{"id":38542,"date":"2022-04-20T14:14:31","date_gmt":"2022-04-20T17:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=38542"},"modified":"2024-07-22T16:36:07","modified_gmt":"2024-07-22T19:36:07","slug":"poemas-manuel-bandeira-para-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poemas-manuel-bandeira-para-criancas\/","title":{"rendered":"Os 10 melhores poemas de Manuel Bandeira para crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Poucos poetas brasileiros visitam tanto a mente dos leitores quanto Manuel Bandeira, nascido em 19 de outubro de 1886 no Recife, Pernambuco. Prod\u00edgio, seus versos ganharam o pa\u00eds desde seu primeiro livro <em>A cinza das horas<\/em>, publicado em 1917.  <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No poema \u201cEp\u00edgrafe\u201d, que abre a sua primeira obra, ele j\u00e1 registra as marcas que seus primeiros anos de vida deixaram em sua mem\u00f3ria: <em>\u201cSou bem-nascido. Menino, \/ Fui, como os demais, feliz.\/ Depois, veio o mau destino\/ E fez de mim o que quis.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s um per\u00edodo de sua inf\u00e2ncia longe de sua terra natal \u2013 passando pelo Rio de Janeiro, Santos, S\u00e3o Paulo e novamente a capital fluminense \u2013 Bandeira retornaria ao Recife em 1892, cidade \u00e0 qual devotaria alguns de seus poemas,<strong> <\/strong>tingidos pela presen\u00e7a afetiva de personagens de sua meninice na capital pernambucana como Tot\u00f4nio Rodrigues, d. Aninha Viegas, Tom\u00e1sia e pelas brincadeiras nas ruas da Uni\u00e3o, da Aurora, da Saudade e Princesa Isabel.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"185\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/assine-clube-quindim.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-60083\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/assine-clube-quindim.jpg 800w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/assine-clube-quindim-768x178.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/assine-clube-quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">quais as <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">Caracter\u00edsticas da obra de Manuel Bandeira<\/mark><\/mark>?<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O lirismo e a leveza de muitos dos poemas de Manuel Bandeira est\u00e3o vincados a sua inf\u00e2ncia<\/strong> vivida \u00e0 solta pelos recantos recifenses, soltando bal\u00f5es em <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/festa-junina-na-quarentena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00e9poca de S\u00e3o Jo\u00e3o<\/a> e tomando banhos de rio e de mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo convivendo desde os 18 anos com uma enfermidade que o acompanharia por toda a vida \u2013 uma tuberculose cr\u00f4nica \u2013 o poeta devotou sua vida \u00e0 escrita, zombando, \u00e0 sua maneira, do diagn\u00f3stico que, naquele tempo, era visto como senten\u00e7a de morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu delicioso relato autobiogr\u00e1fico <em>Itiner\u00e1rio de Pas\u00e1rgada<\/em>, confessou ter pensado sobre sua poesia \u00e0 certa altura de sua exist\u00eancia: \u201cSou poeta de circunst\u00e2ncia e desabafos.\u201d E talvez por saber transformar em versos tantas experi\u00eancias e emo\u00e7\u00f5es vividas em seu cotidiano, <strong>o escritor conseguiu atingir como poucos os cora\u00e7\u00f5es e mentes de uma ampla gama de leitores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante as atividades da <strong>Semana de Arte Moderna<\/strong> realizada em S\u00e3o Paulo em fevereiro de 1922, Bandeira teve seu poema \u201cOs sapos\u201d, lido por Ronald de Carvalho. Da capital paulista viria talvez aquela amizade que lhe seria mais impactante: a do escritor M\u00e1rio de Andrade, com quem manteve uma intensa troca de cartas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Veja tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poemas-de-manoel-de-barros-para-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Poemas infantis de Manoel de Barros para ler com os pequenos<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">As diversas facetas da carreira do autor<\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<iframe src=\"https:\/\/assets.pinterest.com\/ext\/embed.html?id=999165867302125944\" height=\"321\" width=\"345\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" ><\/iframe>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ao longo de sua vida, Bandeira enveredou por diversas frentes com igual brilhantismo<\/strong>. Escreveu cr\u00f4nicas para os principais jornais do Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Recife de sua \u00e9poca. Foi tamb\u00e9m professor de literatura do tradicional col\u00e9gio D. Pedro II, no Rio. S\u00f3 deixando o col\u00e9gio para, em 1943, se tornar professor de literatura hispano-americana na Faculdade Nacional de Filosofia, tamb\u00e9m no Rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dedicou-se \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de antologias de literatura, nas quais apresentou ao grande p\u00fablico leitor desde a obra de poetas coloniais at\u00e9 os de sua \u00e9poca. Nunca ser\u00e1 demais lembrar que<strong> Bandeira destacou-se como ex\u00edmio tradutor<\/strong>, tendo vertido para o portugu\u00eas pe\u00e7as teatrais como <em>Macbeth<\/em>, de William Shakespeare e <em>O c\u00edrculo de giz caucasiano<\/em>, de Bertolt Brecht. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 que se registrar tamb\u00e9m que o pernambucano praticou com destreza a <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/qual-a-importancia-da-arte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cr\u00edtica de arte<\/a>, amante e profundo conhecedor que era da <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/a-importancia-da-pintura-na-educacao-infantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pintura<\/a> e da escultura. <strong>Nesta mir\u00edade de cargos e trabalhos que assumia com total \u00eaxito, a escrita de poemas foi um exerc\u00edcio incessante,<\/strong> praticado com amor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Rio de Janeiro foi a morada principal do poeta pernambucano<\/strong>, cen\u00e1rio de sua vida inquieta, na companhia de amigos como C\u00e2ndido Portinari, Carlos Drummond de Andrade, Cec\u00edlia Meireles, Ribeiro Couto e tantos outros escritores, intelectuais e artistas que compunham o fervilhante cen\u00e1rio cultural da cidade na primeira metade do s\u00e9culo XX. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As ruas da Lapa e do bairro do Castelo (onde morou durante boa parte de sua vida), com suas vielas e becos, comp\u00f5em parte da atmosfera de muitos de seus versos. O poeta versejou com insuper\u00e1vel maestria e naturalidade os cantos e antros da cidade que o acolheria, abrindo seus segredos ao leitor atrav\u00e9s de sua palavra sens\u00edvel e apaixonada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>A obra de Manuel Bandeira para crian\u00e7as<\/strong><\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Poemas-de-Manuel-Bandeira-para-criancas-e-caracteristicas-da-obra-do-autor.-Crianca-com-oculos-lendo-um-livro.jpg\" alt=\"Poemas de Manuel Bandeira para crian\u00e7as e caracter\u00edsticas da obra do autor. Crian\u00e7a com \u00f3culos lendo um livro\" class=\"wp-image-38662\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Poemas-de-Manuel-Bandeira-para-criancas-e-caracteristicas-da-obra-do-autor.-Crianca-com-oculos-lendo-um-livro.jpg 570w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Poemas-de-Manuel-Bandeira-para-criancas-e-caracteristicas-da-obra-do-autor.-Crianca-com-oculos-lendo-um-livro-150x108.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>cr\u00e9dito: Canva<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ao longo de sua extensa obra po\u00e9tica, Bandeira concebeu muitos versos que nos dias de hoje s\u00e3o lidos com gosto pelas crian\u00e7as e jovens<\/strong>. Se ele de fato tinha inten\u00e7\u00e3o de alcan\u00e7ar este p\u00fablico, \u00e9 dif\u00edcil saber. Um dos aspectos que acabaria fazendo com que suas linhas tocassem os(as) pequenos(as) \u00e9 sua habilidade para criar um mundo repleto de magia, como em \u201cC\u00e9u\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A crian\u00e7a olha.<\/em><br><em>Para o c\u00e9u azul.<\/em><br><em>Levanta a m\u00e3ozinha,<\/em><br><em>Quer tocar o c\u00e9u.<\/em><br><em>N\u00e3o sente a crian\u00e7a<\/em><br><em>Que o c\u00e9u \u00e9 ilus\u00e3o:<\/em><br><em>Cr\u00ea que o n\u00e3o alcan\u00e7a,<\/em><br><em>Quando o tem na m\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>O humor \u00e9 outro tra\u00e7o de muitos de suas cria\u00e7\u00f5es que cativaria desde sempre as crian\u00e7as<\/strong>. Se um bom poeta sabe brincar com as palavras, Bandeira aquece a alma infantil ao tingir situa\u00e7\u00f5es corriqueiras com um colorido c\u00f4mico todo especial em versos como os do poema \u201cPorquinho-da-\u00edndia\u201d:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Quando eu tinha seis anos<\/em><br><em>Ganhei um porquinho-da-\u00edndia.<\/em><br><em>Que dor de cora\u00e7\u00e3o me dava<\/em><br><em>Porque o bichinho s\u00f3 queria estar debaixo do fog\u00e3o!<\/em><br><em>Levava ele pra sala<\/em><br><em>Pra os lugares mais bonitos e limpinhos<\/em><br><em>Ele n\u00e3o gostava:<\/em><br><em>Queria era estar debaixo do fog\u00e3o.<\/em><br><em>N\u00e3o fazia caso nenhum das minhas ternurinhas\u2026<\/em><br><em>\u2013 O meu porquinho-da-\u00edndia foi a minha primeira namorada.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>A natureza ocupa lugar de destaque em muitos de seus versos<\/strong>. Plantas e bichos, com suas cores variadas e movimentos harmoniosos, entram e saem das cria\u00e7\u00f5es do poeta, no ritmo intenso de seus poemas, sonetos e baladas. Os animais surgem algumas vezes embebidos de um lirismo melanc\u00f3lico, como no poema \u201cPardalzinho\u201d, e em outras ocasi\u00f5es real\u00e7ados em sua suave gra\u00e7a, como nesta estrofe de \u201cSapo-Cururu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Sapo-cururu<\/em><br><em>Da beira do rio.<\/em><br><em>Quando o sapo coaxa.<\/em><br><em>Povol\u00e9u tem frio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim.jpg\" alt=\"Assine o clube quindim\" class=\"wp-image-38121\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Assine-o-clube-quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Na sua inconfund\u00edvel maneira de conceber seus versos, muitas vezes Bandeira recorria \u00e0 sonoridade das palavras e \u00e0 fala popular<\/strong>, algo muito comum entre os poetas da moderna literatura brasileira. \u00c9 o que pode ser captado pela leitura de um de seus poemas que mais fazem sucesso entre os pequenos: \u201c<a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/Trem-de-ferro---Manuel-Bandeira--9788526018501\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Trem de ferro<\/a>\u201d, que inclusive j\u00e1 foi enviado pelo nosso <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">clube de assinatura de livros infantis<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Caf\u00e9 com p\u00e3o<\/em><br><em>Caf\u00e9 com p\u00e3o<\/em><br><em>Caf\u00e9 com p\u00e3o<\/em><br><em>Virge Maria que foi isto maquinista?<\/em><br><em>Agora sim<\/em><br><em>Caf\u00e9 com p\u00e3o<\/em><br><em>Agora sim<\/em><br><em>Voa, fuma\u00e7a<\/em><br><em>Corre, cerca<\/em><br><em>Ai seu foguista<\/em><br><em>Bota fogo<\/em><br><em>Na fornalha<\/em><br><em>Que eu preciso<\/em><br><em>Muita for\u00e7a<\/em><br><em>Muita for\u00e7a<\/em><br><em>Muita for\u00e7a<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>H\u00e1 muito a ser explorado na j\u00e1 conhecida obra po\u00e9tica de Bandeira para aproximar o p\u00fablico infantil do universo da leitura. Mesmo em se tratando de crian\u00e7as ainda em <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/alfabetizacao-atividades\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/a>, ou at\u00e9 mesmo antes dessa fase, professores e outros mediadores de literatura certamente se impressionar\u00e3o com a fluidez atrav\u00e9s da qual muitos versos do poeta pernambucano alcan\u00e7ar\u00e3o os ouvidos das crian\u00e7as. Estes primeiros contatos tendem a ser os passos decisivos para que todos posteriormente possam desfrutar do amplo territ\u00f3rio po\u00e9tico criado pelo habitante de Pas\u00e1rgada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/importancia-da-poesia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Qual a import\u00e2ncia da poesia?<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><br>Confira 10 poemas de Manuel Bandeira para crian\u00e7as<br><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">1 . Os sapos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enfunando os papos,<br>Saem da penumbra,<br>Aos pulos, os sapos.<br>A luz os deslumbra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em ronco que aterra,<br>Berra o sapo-boi:<br>\u2013 &#8220;Meu pai foi \u00e0 guerra!&#8221;<br>\u2013 &#8220;N\u00e3o foi!&#8221; \u2013 &#8220;Foi!&#8221; \u2013 &#8220;N\u00e3o foi!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sapo-tanoeiro,<br>Parnasiano aguado,<br>Diz: \u2013 &#8220;Meu cancioneiro<br>\u00c9 bem martelado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vede como primo<br>Em comer os hiatos!<br>Que arte! E nunca rimo<br>Os termos cognatos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O meu verso \u00e9 bom<br>Frumento sem joio.<br>Fa\u00e7o rimas com<br>Consoantes de apoio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vai por cinquenta anos<br>Que lhes dei a norma:<br>Reduzi sem danos<br>A f\u00f4rmas a forma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Clame a saparia<br>Em cr\u00edticas c\u00e9ticas:<br>N\u00e3o h\u00e1 mais poesia,<br>Mas h\u00e1 artes po\u00e9ticas&#8230;&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em ronco que aterra,<br>Urra o sapo-boi:<br>\u2013 &#8220;Meu pai foi rei!&#8221; \u2013 &#8220;Foi!&#8221;<br>\u2013 &#8220;N\u00e3o foi!&#8221; \u2013 &#8220;Foi!&#8221; \u2013 &#8220;N\u00e3o foi!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brada em um assomo<br>O sapo-tanoeiro:<br>\u2013 A grande arte \u00e9 como<br>Lavor de joalheiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ou bem de estatu\u00e1rio.<br>Tudo quanto \u00e9 belo,<br>Tudo quanto \u00e9 v\u00e1rio,<br>Canta no martelo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros, sapos-pipas<br>(Um mal em si cabe),<br>Falam pelas tripas,<br>\u2013&#8221;Sei!&#8221; \u2013 &#8220;N\u00e3o sabe!&#8221; \u2013 &#8220;Sabe!&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Longe dessa grita,<br>L\u00e1 onde mais densa<br>A noite infinita<br>Veste a sombra imensa;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00e1, fugido ao mundo,<br>Sem gl\u00f3ria, sem f\u00e9,<br>No perau profundo<br>E solit\u00e1rio, \u00e9<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que solu\u00e7as tu,<br>Transido de frio,<br>Sapo-cururu<br>Da beira do rio&#8230;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"189\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg\" alt=\"Assine o Clube de Leitura Quindim\" class=\"wp-image-36644\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim.jpg 810w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-768x179.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Assine-o-Clube-de-Leitura-Quindim-150x35.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">2. Os sinos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sino de Bel\u00e9m,<br>Sino da paix\u00e3o\u2026<br>Sino de Bel\u00e9m,<br>Sino da paix\u00e3o\u2026<br>Sino do Bonfim!\u2026<br>Sino do Bonfim!\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sino de Bel\u00e9m, pelos que ainda v\u00eam!<br>Sino de Bel\u00e9m, bate bem-bem-bem.<br>Sino da paix\u00e3o, pelos que ainda v\u00e3o!<br>Sino da paix\u00e3o, bate b\u00e3o-b\u00e3o-b\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sino do Bonfim, por que chora assim?\u2026<br>Sino de Bel\u00e9m, que gra\u00e7a ele tem!<br>Sino de Bel\u00e9m bate bem-bem-bem.<br>Sino da paix\u00e3o \u2013 pela minha irm\u00e3!<br>Sino da paix\u00e3o \u2013 pela minha m\u00e3e!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sino do Bonfim, que vai ser de mim?\u2026<br>Sino de Bel\u00e9m, como soa bem!<br>Sino de Bel\u00e9m bate bem-bem-bem.<br>Sino da paix\u00e3o\u2026 Por meu pai?\u2026-N\u00e3o!<br>N\u00e3o!<br>Sino da paix\u00e3o bate b\u00e3o-b\u00e3o-b\u00e3o.<br>Sino do Bonfim, bater\u00e1s por mim?\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sino de Bel\u00e9m,<br>Sino da paix\u00e3o\u2026<br>Sino da paix\u00e3o, pelo meu irm\u00e3o\u2026<br>Sino da paix\u00e3o,<br>Sino do Bonfim\u2026<br>Sino do Bonfim, ai de mim, por mim!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sino de Bel\u00e9m, que gra\u00e7a ele tem!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direto do Instagram: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/C9S3qCKJrom\/?img_index=1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">O que s\u00e3o limeriques? <\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">3. Meninos Carvoeiros<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os meninos carvoeiros<br>Passam a caminho da cidade.<br>\u2013 Eh! carvoero!<br>E v\u00e3o tocando os animais com um relho enorme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os burros s\u00e3o magrinhos e velhos.<br>Cada um leva seis sacos de carv\u00e3o de lenha.<br>A aniagem \u00e9 toda remendada.<br>Os carv\u00f5es caem.<br>(Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2013 Eh! carvoero!<br>S\u00f3 mesmo estas crian\u00e7as raqu\u00edticas<br>V\u00e3o bem com estes burrinhos descadeirados.<br>A madrugada ing\u00eanua parece feita para eles&#8230;<br>Pequenina, ing\u00eanua mis\u00e9ria!<br>Ador\u00e1veis carvoeirinhos que trabalhais como se brinc\u00e1sseis!<br>\u2013 Eh! carvoero!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando voltam, v\u00eam mordendo num p\u00e3o encarvoado,<br>Encarapitados nas alim\u00e1rias,<br>Apostando corrida,<br>Dan\u00e7ando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">4. Na rua do sab\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cai cai bal\u00e3o<br>Cai cai bal\u00e3o<br>Na Rua do Sab\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que me custou arranjar aquele bal\u00e3ozinho de papel!<br>Quem fez foi o filho da lavadeira.<br>Um que trabalha na composi\u00e7\u00e3o do jornal e tosse muito.<br>Comprou o papel de seda, cortou-o com amor, comp\u00f4s&nbsp;os gomos oblongos\u2026<br>Depois ajustou o morr\u00e3o de pez ao bocal de arame.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ei-lo agora que sobe \u2013 pequena coisa tocante na&nbsp;escurid\u00e3o do c\u00e9u.<br>Levou tempo para criar f\u00f4lego.<br>Bambeava, tremia todo e mudava de cor.<br>A molecada da Rua do Sab\u00e3o<br>Gritava com maldade:<br>Cai cai bal\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Subitamente, por\u00e9m, entesou, enfunou-se e arrancou\u00a0das m\u00e3os que o tenteavam.<br>E foi subindo\u2026<br>para longe\u2026<br>serenamente\u2026<br>Como se enchesse o soprinho t\u00edsico do Jos\u00e9.<br>Cai cai bal\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A molecada salteou-o com atiradeiras<br>assobios<br>apupos<br>pedradas.<br>Cai cai bal\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um senhor advertiu que os bal\u00f5es s\u00e3o proibidos\u00a0pelas posturas municipais<br>Ele foi subindo\u2026<br>muito serenamente\u2026<br>para muito longe\u2026<br>N\u00e3o caiu na Rua do Sab\u00e3o.<br>Caiu muito longe\u2026 Caiu no mar \u2013 nas \u00e1guas puras\u00a0do mar alto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Veja tamb\u00e9m<\/strong>: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/livros-de-poesia-infantil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">8 livros de poesia infantil que as crian\u00e7as v\u00e3o amar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">5. Berimbau<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os aguap\u00e9s dos agua\u00e7ais <br>Nos igap\u00f3s dos Japur\u00e1s <br>Bolem, bolem, bolem. <br>Chama o saci: \u2013 Si si si si! <br>\u2013 Ui ui ui ui ui! uiva a iara <br>Nos agua\u00e7ais dos igap\u00f3s <br>Dos Japur\u00e1s e dos Purus. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mameluca \u00e9 uma maluca.<br>Saiu sozinha da maloca \u2013 <br>O boto bate \u2013 bite bite&#8230; <br>Quem ofendeu a mameluca? <br>\u2013 Foi o boto! <br>O Cussaruim bota quebrantos. <br>Nos agua\u00e7ais os aguap\u00e9s <br>\u2013 Cruz, canhoto! \u2013 <br>Bolem&#8230; Peraus dos Japur\u00e1s <br>De assombramentos e de espantos!&#8230;<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poemas-de-cora-coralina-para-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">10 poemas de Cora Colalina para apresentar \u00e0s crian\u00e7as<br><\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">6. Bal\u00f5ezinhos<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na feira do arrabaldezinho<br>Um homem loquaz apregoa bal\u00f5ezinhos de cor:<br>\u2013 \u201cO melhor divertimento para as crian\u00e7as!\u201d<br>Em redor dele h\u00e1 um ajuntamento de menininhos pobres,<br>Fitando com olhos muito redondos os grandes bal\u00f5ezinhos muito redondos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto a feira burburinha.<br>V\u00e3o chegando as burguesinhas pobres,<br>E as criadas das burguesinhas ricas,<br>E mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas bancas de peixe,<br>Nas barraquinhas de cereais,<br>Junto \u00e0s cestas de hortali\u00e7as<br>O tost\u00e3o \u00e9 regateado com acrim\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os meninos pobres n\u00e3o veem as ervilhas tenras,<br>Os tomatinhos vermelhos,<br>Nem as frutas,<br>Nem nada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sente-se bem que para eles ali na feira os bal\u00f5ezinhos de cor s\u00e3o a&nbsp;\u00fanica&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; [mercadoria \u00fatil e verdadeiramente indispens\u00e1vel.<br>O vendedor infatig\u00e1vel apregoa:<br>\u2013 \u201cO melhor divertimento para as crian\u00e7as!\u201d<br>E em torno do homem loquaz os menininhos pobres fazem um&nbsp;c\u00edrculo inamov\u00edvel<br>[de desejo e espanto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Leia mais:<\/strong> <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/poemas-de-cecilia-meireles-para-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">10 poemas de Cec\u00edlia Meireles que toda crian\u00e7a merece conhecer<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">7. Andorinha<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andorinha l\u00e1 fora est\u00e1 dizendo: <br>\u2013 &#8220;Passei o dia \u00e0 toa, \u00e0 toa!&#8221; <br>Andorinha, andorinha, minha cantiga \u00e9 mais triste! <br>Passei a vida \u00e0 toa, \u00e0 toa&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">8. Boca de forno<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cara de cobra,<br>Cobra!<br>Olhos de louco,<br>Louca!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Testa insensata<br>Nariz Capeto<br>C\u00f3s do Capeta<br>Donzela rouca<br>Porta-estandarte<br>Joia boneca<br>De maracatu!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo teu retrato<br>Pela tua cinta<br>Pela tua carta<br>Ah t\u00f4t\u00f5 meu santo<br>Eh Abalua\u00ea<br>Inhans\u00e3 boneca<br>De maracatu!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fundo do mar<br>H\u00e1 tanto tesouro!<br>No fundo do c\u00e9u<br>H\u00e1 tanto suspiro!<br>No meu cora\u00e7\u00e3o<br>Tanto desespero!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ah t\u00f4t\u00f4 meu pai<br>Quero me rasgar<br>Quero me perder!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cara de cobra<br>Cobra!<br>Olhos de louco,<br>Louca!<br>Cussaruim boneca<br>De maracatu!<br><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">9. trem de ferro<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caf\u00e9 com p\u00e3o<br>Caf\u00e9 com p\u00e3o<br>Caf\u00e9 com p\u00e3o<br>Virge Maria que foi isto maquinista?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora sim<br>Caf\u00e9 com p\u00e3o<br>Agora sim<br>Voa, fuma\u00e7a<br>Corre, cerca<br>Ai seu foguista<br>Bota fogo<br>Na fornalha<br>Que eu preciso<br>Muita for\u00e7a<br>Muita for\u00e7a<br>Muita for\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00f4&#8230;<br>Foge, bicho<br>Foge, povo<br>Passa ponte<br>Passa poste<br>Passa pasto<br>Passa boi<br>Passa boiada<br>Passa galho<br>De ingazeira<br>Debru\u00e7ada<br>No riacho<br>Que vontade<br>De cantar!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00f4&#8230;<br>Quando me prendero<br>No canavi\u00e1<br>Cada p\u00e9 de cana<br>Era um ofici\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00f4&#8230;<br>Menina bonita<br>Do vestido verde<br>Me d\u00e1 tua boca<br>Pra mat\u00e1 minha sede<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00f4&#8230;<br>Vou mimbora vou mimbora<br>N\u00e3o gosto daqui<br>Nasci no Sert\u00e3o<br>Sou de Ouricuri<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O\u00f4&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vou depressa<br>Vou correndo<br>Vou na toda<br>Que s\u00f3 levo<br>Pouca gente<br>Pouca gente<br>Pouca gente&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">10. Porquinho-da-\u00cdndia<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porquinho-da-\u00cdndia<br>Quando eu tinha seis anos<br>Ganhei um porquinho-da-\u00edndia.<br>Que dor de cora\u00e7\u00e3o eu tinha<br>Porque o bichinho s\u00f3 queria estar debaixo do fog\u00e3o!<br>Levava ele pra sala<br>Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,<br>Ele n\u00e3o se importava:<br>Queria era estar debaixo do fog\u00e3o.<br>N\u00e3o fazia caso nenhum das minhas ternurinhas&#8230;<br>\u2014 O meu porquinho-da-\u00edndia foi a minha primeira namorada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh2\">Estante QUINDIM<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a <em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/trem-de-ferro\/manuel-bandeira\/9788526018501\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Trem de ferro<\/a><\/em>, de Manuel Bandeira, livro j\u00e1 enviado pelo <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clube de Leitura Quindim<\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"662\" height=\"818\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Capa-Frente-Trem-de-ferro-transparente-e1721676444304.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-62940\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:contain;width:299px;height:auto\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Capa-Frente-Trem-de-ferro-transparente-e1721676444304.png 662w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Capa-Frente-Trem-de-ferro-transparente-e1721676444304-150x185.png 150w\" sizes=\"(max-width: 662px) 100vw, 662px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/trem-de-ferro\/manuel-bandeira\/9788526018501\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Trem de ferro<\/a><\/em>, de Manuel Bandeira<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para celebrar o autor, Gustavo Henrique Tuna, editor de seus livros, fala um pouco sobre o poeta de Pas\u00e1rgada e traz alguns dos poemas de Manuel Bandeira para crian\u00e7as. <\/p>\n","protected":false},"author":50,"featured_media":62935,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[499],"tags":[],"class_list":["post-38542","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-literatura-infantil"],"acf":{"posts_relacionados":[37476,12261,16570]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/50"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38542\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16570"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12261"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37476"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62935"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38542"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}