{"id":28851,"date":"2021-08-30T16:05:30","date_gmt":"2021-08-30T19:05:30","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=28851"},"modified":"2024-12-03T10:51:28","modified_gmt":"2024-12-03T13:51:28","slug":"o-que-sao-os-contos-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/o-que-sao-os-contos-populares\/","title":{"rendered":"O que s\u00e3o os contos populares: Da voz ao mundo dos livros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Peter O&#8217;Sagae, mestre e doutor em Letras pela FFLCH\/USP, conta, neste artigo do <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clube de Leitura Quindim<\/a>, o que s\u00e3o contos populares. Confira!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">O que s\u00e3o contos populares<\/span><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na l\u00edngua portuguesa, a express\u00e3o <em>contos populares<\/em> \u00e9 sin\u00f4nima de <em>contos folcl\u00f3ricos<\/em> e tamb\u00e9m <em>contos tradicionais<\/em>, vindo indicar um conjunto de hist\u00f3rias mais ou menos curtas com personagens humanos ou animais que falam ou ambos convivendo no mesmo enredo, com seu quinh\u00e3o de fantasia, magia, humor, ensinamentos pr\u00e1ticos, morais, a depender do jeito como s\u00e3o habitual ou habilmente narradas. Em geral costumamos aceitar que os contos populares foram transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o e prendem-se a uma ideia \u00e0s vezes nebulosa de literatura oral, chegando at\u00e9 n\u00f3s peneirados por milhares e milhares de anos. Por\u00e9m, ser\u00e1 que \u00e9 simplesmente assim? Um s\u00f3 par\u00e1grafo basta para definir uma ou outra narrativa como um conto popular?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C\u00e2mara Cascudo, no importante <em>Dicion\u00e1rio do folclore brasileiro<\/em>, de 1954, dedica v\u00e1rias colunas ao tema. O estudioso potiguar destaca as marcas do conto popular ligado ao campo intelectual e afetivo da oralidade, ou seja, pela variedade de modos como as hist\u00f3rias s\u00e3o transmitidas via palavra falada, a entona\u00e7\u00e3o, a m\u00edmica corporal, os processos de adapta\u00e7\u00e3o a diferentes \u00e9pocas, lugares, a participa\u00e7\u00e3o nem sempre discreta dos ouvintes no momento da narra\u00e7\u00e3o, dado que as rea\u00e7\u00f5es das pessoas frente a um contador tamb\u00e9m modificam o texto ent\u00e3o compartilhado. Bem sabemos quanto o contador pode trocar detalhes, nomes, coisas, plantas, animais, figuras e figurantes de um conto, por esquecimento ou a fim de agradar a audi\u00eancia, suprimir e acrescentar fatos, emendar epis\u00f3dios, produzindo novos textos a cada vez que enuncia um conto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para muitos folcloristas, o conto popular \u00e9 meio de resist\u00eancia e esp\u00e9cie de documento que d\u00e1 not\u00edcias dos usos e costumes, como as rela\u00e7\u00f5es de parentesco, as f\u00f3rmulas jur\u00eddicas, o n\u00edvel de moralidade de um agrupamento humano. Nesse quesito, o conto \u00e9 um instrumento interdisciplinar para a etnografia, a lingu\u00edstica e a sociologia. Por todo o s\u00e9culo XIX, mais a mi\u00fade, os contos populares foram coletados com inten\u00e7\u00f5es de estudo. Na Alemanha, ao reunirem contos m\u00e1gicos, astuciosos, aned\u00f3ticos, assustadores, lendas e f\u00e1bulas, os irm\u00e3os Grimm tamb\u00e9m andavam ocupados com o projeto de fazer um levantamento lexical para o ambicioso <em>Dicion\u00e1rio Definitivo da L\u00edngua Alem\u00e3<\/em>. Curiosamente, ao contr\u00e1rio do que muita gente acredita, os contos n\u00e3o vieram unicamente dos campos e dos arredores da Floresta Negra, pois foram ouvidos igualmente junto \u00e0 classe m\u00e9dia e aristocr\u00e1tica das cidades&#8230; Uma pergunta que poder\u00edamos fazer \u00e9 esta: os contos populares alem\u00e3es eram tradicionalmente alem\u00e3es?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">Contos populares e suas v\u00e1rias vers\u00f5es<\/span><\/span><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"730\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/6-livros-com-a-chapeuzinho-vermelho-1170x730.jpg\" alt=\"Contos populares e contos folcl\u00f3ricos. Chapeuzinho Vermelho\" class=\"wp-image-12717\" style=\"width:593px;height:369px\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/6-livros-com-a-chapeuzinho-vermelho.jpg 1170w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/6-livros-com-a-chapeuzinho-vermelho-768x479.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos n\u00f3s conhecemos algumas vers\u00f5es de Chapeuzinho Vermelho, tendo, as duas principais, desfechos diferentes que revelam significados distintos. Jacob e Wilhelm Grimm ofereceram um final redentor ao conto da menina e da av\u00f3 devoradas pelo lobo, colocando em a\u00e7\u00e3o um ca\u00e7ador t\u00edpico das regi\u00f5es montanhosas. Chapeuzinho, ap\u00f3s o resgate, sai para buscar umas pedras para met\u00ea-las na barriga do animal \u2014 e h\u00e1 mais um epis\u00f3dio: o encontro com outro lobo que ser\u00e1 enganado, dando ao conto ares de conto de esperteza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na mais famosa vers\u00e3o que \u00e9 o reconto de 1697 por Charles Perrault, prevalece um final tr\u00e1gico para Chapeuzinho Vermelho e vem expressa uma moralidade, em versos, a respeito dos perigos que passam os jovens (em especial, as mo\u00e7as) ao darem trela a todo tipo de gente que o escritor aponta como lobos melosos. Com esta intrus\u00e3o, o <em>conto de velhas<\/em>, como era conhecido esse tipo de narra\u00e7\u00e3o entre os franceses, assumiu ares de conto admonit\u00f3rio. Por\u00e9m o que importa destacar aqui \u00e9 o seguinte: a hist\u00f3ria coletada oralmente na Alemanha em princ\u00edpios do XIX, havia sido j\u00e1 divulgada em livro na Fran\u00e7a, em fins do XVII, e certamente viajou de um pa\u00eds a outro na mem\u00f3ria das fam\u00edlias huguenotes, entre 1562 e 1598, durante o violento per\u00edodo de persegui\u00e7\u00e3o religiosa aos protestantes reformados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">A origem dos contos populares<\/span><\/span><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/O-que-sao-contos-populares-e-o-que-sao-contos-folcloricos-.jpg\" alt=\"O que s\u00e3o contos populares e o que s\u00e3o contos folcl\u00f3ricos \" class=\"wp-image-28878\" title=\"\"><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fatos hist\u00f3ricos como este permitem entender como o conjunto de contos que imaginamos vir das tradi\u00e7\u00f5es orais s\u00e3o, na verdade, um emaranhado de fios de l\u00edngua falada e escrita. Com a difus\u00e3o da prensa ap\u00f3s 1450, tamb\u00e9m o conhecimento das hist\u00f3rias espalhou-se por estradas e feiras p\u00fablicas, t\u00e3o ou mais amplamente do que se estivessem armazenadas apenas na mem\u00f3ria de um grupo de pessoas. Com certa velocidade, criou-se uma rede de contadores-leitores ou leitores-narradores em voz alta que, n\u00e3o estando sincronizados on-line por cabos de fibra \u00f3tica como hoje, estavam menos solit\u00e1rios e mais solid\u00e1rios uns aos outros pelas fibras do papel. Nesse sentido, os contos populares n\u00e3o s\u00e3o exclusivamente hist\u00f3rias que tiveram origem \u201cna alma do povo\u201d, como disseram e insistem ainda alguns estudiosos de esp\u00edrito rom\u00e2ntico, mas s\u00e3o as diversas hist\u00f3rias que se tornaram conhecidas popularmente, repetidas e prestigiadas entre os povos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao tomarmos uma colet\u00e2nea, a exemplo dos <em>Contos populares brasileiros<\/em>, de S\u00edlvio Romero, que veio a p\u00fablico em 1885, verificamos que a mat\u00e9ria considerada folclore tem suas ra\u00edzes em tradi\u00e7\u00f5es portuguesas, ind\u00edgenas e africanas, por\u00e9m as \u00e1guas que alimentam esses frutos narrativos j\u00e1 haviam flu\u00eddo e navegado por rios, mares, nuvens e chuva de outras terras de todos os cinco continentes. Os contos folcl\u00f3ricos no fundo, no fundo, n\u00e3o possuem uma nacionalidade fixa: s\u00e3o viajantes que vestem roupagens diferentes a cada novo clima ou terreno. Mas \u00e9 claro que a tradi\u00e7\u00e3o imp\u00f5e caracter\u00edsticas fortes ao que pode ou n\u00e3o ser chamado <em>conto popular<\/em>: ter um nascimento remoto, an\u00f4nimo, ser alimentado coletivamente, guardado como um bem particular e, por isso mesmo, universal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consequentemente, a oralidade pode oferecer frutos saborosos e talvez algu\u00e9m a\u00ed possa pensar que seja furto a transcri\u00e7\u00e3o de um conto oral para o papel. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9. Mas tamb\u00e9m \u00e9. Algo como aquela mordida em lados opostos da ma\u00e7\u00e3, um pouco de bem, um pouco de mal, pois a ideia de transcri\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada ao intuito dos estudiosos, quando querem mapear uma determinada regi\u00e3o e descrever os saberes das pessoas que l\u00e1 vivem. O registro podia ser feito enquanto o contador desenrolava o conto na pr\u00f3pria l\u00edngua e algu\u00e9m corria o l\u00e1pis sobre o papel, ora perdendo trechos, ora exigindo paradas, pedindo sucessivas repeti\u00e7\u00f5es. Outras vezes o registro escrito era feito de mem\u00f3ria, concentrando-se numa reda\u00e7\u00e3o fiel a tudo o que se ouviu algures, alhures. Com certeza, o aparecimento dos recursos de grava\u00e7\u00e3o de voz representou um avan\u00e7o e tanto. Hoje, a pesquisa ainda ativa pode fazer uso da grava\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo. Bastaria apertar um bot\u00e3o e parar a fita, o \u00edcone sobre arquivo de \u00e1udio, congelar a imagem, n\u00e3o perder nenhuma informa\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1? No entanto, uma transcri\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a mesma hist\u00f3ria que depois se divulga de forma liter\u00e1ria!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><span style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">Os colecionadores de borboletas vivas<\/span><\/span><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/O-que-sao-contos-populares-.jpg\" alt=\"O que s\u00e3o contos populares e o que s\u00e3o contos folcl\u00f3ricos \" class=\"wp-image-28881\" title=\"\"><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escritora e ilustradora Angela Lago costumava chamar os muitos homens que se deram ao trabalho de reunir os contos populares de seus pa\u00edses como \u201ccolecionadores de borboletas vivas\u201d. Essa imagem po\u00e9tica traduz \u00f3timas ideias a respeito da mat\u00e9ria fina que d\u00e1 corpo \u00e0s hist\u00f3rias vivas e leves, vagando entre os lugares muito livremente, at\u00e9 que viesse algu\u00e9m a captur\u00e1-las como um inseto morto para nossa admira\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as aos livros, a transmiss\u00e3o impressa dos contos populares vem se dando continuamente e podemos citar outros pousos a fim de despertar a curiosidade de futuros pesquisadores, na companhia de antrop\u00f3logos, folcloristas do passado, mit\u00f3grafos, linguistas e escritores de escolas liter\u00e1rias diversas: os italianos Boccaccio (1358), Straparola (1550) e Basile (1635); os russos Pushkin (1831) e Afanassiev (1855), os noruegueses Asbj\u00f8rnsen e Moe (1841), entre ingleses que organizaram hist\u00f3rias do Reino Unido e da \u00cdndia, espanh\u00f3is que viram uni\u00e3o e diversidade entre suas comunidades aut\u00f3nomas, pesquisadores orientais e orientalistas, jesu\u00edtas que estiveram na \u00c1sia e na Oceania, africanistas, amantes do mundo \u00e1rabe, portugueses como Gon\u00e7alo Fernandes Trancoso (1575), Adolfo Coelho (1879), Leite de Vasconcelos (1881), Te\u00f3filo Braga (1883), Consiglieri Pedroso (1910) que juntamente aos nossos S\u00edlvio Romero (1885) e Lu\u00eds da C\u00e2mara Cascudo (1919), muitas vezes foram tomados como <em>provedores<\/em> de vasto material para a escrita de recontos pelos autores de literatura para crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conto popular entra em luta com a apropria\u00e7\u00e3o, a adapta\u00e7\u00e3o, enfim, com o reconto: uma narrativa escrita para ser lida com os olhos e para a leitura em voz alta, dando-nos a ilus\u00e3o de que vem de um mundo distante ao nosso dia a dia, sem letras, sem livros, sem telas por onde rolam antigas-novas hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"1116\" height=\"387\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64968\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores.jpg 1116w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores-768x266.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores-150x52.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabe o que s\u00e3o contos populares e de onde vieram? 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Acesse e saiba mais!<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":28862,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[510,509,4,512,499,497],"tags":[],"class_list":["post-28851","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-folclore","category-cultura","category-educacao","category-historia","category-literatura-infantil","category-livros-infantis"],"acf":{"posts_relacionados":[25879,12425,26537]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28851","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28851"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28851\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26537"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12425"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25879"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28862"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}