{"id":28644,"date":"2021-08-26T09:40:49","date_gmt":"2021-08-26T12:40:49","guid":{"rendered":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/?p=28644"},"modified":"2024-12-03T10:41:48","modified_gmt":"2024-12-03T13:41:48","slug":"literatura-de-cordel-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/literatura-de-cordel-infantil\/","title":{"rendered":"Literatura de cordel: das edi\u00e7\u00f5es pioneiras ao cordel infantil"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Marco Haur\u00e9lio, poeta popular, professor, folclorista e editor, escreve para o nosso <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">clube de assinatura infantil<\/a> sobre a hist\u00f3ria da literatura de cordel e sobre o cordel infantil. Confira!<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura de cordel despontou no Brasil no s\u00e9culo XIX, nas gr\u00e1ficas rudimentares do Rio de Janeiro, pela voz do poeta potiguar Jo\u00e3o Sant\u2019Ana de Maria, o Santaninha, rabequeiro e historiador popular, circulando entre o Cear\u00e1 e a corte (Rio de Janeiro) ou fazendo escala no Recife, com muitos folhetos na bagagem, boa parte deles lan\u00e7ada pela Livraria Quaresma. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O romanceiro tradicional, do qual tamb\u00e9m deriva o cordel, com liga\u00e7\u00f5es an\u00edmicas com a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, trazia hist\u00f3ricas tr\u00e1gicas de amor, em redondilha maior, e epis\u00f3dios da gesta de Carlos Magno, desde o in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o. E, em 1865, no Recife, d\u00e1-se a publica\u00e7\u00e3o de um folheto em quadras de autor an\u00f4nimo,&nbsp;<em>O testamento do macaco<\/em>, chamando a aten\u00e7\u00e3o, pelo tom moralizante e ao mesmo tempo bem-humorado:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-left is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Tendo feito a diferentes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Animais seu testamento<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Justo \u00e9 que o do macaco<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Empreenda neste momento.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este folheto \u00e9 parecido com outro, portugu\u00eas, igualmente em quadras,&nbsp;<em>O testamento do gallo<\/em>, publicado em Lisboa quatro anos antes:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote has-text-align-left is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>J\u00e1 que estou em meu ju\u00edzo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Testamento quero fazer<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Para meus bens deixar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>A quem melhor me parecer.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64970\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_IdadeFilho-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>O fator Leandro na literatura de cordel brasileira<\/strong><\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas edi\u00e7\u00f5es pioneiras s\u00e3o importantes para entendermos o percurso e os percal\u00e7os da literatura de cordel brasileira. Mas, apesar de seu alcance, a tem\u00e1tica, ainda muito limitada, e com circula\u00e7\u00e3o restrita quase que exclusivamente ao meio urbano, o Cordel ainda esperava uma voz mais abrangente, que ecoasse a vasta tradi\u00e7\u00e3o oral nordestina, com a gesta do gado, o drama do canga\u00e7o e a cont\u00edstica popular, arraigada no imagin\u00e1rio indo-europeu. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"570\" height=\"410\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Literatura-de-cordel-infantil.jpg\" alt=\"Literatura de cordel infantil: o que \u00e9 cordel\" class=\"wp-image-28670\" title=\"\"><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E esse desabrochar veio por meio de Leandro Gomes de Barros (1865-1918), poeta paraibano que, deslocando-se para Pernambuco, at\u00e9 estabelecer-se no Recife, com gr\u00e1fica pr\u00f3pria e grande faro empreendedor burilou e deu novo colorido aos temas preferidos pelo povo. Mas se restringiu a isso. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dele s\u00e3o alguns dos <strong>maiores sucessos da literatura<\/strong> de cordel de todos os tempos, como os exemplos de cordel de romance dram\u00e1tico <em>O cachorro dos mortos<\/em>, <em>A for\u00e7a do amor<\/em>, <em>Os sofrimentos de Alzira<\/em> e <em>A vida de Pedro Cem<\/em>. E os folhetos c\u00f4micos <em>O cavalo que defecava dinheiro<\/em> e <em>O dinheiro<\/em> (O testamento do cachorro), que, reaproveitados por Ariano Suassuna, inspiraram a pe\u00e7a <em>Auto da Compadecida<\/em>. O outro folheto que inspirou o Auto \u00e9 <em>O castigo da soberba<\/em>, atribu\u00eddo a outro poeta pioneiro, o tamb\u00e9m paraibano Silvino Pirau\u00e1 de Lima (1848-1913). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/fabulas-de-esopo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">F\u00e1bulas de Esopo: veja mais sobre o g\u00eanero na atualidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">O come\u00e7o do cordel infantil no Brasil<\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"730\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/O-que-e-literatura-de-cordel--1170x730.jpg\" alt=\"O que \u00e9 literatura de cordel \" class=\"wp-image-28673\" style=\"width:597px;height:372px\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/O-que-e-literatura-de-cordel-.jpg 1170w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/O-que-e-literatura-de-cordel--768x479.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leandro ainda deu vida a um conto popular, a <em>Hist\u00f3ria de Juvenal e o Drag\u00e3o<\/em>, que, recontado em versos, encanta gera\u00e7\u00f5es em mais de um s\u00e9culo de reedi\u00e7\u00f5es ininterruptas. O seu enredo, com o mais arquet\u00edpico conto de her\u00f3i, \u00e9 a maior raz\u00e3o deste sucesso, e <em>Juvenal e o Drag\u00e3o<\/em><strong> pode ser considerado um dos primeiros cord\u00e9is infantis do Brasil<\/strong>. N\u00e3o que, no tempo de Leandro, houvesse essa distin\u00e7\u00e3o, mas a raz\u00e3o de ser um dos preferidos dos pequenos leitores ao longo dos anos, ao lado de outro grande cl\u00e1ssico, o <em>Romance do Pav\u00e3o Misterioso<\/em>, de Jos\u00e9 Camelo de Melo Resende, escrito na d\u00e9cada de 1920, aponta um poss\u00edvel pioneirismo nesse campo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra coluna do cordel, o tamb\u00e9m paraibano Jo\u00e3o Martins de Athayde (1880-1959), que se tornaria o grande editor do g\u00eanero no Brasil, autor de <em>Raquel e a fera encantada<\/em>, uma vers\u00e3o do conto&nbsp;<em>A Bela e a F<\/em>era, e de&nbsp;<em>Hist\u00f3ria da princesa<\/em>&nbsp;<em>Eliza<\/em>, que recria o conto&nbsp;<em>Os cisnes selvagens<\/em>, de Hans Christian Andersen. A bem da verdade, Athayde serviu-se de uma adapta\u00e7\u00e3o feita por Figueiredo Pimentel,&nbsp;<em>Os onze irm\u00e3os da princesa<\/em>, que integra a obra&nbsp;<em>Contos da carochinha<\/em>, publicada, pela primeira vez, em 1894. Athayde ainda versou <em>A bela adormecida no bosque<\/em>, romance no qual aparece apenas a primeira parte do conto divulgado por Charles Perrault. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse meio tempo, na d\u00e9cada de 1930, uma voz feminina emergia no mundo do cordel: era Maria das Neves Batista Pimentel (1913-1994), que, infelizmente, n\u00e3o assinava os pr\u00f3prios trabalhos, e, sob um heter\u00f4nimo masculino, Altino Alagoano (nome de seu marido), assinou algumas adapta\u00e7\u00f5es de obras cl\u00e1ssicas, incluindo uma vers\u00e3o de <em>O corcunda de Notre-Dame<\/em>, de Victor Hugo. Era filha de Francisco das Chagas Batistas (1882-1930), poeta, livreiro e editor, grande amigo de Leandro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O poeta Manoel D\u2019Almeida Filho (1914-1995) tentou, na d\u00e9cada de 1980, publicar um livro de cordel infantil, que conteria duas hist\u00f3rias: <em>A guerra dos passarinhos<\/em> e <em>O casamento do bode com a raposa<\/em>, sem sucesso. H\u00e1 que se destacar ainda a iniciativa do poeta Marcus Aciolly que lan\u00e7ou, em 1980, pela Edi\u00e7\u00f5es Brasil-Am\u00e9rica, <em>Guriat\u00e3, um cordel para menino<\/em>, ilustrado com linoleogravuras do mestre pernambucano Jos\u00e9 Cavalcante Soares, o Dila, n\u00e3o mais em folheto, mas no formato livro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/10-poemas-para-criancas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">10 poemas para crian\u00e7as amarem poesia<\/a><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/conteudo.quindim.com.br\/assinar-newsletter-banner-blog\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"770\" height=\"200\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64972\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas.jpg 770w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-768x199.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/BannerConteudo_RecebaDicas-150x39.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading subtituloh2\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0);color:#f27059\" class=\"has-inline-color\"><strong>A tradi\u00e7\u00e3o da literatura de cordel atualizada<\/strong><\/mark><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo momento na hist\u00f3ria do cordel \u00e9 instaurado a partir do emblem\u00e1tico evento <em>100 Anos do Cordel<\/em>, idealizado pelo premiado escritor e jornalista alagoano Aud\u00e1lio Dantas (1929-2017), e realizado no SESC Pompeia, em 2001. A iniciativa foi imprescind\u00edvel para que o mercado editorial olhasse \u201ccom outros olhos\u201d a literatura de cordel. Mesmo assim, os investimentos iniciais foram t\u00edmidos e, aqui e ali, surgia uma publica\u00e7\u00e3o ainda carente de uma identifica\u00e7\u00e3o maior com os <strong>temas cl\u00e1ssicos do cordel<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A grande mudan\u00e7a veio em 2007, com a cria\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Cl\u00e1ssicos em Cordel<\/em>, idealizada por Nelson dos Reis, fundador da editora Nova Alexandria. Sem reivindicar o pioneirismo na adapta\u00e7\u00e3o de obras cl\u00e1ssicas para a poesia popular, o projeto inovou ao enquadrar a mesma ideia em um projeto de cole\u00e7\u00e3o que abrangesse obras de diversos autores adaptadas livremente por poetas cordelistas. J\u00e1 em seu primeiro ano, a editora emplacou tr\u00eas t\u00edtulos no Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) \u2014&nbsp;<em>Os miser\u00e1veis<\/em>, de Kl\u00e9visson Viana,&nbsp;<em>O corcunda de Notre-Dame<\/em>, de Jo\u00e3o Gomes de S\u00e1, e&nbsp;<em>A megera domada<\/em>, de Marco Haur\u00e9lio. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1170\" height=\"730\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Literatura-de-cordel-infantil-no-Brasil-1170x730.jpg\" alt=\"Literatura de cordel infantil no Brasil\" class=\"wp-image-28679\" style=\"width:619px;height:385px\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Literatura-de-cordel-infantil-no-Brasil.jpg 1170w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Literatura-de-cordel-infantil-no-Brasil-768x479.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Nova Alexandria, em seu selo Volta e Meia, publicou uma adapta\u00e7\u00e3o em quadrinhos, assinada por Kl\u00e9visson Viana e Eduardo Azevedo, do grande \u00e9pico do cordel&nbsp;<em>A batalha de Oliveiros com Ferrabr\u00e1<\/em>s, de Leandro Gomes de Barros. E, ilustrada pelo mesmo Eduardo, reeditou o cl\u00e1ssico&nbsp;<em>Juvenal e o Drag\u00e3o<\/em>, mantendo a integridade do texto original, e o romance&nbsp;<em>O guarda-florestas e o capit\u00e3o de ladr\u00f5es<\/em>, do poeta contempor\u00e2neo Rouxinol do Rinar\u00e9. Outro destaque do cat\u00e1logo \u00e9&nbsp;<em>O fant\u00e1stico mundo do cordel<\/em>, da escritora cearense Arlene Holanda, que traz um belo conto, de cores afetivas, e, no ap\u00eandice, apresenta as regras b\u00e1sicas para a composi\u00e7\u00e3o de um folheto de cordel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vale citar, ainda, a parceria do cordelista Arievaldo Viana com o ilustrador J\u00f4 Oliveira, que rendeu t\u00edtulos como&nbsp;<em>O navegador Jo\u00e3o de Calais e sua amada Constan\u00e7a<\/em>&nbsp;(FTD) e&nbsp;<em>A peleja de&nbsp;Chapeuzinho&nbsp;Vermelho com o Lobo Mau<\/em>&nbsp;(Globo). E destacar o protagonismo da editora MEPH, de Fortaleza, cujo cat\u00e1logo \u00e9 o mais amplo em se tratando de literatura de cordel infantil e juvenil, ressaltando, ainda, o papel assumido por nomes como o saudoso Manoel Monteiro (1937-2014), al\u00e9m de Braulio Tavares, Gon\u00e7alo Ferreira, Paiva Neves, Janduhy Dantas, Marcelo Soares, Manoel Cavalcante, Antonio Barreto, Mariane Bigio, Silvinha Fran\u00e7a, Evaristo Geraldo, Paola Torres, Ant\u00f4nio Francisco, Josenir Lacerda, Erica Montenegro, Julie Oliveira e outros descortinadores de horizontes da literatura de cordel brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading subtituloh3 has-text-color\" style=\"color:#404040\">Para saber mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Breve hist\u00f3ria da literatura de cordel<\/em>, de Marco Haur\u00e9lio (Claridade, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Cordel: criar, rimar e letrar<\/em>, de Arlene Holanda e Rouxinol do Rinar\u00e9 (IMEPH, 2009).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O Cordel no cotidiano escolar<\/em>, de Ana Cristina Marinho e H\u00e9lder Pinheiro (Cortez, 2012).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"1116\" height=\"387\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-64968\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores.jpg 1116w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores-768x266.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/BannerHome_LivrosTransformadores-150x52.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea conhece a literatura de cordel? O Quindim te conta mais sobre a hist\u00f3ria desse g\u00eanero e sobre o cordel infantil no Brasil! <\/p>\n","protected":false},"author":41,"featured_media":28850,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_mbp_gutenberg_autopost":false,"footnotes":""},"categories":[509,502,514,4,503,510,512,499,497],"tags":[],"class_list":["post-28644","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-alfabetizacao","category-educacao-familia","category-educacao","category-educacao-escolar","category-folclore","category-historia","category-literatura-infantil","category-livros-infantis"],"acf":{"posts_relacionados":[16570,12425,25879]},"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28644","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28644"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28644\/revisions"}],"acf:post":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25879"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12425"},{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28644"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28644"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28644"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}