{"id":3347,"date":"2019-08-19T11:33:21","date_gmt":"2019-08-19T14:33:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.clubequindim.com.br\/?p=3347"},"modified":"2023-10-31T09:09:28","modified_gmt":"2023-10-31T12:09:28","slug":"bruxas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/bruxas\/","title":{"rendered":"Bruxas: saiba mais sobre a hist\u00f3ria e a import\u00e2ncia desse s\u00edmbolo cultural"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De chap\u00e9u pontudo, verruga no nariz e com poderes misteriosos: essa \u00e9 a ideia que temos das bruxas, mas elas s\u00e3o muito mais do que isso! Personagem que acompanha nossa civiliza\u00e7\u00e3o desde o seu nascimento, a bruxa tamb\u00e9m simboliza o contato com a natureza, o poder do feminino e o desejo de transformar situa\u00e7\u00f5es. Para entender mais sobre esse \u00edcone fundamental e entender por que ele est\u00e1 amea\u00e7ado hoje, o <a aria-label=\"Clube Quindim (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.clubequindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clube Quindim<\/a> bateu um papo com as escritoras Pen\u00e9lope Martins, autora de <em>A incr\u00edvel hist\u00f3ria do menino que n\u00e3o queria cortar o cabelo<\/em> e <em>Quintalzinho<\/em>, e Rosana Rios, autora de <em>O drag\u00e3o comil\u00e3o<\/em> e <em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/o-monstro-monstruoso-da-caverna-cavernosa\/rosana-rios\/9788573389302\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O monstro monstruoso da caverna cavernosa<\/a><\/em>, na \u00edntegra a seguir:<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>Clube Quindim: Quem foi a&nbsp;bruxa&nbsp;na hist\u00f3ria e qual foi sua import\u00e2ncia?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pen\u00e9lope Martins:<\/strong> A&nbsp;bruxa&nbsp;na hist\u00f3ria foi uma por\u00e7\u00e3o de coisas, tanto uma mulher simples como minhas av\u00f3s, que sabiam curar doen\u00e7as com emplastros de ervas ou que tinham uma reza para fazer vingar gravidez, uma simpatia para curar febr\u00e3o, como, ao mesmo tempo, as piores proje\u00e7\u00f5es malignas que se&nbsp;misturam ao nosso pr\u00f3prio lado obscuro, o encontro com o mal que todo ser traz dentro de si e que povoa nosso&nbsp;imagin\u00e1rio como um bicho feio e torto, algu\u00e9m com verruga na ponta do nariz pontudo. A import\u00e2ncia da&nbsp;bruxa&nbsp;est\u00e1 justamente nesse h\u00edbrido, o poder de escolher como&nbsp;usar&nbsp;a magia.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rosana Rios:<\/strong> No in\u00edcio dos tempos, quando a maioria dos povos cultuava deusas \u00e0s vezes denominadas Grandes M\u00e3es, n\u00e3o havia nenhuma discrimina\u00e7\u00e3o a respeito de &#8220;bruxas&#8221;. A Mulher era considerada divina e m\u00e1gica por natureza, com sua capacidade de gerar vida e sua associa\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra-M\u00e3e. Com a ascens\u00e3o de sociedades patriarcais, centradas em deuses masculinos, come\u00e7ou-se a temer e desprezar a for\u00e7a feminina, e a discriminar as parteiras, curadoras, benzedeiras, que passaram a ser denominadas feiticeiras,&nbsp;bruxas&nbsp;ou praticantes de artes ocultas. Isso se intensificou na chamada Idade M\u00e9dia&#8230; Apesar disso, mesmo amea\u00e7adas com fogueiras e torturas, as mulheres continuaram a gerar vidas, realizar partos, preparar ch\u00e1s e rem\u00e9dios. O Feminino \u00e9 uma for\u00e7a eterna, que n\u00e3o pode ser reprimida ou apagada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>C.Q.: Quem \u00e9 a&nbsp;bruxa&nbsp;hoje?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>P.M.:<\/strong> A&nbsp;bruxa&nbsp;hoje continua sendo feita da mesma mistura de bem e de mal, tudo depende da hist\u00f3ria e do ponto de vista. Mas \u00e9 certo que a figura da&nbsp;bruxa, diferente dos pr\u00edncipes e das princesas que s\u00e3o sempre a prova de um&nbsp;cora\u00e7\u00e3o puro, \u00e9 imprescind\u00edvel para enfrentarmos o que consagra a nossa exist\u00eancia humana, pois ningu\u00e9m \u00e9 bom o suficiente para n\u00e3o ter nada de mau, nem ruim ao ponto de n\u00e3o sobrar nada que seja bom.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>R.R.:<\/strong> Todas as mulheres, naturalmente. Continuamos conectadas \u00e0 Natureza e \u00e0 capacidade criadora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>C.Q.: O que a figura da&nbsp;bruxa&nbsp;simboliza na nossa cultura?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>P.M.:<\/strong> A bruxa&nbsp;na cultura brasileira tem muita mistura porque h\u00e1 uma compreens\u00e3o da magia da cura, da magia que salva almas e vence guerras,&nbsp;em nossos povos origin\u00e1rios ind\u00edgenas, assim como h\u00e1 uma mitologia rica de elementos maravilhosos e fant\u00e1sticos nos povos africanos que povoaram nosso territ\u00f3rio.&nbsp;E tudo isso se une ao qu\u00ea de mist\u00e9rio&nbsp;sombrio que a heran\u00e7a europeia trouxe com seus contos de assombro, al\u00e9m dos relatos inquisitoriais que marcaram um per\u00edodo hist\u00f3rico em que foi comum acusar algu\u00e9m de&nbsp;bruxaria&nbsp;para que essa pessoa fosse condenada \u00e0 morte. Por tudo isso, as&nbsp;bruxas&nbsp;s\u00e3o assumidas como algo que se deve&nbsp;temer, que faz tremer. Mas \u00e9 ineg\u00e1vel que h\u00e1 tamb\u00e9m o fasc\u00ednio pelo conhecimento que carrega uma&nbsp;bruxa, pela capacidade que ela tem de resolver coisas que n\u00f3s n\u00e3o sabemos como&#8230;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>R.R.:<\/strong> A&nbsp;bruxa\/feiticeira\/praticante de magia \u00e9 uma figura liter\u00e1ria simb\u00f3lica, que pode ir de um extremo a outro no espectro do simbolismo; pode ser a maga do Bem (ou fada, seu lado luminoso) ou a antrop\u00f3faga (como a&nbsp;bruxa&nbsp;que aprisiona Jo\u00e3o e Maria\/Hansel und Grethel). No Brasil herdamos a vis\u00e3o amb\u00edgua celta-crist\u00e3 de Portugal\/Espanha: culturas que, em sua literatura oral, tratam a&nbsp;bruxa&nbsp;em particular (e a mulher em geral) como ser maligno, que devora criancinhas e enfeiti\u00e7a os vizinhos. Isso se aplica mais fortemente a cren\u00e7as n\u00e3o crist\u00e3s, como as de matriz africana, com a demoniza\u00e7\u00e3o das Orix\u00e1s femininas, por exemplo. Claro que esse \u00e9 um reflexo do fato de que os mais antigos folcloristas e pesquisadores das narrativas populares sempre foram homens&#8230; Contudo, com a populariza\u00e7\u00e3o da Literatura de Fantasia, e a produ\u00e7\u00f5es de literatura, cinema, televis\u00e3o etc., h\u00e1 tamb\u00e9m uma vis\u00e3o benigna de&nbsp;bruxas&nbsp;e bruxos (veja-se o fen\u00f4meno Harry Potter, que utiliza os elementos folcl\u00f3ricos de uma forma positiva).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>C.Q: Quais s\u00e3o os entraves que as&nbsp;bruxas&nbsp;est\u00e3o sofrendo hoje?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>P.M.:<\/strong> Estamos vivendo um per\u00edodo estranho, por assim dizer&#8230; N\u00e3o somente no Brasil, mas em outros lugares do mundo uma onda de extrema direita na pol\u00edtica re\u00fane pessoas demasiadamente conservadoras com religiosos fundamentalistas. Aqui no nosso pa\u00eds temos visto isto, mais comumente, livros serem tratados como&nbsp;bruxas&nbsp;que devem caminhar at\u00e9 a fogueira&#8230; Mas eu gostaria de ressaltar que isso \u00e9 s\u00f3 um espelho onde se reflete a&nbsp;mesma ignor\u00e2ncia que trata o candombl\u00e9 como macumba, culto do diabo e outras coisas assim. Na hist\u00f3ria do mundo, pessoas fan\u00e1ticas por suas religi\u00f5es cometeram muitas atrocidades. E isso ainda acontece. Basta entrar no YouTube e procurar dirigentes de igrejas falando aos seus fi\u00e9is sobre o mal dos terreiros de umbanda, de candombl\u00e9 \u2013 ali&nbsp;que ouviremos palavras como satanismo,&nbsp;bruxaria. Mas, afinal, teremos que banir todo ser m\u00edtico da imagina\u00e7\u00e3o por conta da ignor\u00e2ncia de n\u00e3o saber o que \u00e9 mito, de n\u00e3o existir uma vis\u00e3o sobre o que \u00e9 imagin\u00e1rio? Todavia, quem aponta um dedo para o outro tem outros dedos apontados para si mesmo, e somente o pr\u00f3prio preconceito \u00e9 que podemos eliminar com total \u00eaxito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>R.R.:<\/strong> Infelizmente ainda existem na sociedade pessoas intolerantes, pouco leitoras e, consequentemente, com dificuldades em separar realidade e fantasia; nelas h\u00e1 um medo supersticioso das mulheres mais independentes, que s\u00e3o al\u00e7adas \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de &#8220;bruxas&#8221;. Quando essas pessoas iletradas chegam a posi\u00e7\u00f5es de poder secular, seu medo gera preconceitos e viol\u00eancia que se espalham. Da\u00ed \u00e0 censura \u00e9 um curto passo. Censuram-se hist\u00f3rias tradicionais e modernas, desejando-se excluir as personagens denominadas&nbsp;bruxas&nbsp;\u2013 como se elas n\u00e3o fossem apenas criaturas imagin\u00e1rias, s\u00edmbolos, e pudessem magicamente sair das p\u00e1ginas dos livros para jogar feiti\u00e7os nas ditas &#8220;pessoas normais&#8221;&#8230;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>C.Q.: Qual \u00e9 a import\u00e2ncia de colocar a crian\u00e7a em contato com essa figura?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&nbsp;P.M.:<\/strong> Uma vez eu escutei de um pai que a filha dele n\u00e3o entraria em contato com princesas justamente porque a fam\u00edlia era socialista e abominava sistemas de opress\u00e3o de poder. Achei aquilo triste demais porque o imagin\u00e1rio \u00e9 aquele lugar povoado de muitas figuras, onde se pode experimentar ser belo, ser bom, ser feio, ser gigante, colocar um sapato de cristal ou ver um sapo virar um belo rapaz. Assim,&nbsp;sem limites no que se pode pensar e imaginar,&nbsp;a gente aprende a&nbsp;compreender as&nbsp;estruturas sociais, as rela\u00e7\u00f5es humanas, e a pr\u00f3pria exist\u00eancia. Como vou vencer o mal se eu n\u00e3o sei qual a cara do&nbsp;mal? Mas ser\u00e1 que \u00e9 mais m\u00e1 a princesa ou a&nbsp;bruxa? Tudo isso se opera no mundo imagin\u00e1rio, as hist\u00f3rias garantem um repert\u00f3rio para que a gente leia o mundo com maior capacidade interpretativa.&nbsp;Para al\u00e9m disso, h\u00e1 uma fun\u00e7\u00e3o poderosa dos seres assombrosos, a gente vence o medo, a gente aprende a enfrentar&#8230; Na vida, tem coisa mais preciosa do que aprender a enfrentar nossa covardia?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>R.R.:<\/strong> Segundo os psic\u00f3logos, psiquiatras, pedagogos e demais especialistas, as figuras &#8220;malignas&#8221; das hist\u00f3rias cumprem um papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o do leitor iniciante (na verdade, de qualquer leitor). Atrav\u00e9s da narra\u00e7\u00e3o oral e do contato com livros que trazem contos tradicionais e a boa literatura atual, os antagonistas \u2013&nbsp;bruxas, magos malignos, monstros etc. \u2013 oferecem ao leitor\/ouvinte infantil uma v\u00e1lvula de escape e maneiras de lidar com as contradi\u00e7\u00f5es que existem dentro de si (e de todas as pessoas, sejam crian\u00e7as, adolescentes ou adultos). O que seria da literatura em geral, e da infantil e juvenil em particular, se n\u00e3o existissem vil\u00f5es? Como pensar em valores universais como \u00e9tica e respeito ao diferente sem a exist\u00eancia de hist\u00f3rias que mostrem as diferen\u00e7as? Uma literatura pasteurizada e in\u00f3cua n\u00e3o serve a ningu\u00e9m e descaracteriza culturas milenares que merecem ser preservadas, n\u00e3o demonizadas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\"><strong>C.Q.: Quem s\u00e3o as grandes&nbsp;bruxas&nbsp;da nossa literatura infantil?<\/strong> <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>P.M.:<\/strong> Eu, oras! E uma por\u00e7\u00e3o de gente que tem verruga ou v\u00ea a ruga e se orgulha muito disso.&nbsp;Bruxa&nbsp;pra mim \u00e9 quem consegue colocar no caldeir\u00e3o tudo que o mundo oferece, bom ou mau, e transformar em confian\u00e7a, otimismo, f\u00e9, amorosidade. Isso \u00e9 bruxona mesmo!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>R.R.:<\/strong> In\u00fameras. Para n\u00e3o citar todas, fiquemos com as grandes autoras Tatiana Belinky e Sylvia Orthoff, que nos deixaram muitas hist\u00f3rias e poemas com&nbsp;bruxas. \u00c9 fato que todas n\u00f3s, autoras de LIJ, em algum momento abordamos essas deliciosas personagens em nossas obras. N\u00e3o podemos deixar de citar, com destaque, a querida Bruxinha criada por Eva Furnari, que come\u00e7ou tendo suas aventuras publicadas em tiras de jornais, foi imortalizada em uma s\u00e9rie de livros \u2013 e que delicia os leitores h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagem de capa retirada do livro <em><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/selecoes\/livro\/filo-e-marieta\/eva-furnari\/9788535605280\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fil\u00f3 e Marieta<\/a><\/em> de Eva Furnari.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"273\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-clube-de-leitura-quindim.png\" alt=\"Assine clube de leitura quindim\" class=\"wp-image-41477\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-clube-de-leitura-quindim.png 1170w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-clube-de-leitura-quindim-768x179.png 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Assine-clube-de-leitura-quindim-150x35.png 150w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As autoras Pen\u00e9lope Martins e Rosana Rios contam um pouco sobre a hist\u00f3ria das bruxas, quem elas s\u00e3o hoje e qual seu papel no desenvolvimento das crian\u00e7as.<\/p>\n","protected":false},"author":14,"featured_media":12549,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[503,510,512],"tags":[],"class_list":["post-3347","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao-escolar","category-folclore","category-historia"],"acf":{"posts_relacionados":[12487,4442,2025]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3347\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2025"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4442"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12487"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}