{"id":30389,"date":"2021-09-29T14:42:45","date_gmt":"2021-09-29T17:42:45","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=30389"},"modified":"2021-12-28T17:06:58","modified_gmt":"2021-12-28T20:06:58","slug":"os-impactos-do-abandono-paterno-para-as-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/os-impactos-do-abandono-paterno-para-as-criancas\/","title":{"rendered":"Os impactos do abandono paterno para as crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"subtituloh2 wp-block-heading\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">Veja o que \u00e9 abandono paterno<\/span> e qual a taxa de abandono paternal no Brasil<\/span> <\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A falta de um abra\u00e7o, de carinho, de conselhos. A falta de um pai na cria\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a. Essa falta, ou abandono paterno, como chamamos, pode acarretar em muitos problemas psicol\u00f3gicos e trazer dificuldades na sociabiliza\u00e7\u00e3o. Dados da Central Nacional de Informa\u00e7\u00f5es do Registro Civil (CRC) apontam que cerca de 5,5 milh\u00f5es de brasileiros n\u00e3o possuem registro do pai em sua certid\u00e3o de nascimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o ter esse dado no documento pode ser uma imensa dor e criar um cen\u00e1rio de d\u00favidas e incertezas na cabe\u00e7a dessas pessoas. Mas outro dado tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), aproximadamente 12 milh\u00f5es de m\u00e3es comandam suas casas e fam\u00edlias sem o apoio dos pais de seus filhos. Mais da metade dessas mulheres (57%) vivem em situa\u00e7\u00e3o financeira alarmante, ou seja, abaixo da linha da pobreza. Quando esse dado \u00e9 analisado entre as mulheres pretas ou pardas, o n\u00famero sobe para 64%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um outro recorte, com an\u00e1lises sobre o abandono afetivo parental envolvendo crian\u00e7as com alguma doen\u00e7a rara, o \u00edndice \u00e9 impressionantemente triste: 80%. Ou seja, milh\u00f5es de crian\u00e7as n\u00e3o podem contar com seus pais para cuidados e afeto e, no outro lado, h\u00e1 milh\u00f5es de mulheres se desdobrando sozinhas para criarem, sustentarem e apoiarem seus filhos psicologicamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"subtituloh2 wp-block-heading\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">As consequ\u00eancias do abandono patern<\/span>al<\/span><\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/O-que-e-abandono-paterno.jpg\" alt=\"O que \u00e9 abandono paterno\" class=\"wp-image-30410\" title=\"\"><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Julia <em>(que preferiu n\u00e3o divulgar seu sobrenome)<\/em>, auxiliar de log\u00edstica, \u00e9 uma dessas m\u00e3es que vivem \u201cequilibrando os pratinhos\u201d para conseguir dar uma vida digna aos seus dois filhos. \u201cN\u00e3o tenho nenhuma ajuda por parte dos pais das crian\u00e7as, nem no cuidado, muito menos financeiramente. Eles sentem muito a falta do pai no dia a dia, na cria\u00e7\u00e3o, em momentos de confraterniza\u00e7\u00f5es nas escolas. Sigo dando meu melhor sempre aos dois, mas sei que essa falta parental n\u00e3o posso suprir, por mais que eu me esforce e tente, de todas as formas, evitar o sofrimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A exemplo de muitas outras mulheres, Julia conta com o apoio de sua m\u00e3e na cria\u00e7\u00e3o de seus filhos e sente que essa responsabilidade pode trazer um aspecto ruim tamb\u00e9m na sua rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e3e e filha. \u201cA av\u00f3 das crian\u00e7as j\u00e1 criou os seus filhos. N\u00e3o gostaria de precisar dar essa responsabilidade quando chega na vez dos netos. Era para ela curtir os momentos mais divertidos das crian\u00e7as, ficar com eles vez ou outra, n\u00e3o assumir um papel t\u00e3o presente na cria\u00e7\u00e3o, que deveria ser dos pais. Acredito que todos perdem muito com esse formato: meus filhos, por n\u00e3o terem esse afeto parental, eu, por sempre tentar assumir um papel insubstitu\u00edvel, e minha m\u00e3e, por estar investindo boa parte do tempo dela em uma fun\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 sua obriga\u00e7\u00e3o\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"subtituloh2 wp-block-heading\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>Indeniza\u00e7\u00e3o por abandono afetivo paterno<\/strong><\/span><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa neglig\u00eancia parental pode ser contestada na justi\u00e7a. Ainda n\u00e3o h\u00e1 uma lei espec\u00edfica que trata o tema, mas as crian\u00e7as est\u00e3o respaldadas pelo artigo 229 da Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira e 19 do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA). O texto diz que \u201ctoda crian\u00e7a tem o direito de ser cuidada pelos seus pais\u201d, portanto, o abandono parental pode caracterizar descumprimento desse artigo. J\u00e1 houve casos em que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconheceu a possibilidade de indeniza\u00e7\u00e3o moral, devido a esse tipo de situa\u00e7\u00e3o. Mesmo em casos em que o pai pague a pens\u00e3o aliment\u00edcia, o amor, o carinho e o afeto n\u00e3o s\u00e3o sentimentos \u00e0 venda. N\u00e3o h\u00e1 nada que pague a falta que essa crian\u00e7a tem de seu pai. As marcas podem ser profundas e, muitas vezes, elas comprometem toda a trajet\u00f3ria de vida de uma pessoa. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns bloco-cta has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"background-color:#fdb813\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-bottom is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\"><img decoding=\"async\" width=\"434\" height=\"195\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/call01.png\" alt=\"Assine o Clube Quindim\" class=\"wp-image-9392\" title=\"\"><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column bloco-cta-direita is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center titulo-cta wp-block-paragraph\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">APROVEITE ESTE MOMENTO PARA INCENTIVAR A LEITURA!<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-100 botao-cta is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><span style=\"color:#e3e2e2\" class=\"has-inline-color\">ASSINE O CLUBE QUINDIM E RECEBA OS MELHORES LIVROS INFANTIS!<\/span><\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabe o que \u00e9 abandono paterno e quais os impactos na vida das crian\u00e7as? Veja mais sobre o assunto que pode acarretar at\u00e9 em indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":30392,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[507,746,505,506,508],"tags":[],"class_list":["post-30389","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-maternidade","category-desenvolvimento-infantil","category-familia","category-gestacao","category-paternidade"],"acf":{"posts_relacionados":[21310,15324,12127]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30389\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12127"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15324"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21310"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30392"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}