Vacinas do bebê: como manter o calendário de vacinação em dia ajuda a deixá-lo mais saudável

Manter o calendário de vacinas do bebê atualizado é fundamental para sua saúde.

Seguir o cronograma de vacinas do bebê é fundamental para garantir a saúde dos pequenos, pois a imunização é uma etapa muito importante para controlar e evitar a volta de doenças que já estão controladas.

Conhecer as vacinas, seus efeitos e para que servem é algo que todos os pais precisam saber. O Programa Nacional de Imunização (PNI) divulgou dados preocupantes que mostram uma queda na taxa de vacinação no país. Como você pode imaginar, isso acende o alerta vermelho, já que representa um grande perigo para as crianças.

A vacinação infantil é muito importante, mas você sabe quais são as vacinas e quando o bebê deve tomá-las? Confira tudo o que você saber neste post!

Por que é importante deixar as vacinas em dia?

O principal motivo é que seguir o cronograma de vacinação torna a imunização mais eficiente. Vacinar as crianças é fundamental para proteger os pequenos de inúmeras doenças – muitas das quais podem ser fatais.

Portanto, as vacinas são tidas como cuidados básicos e devem começar desde o nascimento do bebê. Ainda na maternidade já é dado início ao cronograma vacinal, e é responsabilidade dos pais ou responsáveis seguirem com o esquema até os 4 anos.

Nesse período, o organismo ainda não está preparado para combater algumas infecções. Então, as vacinas são responsáveis por estimular o sistema de defesa da criança para diminuir os riscos de o bebê ficar doente.

Para se ter uma ideia, na década de 1930 as doenças parasitárias e infecciosas eram motivos de quase 46% das mortes no país. Já em 2010, esse número caiu para cerca de 4,3%.

Quer saber outro dado assustador? Doenças como sarampo, difteria, rubéola, meningite, poliomielite, tétano, coqueluche e síndrome da rubéola congênita causaram 5,5 mil óbitos de crianças de até 5 anos nos anos 1980. É um número absurdo em comparação com 2009, em que foram contados 50 óbitos.

Esses números mostram a eficiência das vacinas e que elas salvam vidas. Por mais que não seja fácil assistir nossas crianças levarem aquela picadinha e chorarem, devemos lembrar que a vacinação é um ato de amor e proteção.

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Quais as vacinas que o bebê deve tomar nos primeiros meses de vida?

O cronograma vacinal infantil é composto por vacinas que são gratuitas e recomendadas pelo Ministério da Saúde. As aplicações podem ser feitas em postos de saúde e na maternidade, basta verificar onde as doses são disponibilizadas.

Confira quais são as vacinas do bebê que devem ser tomadas até os 4 anos de idade da criança.

No nascimento

As vacinas recomendadas no nascimento são BCG e Hepatite B. A BCG é aquela velha conhecida que deixa uma cicatriz no braço, administrada em dose única e que serve para prevenir contra formas graves de tuberculose. A vacina da Hepatite B evita a doença e precisa ser aplicada nas primeiras 24 horas de vida do recém-nascido.

2 meses

Aos 2 meses, o bebê deve tomar as seguintes vacinas:

  • Segunda dose da vacina de Hepatite B;
  • Vacina Tríplice Bacteriana (também chamada de DTPa), que protege a criança contra tétano, coqueluche e difteria, que são causadas por bactérias;
  • Primeira dose da vacina VIP, criada para proteger contra poliomielite (paralisia infantil);
  • Vacina contra o rotavírus;
  • Primeira dose da vacina Hib, que protege da infecção provocada pela bactéria Haemophilus influenzae;
  • Primeira dose da vacina Pneumocócica 10V, que defende o organismo contra pneumonia, meningite e otite (a segunda dose é administrada até os 6 meses do bebê)

3 meses

Aos 3 meses, o bebê precisa tomar duas vacinas: a primeira dose da vacina Meningocócica C (contra Meningite meningocócica do sorogrupo C) e também a primeira dose da vacina Meningocócica B (contra Meningite meningocócica do sorogrupo B).

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4 meses

Quando o bebê chega aos 4 meses, devem ser aplicadas a segunda dose da vacina VIP, da  tríplice bacteriana (DTPa) e também da Hib.

5 meses

No quinto mês, de vida do bebê são apenas duas vacinas que precisam ser aplicadas: a segundas doses da Meningocócica C e da Meningocócica B.

6 meses

Quando o bebê chega aos 6 meses, recebe outras doses de reforço das vacinas, entre elas as terceiras doses das vacinas da Hepatite B, Hib, VIP e tríplice bacteriana.

Além disso, dá-se início à vacinação para imunizar contra o vírus da Influenzae, que depois precisa ser repetida todos os anos.

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9 meses

Aos 9 meses, o bebê deve tomar uma única vacina, que é a que protege contra a febre amarela.

12 meses

Com um aninho de idade, as vacinas que o bebê deve tomar são o reforço das vacinas Pneumocócica, da Meningocócica C e da Meningocócica B (as duas últimas podem ser administradas até os 15 meses).

Também são aplicadas as primeiras doses das vacinas contra catapora, Tríplice Viral (contra caxumba, rubéola e sarampo) e Hepatite A (com a segunda dose até os 18 meses).

Por fim, é recomendada a imunização contra a poliomielite, conhecida como VOP, que é administrada via oral.

15 meses

A maioria das vacinas aos 15 meses são doses de reforço, como as segundas doses da Tríplice Viral, vacina contra catapora e VIP, além da quarta dose da Pentavalente.

Até 18 meses

Até essa faixa etária, o bebê precisa tomar reforço da vacina tríplice bacteriana (DTP) e da Haemophilus influenzae.

4 anos

Por fim, aos 4 anos, são aplicadas o reforço da DTP, poliomielite e febre amarela, assim como a quinta dose da Pentavalente.

Como funciona o calendário de vacinação dos pequenos?

O esquema vacinal não foi criado do dia para a noite. Na verdade, o calendário de vacinação segue e respeita o desenvolvimento da imunidade infantil. Portanto, as vacinas ajudam o sistema imunológico do bebê a se imunizar contra as doenças infecciosas.

A vacinação é ainda mais importante porque aumenta também a proteção de outras crianças. Quanto mais houver pessoas imunizadas, menores são as chances de infecção, pois as vacinas estimulam a produção de anticorpos e despertam o sistema de defesa do organismo.

Em outras palavras, as vacinas do bebê são um cuidado que vai além da proteção individual.

Crianças precisam de diversão, especialmente depois das picadinhas das vacinas, e o clube de leitura do Quindim é uma oportunidade para descontrair este momento. Com livros enviados todos os meses, o poder da literatura pode ajudar nesse momento – e em toda sua vida!

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Aprenda o que é tummy time e como fazer com o seu bebê

Entenda o que é tummy time e porque essa prática é muito benéfica para o desenvolvimento do bebê.

O desenvolvimento infantil ocorre muito rápido e a cada dia podemos observar como os bebês aprendem coisas novas, sejam gestos, a forma como observam o que acontece ao redor, o balbucio enquanto tentam se expressar… Esses momentos são encantadores, mas você sabe o que é tummy time?

Mesmo que os pequenos sejam bem espertos, algumas práticas também auxiliam no crescimento e desenvolvimento. Este termo, que pode ser traduzido para algo como “hora da barriga”, consiste em deixar o bebê ficar brincando de barriguinha para baixo.

Parece simples e muitos pais fazem isso sem nem se dar conta dos benefícios que essa posição traz para o bebê.

O tummy time é bem importante e até recomendado por especialistas, que ressaltam os benefícios da posição prona (barriga para baixo) para o desenvolvimento motor dos bebês.

Com tantas vantagens, o que acha de entender mais sobre o que é tummy time e como começar a praticar com seu bebê? Este artigo tem tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Acompanhe!

O que é tummy time?

Tummy time pode ser traduzido como “a hora da barriguinha” ou, melhor dizendo, o momento de deixar o bebê de bruços.

Muitos pais estão acostumados a colocar a criança de barriga para baixo apenas para mudar de posição. No entanto, essa atitude é benéfica e recomendada pelos profissionais da saúde e desenvolvimento infantil.

Entre a amamentação, as sonecas e as brincadeiras, reservar alguns minutinhos do dia para o tummy time é essencial. Nesse momento, os estímulos são bem simples e ajudam no desenvolvimento físico do bebê.

A criança começa a ter experiências corporais que são favoráveis também para desenvolver a confiança, tanto para o bebê confiar na mãe quanto no ambiente em que está. Ou seja, a hora da barriguinha fornece uma base para o desenvolvimento motor e até psicológico.

A prática de tummy time fortalece braços, pernas, pescoço e abdômen, uma vez que o bebê precisa se esforçar para isso. Porém, ainda que seja relativamente desconfortável para o bebê, ela é muito importante para que se desenvolva.

Portanto, é uma atividade fácil e que contribui para as próximas fases de desenvolvimento, como sentar, engatinhar e andar.

Leia também: Saltos de desenvolvimento do bebê: o que são e como lidar com as mudanças

Não deixe o bebê dormir de bruços!

A posição de barriga para baixo tem suas vantagens para o bebê, mas não deixe que a criança durma de bruços. Essa é uma recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP), que explica que o ideal é que os pequenos durmam sempre de peito para cima, pois isso reduz o risco de sufocamento.

Campanhas foram realizadas desde a década de 1990 para alertar sobre os perigos de deixar os bebês dormirem de bruços. Com isso, houve uma diminuição nos casos de morte súbita infantil.

A partir de quando o bebê pode começar com o tummy time?

A melhor resposta que podemos dar é: a partir de agora!

Desde os primeiros dias após o nascimento, já é possível começar a acostumar o bebê ficar de barriguinha para baixo. Comece deixando por alguns minutos, de duas a três vezes por dia durante o primeiro mês.

É normal que no início seja um pouco incômodo e que o pequeno reclame e é justamente por isso que a recomendação é fazer por poucos minutos e várias vezes ao dia, até que ele se acostume.

Depois disso, aumente gradativamente o tummy time até que o bebê consiga ficar uma hora na posição aos 3 meses de idade.

Para começar com calma e sem criar impactos negativos na criança, escolha momentos em que ela esteja descansada e de bom humor. Dessa forma, a experiência é mais positiva e agradável.

Quanto tempo dura o tummy time?

Por mais que o tummy time tenha benefícios, ficar muito tempo de bruços pode ser perigoso para os bebês. Então, é fundamental somente deixar a criança de barriga para baixo para brincar quando alguém estiver observando.

Além de ser importante para o bebê se habituar à posição, ficar de barriga para baixo gera estímulos para começar a levantar a cabeça e mexer o pescoço. Essas ações são naturais, já que a criança que começa descobrir o mundo ao seu redor.

A curiosidade faz que ela mexa a cabeça para descobrir novos ângulos.

Quais são os benefícios do tummy time para os bebês?

Os recém-nascidos são bem dorminhocos e isso faz parte da natureza deles. Aos poucos, os bebês começam a passar mais tempo acordados e a visão começa a ficar mais apurada. A partir dessas mudanças, os pequenos começam a gostar da posição de bruços, pois assim eles conseguem observar o que está ao redor.

Além desse aspecto sensorial, existem outros benefícios do tummy time para os bebês. Confira alguns deles!

1 – Ajuda no desenvolvimento dos músculos

O movimento de levantar a cabeça quando estão de bruços faz os bebês desenvolverem tônus cervical, fortalece a região do pescoço, membros inferiores e superiores, devido ao apoio com as mãozinhas no chão.

2 – Prepara o bebê para as próximas etapas do desenvolvimento

A evolução da criança ocorre naturalmente. O bebê começa a rolar, passa a deixar o pescoço mais firme, senta, engatinha e aos poucos começa a andar. Dessa maneira, o tummy time contribui para facilitar esses processos de desenvolvimento.

Quando a criança fica de barriga para baixo e levanta a cabeça, ela começa a estimular a coordenação motora, o equilíbrio e até mesmo a autoestima.

3 – Estimula a mobilidade do bebê

As crianças têm como uma de suas características mais marcantes a curiosidade. Elas exploram o mundo com os olhos, as mãos e todos os sentidos. Então, o tummy time é um momento especial para desenvolver a habilidade motora, em que você pode até usar brinquedos e outras “iscas” para estimular a movimentação.

Ao enxergarem um objeto atraente, o bebê vai tentar pegá-lo, fazendo movimentos para se esticar e alcançar, o que encoraja a locomoção. Entretanto, em certos casos, como em bebês prematuros, o processo pode ser mais lento.

Posições para o tummy time

Não há mistérios para o tummy time, uma vez que a ideia é deixar o bebê de bruços alguns momentos do dia. Porém, nem sempre a criança está bem para ficar de barriga de baixo, e isso precisa ser respeitado.

Se houver sinais de fome, sono ou qualquer indício de irritação, o melhor é deixar para outra hora.

Agora, vamos para algumas dicas de como deixar o bebê em uma posição confortável no tummy time. Confira!

  • Não coloque a criança diretamente no chão nem em superfícies que sejam muito macias. Lugares duros são desconfortáveis, enquanto locais muito macios afundam e dificultam a estabilidade do bebê.
  • Coloque um cobertor fofinho e deite o bebê de barriguinha para baixo várias vezes ao dia para que ele se familiarize com a posição.
  • Quando o bebê começar a reclamar, mude a posição.
  • Espalhe brinquedos atraentes ao redor com cores vivas, brilhantes e até livros.
  • Depois do terceiro mês, você pode colocar o bebê em lugares com texturas diferentes para estimular os sentidos da criança.
  • Aproveite esse momento e dê atenção! Brinque com o bebê, faça contato visual, ria e faça do tummy time um ótimo momento de fortalecer o vínculo emocional entre pais e filhos.

É importante encontrar facilitadores para que o tummy time seja gostoso para os pequenos. A sua presença é uma das possibilidades para que o bebê se sinta mais seguro e aproveite mais esse tempo de barriguinha para baixo. Portanto, não esqueça de promover esse tempo de bruços diariamente.

Os livros para bebês são aliados para que os pequeninos fiquem mais confortáveis nesse momento, pois a contação de histórias prende a atenção dos pequenos. Para isso, conte com o clube de leitura do Quindim e comece a apresentar os livros desde cedo na rotina da criança, tornando o tummy time um momento mais agradável!

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Aprenda como fazer tintas caseiras para as crianças

O nosso clube de leitura ensina como fazer tintas caseiras de forma rápida e fácil e mostra algumas misturas que você pode fazer para criar novas cores com as crianças.

Veja como fazer tintas em casa é mais simples e barato do que você imaginava!

Desenhar e pintar são estímulos e tanto para ressaltar a criatividade e até as habilidades artísticas das crianças. A brincadeira tem diversos benefícios, como ajudar a despertar a imaginação, melhorar a coordenação e muito mais.

É possível encontrar muitas opções de tintas no mercado, com inúmeras cores, criadas especialmente para os pequenos. Por outro lado, você sabia que dá para criar esses produtos em casa? Assim, os pequenos podem brincar à vontade, colorindo e ativando a criatividade com atividades lúdicas!

Neste artigo, você vai aprender como fazer tintas com ingredientes do dia a dia, além de criar um produto que é seguro e, o melhor de tudo, bem barato! Veja algumas receitas para criar cores incríveis para a criançada se divertir.

Como fazer tinta em casa?

Tintas, lápis de cor, giz de cera e outros materiais são bem comuns no dia a dia das crianças, principalmente depois que eles começam a frequentar a escola.

Contudo, por mais que esses itens sejam produzidos com ingredientes voltados para o consumo infantil, ainda assim, eles utilizam produtos como pigmentos, conservantes e outros aditivos químicos.

Existem muitas receitas práticas e rápidas de como fazer tinta em casa, e você pode conferir algumas delas aqui mesmo!

Como fazer tinta base caseira

A base de preparo das tintas é a mesma. Por isso, vamos trazer os ingredientes e o modo de preparo aqui e, em seguida, dizer quais são os passos necessários para atingir diferentes cores.

Ingredientes da tinta caseira

  • 1 copo de água;
  • 1 colher de sopa rasa de farinha de trigo;
  • 1 colher de chá de óleo vegetal (para deixar a tinta brilhante).

Modo de preparo da tinta caseira

  • Primeiro, leve ao fogo a água e o ingrediente a ser usado para chegar à cor desejada (como sementes de urucum, açafrão em pó e folhas de espinafre, por exemplo, como veremos adiante).
  • Deixe a mistura cozinhar bem, misturando para que a tonalidade fique homogênea.
  • Em seguida, adicione a farinha de trigo dissolvida com um pouco de água e misture para engrossar.
  • Por fim, tire do fogo, coe e adicione o óleo, misturando bem para ficar homogêneo.

Agora que você já aprendeu os ingredientes e o modo de preparo da tinta base, basta adicionar os ingredientes que traremos a seguir para chegar a cada cor e ter uma verdadeira fábrica de tintas em sua casa!

Como fazer tinta vermelha

A cor vermelha é primária, o que significa que ela é pura e não é possível produzi-la misturando outras cores. Mas isso não impede que a cor seja criada com ingredientes que você tem em casa!

Para chegar a essa cor, coloque sementes de urucum na água e siga a receita base.

Como fazer tinta amarela

A cor amarela, assim como o vermelho, é primária. Nesse caso, aproveite a mesma receita da tinta vermelha, mas, em vez de usar sementes de urucum, você substitui por açafrão.

Pronto, você terá uma tinta amarela de cor viva e muito bonita!

Como fazer tinta azul

O azul é a última cor primária, então é impossível criar a tinta misturando outras cores. Por isso, aproveite a receita anterior, mas o ingrediente usado para dar o tom azulado será um tablete de anil.

Misture até dissolvê-lo completamente. Após a dissolução, continue os outros passos da receita.

Como fazer tinta verde

A criação da tinta verde é um pouco diferente. Comece batendo no liquidificador a água e o espinafre (adicione até conseguir a tonalidade desejada).

Após bater bem, esprema o líquido em um pano e coe para que não fique resíduos na tinta.

Depois disso, é só continuar os mesmos passos da receita da tinta base.

Veja também: Baixe o e-book grátis com dicas de 32 livros para ajudar a estimular a criatividade das crianças

Como fazer tinta roxa

A tinta roxa também pode ser feita a partir de ingredientes naturais, como uvas ou repolho roxo. Então, siga os mesmos passos da produção da tinta verde, batendo os ingredientes no liquidificador, coando e seguindo as demais etapas.

Como fazer tinta rosa

Fazer a tinta rosa também é um pouco diferente. É preciso cozinhar a beterraba na água. Além disso, o segredo para criar tons mais claros ou mais escuros está na quantidade de água.

Se quiser, utilize o próprio vegetal batido no liquidificador para criar cores mais intensas.

Como fazer tinta laranja

A cor laranja pode ser feita a partir do uso de suco em pó ou corante alimentício, encontrados facilmente no mercado.

Misture bem com água, adicione os outros ingredientes e você terá tinta laranja!

Como fazer tinta marrom

É claro que o marrom será feito com a borra de café, não é mesmo? Por isso, aproveite o restinho que sobra após coar a bebida para fazer tinta para as crianças, seguindo os mesmo passos da produção das cores anteriores.

Veja também: Como estimular a criatividade infantil

Como fazer tinta branca

Afinal, qual produto com pigmento branco será usado para criar a tinta branca? A opção é muito simples: corante alimentício! Siga as etapas e os pequenos terão a tinta na cor branca.

Como fazer tinta cinza

O corante alimentício é uma alternativa interessante para fazer tinta cinza, mas você também pode usar argila para dar o tom acinzentado.

Como fazer tinta preta caseira

A cor preta é feita com carvão. Quebre bem os pedaços até que fique apenas um pó, depois é só seguir as etapas aprendidas anteriormente para ter tinta preta.

Leia também: A importância da pintura na educação infantil: entenda porque você deve deixar seu filho pintar, rabiscar e desenhar à vontade

Mistura de cores e resultados

Criar várias tintas com cores diferentes pode dar um trabalhão. São muitos ingredientes e, dependendo de cada cor, as etapas são diferentes – bater no liquidificador, coar, levar ao fogo, misturar etc.

O importante é prestar atenção na textura, para que as tintas não fiquem grossas nem aguadas.

Se você não tem tempo para fazer cada uma das cores, saiba que há uma solução mais prática e rápida: misturar os tons para criar novas cores!

É só criar as cores primárias e secundárias que depois fica mais fácil. A partir dessas tonalidades é possível fazer misturas para produzir muitas outras tintas. Veja quais combinações dão origem a novas cores:

  • Azul com vermelho: roxo
  • Amarelo com vermelho: laranja
  • Azul com amarelo: verde
  • Amarelo com verde: amarelo-esverdeado
  • Azul com verde: azul-esverdeado
  • Verde com vermelho: marrom
  • Mistura das cores primárias (azul, amarelo e vermelho): misturar as três cores primárias também tem como resultado a cor marrom.

Depois de criar as tintas para a criançada, existem muitas possibilidades de brincadeiras. Eles podem desenhar e criar suas próprias artes usando pincéis de pintura ou dedos, fazer slime em casa, fazer massinha de modelar e até pintura corporal.

O importante é deixar a imaginação fluir para que os pequenos aproveitem e brinquem.

Fazer tintas caseiras para crianças é simples, barato e super divertido!

Viu como é bem fácil fazer as crianças se divertirem sem gastar muito? Depois que você aprende como fazer tintas caseiras nunca mais vai querer gastar com esse material!

Dependendo da idade dos pequenos, eles também podem ajudar na produção de suas próprias tintas, o que garante diversão para toda a família e ainda os insere nas tarefas para crianças, ajudando-os a criar responsabilidade e entender como sua participação é importante.

Incentivar o gosto pela arte é tão importante quanto a leitura. Para ajudar os pequenos a se apaixonarem pelos livros, você pode contar com o clube de leitura do Quindim. Assim, todos os meses, as crianças leem histórias incríveis de livros que chegam à sua casa!

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Luto na infância: como tratar sobre este tema delicado, mas necessário

O luto nas crianças é um assunto bastante complicado, mas, em alguns momentos, é preciso abordá-lo.

Abordar o tema da morte não é fácil nem para nós, adultos, imagine então o luto na infância. A perda de uma pessoa especial ou até de um bichinho de estimação muito querido desperta emoções bastante complexas para os pequenos.

Estudos apontam que, quando acontece essa perda, viver o luto na infância é importante, uma vez que a criança deve aprender a elaborar esse sentimento, embora seja comum não querer falar sobre a morte ou até mesmo abordar o assunto de uma forma fantasiosa.

Porém, evitar o tema ou buscar analogias não costuma ser a melhor maneira de ter essa conversa.

Se você não sabe como falar sobre a morte e tem dúvidas sobre o luto infantil, este texto pode ajudar a dar uma luz sobre essas questões. Acompanhe.

A criança e a perda de alguém querido

Apesar de sabermos que a morte pode acontecer a qualquer momento, dificilmente temos a preparação necessária para lidar com a perda de alguém que amamos.

A morte de uma pessoa próxima é um dos momentos mais difíceis que as crianças podem vivenciar. Durante esse processo, são despertados sentimentos muito profundos, entre eles a impotência e o desamparo.

A criança não consegue entender muito bem o que está acontecendo. Além disso, o mundo que ela conhecia desmorona de um momento para outro. O processo de luto é um grande desafio emocional, uma vez que é preciso aprender a lidar com uma falta — muitas vezes imensurável.

A psicologia descreve o luto como o processo em que o ego tenta se adaptar à perda de um objeto amado. A partir disso, o luto é baseado na reconstrução e reorganização da vida, tornando- se um desafio emocional e cognitivo.

Confira também: Ciúme infantil e psicologia: saiba porque seu filho sente ciúmes

O entendimento das crianças em cada idade

As crianças têm personalidades distintas e cada uma reagirá de forma particular diante da morte de alguém querido. No entanto, quanto mais nova, mais difícil de processar o acontecimento, pois elas ainda não têm os recursos internos necessários que ajudam a superar esse momento difícil.

Um dos aspectos mais importantes é a linguagem adequada para dar a notícia. Por exemplo, crianças de 3 anos enxergam a morte apenas como a ausência da pessoa.

Depois dessa fase, já é possível conversar sobre o ciclo da vida e mostrar exemplos, como as flores. Então, conta-se que elas já foram um botão, depois elas crescem e se abrem e um dia elas caem.

Além de escolher as palavras certas para comunicar a morte, também é necessário ter em mente que os pequenos percebem e absorvem o comportamento das pessoas ao redor.

A ideia de não falar sobre o que aconteceu e tentar distrair dizendo que a pessoa está viajando ou até contar outras histórias não resolve. Em algum momento, será preciso contar a verdade.

Nós costumamos fazer isso como uma atitude de proteção, mas essas ações podem corroborar sentimentos negativos, entre eles o desamparo, abandono e até rejeição.

As crianças precisam viver o luto, só assim elas poderão lidar com os sentimentos que surgirem nesse período difícil.

Veja também: 9 livros infantis para falar sobre morte, medo e outros temas difíceis

Como falar de morte na educação infantil?

Falar de morte na educação infantil é uma tarefa que deixa até os adultos receosos, visto que é um assunto tão delicado. Além do mais, a curiosidade das crianças também levanta aquele medo de não saber como lidar com as perguntas que podem surgir.

Conversar sobre a finitude humana e dar outros exemplos ajudam na compreensão, pois a criança percebe que aquele não é um evento único. O apoio da família, educadores e outras pessoas próximas também é essencial nesse processo.

Antes de tudo, é preciso entender o que é o luto e quais são suas fases:

  • Negação: a criança nega que a pessoa faleceu e tem dificuldade de acreditar no acontecimento. Afinal, é um choque de realidade que gera grande desconforto;
  • Raiva: o pequeno pode apresentar alguns comportamentos mais agressivos e hostis, seja em casa ou na escola;
  • Negociação: essa é a etapa em que a criança começa a entender melhor o que aconteceu, mas ainda deseja rever a pessoa falecida. Por mais que isso a ajude a se acalmar, ainda é doloroso e leva ao próximo estágio do luto infantil;
  • Tristeza: a consciência de ter perdido um ente querido leva a criança a uma tristeza enorme;
  • Aceitação: por fim, mesmo que seja muito doloroso, a criança entende e aceita o fato. A tristeza continua presente, mas entende-se que a morte é algo irreversível e que temos de aprender a lidar com esses sentimentos.

É muito comum que o primeiro ano seja mais intenso. Durante a infância, as crianças descobrem uma gama de emoções que nem sempre conseguem expressar ou nomear o que estão sentindo. Essa dificuldade de transformar sentimentos em palavras pode ser acompanhada de comportamentos mais agressivos.

Dessa forma, pais, responsáveis e cuidadores precisam ter atenção ao comportamento da criança, bem como sinais de tristeza. Por isso, é fundamental ter uma conversa franca e estar presente ao lado dos pequenos.

Sinais de alerta para buscar apoio psicológico

Por mais que sejam tomados todos os cuidados para dar a notícia a uma criança, dificilmente saberemos como ela vai reagir. O mundo interno de cada pessoa é diferente e isso influencia o modo como encaramos as adversidades da vida.

Nesse sentido, muitas crianças apresentam uma mudança de comportamento quando não conseguem expressar o que estão sentindo. Observe alguns sinais que os pequenos podem mostrar quando estão precisando de ajuda para lidar com o luto na infância:

  • Aparentam indiferença em relação à morte;
  • Demonstram sentimentos de raiva e culpa;
  • Utilizam simbolizações para expressar seus sentimentos (desenhos, brincadeiras etc.);
  • Ficam mais ansiosas ou deprimidas;
  • Apresentam comportamentos de regressão (como voltar a fazer xixi na cama);
  • Têm medo excessivo de ficarem sós;
  • Deixam de conseguir realizar suas atividades rotineiras como antes;
  • Apresentam alterações de apetite, sono e inibição psicomotora;
  • Tentam ocupar o lugar da pessoa que faleceu (imitando comportamentos, gestos etc.).

O luto na infância pode deixar a criança com a sensação de vazio e desamparo. Portanto, encontrar ajuda especializada para que a criança possa elaborar suas dores é fundamental.

Além disso, o ambiente em que ela está inserida deve ser acolhedor e aberto para que os pequenos possam reformular a relação com a pessoa falecida.

A leitura de histórias é uma estratégia muito benéfica nesses momentos, pois é possível desenvolver as emoções ao ouvir um relato parecido com o que a criança está passando, por exemplo.

Para isso, conte com o clube de leitura do Quindim para ter acesso a livros incríveis e que ajudam a lidar com várias fases pelas quais as crianças passam, do luto na infância a outras situações presentes em seu desenvolvimento.

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Benefícios da natação infantil: uma atividade divertida e positiva para o desenvolvimento infantil

São muitos os benefícios da natação para crianças, que pode ser a primeira atividade esportiva praticada por elas!

Você conhece os benefícios da natação infantil? Se ainda não conhece, então prepare-se, pois, com eles, você terá ainda mais vontade de levar o seu pequeno para nadar!

Provavelmente você já deve ter escutado por aí que nadar é um exercício completo, já que mexe quase vários músculos e articulações. Dessa maneira, o esporte é uma ótima opção para os pequenos e ajuda no fortalecimento muscular, sobretudo na fase de crescimento.

A natação infantil tem inúmeros benefícios, como ajudar no desenvolvimento das crianças, tanto físico quanto psicológico e emocional. A prática de exercícios é recomendada em qualquer idade, para que os pequenos não fiquem sedentários.

A natação na infância é justamente uma boa pedida para tirar a criançada do sofá. Afinal, é difícil achar uma criança que não gosta de se jogar na piscina, não é mesmo?

Venha acompanhar quais são os benefícios e descubra quando os pequenos podem começar a fazer aulas de natação!

Quais são os benefícios da natação infantil para o desenvolvimento dos pequenos?

Com a pandemia e tantas questões mantendo as crianças em casa, no sofá, é natural que a atividade física deixe de ser uma prioridade. Mas crianças sedentárias tendem a se tornarem adultos sedentários e correm mais riscos de desenvolver uma série de doenças.

Entretanto, em vez de falar dos problemas causados pela falta de atividade física, vamos focar nos benefícios que a natação traz para os pequenos. Confira!

Liberação de endorfinas

Os exercícios físicos já são conhecidos por liberarem muitas substâncias de ótima qualidade em nossos corpos, e com as crianças isso não seria diferente, um dos grandes benefícios da natação infantil.

Ao nadar, os pequenos também liberam endorfinas, que são muito benéficas. Esses hormônios fortalecem o sistema imunológico, permitem o crescimento das células, deixam o organismo mais resistente a vírus e bactérias e ainda ajudam a criar novas ligações neurais.

O aumento do fluxo sanguíneo com endorfinas reduz naturalmente dores no corpo e deixa somente aquela sensação gostosa de bem-estar.

Melhora do sistema respiratório

O sistema imunológico infantil passa por diversas fases de desenvolvimento. Não é à toa que muitas crianças sofrem com problemas respiratórios desde bebês, uma vez que existem diversos fatores que influenciam na imunidade.

Alguns pais e responsáveis têm receio de colocar a criança na natação por medo de piorar algum quadro de problema respiratório. Contudo, a recomendação é exatamente oposta.

Quando estamos dentro da água, nosso sistema cardiorrespiratório trabalha mais e há maior utilização do diafragma, o que estimula que a respiração seja realizada de forma correta.

Nesse sentido, a natação se torna uma aliada para quadros de asma, rinite, bronquite e outras doenças.

Desenvolvimento dos sistemas motor e cardiovascular

Além dos benefícios para o sistema respiratório, a natação também desenvolve o sistema motor e cardiovascular. Por ser considerado como um esporte completo e que mexe com todo o corpo, a natação é uma atividade muito interessante e indicada para melhorar o desenvolvimento infantil.

As capacidades psicomotoras são trabalhadas dentro d’água a cada braçada, pernada e movimento que o corpo faz. Dessa forma, veja o que mais a natação é capaz de melhorar nos pequenos:

  • Equilíbrio;
  • Velocidade;
  • Força;
  • Agilidade;
  • Coordenação motora;
  • Habilidades psicomotoras;
  • Noções espaciais;
  • Percepção temporal e ritmo;
  • Lateralidade.

Prevenção de acidentes

A natação é uma possível forma de prevenção: caso seu filho caia acidentalmente em uma piscina, ele correrá menos riscos se souber nadar.

Portanto, a natação é importante também para evitar situações que possam apresentar perigo para os pequenos. Porém, lembre-se de que isso é apenas uma forma de prevenção e não significa que as crianças poderão brincar na água sem a supervisão de um adulto.

Promoção da socialização

Matricular seu filho na natação é interessante para que ele comece a ter mais contato com outras crianças, algo muito positivo e que desenvolve as habilidades sociais.

Praticar esportes, principalmente em equipe, facilita o contato com outras pessoas e a criação dos vínculos de amizade.

Nós somos seres sociais, isso faz parte da nossa natureza humana. Por isso, a natação na infância é uma alternativa para incentivar a interação entre as crianças, o que pode resultar em novos amigos.

Leia também: A importância da amizade de infância para o desenvolvimento infantil

Melhora da qualidade do sono

Uma boa noite de sono é capaz de restaurar nossas energias e deixar o dia ainda melhor. Se nós gostamos de dormir bem, saiba que isso também é muito bom para a criançada – principalmente se o seu filho tem alguma dificuldade para dormir.

Se esse for o problema, colocá-lo na natação pode ter efeitos fantásticos. Como já foi dito, a natação mexe com todo o corpo, e essa atividade intensa gasta muita energia. O resultado é que, após as aulas, a criança fica mais relaxada e consegue descansar melhor durante a noite.

A recomendação é que as crianças tenham uma rotina do sono bem regrada, com pelo 8 horas de sono. Lembre-se de que dormir bem também faz parte do desenvolvimento saudável.

Quando colocar a criança na natação?

Existem muitas discussões relacionadas a esse assunto. Há quem diga que os bebês podem começar na natação a partir dos 6 meses e já começar a desfrutar dos benefícios da natação infantil, enquanto outras pessoas são contrárias a isso.

O Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) recomenda que a idade ideal para começar na natação seja a partir dos 5 anos, pois nessa fase a criança já está mais desenvolvida. Assim, ela tem melhor coordenação motora e agilidade.

Por outro lado, há quem diga que depois de completar 6 meses de vida os bebês já podem entrar na piscina para começar a natação.

De qualquer forma, há 4 fases da natação infantil. São elas:

  • Primeira fase: dos 6 meses aos 2 anos, a criança pode começar a se adaptar ao ambiente líquido e passa a dominar os movimentos corporais, além de aprender a segurar a respiração na água.
  • Segunda fase: dos 3 aos 4 anos, os pequenos já conseguem se locomover com os movimentos de nado.
  • Terceira fase: dos 5 aos 6 anos, eles começam a aprender os diferentes estilos de nado.
  • Quarta fase: dos 7 aos 12 anos. eles aperfeiçoam os estilos aprendidos.

Precauções na natação infantil

Por mais que seja um ambiente muito prazeroso, as piscinas também apresentam perigos. Por isso, aqui estão algumas dicas de cuidados que devem ser tomados na natação infantil.

  • Os itens mais seguros para proteger as crianças na natação são os coletes salva-vidas. Diferente de boias e outros dispositivos de flutuação, eles mantêm os pequenos em uma posição em que a cabeça e o rosto ficam de fora, possibilitando a respiração.
  • Opte por lugares em que o tratamento da água seja feito com ozônio, elemento que ajuda no combate de bactérias e fungos e, diferente do que ocorre com o cloro, não causa irritação nos olhos ou ressecamento da pele.
  • Jamais deixe os pequenos sozinhos na água, mesmo com coletes salva-vidas.
  • Itens que chamam a atenção, como bolas e brinquedos coloridos, não devem ficar próximos ou contidos em reservatórios ou recipientes de água.
  • Não utilize itens que podem ser bonitos, mas prejudicar o ato de nadar, como as caudas de sereia, por exemplo, que podem causar sérios afogamentos.
  • Depois de terminada a aula, encaminhe os pequenos a uma ducha quentinha e, em seguida, seque-os e agasalhe-os bem.

Mesmo com os benefícios da natação para crianças, não force os pequenos!

É fato que são muitos os benefícios associados com a natação, tanto para a saúde física quanto mental e emocional. Porém, essa não deve ser uma atividade forçada, mas, sim, adotada voluntariamente pelos pequenos.

Assim como mencionamos em nosso artigo sobre ensinar xadrez para crianças, isso só deve ser feito se elas quiserem, por mais que seja a vontade dos pais.

Para evitar situações de estresse e descontentamento, não insista na natação infantil se os pequenos não quiserem fazê-las. Inclusive, mesmo que elas se interessem em um primeiro momento, mas depois das aulas percam o interesse, cabe uma conversa franca entre pais e filhos para evitar que um prazer se transforme em uma obrigação.

Tenha você vindo de uma família de nadadores ou alguém que sonhava em ver seu pequeno cruzando a piscina como um peixinho no mar, a partir do momento em que aquilo não for mais legal para o pequeno, vale respeitar sua vontade e procurar por outros esportes e atividades que possam lhe agradar.

Depois de conhecer os benefícios da natação infantil, apresente a oportunidade ao seu filho e veja como ele reage. Se for uma atividade bacana e repleta de diversão, assim como aqueles deliciosos momentos com os livros do clube de leitura do Quindim, vocês podem ter encontrado um passatempo e tanto para curtirem juntos!

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O que é enurese noturna? Entenda como o xixi na cama pode ter causas emocionais

O xixi na cama é relativamente comum entre as crianças, mas algo que nem todos os pais e responsáveis sabem é que a enurese noturna pode estar relacionada às emoções do seu pequeno.

Você sabe o que é enurese noturna? Em um primeiro momento, essa expressão estranha pode não remeter a nada em sua mente, mas é bem provável que seu pequeno já tenha feito isso – ou mesmo que você já tenha feito quando era um bebê ou criança!

Você coloca seu filho para dormir e vai deitar para descansar e dormir, mas às vezes, no meio da noite, tem que secar a cama, trocar o lençol e o pijama da criança…

Não é incomum encontrar famílias que passam por isso e precisam adaptar suas rotinas por conta da enurese noturna. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 15% das crianças até os 5 anos de idade são afetadas pela enurese noturna.

A dificuldade em controlar a urina durante o sono pode ter variadas origens e afligem crianças de diferentes idades. Dessa maneira, as soluções também podem ser diversas.

Se você ainda não sabe o que é enurese noturna, as causas e como tratar, venha entender mais sobre esse tema tão importante!

O que é enurese noturna?

De maneira mais direta e popular, a enurese noturna é o tão conhecido “xixi na cama”, em que a criança urina involuntariamente durante o sono. Essa condição é incontrolável para os pequenos, então isso pode acontecer até mesmo em locais ou momentos inapropriados.

Apesar de ser desconfortável e até mesmo parecer constrangedor em alguns momentos, embora não o seja, já que a criança não tem culpa disso, a situação não oferece riscos à saúde física.

Além disso, a enurese noturna pode perdurar até a fase adulta, o que tem um impacto emocional e até social nas crianças e em suas famílias.

Confira alguns dados sobre o assunto, os quais foram compartilhados no portal PEBMED:

  • Cerca de 15% das crianças até os 5 anos sofrem com enurese noturna;
  • A cada ano de vida, 15% desses casos se resolvem;
  • Aproximadamente 8% dos meninos 4% das meninas permanecem com o problema aos 12 anos;
  • Desse total, apenas de 1% a 3% continuam com a condição após essa idade.

Confira também: Desfralde sem traumas: dicas de mães sobre como começar

Tipos e classificações da enurese infantil

De modo geral, a enurese infantil pode ser dividida em dois tipos:

  • Enurese noturna: a perda de urina ocorre à noite, enquanto se está dormindo.
  • Enurese diurna: acontece durante o dia, enquanto se está acordado.

Além disso, as classificações são feitas da seguinte forma:

  • Enurese primária: presente em crianças de 5 anos em diante que nunca tiveram controle vesical, ou seja, o controle da bexiga.
  • Enurese secundária: a criança aprendeu a controlar sua bexiga há mais de 6 meses e ainda assim tem episódios de perda de urina.

O que causa a enurese noturna?

Essa é uma discussão e tanto, já que o problema pode ter diferentes origens.

O diagnóstico para saber a real causa da enurese noturna pode ser feito após a criança completar 5 anos. Nessa idade, o sistema nervoso está maduro o suficiente e deve saber controlar a micção.

Logo, se os escapes continuam acontecendo após este período, pode ser aceso algum sinal de alerta.

A enurese noturna pode surgir por questões multifatoriais. O início da investigação para detectar a origem do problema deve ser realizada para descartar doenças orgânicas, como anormalidades gênito-urinárias, questões neurológicas, diabetes, infecção urinária e outros problemas.

Por exemplo, nem todos sabem que a enurese pode ser hereditária. Se um dos pais teve o problema na infância, a criança tem 44% de chances de ter o mesmo quadro. Caso nenhum dos pais tenha tido, a probabilidade é 15%, mas, se ambos tiveram, esse número salta para 77%!

Veja algumas das possibilidades que podem estar por trás da incontinência urinária noturna dos pequenos:

  • Alterações na quantidade de hormônio antidiurético que a criança produz à noite;
  • Distúrbios de sono;
  • Contrações involuntárias na bexiga;
  • Transtornos psicológicos, como TDAH, depressão, transtorno opositivo-desafiador entre outros;
  • Conflitos emocionais;
  • Diabetes e outros motivos.

Leia também: Hiperatividade: o que é e como lidar com esse transtorno

Enurese noturna e psicologia: a causa do xixi na cama pode ser emocional?

Não há dúvidas de que a enurese noturna pode estar associada a algum conflito emocional. Alguns exemplos são os seguintes:

  • A chegada do segundo filho, um irmãozinho que pode deixar a criança aflita e com medo de ser deixada de lado;
  • A perda de um ente querido;
  • O divórcio dos pais;
  • Fortes momentos de ansiedade, entre outras circunstâncias, também podem refletir na enurese.

Os aspectos psicológico e emocional podem ter bastante peso na incontinência urinária infantil. Traumas, estresse e situações difíceis de lidar também podem desencadear o xixi na cama, pois seria como um alarme para mostrar que algo pode estar errado.

Fora os problemas prévios que levam à enurese, também há o fato de que fazer na xixi na cama pode gerar ainda mais questões para os pequenos. Afinal, a criança sofre por não conseguir controlar o próprio corpo e isso pode levar à ansiedade, isolamento social, medo de exposição e até a sensação de inferioridade.

Confira: 5 livros infantis que vão ajudar seu filho a lidar com as emoções

Brigar não é a solução para o xixi na cama

O principal ponto para resolver a enurese noturna é saber que a culpa não é da criança.

Portanto, brigar para tentar amedrontar a criança ou fazê-la sentir vergonha pode piorar ainda mais a situação. Os pequenos já são muito afetados pelo problema, e as brigas fazem que eles se sintam mais constrangidos e envergonhados.

Além disso, culpabilizar a criança afeta a autoestima, as relações sociais e prejudica a qualidade de vida. Então, não adianta dar broncas para tentar evitar que isso aconteça, já que o xixi na cama não é algo consciente.

O ideal é ter bastante paciência para começar a investigar e buscar a solução para essa questão.

Como tratar enurese noturna infantil?

Como a enurese noturna pode ter diversas causas, os tratamentos também podem ser variados. Por mais que a condição nem sempre tenha origens tão sérias e que se resolvem ao longo do tempo, há também a possibilidade de fazer acompanhamento médico.

Já existem muitos tratamentos que são comprovadamente eficazes para a enurese. No entanto, algumas medidas simples também podem ter bons resultados, como evitar o consumo excessivo de líquidos à noite e fazer xixi antes de ir para a cama.

Essas são as maneiras mais simples para tentar diminuir a enurese noturna, mas entre os tratamentos indicados também podem estar:

  • Estimular que a criança vá ao banheiro a cada 3 ou 4 horas;
  • Mudar a rotina noturna e evitar o consumo de cafeína, sucos, frutas e reduzir o consumo de sódio à noite (pois contribui para a retenção de líquidos no organismo);
  • Evitar beber líquidos pelo menos duas horas antes de ir para cama;
  • Ensinar aos pequenos a posição apropriada para relaxar a musculatura pélvica e melhorar o momento de urinar (pés apoiados no chão e uma pequena flexão do corpo para a frente);
  • Utilizar um adaptador de assento para que a criança fique mais confortável no banheiro;
  • Treinamento para ir ao banheiro durante a noite;
  • Desde que haja expressa orientação e prescrição médica, mediante acompanhamento do pequeno com um médico especialista, uso de medicamentos para ajudar a resolver a situação.

Segundo a Sociedade Internacional de Continência Infantil, a fisioterapia pode ajudar na enurese noturna pois auxilia na coordenação muscular, sensorial e da consciência corporal das crianças.

É uma tarefa que demanda empenho e dedicação, mas é possível solucionar a enurese noturna infantil com paciência, força de vontade e apoio aos pequenos. Dessa forma, as crianças crescem mais saudáveis e percebem que esse problema é apenas passageiro.

As questões emocionais são bem delicadas e podem afetar muito os pequenos. Então, que tal criar conexões mais fortes com as crianças por meio da leitura?

Depois de aprender o que é enurese noturna, você pode contar com o clube de leitura do Quindim para receber livros incríveis e fortalecer os vínculos ao ler as histórias em família. Assim, os pequenos saberão ainda mais que podem contar totalmente com seus pais e responsáveis para o que precisarem!

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ESTES ARTIGOS PODEM SER DO SEU INTERESSE

O que é Golden Hour no parto? Entenda a importância da primeira hora do bebê

A Golden Hour depois do parto pode ser considerada uma das horas mais importantes da vida do bebê e também da nova mamãe.

Você sabe o que é Golden Hour no parto? A chegada do bebê é muito aguardada pelas mães e, nesses primeiros momentos, a mãe finalmente consegue ver, tocar, cheirar e ter seu bebê nos braços, um contato de extrema importância para a criança.

Se você ainda tem dúvidas sobre o que é Golden Hour e a importância desse momento, confira este artigo até o final!

O que é Golden Hour ou a “hora dourada”?

O nascimento e as primeiras horas do bebê fora do ventre da mãe são momentos muito especiais. Por isso, os primeiros 60 minutos após o parto são chamados de Golden Hour, ou “hora de ouro/dourada” em bom português.

Essa hora dourada é recomendada independentemente do tipo de parto (normal ou cesárea). O recém-nascido é colocado no peito da mãe logo após o nascimento e permanece nesse contato pele a pele por toda a primeira hora de vida, o que só é possível se o bebê não precisar de nenhum tipo de atendimento médico após o parto.

A Golden Hour no parto tem esse nome porque essa primeira hora de contato entre mãe e bebê é fundamental para fortalecer o vínculo, sendo realmente uma hora de ouro!

Antigamente, o protocolo era levar o recém-nascido imediatamente para a avaliação. Agora, porém, já sabemos que isso pode esperar.

Deixar o bebê aconchegado no colo da mãe facilita o reconhecimento e a segurança. O afeto materno é extremamente positivo e pode ter reflexos para o resto da vida do recém-nascido.

Veja também: Como ler com bebês. 15 dicas que você precisa saber na hora de contar histórias

A importância da Golden Hour a curto e longo prazo para o bebê

Esse contato na primeira hora com a mãe ajuda o bebê a se estabilizar e se adaptar ao novo ambiente.

O colo é essencial e favorece essa transição, pois aquece o pequeno, a frequência cardíaca entra no ritmo e a criança ainda ouve as batidas do coração da mãe, um som que ela estava tão acostumada ao longo do seu desenvolvimento.

O contato imediato e a amamentação na primeira hora são um fator importante contra a mortalidade neonatal. Porém, além desses primeiros efeitos, também existem diversos benefícios a longo prazo.

Quando não se faz o clampeamento do cordão umbilical imediatamente, isso também é benéfico para o bebê. A prática faz o recém-nascido ganhar até 100 ml de sangue oriundos do cordão e da placenta.

Com isso, as chances de desenvolver anemia infantil são reduzidas. Inclusive, o Programa de Reanimação Neonatal da Academia Americana de Pediatria recomenda o procedimento.

Já para a mãe, a Golden Hour é capaz de melhorar a recuperação após o parto. A ocitocina é importante no nascimento do bebê, pois é conhecida como o hormônio do amor.

Portanto, além de ajudar na relação entre mãe e filho desde o primeiro momento, também há outros benefícios para os dois. Confira algumas das principais vantagens da Golden Hour para os bebês:

  • Maior proteção contra doenças alérgicas e infecciosas;
  • Ajuda no desenvolvimento craniofacial;
  • Protege contra a morte súbita;
  • Melhora o desenvolvimento motor;
  • Previne câncer de ovário, mama e endométrio nas mulheres.

Veja também: Como fazer papinha para bebês. Veja 9 receitas fáceis e saudáveis

Golden Hour e amamentação

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3 a cada 5 bebês não são amamentados na Golden Hour, apesar das estatísticas mostrarem que o aleitamento materno na primeira hora de vida é essencial para a sobrevivência.

Quando colocados sob o tórax ou abdômen da mãe depois do nascimento, os bebês instintivamente são capazes de rastejar à procura do seio materno e começam com os movimentos de sucção.

Conhecido como “Breast Crawl”, esse é um comportamento biológico por causa da ação de catecolaminas que são liberadas no trabalho de parto.

Nessa primeira hora de vida, ter o contato pele a pele e a amamentação também resultam no colostro, que é basicamente o primeiro leite da mãe (embora não seja tecnicamente leite, mas, sim, um líquido amarelado rico em anticorpos), o qual recebeu carinhosamente o nome de “primeira vacina do bebê”.

O colostro tem esse nome por conta dos nutrientes e anticorpos do leite, que é extremamente rico e benéfico para a criança. Assim, o aleitamento fortalece o sistema imunológico e reduz as chances de infecções e diarreias.

Logo, a amamentação na Golden Hour apresenta diversos benefícios para mãe e bebê.

Veja também: O desenvolvimento dos sentidos do bebê. Saiba quando os pequenos começam a sentir ouvir e enxergar

Benefícios da Golden Hour para as mães

Já sabemos como os corpos das mulheres passam por diversas mudanças ao longo da gestação, tanto físicas quanto hormonais e emocionais. E a Golden Hour pode ajudar a navegar várias dessas mudanças após o nascimento do bebê.

A ocitocina liberada no corpo, por exemplo, pode:

  • Colaborar para que o útero volte ao tamanho normal;
  • Reduzir o estresse;
  • Diminuir as chances de estresse pós-traumático e depressão pós-parto.

Além disso, a amamentação também apresenta benefícios para a mãe, entre eles:

  • Favorece a descida do leite;
  • Diminui os riscos de hemorragia;
  • Melhora a ejeção de leite para o bebê;
  • Controla a pressão arterial;
  • Reduz as chances de eclâmpsia.

Veja também: O segundo filho. Confira algumas das principais mudanças que ele traz à família e como lidar com elas

Como solicitar a Golden Hour no hospital?

É natural que as mães criem um plano de parto para que tenham maior segurança nesse momento tão importante. Nesse sentido, o diálogo é primordial, pois é preciso comunicar à equipe médica os desejos da mãe. Dessa maneira, o plano de parto deixa claro os procedimentos que a mãe quer que sejam realizados, entre eles pode estar o direito à Golden Hour – desde que a criança esteja saudável ao nascer e não precise de cuidados emergenciais.

Leia também: 10 dicas para mães de primeira viagem que vão ajudar na gestação e na maternidade

Golden Hour e cesárea: a hora dourada também é possível em cesarianas!

A cesárea é um tipo de parto mais invasivo, que pode ser feito por opção ou por necessidade, dependendo do caso. Porém, cabe ressaltar que mesmo que seu parto seja cesariana, ainda é possível ter a Golden Hour!

Mesmo que a cirurgia ainda esteja em curso, a criança pode ficar no colo da mãe para que esse momento seja respeitado. Como já foi dito, esses primeiros momentos entre mãe e bebê podem ser feitos desde que o recém-nascido não precise de atenção imediata.

Caso a mãe não possa ter a Golden Hour, o bebê pode ser colocado no colo do pai nessa primeira hora de vida. Esses instantes também são marcantes para os pais, e eles devem ser encorajados para aproveitarem esse momento com os pequenos.

A hora dourada: um momento único para mamãe e bebê

Em um primeiro momento, pode parecer “apenas” uma hora. Porém, são 60 minutos, 3.600 segundos (ou um pouquinho menos, contando o tempo que o bebê leva entre sair do ventre da mamãe e ser transportado para o colo) da mais pura interação entre a mãe e o bebê.

São olhares, cheiros, toques e uma troca maravilhosa de afeto e calor humano entre esses dois seres que estarão interligados para sempre em suas vidas, o que certamente ficará marcado, em especial na mente da mamãe, mas que trará grandes benefícios a ambos no decorrer de suas vidas.

Sem dúvidas, o nascimento é incrível, mas acompanhar o crescimento e a evolução das crianças no dia a dia também é algo extraordinário! A leitura apresenta muitos benefícios e você pode incentivar esse hábito desde a primeira infância.

Depois de conhecer o que é Golden Hour, para ter outros momentos magníficos com seus pequenos, conte com o clube de leitura do Quindim para receber livros especialmente selecionados todos os meses na sua casa e, assim, alimentar a imaginação da família!

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Os impactos do abandono paterno para as crianças

Veja o que é abandono paterno e qual a taxa de abandono paternal no Brasil

A falta de um abraço, de carinho, de conselhos. A falta de um pai na criação de uma criança. Essa falta, ou abandono paterno, como chamamos, pode acarretar em muitos problemas psicológicos e trazer dificuldades na sociabilização. Dados da Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC) apontam que cerca de 5,5 milhões de brasileiros não possuem registro do pai em sua certidão de nascimento.

Não ter esse dado no documento pode ser uma imensa dor e criar um cenário de dúvidas e incertezas na cabeça dessas pessoas. Mas outro dado também chama atenção: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 12 milhões de mães comandam suas casas e famílias sem o apoio dos pais de seus filhos. Mais da metade dessas mulheres (57%) vivem em situação financeira alarmante, ou seja, abaixo da linha da pobreza. Quando esse dado é analisado entre as mulheres pretas ou pardas, o número sobe para 64%.

Em um outro recorte, com análises sobre o abandono afetivo parental envolvendo crianças com alguma doença rara, o índice é impressionantemente triste: 80%. Ou seja, milhões de crianças não podem contar com seus pais para cuidados e afeto e, no outro lado, há milhões de mulheres se desdobrando sozinhas para criarem, sustentarem e apoiarem seus filhos psicologicamente.

As consequências do abandono paternal

Julia (que preferiu não divulgar seu sobrenome), auxiliar de logística, é uma dessas mães que vivem “equilibrando os pratinhos” para conseguir dar uma vida digna aos seus dois filhos. “Não tenho nenhuma ajuda por parte dos pais das crianças, nem no cuidado, muito menos financeiramente. Eles sentem muito a falta do pai no dia a dia, na criação, em momentos de confraternizações nas escolas. Sigo dando meu melhor sempre aos dois, mas sei que essa falta parental não posso suprir, por mais que eu me esforce e tente, de todas as formas, evitar o sofrimento”.

A exemplo de muitas outras mulheres, Julia conta com o apoio de sua mãe na criação de seus filhos e sente que essa responsabilidade pode trazer um aspecto ruim também na sua relação entre mãe e filha. “A avó das crianças já criou os seus filhos. Não gostaria de precisar dar essa responsabilidade quando chega na vez dos netos. Era para ela curtir os momentos mais divertidos das crianças, ficar com eles vez ou outra, não assumir um papel tão presente na criação, que deveria ser dos pais. Acredito que todos perdem muito com esse formato: meus filhos, por não terem esse afeto parental, eu, por sempre tentar assumir um papel insubstituível, e minha mãe, por estar investindo boa parte do tempo dela em uma função que não é sua obrigação”, comenta. 

Indenização por abandono afetivo paterno

Essa negligência parental pode ser contestada na justiça. Ainda não há uma lei específica que trata o tema, mas as crianças estão respaldadas pelo artigo 229 da Constituição Brasileira e 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O texto diz que “toda criança tem o direito de ser cuidada pelos seus pais”, portanto, o abandono parental pode caracterizar descumprimento desse artigo. Já houve casos em que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a possibilidade de indenização moral, devido a esse tipo de situação. Mesmo em casos em que o pai pague a pensão alimentícia, o amor, o carinho e o afeto não são sentimentos à venda. Não há nada que pague a falta que essa criança tem de seu pai. As marcas podem ser profundas e, muitas vezes, elas comprometem toda a trajetória de vida de uma pessoa.

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Veja por que as crianças mentem e como lidar com isso

O Clube de Leitura Quindim discute com a psicoterapeuta Juliana Fernandes por que as crianças mentem e como lidar com essa situação.

Pais e cuidadores conhecem muito bem a cena: crianças, em algum momento da infância, começam a contar uma mentirinha aqui, outra ali. Quando elas são muito pequenas, a situação mais parece um conto da sua cabeça e cenas como essas não chamam tanto a atenção. É um momento em que a criançada está desenvolvendo sua imaginação, tendo contato com estímulos diversos, como livros e desenhos em aparelhos eletrônicos. Mas e se essas mentirinhas começarem a ser mais constantes? Quando começar a se preocupar? Para entender melhor sobre o assunto, o Clube de Leitura Quindim conversou com a psicoterapeuta Juliana Fernandes. Veja alguns trechos da conversa.

Clube Quindim: Juliana, por que, no geral, as crianças mentem?

Juliana Fernandes: Na realidade, todas as pessoas mentem, mentiras sociais são importantes no processo de adaptação a vida. Portanto, as crianças não estão isentas da mentira, principalmente porque estão iniciando seu processo de socialização e, nesse momento da vida, elas querem agradar e ser aceitas, como todos nós.

C. Q.: Algumas vezes, as crianças mentem por medo da reação dos pais. Como lidar com esse tipo de atitude? Quando se preocupar?

J. F.: Essas pequenas mentirinhas servem para agradar os pais e as pessoas ao redor. Inclusive, os próprios pais incentivam essas “mentirinhas” quando pedem que a criança fale que gostou do presente de uma pessoa próxima, por exemplo. A mentira passa a se tornar preocupante quando ela perde o limite em relação a agradar o outro, e passa a ser prejudicial a outra pessoa. Ou, até mesmo, para “se safar” de uma repreensão. Quando os pais percebem que ocorre a mentira para benefício próprio, no sentido de enganar o outro, é muito importante não acontecer a briga. Isso porque, de certo modo, a criança fez isso para evitar essa repreensão. É importante manter um diálogo aberto, dizer que sabe que a criança está mentindo ou até mesmo pedir para que ela assuma que está inventando algo. O adulto precisa acolher a criança nessa hora para, a partir do diálogo, entender se está sendo muito duro, ou até mesmo entender o motivo dessa mentira. Ao mesmo tempo, os pais e cuidadores devem conversar sobre o quanto é importante a criança falar a verdade, mesmo que os adultos fiquem bravos com a atitude dela. Nesse momento, é necessário dizer aos pequenos que, na vida, eles sempre vão se responsabilizar pelo erro cometido.

C. Q.: O que os pais devem fazer quando identificarem que as mentiras são mais por medo da sua reação?

J. F. Os pais precisam mudar a atitude frente à criança, pois, caso continuem exercendo esse tipo de reação, ela vai, cada vez mais, se retrair quando fizer algo que acredita estar em desacordo com os pais. Em situações como essas, os pais vão deixando de ter acesso à criança, ficando impossibilitados de ajudar o filho nas suas escolhas durante a vida.

C. Q.: O acolhimento é o melhor caminho?

J. F.: O acolhimento precisa existir sempre, claro, mas com certeza com diálogo aberto sobre o quanto a mentira é algo ruim, assim como a atitude que levou à mentira. É necessário estar aberto para mudar a própria atitude frente ao filho. Caso contrário, os pais terão um filho mais distante e com medo da reação, logo, omitindo cada vez mais as situações.

C. Q.: Também existe um âmbito da fabulação em alguns casos. Por exemplo: a criança que fala que está com o amigo imaginário dela ou que determinada situação aconteceu. Ou seja, não é uma mentirinha planejada. Existe comumente essa exceção? Em qual faixa etária?

J. F.: Existe sim. Até aproximadamente os oito anos, a criança ainda está na fase da fantasia, ou seja, o mundo imaginário da brincadeira que faz parte da sua realidade. Por isso, é muito comum a fantasia acontecer. A partir dessas fantasias, ela elabora o mundo externo. Portanto, é importante que esse mundo lúdico exista para que a criança desenvolva sua própria individualidade e vá se adaptando, com o tempo, à realidade que a cerca.



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Como fazer papinha para bebê? Confira 9 receitas rápidas, fáceis e saudáveis

Saiba como fazer papinha para bebê usando ingredientes saudáveis e com receitas super práticas!

A introdução alimentar do bebê é uma fase muito aguardada pelos pais. Ver as expressões da criança ao provar uma comidinha nova e a animação de descobrir novos sabores é sempre um momento bastante esperado, mas nem todos sabem como fazer papinha para bebê.

O período entre 6 meses e 3 anos é a época em que a criança conhece um novo mundo. Os pequenos começam a entrar em contato com diversos estímulos, entre eles novos sabores de alimentos, texturas, aromas e muito mais.

Assim, a papinha para bebê é um dos primeiros alimentos que costumamos oferecer. Venha conferir algumas receitas que são super fáceis, rápidas e saborosas!

Introdução alimentar: como o bebê começa a comer papinha?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a UNICEF recomendam que o aleitamento materno seja a única alimentação dos bebês até o sexto mês de vida. A partir disso, é possível dar início à introdução alimentar.

Há casos em que os bebês precisam ser alimentados com fórmulas. Porém, é importante que isso seja feito apenas mediante prescrição médica, já que é vital fazer uma análise minuciosa para entender se o bebê precisa mesmo dessa suplementação ou se o leite materno é suficiente, como é de costume.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) diz que a introdução alimentar deve ser feita somente a partir dos 6 meses de vida. Até essa idade, todos os nutrientes são fornecidos pelo leite materno ou fórmula infantil. Portanto, não há necessidade de nenhum tipo de alimentação extra.

No entanto, é importante oferecer os alimentos de forma separada quando você começar a introduzi-los. Dessa maneira, o bebê pode identificar os sabores e as texturas.

Além disso, nem sempre é necessário bater a papinha no liquidificador ou mixer. Há alimentos que podem ser amassados e raspados e, assim, oferecidos diretamente para a criança, que ainda poderá conhecer seu sabor e textura individualmente, o que contribui para uma introdução alimentar bem-sucedida.

Confira também: Introdução alimentar: quando e como introduzir os alimentos aos bebês?

Quais os benefícios da papinha?

A introdução alimentar com a papinha para bebê apresenta uma série de benefícios. Entre eles estão:

  • Estimular a mastigação;
  • Inserção de mais nutrientes na dieta;
  • Incentivar uma alimentação diversificada;
  • Manter uma alimentação saudável desde bebê;
  • Apresentar mais texturas e sabores para estimular o paladar;
  • Prevenir a obesidade infantil;
  • Fortalecer o sistema imunológico;
  • Impedir o desenvolvimento de alergias alimentares.

Leia também: Como aumentar a imunidade infantil? Conheça 9 alimentos indispensáveis

Diversifique os sabores da papinha

Pode parecer que a diversificação é apenas uma maneira de estimular que o bebê sinta os sabores e perceba se gosta ou não de determinados alimentos. Entretanto, saiba que a variação é muito mais do que isso!

Oferecer um cardápio variado para o bebê é essencial para que a alimentação seja mais nutritiva e completa. Dessa forma, as papinhas contêm diferentes nutrientes, e a diversificação insere vitaminas e minerais que são fundamentais para o desenvolvimento.

O ideal é que essas papinhas sejam feitas com alimentos frescos e pouco sal – idealmente, nenhum sal até pelo menos um ano de idade, também como mostra a SBP, lembrando que os alimentos e ingredientes já costumam contar com sódio naturalmente.

Porém, mesmo que o sal seja contraindicado até 1 ano de idade e, depois disso, a sugestão seja de usar apenas um pouquinho, vale lembrar que temperos e condimentos naturais podem ser usados tranquilamente, como alho, cebola, salsinha, cebolinha, coentro, orégano e por aí vai.

Com essa variedade na alimentação, seu bebê fica bem alimentado e também começa a aperfeiçoar o paladar. Portanto, a diversificação de sabores de papinha é fundamental para que você conheça quais são as preferências da criança.

Receitas de papinha para bebê de seis meses em diante

Finalmente chegou a hora em que você vai começar a introdução alimentar do seu bebê! Mas se você ainda não sabe quais são as melhores receitas de papinha, estamos aqui para ajudar.

Além disso, vale lembrar também que se você começar a oferecer algum tipo de papinha e o bebê rejeitar, não se preocupe. Essas são etapas comuns na introdução alimentar e fazem parte da adaptação da criança.

Aproveite para conhecer algumas receitas deliciosas para seu bebê!

Como fazer papinha de frutas para bebê

Qual bebê resistiria às papinhas doces, não é mesmo? Adicionar frutas à alimentação é uma ótima opção para a introdução alimentar. Por isso, aqui você vai saber como fazer papinhas de frutas bem fáceis.

1 – Papinha de maçã

Uma das primeiras papinhas dos bebês é a de maçã, pois é deliciosa e fácil de fazer.

  • Separe 2 maçãs vermelhas ou verdes e corte-as em pedaços pequenos.
  • Depois, coloque um litro de água em uma panela e adicione os pedaços, fervendo-os por aproximadamente 10 minutos.
  • Amasse as maçãs com um garfo, espere esfriar e dê para o bebê.

2 – Papinha de pera

Assim como a papinha de maçã, fazer a papinha de pera é super fácil e rápido.

  • Retire as cascas da fruta e amasse a pera junto de 2 colheres de sopa de abacate para melhorar a textura e deixar a comidinha mais nutritiva.
  • A pera é rica em fibras, vitamina C e potássio, o que ajuda na digestão dos alimentos e evita a constipação.

3 – Papinha de banana

A banana é outra fruta deliciosa e que faz sucesso entre os bebês. Então, que tal fazer essa papinha?

  • Pegue ⅓ de banana nanica e 1 fatia de mamão papaia (sem casca e sem sementes) e amasse com um garfo até que a consistência fique como um purê.
  • Quando perceber que as frutas estão bem amassadas, é só servir.

4 – Papinha de manga

Se a manga já é uma fruta muito querida até pelos adultos, que já conhecem vários outros alimentos, imagine para os pequenos, que se depararão com esse sabor doce e delicioso pela primeira vez!

  • Primeiro, descasque a manga e corte-a em pedaços pequenos.
  • Depois, coloque a manga no liquidificador com um pouco de água. Então, é só bater e servir para o bebê.
  • Se quiser colocar um suco no lugar da água, você pode adicionar o suco de uma laranja lima. Dessa maneira, a papinha fica mais saborosa e nutritiva.

5 – Papinha de abacate

Essa talvez seja a papinha mais fácil de todas!

  • Escolha um abacate que esteja maduro.
  • Corte a fruta ao meio e retire a polpa.
  • Depois, é só amassar e dar para o bebê.

Como fazer papinha de legumes para os bebês?

As papinhas salgadas também são deliciosas. Confira algumas receitas:

6 – Papinha de beterraba

Essa papinha tem como base a beterraba, mas pode ser misturada com outros alimentos, como feijão branco, cenoura e outras variedades.

  • Descasque os legumes, corte em pedacinhos e leve ao fogo com água. Você também pode adicionar temperos e condimentos naturais na mistura, como alho e cebola, por exemplo.
  • Quando estiverem macios, amasse e adicione um fio de azeite de oliva.

7 – Papinha de mandioquinha

Crie uma papinha nutritiva e saborosa utilizando mandioquinha, couve e carne moída!

  • Refogue os ingredientes usando os temperos naturais de sua preferência.
  • Depois, cubra com água e deixe no fogo por alguns minutos até que os alimentos estejam macios.
  • Logo em seguida, amasse os legumes com um garfo e deixe esfriar. Pronto!

8 – Papinha de cenoura

Muito nutritiva e simples, a papinha de cenoura leva uma cenoura, meia batata inglesa e um pedacinho de alho.

  • Corte os legumes, doure o alho com um fio de óleo e adicione os alimentos.
  • Depois, é só cobrir com água e esperar que eles fiquem macios para amassar e servir.

9 – Papinha de abóbora

A papinha de abóbora (ou moranga) é bem suave e pode ser a escolhida para ser a primeira do bebê.

  • Pegue ½ abóbora cabotiá, ½ cebola pequena e 4 colheres de azeite.
  • Ferva os pedaços da abóbora até que fiquem macios.
  • Enquanto isso, refogue a cebola com azeite.
  • Depois, basta adicionar a abóbora e mexer até virar um purê.

Dica: você pode usar uma forma para congelar papinha!

Para não precisar fazer a papinha todos os dias, você pode cozinhar uma quantidade maior e colocar as porções em formas para congelar!

Prefira colocar em recipientes de vidro, pois eles aguentam mais as variações de temperatura.

Como descongelar a papinha?

Primeiro, retire a porção do congelador e deixe na geladeira. Isso faz que o alimento descongele naturalmente e evita contaminações. Também é possível descongelar a papinha em banho-maria ou no micro-ondas.

Receitas de papinha: alternativas simples, saborosas e saudáveis para os bebês!

São muitas receitas deliciosas de papinha para bebê. Explore as possibilidades e crie receitas diferentes para que sejam mais nutritivas e saborosas. Dessa forma, a criança crescerá mais forte e saudável.

Entre as refeições, que tal aproveitar para incentivar o hábito de leitura desde os primeiros meses de vida? Conte com a ajuda do clube de leitura do Quindim para receber livros infantis em casa e ler junto dos pequenos. Assim, os melhores livros chegam direto em sua casa e você tem mais tempo para experimentar receitas de papinha!

APROVEITE ESTE MOMENTO PARA INCENTIVAR A LEITURA!