \u00e9 surpresa que muitas cadernetas tenham ficado <strong>desatualizadas <\/strong>durante este per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA pandemia foi um agravante, j\u00e1 que as pessoas foram orientadas a ficarem em casa, havia superlota\u00e7\u00e3o dos hospitais e uma grande preocupa\u00e7\u00e3o de contamina\u00e7\u00e3o. Tudo isso contribuiu para piorar um problema que j\u00e1 vinha acontecendo desde 2015\u201d, aponta o infectologista Francisco, que completa: \u201cE, sem d\u00favida, toda a <strong>desconfian\u00e7a <\/strong>a respeito da vacina da Covid-19 tamb\u00e9m contribuiu para <strong>diminuir a ades\u00e3o<\/strong> aos outros imunizantes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Unicef apontou justamente que esta \u201cressaca pand\u00eamica\u201d, ou seja, o resultado dos lockdowns e da baixa procura pelas vacinas j\u00e1 era esperado para este momento atual, mas que a Covid-19 n\u00e3o deve ser usada como desculpa para sempre. \u00c9 hora de <strong>correr atr\u00e1s do atraso<\/strong> e atualizar a caderneta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#404040\">2 &#8211; <strong>Crise econ\u00f4mica e mais fam\u00edlias vulner\u00e1veis<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto levantado pelos m\u00e9dicos e corroborado pela OPAS \u00e9 que, com a pandemia, o mundo viu crescer a crise econ\u00f4mica, que resultou em um aumento de <strong>vulnerabilidade <\/strong>para muitas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O efeito cascata disso influencia na <strong>sa\u00fade das crian\u00e7as<\/strong>, j\u00e1 que as taxas crescentes de desnutri\u00e7\u00e3o, combinadas com as vacinas perdidas, podem gerar uma baixa prote\u00e7\u00e3o e, consequentemente, mais casos de <strong>doen\u00e7as graves<\/strong>. \u201cMuitas vezes a pessoa n\u00e3o retorna ao posto para atualizar a caderneta do filho, porque n\u00e3o teve dinheiro para voltar at\u00e9 l\u00e1\u201d, lembra a infectologista Euzanete Maria Coser, membro do Departamento Cient\u00edfico de Imuniza\u00e7\u00f5es da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do departamento de infectologia da Sociedade Esp\u00edrito Santense de Pediatria (Soespe). E at\u00e9 mesmo quem n\u00e3o dependia do sistema p\u00fablico de sa\u00fade e imunizava os filhos na rede particular, com a redu\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo, tamb\u00e9m parou de ofertar a vacina paga, contribuindo para uma menor cobertura no geral.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#404040\">3 &#8211; Orienta\u00e7\u00e3o clara e postos dispon\u00edveis ajudam!<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, sim, sabemos que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil estar com tudo em dia. No total, s\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-de-a-a-z\/c\/calendario-nacional-de-vacinacao\/calendario-vacinal-2022\/anexo-calendario-de-vacinacao-da-crianca_atualizado_-final-20-09-2022.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">17 vacinas disponibilizadas no PNI<\/a> e \u00e9 preciso estar atento \u00e0s indica\u00e7\u00f5es de quando oferecer cada uma das doses \u00e0s crian\u00e7as. O desconhecimento sobre os imunizantes tamb\u00e9m foi um dos fatores apontados pelos especialistas como um <strong>ponto de afastamento<\/strong> do p\u00fablico com as vacinas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas medidas para facilitar o acesso seria <strong>incentivar a vacina\u00e7\u00e3o<\/strong> sempre que poss\u00edvel, explicar de maneira clara a sua import\u00e2ncia, desburocratizar os sistemas de sa\u00fade e aproveitar todas as idas aos postos para atualizar a carteirinha, al\u00e9m de fortalecer e <strong>aumentar as campanhas<\/strong> do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e das sociedades m\u00e9dicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA vida \u00e9 corrida, a pessoa tem medo de perder o emprego, ent\u00e3o se ela chega l\u00e1 e n\u00e3o tem doses em estoque, o posto est\u00e1 fechado, lotado ou ainda n\u00e3o \u00e9 a data exata, ela deixa para fazer outro dia e acaba n\u00e3o voltando. Voc\u00ea perde a oportunidade de vacinar quem j\u00e1 estava ali, entende?\u201d, explica a infectologista pedi\u00e1trica da SBP, que ainda sugere estender o atendimento dos postos para auxiliar m\u00e3es e pais que trabalham em hor\u00e1rio comercial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#404040\">4 &#8211; A quest\u00e3o das fake news<\/h3>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Entenda-os-motivos-da-queda-na-taxa-de-vacinacao-meio1.jpg\" alt=\"Fake news sobre vacina\u00e7\u00e3o\" class=\"wp-image-45998\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Entenda-os-motivos-da-queda-na-taxa-de-vacinacao-meio1.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Entenda-os-motivos-da-queda-na-taxa-de-vacinacao-meio1-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eis que, diante do caos da pandemia e da crise econ\u00f4mica, ainda \u00e9 preciso lidar com uma inunda\u00e7\u00e3o de <strong>not\u00edcias falsas<\/strong> que s\u00f3 contribuem para aumentar ainda mais a <strong>confus\u00e3o <\/strong>diante das vacinas. S\u00e3o as t\u00e3o comentadas <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/fake-news-preparando-filhos-mundo-noticias-falsas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fake news<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma pesquisa da Ipsos, batizada de <a href=\"https:\/\/www.ipsos.com\/sites\/default\/files\/ct\/news\/documents\/2018-09\/fake-news-filter-bubbles-post-truth-and-trust.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">\u201cFake news, filter bubbles, post-truth and trust\u201d<\/a>, mostrou que, dos 27 pa\u00edses analisados, os brasileiros s\u00e3o os que mais tendem a acreditar em not\u00edcias falsas. \u00c9 grave. Afinal, se elas j\u00e1 causam conflitos no \u00e2mbito pol\u00edtico, como estamos observando nas elei\u00e7\u00f5es, quando voltadas para a \u00e1rea da sa\u00fade, criam desinforma\u00e7\u00e3o perigosa e irrespons\u00e1vel, que pode <strong>colocar a vida de muitas fam\u00edlias em risco<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro estudo, <a href=\"https:\/\/sbim.org.br\/images\/files\/po-avaaz-relatorio-antivacina.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">&#8220;As Fake News est\u00e3o nos deixando doentes?&#8221;<\/a>, da <a href=\"https:\/\/familia.sbim.org.br\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/familia.sbim.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm)<\/a> em parceria com a Avaaz, analisou o papel que as informa\u00e7\u00f5es incorretas possuem na redu\u00e7\u00e3o das taxas de cobertura vacinal no Brasil. E, preste aten\u00e7\u00e3o, o resultado \u00e9 bem <strong>preocupante<\/strong>: como grande parte das pessoas hoje se informa atrav\u00e9s de conte\u00fados digitais e postagens \u2013&nbsp; 48% relataram ter as redes sociais e o WhatsApp como as principais fontes de informa\u00e7\u00e3o sobre vacinas \u2013, as fake news compartilhadas indiscriminadamente geram um ru\u00eddo intenso e que, \u00e0s vezes, perdura por anos. Fica dif\u00edcil separar o que \u00e9 verdadeiro do que \u00e9 falso e isso afeta a percep\u00e7\u00e3o que as pessoas t\u00eam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <strong>seguran\u00e7a das vacinas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO que a popula\u00e7\u00e3o precisa \u00e9 de informa\u00e7\u00e3o de verdade, para que possa, quando impactada por uma fake news, entender que aquilo n\u00e3o \u00e9 ver\u00eddico. O n\u00famero de postagens positivas precisa ser maior do que as negativas\u201d, acredita a pediatra Isabella e Euzanete concorda: \u201cTemos que gritar mais alto do que as fake news\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo ainda revela que 13% dos entrevistados (acima de 16 anos) n\u00e3o se vacinaram ou n\u00e3o vacinaram uma crian\u00e7a sob seus cuidados. E isso n\u00e3o \u00e9 pouco: corresponde a mais de 21 milh\u00f5es de brasileiros. Os principais motivos apontados s\u00e3o: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>falta de planejamento ou esquecimento; <\/li><li>\u201cn\u00e3o achei que a vacina fosse necess\u00e1ria\u201d;<\/li><li>falta de informa\u00e7\u00e3o; <\/li><li>medo de efeitos colaterais graves.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#404040\">5 &#8211; O fortalecimento dos movimentos antivacina<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De m\u00e3os dadas com as fake news, est\u00e1 o movimento antivacina. Antes da pandemia, ele n\u00e3o ecoava t\u00e3o forte no Brasil, exatamente porque, por aqui, a popula\u00e7\u00e3o respondia bem aos chamados de vacina\u00e7\u00e3o. No entanto, com a grande circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas \u2013 e com um gatilho forte por conta da rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina de Covid-19 em si \u2013, come\u00e7ou a se delinear um movimento antivacina nacional mais organizado, com compartilhamento de artigos traduzidos de sites de fora, principalmente dos Estados Unidos. S\u00f3 para voc\u00ea entender a dimens\u00e3o do problema, alguns v\u00eddeos contendo informa\u00e7\u00f5es falsas analisados na pesquisa da SBim somam mais de 9 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es no Youtube!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00e1 fora, o movimento antivacina sempre existiu, mas ganhou for\u00e7a com algumas fake news altamente compartilhadas. \u00c9 o caso da publica\u00e7\u00e3o de um artigo, em 1998, pelo cirurgi\u00e3o Andrew Wakefield na renomada revista cient\u00edfica The Lancet. Nele, o m\u00e9dico insinuava que o autismo teria rela\u00e7\u00e3o com a vacina da tr\u00edplice viral, que protege contra sarampo, rub\u00e9ola e caxumba. \u201cV\u00e1rios cientistas buscaram encontrar esta rela\u00e7\u00e3o, mas nenhum deles conseguiu. Foi feita uma investiga\u00e7\u00e3o que demonstrou detalhadamente que o artigo era fraudulento e foi retirado da revista\u201d, explica Isabella, a vice-presidente da SBIm. O m\u00e9dico teve sua licen\u00e7a cassada, muitos estudos posteriores refutaram veementemente o artigo de Wakefield e investiga\u00e7\u00f5es mostraram que ele tinha <strong>interesses pessoais<\/strong> e financeiros na divulga\u00e7\u00e3o de sua pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 que esta fake news, apesar de antiga, continua aparecendo de tempos em tempos e, j\u00e1 fez ressoar <strong>surtos de sarampo<\/strong> pela Europa. \u201cComo foi provado que n\u00e3o era nada daquilo, o ideal seria tirar isso de circula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o compartilhar, mas, com as redes sociais, uma pessoa manda pra frente sem nem procurar saber a fonte, de quando \u00e9, o que aconteceu depois\u2026 A gente tem que estimular que as pessoas tenham uma an\u00e1lise cr\u00edtica sobre o que elas recebem\u201d, diz a infectopediatra Euzanete.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg\" alt=\"Assine o Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-37877\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#404040\">6 &#8211; O medo das rea\u00e7\u00f5es ainda preocupa os pais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma parte significativa das fake news amplificam justamente o medo das rea\u00e7\u00f5es das vacinas ou de uma poss\u00edvel sobrecarga do sistema imunol\u00f3gico do beb\u00ea. \u201cAcho que este, inclusive, \u00e9 um dos mitos mais antigos. \u00c9 preciso entender que o beb\u00ea nasce apenas com os anticorpos maternos, ent\u00e3o, \u00e0 medida que ele come\u00e7a a se expor a toda essa gama de pat\u00f3genos, seja v\u00edrus, bact\u00e9rias e fungos, ele come\u00e7a a produzir seus pr\u00f3prios anticorpos, tanto naturalmente, vivendo, como atrav\u00e9s da vacina. E claro que a <strong>vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre melhor<\/strong>, porque ela protege sem adoecer\u201d, explica a pediatra Isabella.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Claro que nenhuma vacina \u00e9 isenta de efeito colateral, mas as rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o costumam ser graves ou fugir do esperado (geralmente, febre, dor local, mal-estar), exceto em casos raros ou de crian\u00e7as com comorbidades. E estas podem e devem procurar os CRIES (Centros de Refer\u00eancia de Imunobiol\u00f3gicos Especiais) para um <strong>melhor direcionamento<\/strong> de suas doses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs estudos que embasam a libera\u00e7\u00e3o dos imunizantes e o acompanhamento continuado deles nos garantem a sua seguran\u00e7a e mostram que continua valendo a pena vacinar, porque o risco do adoecimento \u00e9 muito maior do que o do efeito colateral\u201d, defende Francisco.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#404040\">7 &#8211; &#8220;Esta doen\u00e7a n\u00e3o existe mais&#8221;: o que \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o de risco<strong><strong>?<\/strong><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui, entra um fator ir\u00f4nico, j\u00e1 que, exatamente por conta do sucesso das vacinas, muitas enfermidades deixaram de circular e as pessoas esqueceram de sua gravidade. \u201cExiste a percep\u00e7\u00e3o err\u00f4nea de que essas doen\u00e7as foram erradicadas. Isso se aplica, por exemplo, a p\u00f3lio, sem casos no Brasil desde 1989, ent\u00e3o, ao longo do tempo, foi se criando no imagin\u00e1rio que n\u00e3o tem necessidade de vacinar\u201d, explica o infectologista do Sabar\u00e1. \u201cMas \u00e9 uma doen\u00e7a que continua em outros continentes e, enquanto ela existir, \u00e9 preciso manter a vacina\u00e7\u00e3o. Quando cai a cobertura, existe o <strong>risco do retorno<\/strong> e \u00e9 isso que est\u00e1 acontecendo agora\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, mais uma vez, a quest\u00e3o resvala na circula\u00e7\u00e3o de fake news. \u201cSegundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a cada dois dias morre uma crian\u00e7a menor de cinco anos de Covid-19. Mas uma das estrat\u00e9gias dos grupos que s\u00e3o contra a vacina\u00e7\u00e3o desta faixa et\u00e1ria \u00e9 destruir a percep\u00e7\u00e3o de risco, tentar mostrar que a Covid n\u00e3o \u00e9 perigosa para essas crian\u00e7as e isso n\u00e3o \u00e9 verdade!\u201d, avisa a vice-presidente da SBIm. \u201cNingu\u00e9m teria um custo alto para desenvolver uma vacina que n\u00e3o fosse realmente importante, contra uma doen\u00e7a que realmente impacte na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, completa Isabella. A m\u00e9dica, no entanto, acredita que esta situa\u00e7\u00e3o pode ser revertida quando as pessoas voltam a ter a percep\u00e7\u00e3o do risco que est\u00e3o correndo, como est\u00e1 sendo agora com os surtos de meningite e com a febre amarela em 2017. Segundo ela, quando os casos e mortes aparecem nos jornais, formaram-se filas nos postos. \u201cQuando a popula\u00e7\u00e3o brasileira enxerga o perigo, ela procura a vacina\u00e7\u00e3o. Mas poliomielite e sarampo s\u00e3o <strong>doen\u00e7as esquecidas<\/strong>. A fam\u00edlia n\u00e3o v\u00ea como risco imediato e, portanto, na d\u00favida se vai ou n\u00e3o causar evento adverso, prefere n\u00e3o fazer ou adiar e \u00e9 isso que leva \u00e0s baixas coberturas vacinais no Brasil\u201d, conclui a pediatra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"subtituloh3 has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#404040\">8 &#8211; Entenda o que \u00e9 a tal hesita\u00e7\u00e3o vacinal<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante de tantas not\u00edcias falsas circulando, <strong>l\u00edderes pol\u00edticos que s\u00f3 aumentam a desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong> e a falsa percep\u00e7\u00e3o de que as doen\u00e7as deixaram de existir, n\u00e3o \u00e9 de se espantar que muitos pais fiquem em d\u00favida na hora de vacinar os filhos. Isso n\u00e3o quer dizer necessariamente que estas fam\u00edlias sejam contra a imuniza\u00e7\u00e3o ou fa\u00e7am parte do movimento antivacina, mas significa que esses ru\u00eddos est\u00e3o muito altos e causando conflito na hora da tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta sensa\u00e7\u00e3o de d\u00favida \u00e9 chamada de <a href=\"https:\/\/scielosp.org\/article\/rsp\/2018.v52\/96\/pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">hesita\u00e7\u00e3o vacinal<\/a> e \u00e9 estudada pela OMS desde 2012, atrav\u00e9s do Grupo Consultivo Estrat\u00e9gico de Peritos em Imuniza\u00e7\u00e3o (SAGE-WG, na sigla em ingl\u00eas). \u201cOs hesitantes n\u00e3o s\u00e3o aquelas pessoas que n\u00e3o querem se vacinar. Pessoas que n\u00e3o querem de maneira nenhuma sempre existiram, estima-se que sejam cerca de 4% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. J\u00e1 a hesita\u00e7\u00e3o vacinal \u00e9 quando a pessoa fica em d\u00favida, atrasa, fica preocupada e por v\u00e1rios motivos deixa de imunizar\u201d, indica Isabella.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o fica ainda mais nebulosa quando os pais procuram um m\u00e9dico e ele desaconselha. \u201cInfelizmente, existe uma orienta\u00e7\u00e3o inadequada de alguns profissionais e isso tem um impacto importante na decis\u00e3o. Se uma fam\u00edlia est\u00e1 hesitante e a opini\u00e3o do m\u00e9dico de confian\u00e7a \u00e9 contra a vacina\u00e7\u00e3o, a probabilidade dessa crian\u00e7a se imunizar \u00e9 m\u00ednima\u201d, diz Francisco, que alerta: \u201cOpini\u00f5es partid\u00e1rias ideol\u00f3gicas acabaram contaminando a discuss\u00e3o mais s\u00e9ria, cient\u00edfica, que \u00e9 a quest\u00e3o da efetividade e da seguran\u00e7a da vacina\u00e7\u00e3o\u201d, diz ele. E \u00e9 sempre importante lembrar: o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA) garante, desde 1990, a <strong>obrigatoriedade da vacina\u00e7\u00e3o infantil<\/strong> nos casos recomendados pelas autoridades sanit\u00e1rias, ok?<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"http:\/\/quindim.com.br\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Banner-Clube-de-Leitura-Quindim.gif\" alt=\"Banner Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-38335\" title=\"\"><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"subtituloh2 wp-block-heading\">Mas o que o futuro nos reserva?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim das contas, n\u00e3o tem mist\u00e9rio: <strong>sem vacina as doen\u00e7as voltar\u00e3o a circular e far\u00e3o v\u00edtimas<\/strong>. Isso gera um enorme retrocesso na sa\u00fade p\u00fablica de um pa\u00eds e um desenho incerto pro futuro dos nossos filhos. Mas o que \u00e9 poss\u00edvel fazer para melhorar esse cen\u00e1rio?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a OMS existem tr\u00eas pilares fundamentais para o sucesso da imuniza\u00e7\u00e3o, batizados de 3 \u201cCs\u201d: confian\u00e7a na vacina e na motiva\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s do sistema de sa\u00fade ao recomend\u00e1-la; conveni\u00eancia (ter a vacina dispon\u00edvel sempre); e complac\u00eancia, ou seja, a percep\u00e7\u00e3o do risco, que citamos acima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAcredito que o modo de combater o retrocesso passa por educa\u00e7\u00e3o, ensinando os benef\u00edcios das vacinas; por conscientiza\u00e7\u00e3o, mostrando a realidade das doen\u00e7as; e por campanhas, n\u00e3o s\u00f3 para popula\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m voltadas aos profissionais da sa\u00fade\u201d, opina o infectologista do Sabar\u00e1. Euzanete concorda e completa: \u201cMuitas vezes um paciente n\u00e3o faz a vacina\u00e7\u00e3o, porque ele n\u00e3o foi orientado. Quando o m\u00e9dico prescreve a ades\u00e3o \u00e9 maior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro ponto de melhoria, indicado na pesquisa sobre fake news, \u00e9 uma maior responsabiliza\u00e7\u00e3o das plataformas de m\u00eddias sociais para <strong>barrar conte\u00fados falaciosos<\/strong> e apoiar ferramentas de verifica\u00e7\u00e3o de not\u00edcias, sugerindo <strong>fontes confi\u00e1veis<\/strong> para sanar as d\u00favidas, como o <a href=\"https:\/\/familia.sbim.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">site da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 aos governos e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, seria preciso rever as estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o para ampliar a <strong>dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es ver\u00eddicas e fortalecer as campanhas com orienta\u00e7\u00f5es claras<\/strong>. E, claro, cabe a n\u00f3s, pais e m\u00e3es, sempre checar as not\u00edcias que recebemos, nos informar apenas atrav\u00e9s de m\u00eddia confi\u00e1vel e ficarmos atentos para que a discuss\u00e3o n\u00e3o seja pautada pelo partidarismo pol\u00edtico, mas pela ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A queda da taxa de vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 reflexo do tempo em que estamos vivendo e deve ser encarada como um chamado de <strong>alerta m\u00e1ximo<\/strong> para mudarmos o futuro, enquanto ainda podemos. Vacinar n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o pessoal, \u00e9 um processo coletivo e deve ser feito pensando no bem de toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante de uma constante queda nos n\u00fameros de vacina\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, observa-se a real possibilidade de doen\u00e7as graves retornarem<\/p>\n","protected":false},"author":57,"featured_media":45996,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[746,505],"tags":[],"class_list":["post-45963","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-desenvolvimento-infantil","category-familia"],"acf":{"posts_relacionados":[36601,34914,38530]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/57"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45963"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45963\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38530"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34914"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36601"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45996"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}