DIZER NÃO ÀS CRIANÇAS

COMO E QUANDO

Costumamos achar que a birra é uma forma da criança de manipular o adulto, mas, segundo a neurociência, as birras fazem parte do desenvolvimento humano e são uma maneira das crianças dizerem algo que ainda não têm maturidade cerebral para expressarem ou verbalizar.

Crédito: Divulgação Netflix)

Pelo menos até os 4 anos, a criança usa mais seu cérebro primitivo, reagindo emocionalmente a situações estressantes, e é somente por volta dos 25 que a parte mais racional estará amadurecida. Apesar disso, sabemos que mesmo adultos podem reagir emocionalmente a frustrações.

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Em um momento de birra, é importante não entrar no mesmo fluxo e agir de maneira racional. Em vez de gritar mais alto, tente manter a calma, o que ajudará a criança a internalizar esse aprendizado, pois nosso comportamento influencia diretamente a forma como as crianças reagem.

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Provavelmente, será preciso repetir muitas e muitas vezes a mesma mensagem. Faz parte do processo para que a criança entenda o que está sendo pedido, já que existe, por parte delas, uma grande dificuldade de concentração — o que é normal e varia de acordo com cada idade.

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Segundo a pedagoga e educadora parental Maya Eigenmann: “para crianças é mais fácil compreender uma frase dita no positivo do que no negativo. Em vez de falar ‘não corra’, diga: ‘vamos andar por aqui’. [...] Nosso trabalho não é ser uma barragem, mas uma margem para a criança”.

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Maya ressalta que a Educação Respeitosa não tem nada a ver com dizer apenas “sim”, até porque há decisões que são exclusivamente dos adultos e às vezes precisamos ser firmes. A maneira mais eficaz, no entanto, não é pela negativa.

“A birra infantil não é sobre agredir o adulto: é uma explosão emocional. Ela extrapolou as suas frustrações e está se manifestando fisicamente. Por isso, nesses momentos de pico não é aconselhado conter os movimentos da criança, que está descarregando o excesso de cortisol”, explica Maya.

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A criança não tem capacidade cerebral naquele momento para ouvir um sermão. Precisamos esperar a birra passar, ao lado da criança, e então validar aqueles sentimentos, mostrando através de palavras que você entende o que ela está demonstrando de maneira emocional em vez de brigar.

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“A criança deve saber que pode contar com o adulto quando as coisas vão bem e quando as coisas não vão bem. [...] Pesquisas mostram há anos que, quanto mais segurança o adulto consegue passar, mais a criança ativa seu sistema nervoso e consegue se regular”, afirma Maya.

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