{"id":2542,"date":"2019-05-02T15:45:00","date_gmt":"2019-05-02T18:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.clubequindim.com.br\/?p=2542"},"modified":"2021-12-28T15:52:29","modified_gmt":"2021-12-28T18:52:29","slug":"estereotipos-maternos-martha-lopes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/estereotipos-maternos-martha-lopes\/","title":{"rendered":"Amor de m\u00e3e \u00e9 instintivo? Em entrevista, Martha Lopes fala de estere\u00f3tipos maternos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No m\u00eas das m\u00e3es \u00e9 comum vermos por a\u00ed diversas mensagens, propagandas e homenagens \u00e0s m\u00e3es recheadas de estere\u00f3tipos maternos. A m\u00e3e do comercial de margarina, a m\u00e3e mulher-maravilha, a m\u00e3e que sabe tudo. Mas de onde surgiram esses modelos? Qual \u00e9 o conceito de maternidade por tr\u00e1s deles?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A jornalista e m\u00e3e <a href=\"https:\/\/blog.clubequindim.com.br\/author\/martha-lopes\/\">Martha Lopes<\/a> \u00e9 tamb\u00e9m pesquisadora e estuda o tema da maternidade. Ela conversou com o <a href=\"https:\/\/www.clubequindim.com.br\/\">Clube Quindim<\/a> sobre seus diversos aspectos, a rela\u00e7\u00e3o com o feminismo, quest\u00f5es hist\u00f3ricas, origens e conceitos. Confira!<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"subtituloh4 wp-block-heading\"><span style=\"color:#404040\" class=\"has-inline-color\">Clube Quindim &#8211; Como era e como \u00e9 hoje a rela\u00e7\u00e3o entre feminismo e maternidade? <\/span><\/h4>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/blog.clubequindim.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/martha-lopes-682x1024.jpg\" alt=\"Martha Lopes estere\u00f3tipos maternos\" class=\"wp-image-2566\" width=\"181\" height=\"271\" title=\"\" srcset=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/martha-lopes-682x1024.jpg 682w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/martha-lopes-200x300.jpg 200w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/martha-lopes-768x1152.jpg 768w, https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/martha-lopes.jpg 853w\" sizes=\"(max-width: 181px) 100vw, 181px\" \/><figcaption>Martha Lopes<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Martha Lopes &#8211; O feminismo mudou muito ao longo da hist\u00f3ria, se multiplicou em muitas vertentes \u2013 s\u00e3o in\u00fameras as pautas dos movimentos de mulheres, afinal \u2013 e da mesma maneira se modificou a rela\u00e7\u00e3o entre feminismo e maternidade. Na \u00e9poca em que Simone de Beauvoir lan\u00e7a \u201cO Segundo Sexo\u201d, quando temos o que chamamos de segunda onda feminista, a maternidade \u00e9 vista como um determinismo biol\u00f3gico que destina as mulheres \u00e0 procria\u00e7\u00e3o, e consequentemente seu abandono do espa\u00e7o p\u00fablico e do mundo do trabalho. Em um segundo momento, desconstr\u00f3i-se a ideia de que a maternidade \u00e9 um defeito: o problema seria, na realidade, as rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o que atribuem um significado social \u00e0 maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as in\u00fameras vertentes do feminismo, h\u00e1 ainda a do\nfeminismo matric\u00eantrico, batizado pela pesquisadora Andrea O\u2019Reilly. Ela\ndefende a cria\u00e7\u00e3o de um ativismo e de uma teoria sobre maternidade, aponta que\no feminismo invisibiliza as pautas das m\u00e3es, e que ser m\u00e3e coloca as mulheres\nem um lugar de dupla opress\u00e3o. Sinaliza que a maternidade deve ser um exerc\u00edcio\nmais valorizado pela sociedade, mas que n\u00e3o define uma mulher, assim como criar\numa crian\u00e7a n\u00e3o deve ser uma responsabilidade exclusiva das m\u00e3es. Tamb\u00e9m fala\nsobre a import\u00e2ncia de enxergar a maternidade como m\u00faltipla, atravessada pela\nviv\u00eancia de cada mulher e que deve ser vista de acordo com recortes raciais,\n\u00e9tnicos, de orienta\u00e7\u00e3o sexual, geracional e geogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"subtituloh4 wp-block-heading\"><span style=\"color:#404040\" class=\"has-inline-color\">CQ &#8211; Qual a import\u00e2ncia desse olhar sobre a hist\u00f3ria social da maternidade? <\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ML &#8211; A autora Adrienne Rich nos ajuda a olhar para essa quest\u00e3o. Ela enxerga a maternidade sob dois aspectos: o primeiro seria o da pot\u00eancia que a mulher tem de gerar uma vida, de se relacionar com essa vida, seria o poder que essa experi\u00eancia tem de transforma\u00e7\u00e3o e de viv\u00eancia individual. J\u00e1 o segundo aspecto \u00e9 o da institui\u00e7\u00e3o: ao longo da hist\u00f3ria, muitas das pr\u00e1ticas da maternidade e os mitos relacionados a ela foram sendo constru\u00eddos de acordo com interesses culturais, de Estado e patriarcais. Rich fala que essa maternidade institucional impediu as mulheres de tomarem decis\u00f5es diretamente relacionadas \u00e0s suas vidas, aliviou os homens de assumirem sua paternidade, criou a perigosa diferencia\u00e7\u00e3o entre esfera privada\/dom\u00e9stica e p\u00fablica e alienou as mulheres de seus pr\u00f3prios corpos, encarcerando-as dentro deles. Olhar para a constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e cultural da maternidade \u00e9 uma forma de desnaturalizar as suas pr\u00e1ticas, ou seja, entender as expectativas que nos oprimem, de onde elas v\u00eam, trabalhar para desconstru\u00ed-las e focar nossa viv\u00eancia materna em uma experi\u00eancia individual, que cabe a cada mulher apenas configurar como achar melhor.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"subtituloh4 wp-block-heading\"><span style=\"color:#404040\" class=\"has-inline-color\">CQ &#8211; Como era a maternidade antes do s\u00e9culo 18, quando surgiu o conceito de inf\u00e2ncia? <\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ML &#8211; Antes do s\u00e9culo 18, as crian\u00e7as pouco conviviam com as fam\u00edlias. Na Europa Ocidental, as mulheres nobres e burguesas, principalmente, enviavam seus beb\u00eas, assim que eles nasciam, para amas de leite. Quando essas crian\u00e7as retornavam ao lar original, muitas vezes eram enviadas a internatos e as meninas ficavam aos cuidados das empregadas da fam\u00edlia. A mulher desempenhava outras atividades e n\u00e3o tinha como a principal delas se dedicar ao cuidado com os filhos. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"subtituloh4 wp-block-heading\"><span style=\"color:#404040\" class=\"has-inline-color\">CQ &#8211; Voc\u00ea poderia trazer exemplos de pris\u00f5es sociais com suas origens? <\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ML &#8211; Um dos principais momentos na constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da maternidade \u00e9 este momento de transi\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo 18, que a autora Elisabeth Badinter identifica como de surgimento da romantiza\u00e7\u00e3o do amor materno. Naquele momento, havia um \u00edndice de mortalidade infantil alt\u00edssimo: muitos beb\u00eas morriam no deslocamento para as casas das amas de leite, que ficavam em zonas rurais; al\u00e9m disso, essas mulheres eram miser\u00e1veis, tinham que se dedicar ao trabalho na lavoura e deixavam as crian\u00e7as sozinhas; tamb\u00e9m alimentavam os beb\u00eas de forma pouco higi\u00eanica, o que contribuiu para esse grande n\u00famero de mortalidade infantil. Assim, nesse per\u00edodo, acontece quase um \u201cinfantic\u00eddio disfar\u00e7ado\u201d, como diz Badinter \u2013 a t\u00edtulo de exemplo, na Fran\u00e7a, entre os s\u00e9culos 17 e 18, mais de 25% das crian\u00e7as at\u00e9 um ano de idade morriam; nos asilos de Paris, que recebiam crian\u00e7as abandonadas, 84% delas morriam at\u00e9 completarem um ano de idade. O Estado passa, portanto, a se preocupar com quest\u00f5es populacionais pela primeira vez. Nesse contexto, come\u00e7a, entre estudiosos e escritores, a cria\u00e7\u00e3o de um conte\u00fado que estimula a mulher a se dedicar prioritariamente \u00e0 maternidade, que afirma que o amor da m\u00e3e pelo filho \u00e9 instintivo e que ser m\u00e3e \u00e9 a maior fonte de prazer e realiza\u00e7\u00e3o da vida da mulher.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos Estados Unidos, mais ou menos nessa \u00e9poca, com a Revolu\u00e7\u00e3o\nIndustrial, as mulheres trabalhavam tanto quanto os homens, e com algum n\u00edvel\nde autonomia financeira passam a questionar o matrim\u00f4nio. Como colocam a\ninstitui\u00e7\u00e3o do casamento em risco, tamb\u00e9m ali come\u00e7am a ser disseminadas ideias\nde que a mulher deve ficar em casa, confinada \u00e0 esfera dom\u00e9stica, como o \u201canjo\ndo lar\u201d, esse ser delicado e amoroso que se dedica principalmente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dos\nfilhos \u2013 enquanto o homem habita a esfera p\u00fablica, trabalha e realiza sua a\u00e7\u00e3o\nno mundo. Enfim, esses s\u00e3o momentos-chave na cria\u00e7\u00e3o de uma maternidade ideal e\nromantizada, em que tudo \u00e9 lindo e perfeito, e que se espera uma s\u00e9rie de\ncomportamentos espec\u00edficos por parte da m\u00e3e, ideias que vemos circular at\u00e9 hoje\ne que ainda nos oprimem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"subtituloh4 wp-block-heading\"><span style=\"color:#404040\" class=\"has-inline-color\">CQ &#8211; Quais as diferen\u00e7as das mudan\u00e7as sociais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade entre mulheres brancas e negras? <\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ML &#8211; \u00c9 bem importante ter um olhar interseccional e analisar o contexto de opress\u00e3o das mulheres negras. Por exemplo, uma das pautas centrais do feminismo dos anos 60 e 70 era inserir as mulheres no mercado de trabalho \u2013 no entanto, trata-se de uma pauta de mulheres brancas e privilegiadas, pois as mulheres negras sempre tiveram de trabalhar e ocuparam empregos informais. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ideia de que as mulheres eram confinadas ao lar, a\nautora Angela Davis pontua algo bem interessante: para as mulheres negras\nescravizadas nos Estados Unidos, o lar tinha uma import\u00e2ncia que ela chama de\n\u201cexagerada\u201d, por ser o \u00fanico ambiente que a pessoa se sentia \u201cverdadeiramente\nhumana\u201d. O trabalho dom\u00e9stico tamb\u00e9m n\u00e3o reca\u00eda da mesma maneira sobre as\nmulheres negras naquele momento, pois n\u00e3o eram consideradas meras donas de\ncasa. Davis aponta, ainda, que havia um car\u00e1ter mais igualit\u00e1rio nas rela\u00e7\u00f5es,\nj\u00e1 que homens e mulheres escravizados tamb\u00e9m sofriam uma opress\u00e3o similar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"subtituloh4 wp-block-heading\"><span style=\"color:#404040\" class=\"has-inline-color\">CQ &#8211; O que \u00e9 maternidade cient\u00edfica? <\/span><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ML &#8211; Maternidade cient\u00edfica \u00e9 um conceito definido por alguns te\u00f3ricos, e que contou muito com a imprensa feminina para se sustentar. Em momentos como o p\u00f3s-Segunda Guerra Mundial, em que era preciso manter as mulheres em casa, a imprensa feminina da \u00e9poca edifica uma esp\u00e9cie de m\u00edstica em torno da m\u00e3e: a autora Betty Friedan fala que a m\u00e3e podia ser respons\u00e1vel por tudo, por todos os problemas que uma crian\u00e7a ou um adulto podiam ter. A imprensa solidifica os valores que foram sendo constru\u00eddos para a maternidade, e reproduz o discurso de m\u00e9dicos, psic\u00f3logos e especialistas que v\u00e3o dizer a essa m\u00e3e o que fazer. Espera-se que ela se torne uma especialista na inf\u00e2ncia, a seguir essas orienta\u00e7\u00f5es, vem da\u00ed a ideia de \u201cmaternidade cient\u00edfica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhe\u00e7a outros artigos para o blog do Quindim escritos por Martha Lopes: <a href=\"https:\/\/blog.clubequindim.com.br\/amamentacao\/\">Amamenta\u00e7\u00e3o: uma hist\u00f3ria que nem sempre foi de amor<\/a> e <a href=\"https:\/\/blog.clubequindim.com.br\/ser-uma-mae-feliz-e-o-melhor-que-posso-fazer-pelos-meus-filhos\/\">Ser uma m\u00e3e feliz \u00e9 o melhor que posso fazer pelos meus filhos<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns bloco-cta has-background is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\" style=\"background-color:#fdb813\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-bottom is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\"><img decoding=\"async\" width=\"434\" height=\"195\" src=\"https:\/\/quindim.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/call01.png\" alt=\"Assine o Clube Quindim\" class=\"wp-image-9392\" title=\"\"><\/a><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column bloco-cta-direita is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center titulo-cta wp-block-paragraph\"><span style=\"color:#f27059\" class=\"has-inline-color\">APROVEITE ESTE MOMENTO PARA INCENTIVAR A LEITURA!<\/span><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button has-custom-width wp-block-button__width-100 botao-cta is-style-fill\"><a class=\"wp-block-button__link\" href=\"https:\/\/quindim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><span style=\"color:#e3e2e2\" class=\"has-inline-color\">ASSINE O CLUBE QUINDIM E RECEBA OS MELHORES LIVROS INFANTIS!<\/span><\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m\u00eas das m\u00e3es \u00e9 comum vermos por a\u00ed diversas mensagens, propagandas e homenagens \u00e0s m\u00e3es recheadas de estere\u00f3tipos maternos. 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